História Quando as coisas erradas se tornam certas - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy
Tags Draco, Drarry, Harry, Mpreg, Romance, Yaoi
Exibições 766
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Em primeiro lugar eu quero ressaltar que eu odeio esse calor e que horário de verão ferra com meu metabolismo, não que isso importe pra fic kkkkkkk

Se vc for escrever um capítulo que sabe que vai ser triste, não inventa de colocar Islands do Super Junior como trilha sonora, eu tô tentando não chorar desde as 19h escrevendo esse capítulo.

Não me matem....

Boa leitura....

Capítulo 17 - E o Cio termina


 

 

Três dias. Três dias desde que Draco tivera as dores para que seu corpo o punisse por ter discutido com Harry e o moreno ainda não estava seguro em deixá-lo em casa sozinho.

Os dois estavam bem, levando em conta todas as palavras e sentimentos ruins que dividiram. A convivência estava como se pisassem em ovos e isso impedia Harry de trazer á tona o final do Cio de Draco, que deveria ter acabado no dia anterior, pelas suas contas. JongIn, o curandeiro que cuidou do loiro, esclareceu que era difícil saber quando o Cio realmente encerrava e não queria entrar no assunto de sentimentos e relacionamentos sem saber se era aquilo que os dois queriam.

 

Flashback On

 

- O Dr. disse que o que eu sinto por Draco pode ser devido á conexão Veela, mas que ele suspeitava que não. É mesmo possível que tudo isso que está acontecendo entre nós... É só uma suposição, certo? – Harry bebia um café forte, enquanto observava o medibruxo com atenção.

- Vou ser sincero, Sr. Potter... Digo, Harry. A maioria dos vínculos Veela são forçados e, os poucos que não são, dificilmente tem sentimentos verdadeiros envolvidos. Mas eu nunca vi nada como o que vi com você e o Sr. Malfoy naquele quarto... Nenhuma poção, feitiço ou condição poderia forjar um sentimento assim. Mas você só terá certeza de tudo quando o Cio acabar. – o doutor se levantou e ordenou que um de seus assistentes fosse para o quarto de um paciente, verificar a situação do mesmo.

- E como saberemos que o Cio acabou? Ele vai sentir alguma coisa? – Harry terminou seu café e também se levantou.

- Não, mas você vai perceber que alguns traços da personalidade dele vão voltar ao normal. Ele não será mais tão afável e sensível, e devo dizer que, se em meio ao Cio ele teve uma discussão com você e foi dormir sozinho, a personalidade dele não deve ser a das mais leves.

- É, eu sei... – murmurou e revirou os olhos

 

Flashback Off

 

- Se continuar a me ignorar, eu quebro esse vaso na sua cabeça. – Harry ouviu Draco dizer, um pouco irritado. – Estou te chamando há tempos, estava pensando no que?

- JongIn... – disse o moreno, sem pensar, para logo se arrepender ao ver Draco empinar o nariz e ir se sentar no outro sofá. – Digo, estava pensando no que o Dr. Kim me disse sobre o final do seu Cio, e acho que é provável que ele tenha mesmo acabado.

- Não acabou. – Draco disse, pegando um livro e passando a dar atenção á ele, ou ao menos fingir que o fazia. – Diga ao Dr. Kim que um Veela sempre sabe quando seu Cio termina. Talvez ele consiga ser um médico melhor com as informações corretas. – o desdém era palpável em suas palavras, mas Harry ignorou, evitando uma nova briga.

O silêncio pairou, desconfortável, enquanto Harry pensava se seria prudente falar com Draco sobre o que aconteceria quando tudo aquilo acabasse e Draco lendo um livro sobre poções medicinais. Harry estava a ponto de trazer o assunto á tona quando uma coruja marrom começou a bicar a janela, interrompendo seu raciocínio.

Ele pegou as cartas e entregou uma para Draco, que hesitou antes de abrir a sua.

- Eu tenho... Uma entrevista para começar as aulas no St. Mungus. – ele sorriu, largando o livro de lado e levantando para chegar mais perto de Harry que ignorou sua própria carta para abraçar Draco e o parabenizar. – Amanhã ás 10h. E aqui diz que a carta de recomendação do Sr. Potter foi “ignorada devido á natureza da relação do inscrito”, você mandou uma carta de recomendação? – Draco socou o braço de Harry de leve.

- Eu sei que estava apreensivo... Pelo seu passado e pela marca em seu braço. Só queria ter certeza que tinha feito tudo o que podia pra ver você feliz. – Draco não resistiu e selou seus lábios com os dele, deixando a carta cair no processo de enlaçar o pescoço de Harry com os braços e se entregar ao beijo afoito que compartilhavam.

Não demorou para que estivessem nus, em meio aos lençóis que voltaram a compartilhar na noite em que Draco voltara do hospital. Harry mordeu o pescoço de Draco, ouvindo-o gemer e suspirar enquanto castigava as costas de Harry com as curtas unhas.

- Tem razão, ainda não terminou seu Cio... – Harry provocou, levando a mão entre as nádegas de Draco e passando os dedos sobre a entrada sensível e com lubrificação. – Quando terminar, não teremos mais essa facilidade.

E o restante da tarde se resumiu ao que eles não tinham feito nos últimos três dias, já que Draco estava disposto a castigar muito o moreno por tudo o que tinha feito e dito no dia do jogo de quadribol.

- Eu amo você... – Sussurrou Harry, depois de ter certeza que Draco dormia tranquilamente em seus braços. – Eu amo e não é só por causa desse Cio.

 

 

Estava atrasado. Muito atrasado. Tudo bem que poderia aparatar direto no St. Mungus, mas não teria tempo nem de repassar as principais poções e seus ingredientes. Com certeza não teria chance perto dos outros entrevistados, o que tinha na cabeça quando se inscreveu?

- Draco, se acalma, você ainda tem meia hora. Vai tomar seu banho e eu vou falar com os elfos porque eles vão preparar um café bem rápido pra você.

- Não, eu não vou mais. Sem chance. Eu não lembro nem como eu salvaria a vida de alguém envenenado nesse momento. – ele jogava todas as vestes sobre a cama, sem saber o que vestir.

- Claro que sabe. Vai pro banho, agora! – empurrou o loiro para dentro do banheiro e fechou a porta. - Eu procuro alguma coisa pra você vestir.

- Isso é tudo culpa sua, seu ninfomaníaco! – Harry pôde ouvir Draco gritar do banheiro, antes de sair, rindo.

Draco se banhou em uma velocidade que não achava possível e, quando saiu, tinha algumas peças de roupas sobre a cama. Não era nada muito extravagante ou simples demais, e a gravata que compunha as vestes era azul e verde.

- O azul combina com seus olhos e o verde é pra você não esquecer dos meus. – Harry apareceu, trazendo seu café da manhã.

- Piegas, Potter... Muito piegas. – Draco dramatizou, mas suas bochechas ficaram vermelhas. Comeu com pressa e estava pronto para aparatar quando Harry o pegou pelo braço e o beijou.

- Boa sorte. – o moreno se afastou e viu o loiro sumir no ar.

Draco chegou ao St. Mungus com uma vantagem de cinco minutos, o que não era bom o suficiente á seus olhos, mas não tinha como voltar atrás, então andou apressado até o segundo andar, indo até a sala que fora designada para a sua entrevista. Bateu na porta e teve uma surpresa ao ver o Dr. Kim o esperando.

- Sr. Malfoy. – ele se levantou e esperou Draco entrar para cumprimentá-lo e pedir que sentasse. – Vejo que não estava errado de imaginar que hoje seria a melhor data para a sua entrevista. Seu Cio acabou ontem? – o asiático o encarava sem piscar.

- Acabou hoje, não que isso interfira de alguma forma o meu desempenho nessa entrevista. – Draco encarou de volta, sem se sentir intimidado.

- Claro que poderia interferir, Sr. Malfoy. Mas podemos falar sobre isso depois, certo? Eu preparei um teste escrito, caso passe hoje, amanhã faremos o teste prático e você vai saber poderá sentar em uma das minhas cadeiras de Interno.

Draco não respondeu, apenas pegou a pena, o tinteiro e a folha de teste que o outro lhe estendia e começou a trabalhar nas questões. Não eram fáceis, mas o loiro tinha estudado por muito tempo com um dos maiores possionistas do mundo bruxo, então não era nada que pudesse surpreendê-lo. Apenas fazia questão de preencher todas as lacunas que o medibruxo poderia encontrar em suas respostas.

Não eram muitas perguntas, no máximo umas seis, mas Draco estava tão concentrado em responder o mais perfeitamente possível que, só quando chegou na última, percebeu que mais de uma hora já tinha passado.

- Chega, você tomou muito do meu tempo, Sr. Malfoy. Vou corrigir o que você terminou e veremos se tem como voltar amanhã ou se apenas me fez perder tempo de trabalho. – JongIn pegou a folha das mão de Draco e começou a ler atentamente, não se mostrando contente ao verificar que o loiro tinha acertado tudo. Só sorriu quando viu que a última pergunta estava sem resposta. – Como fui insensível, o Sr. tem mesmo talento para o cargo que quer. Você poderá vir amanhã sem dúvidas, mas antes, gostaria de saber se sabe a resposta para a pergunta que não deixei que respondesse... Leia em voz alta e pode responder diretamente para mim também.

Draco pegou a folha, segurando o sorriso de superioridade que estava coçando para aparecer em seus lábios. Pigarreou e leu, perdendo a voz aos poucos.

- “Levando em consideração que sentimentos provocados pelo Cio Veela não se estendem depois este, seria seguro manter o companheiro de alma próximo do Veela (ou o contrário) sob influência de Amortentia?” – Draco releu aquela afirmação, antes da pergunta propriamente dita, sem mover os lábios. – O que quer dizer com sentimentos provocados pelo Cio? O Cio Veela só causa alterações em quem tem o traço genético, como maior vulnerabilidade, pele mais sensível, cheiros... Não existe alteração no companheiro.

- Claro que existe, Sr. Malfoy. Ou você acha mesmo que... Oh, meu Merlin! O Sr. Potter não te contou sobre isso? O Dr. Hector o alertou no dia que seu Cio começou, eu não sabia que ele não tinha te falado nada, me desculpe. – Dr. Kim falhou miseravelmente ao tentar esconder que seu pedido de desculpas em nada era verdadeiro. – De qualquer forma, acho que não precisa me responder. Vou te liberar porque tenho muitos pacientes para verificar, nos vemos novamente amanhã, certo? – E, sem se demorar, saiu da sala, deixando um Draco totalmente chocado e destruído para trás.

Então era assim? Harry realmente sabia que os sentimentos dele por Draco desapareceriam e mesmo assim o iludiu? Ele o fez acreditar que se preocupava, que estavam apaixonados, que poderiam ter um futuro juntos, talvez, mas tudo não passava de uma mentira. Por que ele faria isso?

Ainda estarrecido com a notícia, Draco voltou para casa e, tentando ser o mais racional possível e não chorar por algo que não tinha certeza, foi até a biblioteca, onde encontrou um bilhete de Harry sobre alguns de seus livros de estudo.

“Sei que vai querer se preparar para amanhã, só não esqueça de comer.

Estou na Academia de Aurores, me deseje sorte.

Harry

P.S: Seu livro sobre Veelas sofreu um acidente comigo ontem de tarde, mas comprei um novo. Foi difícil achar, então não queira me matar.”

Draco mataria o moreno se ter uma edição não rasgada daquele livro fosse exatamente o que ele precisasse, então apenas largou o bilhete e pegou o embrulho que acompanhava seus outros livros. Abriu sem se importar com o papel e se viu segurando um exemplar quase tão velho quanto o seu, mas não se importou com aquilo. Abriu na parte que desejava e procurou sem muita atenção aos detalhes, parando apenas quando a afirmação que lera no teste pulou sob seus olhos.

“Levando em consideração que sentimentos provocados pelo Cio Veela não se estendem depois este, seria seguro o Veela sob influência de Amortentia até que tenha certeza que o vínculo gerou algum herdeiro.”

Se a informação continuava ou não, Draco não sabia. O livro escapou de suas mãos e foi ao chão, assim como seus joelhos. Não conseguia mais ignorar as lágrimas e o desespero dentro de seu coração. Era pra valer agora, não teria mais volta, não teria mais Harry pedindo outra chance, ou cafés da manhã de desculpas por alguma briga estúpida que tiveram. Depois que ele fosse embora, não teria mais nada entre os dois... E ali Draco descobriu que o único idiota e apaixonado era ele mesmo.

 

 

Harry chegou animado da Academia de Aurores. Estava com medo de ter que passar por provas muito intensas no primeiro dia, mas foi apenas uma entrevista com o propósito de selecionar aqueles que tinham maiores possibilidades de evoluir na profissão. Como um grande combatente das Artes das Trevas desde os 11 anos, não foi muito difícil ganhar a carta para voltar no dia seguinte para as provas físicas.

Correu para a biblioteca, pensando que encontraria Draco lá, mas se enganou, então retrocedeu até o quarto, onde o loiro o aguardava em pé, com uma mala ao seu lado. A sua mala.

- Oi, Draco. Vamos á algum lugar? – perguntou, sem entender aquela situação.

- Você vai, Potter. – Draco disse, firme, com a voz que costumava usar com todos em seus anos em Hogwarts. – Você vai embora. O meu Cio acabou, não preciso mais de você.

Aquilo pegou Harry de surpresa e ele esperou que Draco dissesse que estava brincando ou algo assim, mas isso não aconteceu.

- Como assim você não precisa mais de mim? Eu pensei que...

- É, eu também, mas você sabe como essas coisas funcionam. – uma parte de Draco ainda torcia para que Harry o desmentisse, mas não foi o que aconteceu.

- Mas o Dr. Hector... Ele disse que... – Harry estava transtornado, mal conseguia completar seu raciocínio e ficava ainda mais desnorteado ao ver a falta de reação de Draco. – Você não pode estar falando sério!

- E você acha mesmo possível se apaixonar por alguém que você odiou por sete anos em apenas quinze dias? – apesar da máscara de indiferença, Draco estava desabando por dentro, então resolveu encerrar tudo de uma vez. – Eu quero que vá embora agora. Quando eu voltar pra minha casa, não quero nem me lembrar que você esteve aqui. – ele se adiantou até a porta, mas foi impedido por Harry, que disse firme, apesar de ainda chocado e muito magoado.

- Não precisa sair. A casa é sua. Eu vou embora. – ele pegou a mala e saiu do quarto, sem olhar pra trás.

Se tivesse olhado, veria que Draco não pôde conter as lágrimas ao vê-lo partir.

 

Continua....................


Notas Finais


E aí?? Será que ainda tem jeito esses dois? Por que será que o médico foi tão idiota? Estaria ele apaixonado pelo Harry? Ou tem outro motivo?

Acalmem as calcinhas/cuecas, eu prometi na sinopse que essa era uma história com final feliz, mas não disse que seria sempre feliz u_u Então não planejem meu assassinato.... Eu sofri muito escrevendo, acreditem!

Amo vcs ^^ kkkkkkkkkkkkkkkk
Bjs


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