História Quando as coisas erradas se tornam certas - Capítulo 23


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy
Tags Draco, Drarry, Harry, Mpreg, Romance, Yaoi
Exibições 427
Palavras 1.712
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIÊ!!!!!

Como estão? Tudo em ordem? Postando hoje pq a semana vai ser corrida e o capítulo da semana que vem tem 99,99999% de eu atrasar, PQ TEM SHOW DO SIMPLE PLAN!!!! E eu vou!!!!

Alguém por aqui vai na CCXP?? Eu estarei lá de Lady Loki ^^ Se alguém for no sábado ou domingo e me ver, grita u_u

Bom, sem enrolação... Boa Leitura *-*

Capítulo 23 - Pequenos Passos


 

Draco não podia negar que aquele pedido havia mexido com ele. É claro que gostaria de morar com Harry, mas...

- Eu não posso, Harry. – ele disse, desviando o olhar para não ver a decepção nos olhos do outro. – Eu quero, mesmo, mas não posso deixar meu pai aqui, sozinho, com a magia restringida e nessa busca louca pelo Black. E se ele não conseguir? E se ele enlouquecer? Eu sei que ele tem muitos defeitos, mas é meu pai... Não posso abandonar ele desse jeito.

Estava ofegante por ter falado tudo de uma vez e encarava o chão, tentando não pensar se estava pedindo demais para o moreno. Só levantou a cabeça quando o ouviu suspirar e rir de leve.

- Ok, acho que posso aturar algumas horas com Lucius Malfoy me provocando. Eu aturei você por sete anos, afinal de contas. – Harry tentou não mostrar seu descontentamento, mas entendia o que o loiro tinha dito. – Acha mesmo que essa loucura toda do seu pai vai dar algum resultado? – se jogou deitado ao lado de Draco na cama de casal que conhecia tão bem. – Não que eu não queira, mas será que não é esperar demais até da magia?

Draco encolheu os ombros, mas não respondeu, chegando mais perto de Harry e deitando a cabeça em seu peito. Eles ficaram assim por um tempo, apenas sentindo a presença e respiração um do outro, em um silêncio confortável.

Quando Harry achou que Draco já havia pegado no sono, o loiro começou a falar, com a voz quebrada.

- Eu queria saber da garotinha... A que eu cuidei, sabe? Ela é tão bonita e fofa. Ela não falou com ninguém, estava tão assustada. Você acha que vão conseguir achar algum parente pra cuidar dela? – as palavras saíram meio atropeladas e baixas.

- Ei, não fique assim, ansioso e nervoso. Faz mal pro bebê, você sabe. – Harry acariciou os fios loiros enquanto pensava no que poderia acontecer com a menina caso ninguém aparecesse. – Tudo vai ficar bem, você vai ver. Se quiser, nós podemos ir visitá-la assim que você ganhar o peso que precisa e descansar bastante, o que acha? Pode me apresentar essa princesa de quem tanto fala.

Draco sorriu e levantou a cabeça para colar seus lábios nos de Harry.

 

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E eles foram. Primeiro uma vez, depois duas e, quando Harry percebeu, Já havia se tornado um costume sair de seu treinamento e passar na ala pediátrica do St. Mungus com Draco antes de irem pra casa.

Os dois meses que se passaram nessa rotina fizeram bem para Draco. Ele estava mais corado e suas bochechas estavam mais aparente, tudo porque não queria ganhar mais nenhum dia de licença antes dos sete meses e perder o andamento das matérias e, principalmente, as visitas á pequena menina que conquistava mais e mais seu coração.

- Vamos, me diga seu nome. – Draco insistia, hoje não ficaria muito no hospital, pois Harry tinha avisado que eles iriam sair, então fez as coisas que precisava logo cedo e decidiu esperar o moreno no quarto da garotinha. – Eu queria saber seu nome, quantos aninhos você tem, queria conversar com você, princesa.

Desde que dera entrada na emergência, ela não falava nada. Os médicos mais experientes diziam que era uma forma de se proteger, já que ela era totalmente saudável. Draco tentava, mas sem uma resposta, ia perdendo as esperanças aos poucos. Decidiu mudar de assunto então.

- Ok, então vamos brincar enquanto o tio Harry não chega? – ela pulou da cama, concordando e batendo palmas, mas logo sentou de novo e apontou para a barriga do loiro, franzindo a testa em uma expressão que fez Draco se derreter. - Não, não vamos brincar de nada que faça mal pro bebê, vamos brincar de montar com peças, o que acha? – a menina concordou, dando espaço para que ele se sentasse também. – Está ficando muito tempo com o Harry, daqui a pouco vai vigiar até se estou comendo todos os legumes. – ela concordou novamente, sorrindo orgulhosa, o que fez Draco gargalhar.

Naqueles dois meses não tinham achado nenhum parente próximo dela, o que deixava o loiro muito apreensivo. O que fariam se continuassem assim por mais tempo?

- Olá... – Harry bateu na porta, colocando a cabeça para dentro e sorrindo ao ver a garotinha sair correndo ao seu encontro. Ele a pegou  no colo e recebeu um beijo molhado no rosto enquanto andava até Draco pra deixar um selinho nos lábios do loiro e acariciava a barriga de três meses, ainda não aparentando gestação. – Está pronto? Não podemos demorar.

- Estou sim, estávamos brincando, mas podemos ir quando quiser.

Harry colocou a menina na cama e entregou para ela uma sacola de papel, que ela abriu e virou na cama, revelando um monte de letras e números de plástico colorido. Ela encarou o brinquedo por um tempo e sorriu, pegando algumas peças e tentando montar alguma palavra que pudesse fazer sentido. Draco começou a ajudá-la e Harry logo se juntou á brincadeira. Quando saíram do quarto, deixaram seus nomes em meio a outras palavras montadas, e uma delas deixou Draco ainda mais radiante e feliz. Mesmo com muita dificuldade, o nome Mirela foi montado logo abaixo do nome de Harry e o casal agora sabia o nome da pequena princesa que tinham em suas vidas.

 

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- Que lugar é esse? – Draco perguntou, enquanto subiam por uma escada larga em um prédio da Londres trouxa. Já tinham passado por dois andares e só pararam no quarto quando Harry viu Hermione na porta de uma das salas daquele lugar.

Os dois foram até amorena que os cumprimentou, olhando para os lados, como se verificasse se estavam mesmo sozinhos.

- Você demorou! Eu disse que meu pai só tira meia hora de almoço, a gente deve ter só uns quinze minutos agora. – ela os puxou para dentro e Draco viu a recepção de um lugar branco e com um cheiro bem característico. – Esse é o consultório dos meus pais, eles são dentistas... Cuidam dos dentes das pessoas. – Hermione explicou, conduzindo os dois para uma porta ao lado direito, onde entraram em uma sala cheia de aparelhagens e objetos que Draco desconhecia.

- Ah... Meu dentes estão bem, obrigado. – ele estava ainda mais confuso, por isso diminuiu o passo e cruzou os braços, encarando Harry. - O que tá acontecendo aqui? Vamos, desembucha.

- É que... Eu quero ver o nosso bebê, Draco. É injusto que só o curandeiro possa saber informações do nosso filho. – Harry parecia uma criança pega fazendo o que não devia. – E sei que ele nos conta tudo, mas... Esse aparelho aqui vai nos mostrar, você não quer?

Draco olhou aquele trambolho e depois para Harry e respirou fundo antes de deitar na cadeira esquisita que Hermione lhe indicava. Não podia negar que estava curioso com esse tal aparelho, mas não acreditava que fosse possível ver seu filho antes dele ou dela nascer.

- Levante a camisa, vou passar esse gel em sua barriga, ok? Não podemos demorar, ou meu pai vai enlouquecer. – Ela passou o gel gelado na parte inferior da barriga de Draco e ligou o aparelho que ocupava uma grande parte da sala.

- Pra que uma pessoa que cuida de dentes tem um negócio desses que mostra bebês? Vocês, trouxas, são muito estranhos... – Draco sentiu uma pressão leve na pele e olhou para baixo, vendo aquele pedaço de plástico correr sua barriga.

- Isso é um aparelho de ultrassonografia. Ele não é só para ver bebês, mas para detectar, de uma maneira pouco intrusiva, qualquer tipo de anomalia dentro do corpo. Meu pai usa para verificar nódulos na garganta de paciente, entre outras coisas... Aqui! – Ela, quase gritou, apontando para o pedaço de vidro que Harry chamou de tela, onde tudo estava em tons de cinza. – Está vendo esse formato aqui? Esse é o bebê de vocês...

Hermione aumentou a imagem e Draco observou atentamente até perceber o contorno da cabeça e dos pequenos braços. O bebê mexia as mãozinhas e isso foi o que bastou para Draco sentir seus olhos marejarem. Harry não estava muito diferente, pelo contrário, as lágrimas já desciam livres por suas bochechas.

Hermione sorriu para o momento de emoção do amigo e decidiu correr um pouco mais de risco, mexendo em alguns botões e fazendo ecoar pelo consultório um som rápido e contínuo de batidas.

- Esse é o coração dele. – ela disse, já se sentindo inundada pela aura emotiva do momento e tendo que segurar as lágrimas.

- É forte... – Harry disse, beijando Draco com carinho. – Obrigado por isso. Eu nunca imaginei que um dia...

- Nem eu. – Draco o interrompeu, beijando-o de volta.

Toda aquela cena, porém, desmoronou quando a porta da recepção foi aberta. Hermione desligou tudo e deu um papel para Draco limpar a barriga.

- Aparatem, depois nos falamos. – ela disse, antes de sair correndo para atrasar o pai. Os dois não demoraram a obedecê-la e logo estavam na sala da mansão.

Eles se abraçaram e ficaram assim por um tempo até Draco reclamar de fome.

- Quer que eu prepare algo? – o loiro negou e Harry percebeu que ele estava ficando vermelho. – Ei, por que está com vergonha?

- É que... – ele suspirou e fez um bico, contrariado. – Eu acho que estou com desejo.

Harry riu, achando muito fofo.

- Desejo? Do que? – suas mãos foram para a barriga, ainda pouco aparente de Draco.

- Eu quero suco de aspargos com tomate. – o loiro tinha uma expressão tão cobiçosa que Harry teve que segurar a sua de nojo pelo pedido estranho.

- Seu pedido é uma ordem. Vou preparar esse suco esquisito pra você e também uma refeição decente.

Draco concordou e apenas sentou no sofá. Harry fez como prometido, lhe trazendo o suco e depois os dois comeram uma deliciosa torta de frango. A tarde ia bem tranquila e preguiçosa até a chegada de uma coruja, que acabou com a calma e tranquilidade e fez lágrimas correrem dos olhos azuis.

- Ei, o que houve? Calma, me conta o que aconteceu. – Harry já estava entrando em desespero por ter o namorado e seus braços aos prantos, depois de destruir o pergaminho.

- Eles a levaram... Levaram Mirela pra um orfanato.

 

Continua...


Notas Finais


Sobre ser destruidora de corações... Eu sei que tenho que parar com isso kkkkkkkk SORRY!!!!
Para adoçar vocês... Aqui tem uma fanfic Scorbus que eu postei esses dias kkkkkk https://spiritfanfics.com/historia/body-moves-7114369
Até logo *-*
Bjs e não me odeiem!!


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