História Quando as coisas erradas se tornam certas - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy
Tags Draco, Drarry, Harry, Mpreg, Romance, Yaoi
Exibições 772
Palavras 2.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha quem vem com mais um capítulo fresquinho!!! *-*
E olha que eu nem estou tão atrasada dessa vez O_O Milagres existem!!! kkkkkkkkkk

Em primeiro lugar: OBRIGADA PELOS 200 FAVORITOS!!!!!!! Quando eu vi, quase chorei de emoção!! Ai, que felicidade *-* Eu sei que prometi uma Scorbus pelos 100 primeiros favoritos, mas quero terminar essa aqui sem dor de cabeça primeiro ^^

Em segundo lugar quero dizer que... Já estamos no capítulo 16! Gente! Isso é muita coisa e vocês ainda não desistiram de mim! Obrigada *-* Se tudo der certo, virão mais 9 capítulos e um epílogo por aí... Então se eu conseguir continuar postando um capítulo por semana, o último (epílogo) será postado no Natal!

Ah, Kim JongIn é um integrante do EXO... E eu ainda não sei pq ele virou médico do Draco... Ele já estava lá quando eu vi kkkkkkkkkk

Mas vamos parar de enrolação *-* Boa leitura e até breve ^^

Capítulo 16 - Apaixonados


 

 

As lágrimas não paravam de escorrer por seu rosto. Sentia seu coração despedaçado e a sensação de que estava fazendo alguma coisa errada ainda o assolava. Como ele poderia estar errado? Não tinha sido ele aquele que jogou tudo ao vento, tinha? Então por que...

- Que ódio! Por que eu nasci assim? – Draco escondeu o rosto no travesseiro, gritando em frustração ao perceber que sua parte Veela não estava contente com a discussão de momentos atrás. – Não, eu não sou culpado, ele que é. Ele não acredita no que estamos vivendo!

Ou seria ele que tinha colocado expectativas demais em uma farsa? Em um relacionamento fadado ao fracasso? Não queria pensar naquilo, não queria imaginar se Harry – Potter, Potter! – estava se sentindo tão sozinho no quarto de hóspedes como ele se sentia naquela cama. O seu quarto deveria ser tão frio? Seu colchão era tão desconfortável assim desde quando?

Os soluços eram abafados pelas camadas do travesseiro e, por isso, Draco pôde ouvir fracas batidas na porta, acompanhadas pela voz do moreno. Não respondeu, fingindo dormir, mas sentiu seu coração falhar uma batida ao perceber que a voz dele estava tão falhada quanto a sua estaria se tentasse falar. Ele estava chorando?

Mesmo que uma parte de si gritasse para que abrisse a porta, venceu a batalha e continuou deitado, deixando que o pranto o conduzisse ao sono, sem saber que Harry se acomodava sentado á sua porta, pronto para passar a noite ali, ou o tempo que levasse para que Draco saísse e aceitasse conversar consigo.

Acordou com a lua ainda no céu ao sentir uma dor aguda em suas costas. Não era parecida com as que sentia quando sua magia estava desestabilizada, era mais como se os ossos de suas costelas estivessem se quebrando lentamente. Fez menção de gritar, não sabia se de dor ou para pedir ajuda, quando a mesma dor se estendeu para seu pescoço e irradiou pelos seus braços, sua boca ficou aberta, mas som nenhum saía dela.

Em pouco tempo aquela dor não era a única que sentia. Seu estômago parecia ser esfaqueado, sua cabeça doía como se tivesse recebido um Cruciatus diretamente em seus olhos. Mal teve como se inclinar para vomitar ao lado da cama tamanha agonia e dor. Estava até mesmo tentado em gritar por Harry quando se lembrou que não passava de um peso para ele. Não o chamaria, não deixaria que ele o visse apenas como uma aberração doente... Não veria pena nos olhos de quem amava. Com esse pensamento, sua consciência se foi, junto com a dor.

 

 

Harry acordou assustado, ainda estava sentado com as costas apoiadas na porta do quarto que antes dividia com Draco. Não conseguiu dormir muito bem, na verdade tinha pegado no sono, sem perceber, em algum momento da madrugada. Isso tornava seus pensamentos muito confusos. Tinha mesmo ouvido Draco gemer de dor ou foi um sonho maluco?

Decidido a consertar o que tinha feito de errado no dia anterior, Harry esfregou os olhos e se levantou. Não bateria na porta daquele jeito, Draco merecia um pedido de desculpas decente, com direito á romantismo e tudo mais, então andou até o quarto de hóspedes e tomou um banho sem muita demora. Não importava se Draco aceitaria seus sentimentos, Harry diria tudo e faria o que fosse necessário para ter o perdão do loiro.

- Você foi um bastardo imbecil e vai arrumar essa bagunça. – disse para seu reflexo, antes de sair do banheiro e rumar para a cozinha.

Como no dia anterior, o lugar estava vazio, mas Harry não se importou e passou a preparar tudo o que sabia ser do agrado de Draco. Enquanto a torta ainda estava cozinhando, desceu até os jardins em busca de algumas flores que cultivara com magia nos últimos dias. Fez um pequeno buquê com Ciclames vermelhos (afinal, Draco podia não ser seu namorado, mas, se tudo desse certo, seria) e Jacinto Púrpura. Respirou fundo ao se lembrar da origem da última flor segundo a mitologia grega e torceu para que sua história não acabasse tão tragicamente como a de Apolo e Jacinto.

Voltou para a cozinha e fez o possível para que tudo ficasse o mais perfeito possível sobre a bandeja de prata que encontrou em um dos muitos armários. Sorriu, confiante, antes de subir para o quarto de onde Draco ainda não tinha saído. A porta não estava trancada, como não estivera na noite anterior, mas diferente de antes Harry entrou sem bater e sem ser convidado. Fechou a porta com cuidado ás suas costas e se aproximou da cama com cuidado.

Colocou a bandeja sobre o criado mudo e sentou no espaço que Draco sempre deixava para si na cama. Mesmo com medo de ser rechaçado assim que visto, levou uma mão até as costas de Draco, notando que ele não tinha trocado de roupa antes de dormir e que sua camisa estava encharcada de suor.

- Draco... Acorde... Eu sei que fiz um monte de besteiras ontem e você pode me bater, eu não ligo. Só me deixe consertar as coisas, por favor. – por mais que quisesse se mostrar confiante, sua voz falhou e ele teve que pigarrear. – Draco... – chamou de novo, sem resposta, o que o deixou intrigado. Draco tinha o sono leve pela manhã e já devia estar acordado reclamando por não ter fechado as cortinas, então por que não o respondia?

Colocou a mão no ombro do loiro e o puxou de leve e prendendo a respiração ao ver Draco cair de costas, mole e com a boca suja de uma substância estranha misturada com sangue, que Harry percebeu que devia ter saído dos lábios costados.

- Draco, fala comigo, acorda, por favor... – Harry trouxe Draco para seus braços e o sacudiu, tentando alguma reação, que não veio. Sem pensar duas vezes, pegou sua varinha e aparatou direto no hospital St. Mungus. – Socorro! Alguém me ajuda! – gritou, em desespero, chamando a atenção de duas enfermeiras para si. Não demorou para que estivessem em um quarto com Draco limpo e sob o olhar atento de um Medibruxo. – Onde está o curandeiro responsável por ele?

- Está de licença, Sr. Potter. Mas não se preocupe porque ele deixou eu e meus assistentes com todas as informações que precisamos. – o curandeiro disse, em uma voz calma, ao perceber a aflição na voz de Harry. – Posso perceber que nada foi danificado internamente, mas os músculos parecem tencionados... Ele parece ter sofrido com alguma dor. Algo que eu deva saber, Sr. Potter? – o medibruxo virou para Harry e o encarou com os olhos cor de chocolate. Ele era muito alto e, apesar de visivelmente asiático, sua pele era levemente morena e não amarela.

- Nós brigamos... Não! Não foi isso que o senhor está pensando, eu nunca o machucaria. – Harry agarrou os cabelos com força. – Discutimos, ele dormiu no quarto e quando eu fui resolver as coisas eu o encontrei assim. O que aconteceu? Ele está estável há dias! Ele não devia sentir dores, não é?

- Agora as coisas fazem mais sentido. – ele pegou a mão de Harry e colocou sobre a de Draco, que estava muito gelada. – o Veela está fazendo ele sofrer por brigar com você. A inconsciência é a única forma que o corpo dele encontrou para não enlouquecer, mas ele não pode ficar assim, precisa se alimentar e se hidratar. – Ele guardou a varinha e foi em direção á porta. – Ele deve acordar em alguns minutos, já que estão próximos de novo, eu vou providenciar uma refeição para o Sr. Malfoy.

Harry levou a cadeira na qual sentava para mais perto da cama e segurou a mão fria de Draco com as suas, beijando os dedos longos e tentando não pensar no que teria acontecido se ele tivesse demorado mais para encontrá-lo.

Demorou quase meia hora até que Draco recuperasse a consciência e Harry achou melhor que não estivesse tão próximo naquele momento, então se levantou e deu um passo para trás, mesmo que sua vontade fosse abraçar Draco e pedir desculpas até não ter mais voz.

Os olhos azuis se abriram e piscaram, tentando se acostumar com a claridade. Draco tentou se sentar, mas seus músculos protestaram no mesmo instante, então apenas virou a cabeça de leve, tentando entender como fora parar ali, em uma cama de hospital. Foi então que viu Harry e se arrependeu de ter aberto os olhos.

O moreno estava próximo, mas não exatamente ao lado de sua cama e segurando sua mão como um namorado preocupado. Seu olhar era de preocupação, misturado com algo que não soube identificar. Quando ele abriu a boca para falar, Draco virou o rosto e o interrompeu, a voz grossa e quebrada pela falta de uso e de líquido.

- Você já fez o que tinha que fazer. Pode ir embora, Potter. – fechou os olhos, esperando ouvir passos se afastando, talvez a porta batendo, mas não ouviu nada.

Harry se aproximou, ignorando as palavras do loiro, e voltou a sentar ao lado da cama.

- Não, Draco. Eu não fiz o que tinha que fazer. Se eu tivesse feito, nós não precisaríamos estar aqui. – a voz do moreno era carregada de dor. – O que eu devia fazer era proteger você, era te tratar com carinho, era te ouvir. Mas eu fiz o contrário de tudo isso. É meu dever que você fique bem, porque...

- Por que é meu companheiro? Não precisa se preocupar, logo esse inferno de cio acaba e eu não vou morrer até lá, então guarde sua pena e cuidados pra você.

Harry respirou fundo e segurou a mão de Draco, ganhando resistência do mesmo, que ignorou até que ele lhe encarasse.

- Eu fui um idiota por falar aquelas coisas pra você ontem, não deveríamos discutir de cabeça quente. Não, eu não quero ir embora e nem acho que estar com você é uma obrigação. Eu não tenho pena de você e não é meu dever fazer tudo isso só por causa do seu Veela, como está pensando.

- Então é por que, então? – as lágrimas desciam, teimosas, pelos cantos dos olhos de Draco. Harry fez questão de se inclinar sobre ele para secá-las.

- Por que eu estou apaixonado por você e é isso que pessoas apaixonadas fazem. Elas cuidam umas das outras, elas se preocupam...

- Não mente pra mim. – Draco tentou soltar a mão e desviar dos carinhos, mas Harry foi firme. – Depois de tudo o que você disse acha mesmo que eu vou acreditar que está apaixonado por mim?

- Acho... Porque eu já fiz coisas muito piores que essa e você me desculpou e acreditou em mim. – uma de duas mãos foi até um pedaço de pele exposta de Draco, que revelava pequenas cicatrizes juntas, que Harry sabia que ele escondia com um feitiço de glamour. Cicatrizes estas que eram resultado do Sectumsempra que o moreno usara em Draco sem saber o que resultaria. – Eu sei que não mereço, mas... Você me daria outra chance?

Draco ficou em silêncio. Não poderia mentir e dizer que seu coração não bateu descontroladamente ao ouvir Harry dizer que estava apaixonado, mas tinha medo. Seria certo dar aquela outra chance?

Harry entendeu o silêncio de Draco como uma negativa e se afastou, com um sorriso fraco no rosto.

- Tudo bem. Vou respeitar seu espaço. Só pergunte para o Medibruxo como acalmar seu Veela, ok? Para que não sofra mais dor. – mesmo sentindo seu coração partido em diversos pedaços, Harry foi em direção á porta. – Eu estarei lá fora, se precisar de alguma coisa.

Draco sentiu seu coração apertar ao ver a porta se fechar e não conseguiu se conter por mais que alguns minutos.

- Harry... – chamou, vendo a porta se abrir novamente, mas não era quem queria ver e sim quem imaginou ser seu medibruxo.

- Olá, Sr. Malfoy. Sou o Dr. Kim, estou cuidando de você enquanto o seu curandeiro está de licença. – o asiático sorriu e colocou a bandeja com comida sobre uma mesinha antes de arrumar a altura da cabeceira com um movimento da varinha. – Você passou por muita dor essa noite, pelo que pude notar, então vai sentir um desconforto em seus músculos por até dois dias, então eu recomendo que fique de repouso e não faça movimentos muito bruscos ou tente carregar peso. – ele anotou algumas coisas em uma prancheta. – Eu preciso verificar meus outros pacientes, então se alimente e tente dormir mais algumas horas. O Sr. Potter só voltará mais tarde.

- Ele... Ele foi embora? – a tristeza em sua voz não surpreendeu o doutor.

- Eu mandei ele ir comer alguma coisa. Mas não se preocupe, ele logo estará de volta. – as palavras tranquilizaram Draco, mas a tristeza ainda era perceptível em seus olhos. – Ele disse que ficou na porta do seu quarto a noite inteira... Se eu fosse você pensaria bem se quer mesmo ele longe da sua vida. – e com um sorriso, o medibruxo saiu do quarto.

 

 

Draco comeu, dormiu, leu um jornal que estava no criado mudo, mas nada que fizesse parecia fazer as horas passarem mais depressa. Já era quase quatro da tarde quando a porta de seu quarto foi aberta novamente. Dessa vez era Harry. Ele parecia mais animado, mas, por algum motivo, o sorriso não chegava aos seus olhos.

- Vamos? O JongIn, digo, o Dr. Kim acabou de te dar alta. – ele entregou uma muda de roupas limpas para Draco. – Quer ajuda para ir até o banheiro se trocar? Eu posso chamar uma enfermeira.

A mão de dedos finos agarrou seu braço enquanto Draco se esforçava para levantar. Harry o ajudou, mesmo tentando não invadir o espaço pessoal do loiro.

- JongIn? Ficou tão íntimo do meu medibruxo assim do nada, Potter? Foram almoçar juntos enquanto eu ficava aqui sozinho, foi isso? – apesar de sentir as pernas doendo, era mais Draco que conduzia Harry até o banheiro do que o contrário.

- Ei, não tem nada de intimidade, a gente só conversou um pouco sobre você. – Harry ajudou o loiro a se apoiar para trocar a bata de hospital por uma roupa limpa.

- Acontece, Potter, que eu não gosto de gente de intimidade com o que é meu. – ele empurrou Harry de leve para a parede, que, surpreso, não se mexeu. – Se chamar ele pelo nome de novo, eu volto atrás, está me entendendo?

Harry o olhou confuso, realmente sem entender o que Draco estava tentando dizer até sentir os lábios de Draco colados nos seus.

- Não faça eu me arrepender...

- Eu não farei. – Harry, ainda se sentia surpreso pela mudança súbita do loiro, mas não reclamaria. – Isso quer dizer que está apaixonado por mim também? – perguntou, sorrindo, vendo Draco se afastar para voltar a se trocar.

- Sim, Potter, somos dois idiotas apaixonados... Um mais idiota e outro mais apaixonado, mas ainda não decidi em qual você se encaixa melhor.

Estaria tudo entrando nos trilhos dessa vez?

 

Continua...


Notas Finais


E aí? Acharam que o Harry ia sofrer mais, né? Eu tbm queria, mas mudar o planejamento agora seria muito tenso kkkkkkk MAS... Digamos que ainda existe possibilidade dele sofrer até o final.
Bjs e até o próximo ^^


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