História Quando ela se foi (Camren) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Visualizações 39
Palavras 1.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey ♡

Capítulo 4 - CAPÍTULO 4


Usei minhas milhas para conseguir um upgrade. Não faço questão de bebida à vontade, tampouco de comida um pouco melhor, mas o espaço livre para as pernas é sempre uma bênção. Quando viajo na classe econômica, invariavelmente me sento entre dois brutamontes ansiosos por espaço e atrás de uma velhinha que, embora sequer consiga tocar o chão com os pés, insiste em reclinar a poltrona o máximo possível e sente um prazer quase sexual em ouvi-la esmagar meus joelhos. Ela se estica de tal modo que dá para eu passar o voo inteiro procurando caspas em seu couro cabeludo.

Eu não tinha o número de telefone de Lauren, mas lembrava o nome do hotel, D’Aubusson. Liguei para lá e deixei um recado dizendo que estava a caminho. Entrei no avião e pluguei os fones do iPod.

Rapidamente me deixei levar por aquela letargia dos voos. Pensava em Ally, a primeira mulher com filhos que namorei, ainda por cima viúva, e no momento em que ela me deu as costas após dizer: “Não íamos ficar juntas para sempre, Mila...”

Ela estaria certa?

Tentei imaginar a vida sem Ally Brooke. Seria possível que eu amasse aquela mulher? Sim, seria.

Até então eu havia amado três mulheres. A primeira foi Emily Downing, uma namoradinha dos tempos da Universidade Duke, que acabou me trocando por uma rival da Carolina do Norte. A segunda, o mais próximo que já tive de uma cara-metade, foi a escritora Jessica Culver. Jessica também esmagou meu coração como se ele fosse um copinho descartável – pensando melhor, talvez tenha sido eu quem fez isso com ela, já nem sei. Amei aquela mulher com todas as forças, mas não foi suficiente. Hoje ela está casada. Com um sujeito chamado Stone.

Juro por Deus. Stone, de pedra.

A terceira... Bem, a terceira é Ally Brooke. Fui a primeira com quem ela se relacionou depois que o marido morreu na torre norte, no 11 de Setembro. Nosso amor era forte, mas também mais calmo, mais maduro,e talvez o amor não devesse ser assim. Eu sabia que o fim de nossa relação doeria, mas não seria devastador. Perguntava-me se isso também era fruto da maturidade ou se, depois de tantas desilusões, a gente naturalmente fica mais cauteloso. Ou talvez Ally tivesse razão. Não ficaríamos juntas para sempre. Simples assim. Há um velho ditado iídiche que, infelizmente, vem a calhar: “O homem planeja e Deus ri”.

– Aceita uma bebida? – ofereceu a comissária.

Não sou muito de beber, mas pedi um uísque com club soda, o drinque preferido de Win. Precisava de alguma coisa para me anestesiar um pouco, ajudar no sono. Novamente fechei os olhos. De volta à deslembrança. Deslembrar era bom.

Então, onde Lauren Jauregui, a mulher por quem eu estava cruzando o oceano, se encaixava nessa história toda?

Nunca pensei em Lauren em termos de amor. Pelo menos não nos moldes tradicionais. Pensava em sua pele macia, no cheiro de manteiga de cacau. Na dor que emanava dela. Na maneira como fizemos amor naquela ilha, feito duas náufragas perdidas. Depois daqueles dias, quando Win por fim apareceu em um iate para me resgatar, eu já me sentia bem mais forte. Lauren, não. Nós nos despedimos, mas nossa história não terminou ali. Lauren me acudiu quando mais precisei, oito anos atrás, e depois desapareceu na própria dor.

Agora estava de volta.

Por oito anos, Lauren Jauregui desapareceu não só para mim, mas também para seu público. Ela foi muito conhecida, âncora da CNN, e depois, puf, evaporou.

O avião aterrissou e taxiou até o portão de desembarque. Peguei minha bagagem de mão (era só o que eu levava, pois não planejava passar mais que algumas noites fora) e comecei a imaginar o que estaria à minha espera. Fui a terceira a descer e, com minhas passadas largas, rapidamente alcancei a área de imigração e alfândega. Achei que não me demoraria ali, mas três outros voos haviam chegado ao mesmo tempo e o saguão estava apinhado.

A fila serpenteava entre cordas, nos moldes da Disneylândia, mas andava rápido. De modo geral, os agentes não faziam mais que acenar para que as pessoas seguissem em frente, dando aos passaportes apenas uma olhadela protocolar. Quando chegou minha vez, a agente da imigração olhou para o passaporte, depois para meu rosto, de volta para o passaporte e mais uma vez para mim. Demorou-se um instante. Sorri para ela, mas sem exagerar na dose do charme Cabello. Não queria que a pobrezinha arrancasse as roupas ali, na frente de todo mundo.

De repente ela desviou o olhar, como se eu tivesse dito alguma grosseria, e acenou para um colega do sexo masculino. Quando me encarou novamente, decidi aumentar a dose. Alargar o sorriso. Botar para quebrar.

– Por favor – disse ela, séria –, aguarde aqui ao lado.

Eu ainda sorria feito uma idiota.

– Por quê?

– Meu colega cuidará do seu caso.

– Eu sou um “caso”?

– Um passo para o lado, por favor.

Eu estava bloqueando a fila e os passageiros atrás de mim pareciam irritados.

Obedeci.

– Venha comigo, por favor – disse o outro agente uniformizado.

Eu não estava gostando nem um pouco daquilo, mas fazer o quê? Fiquei pensando: caramba, por que eu? Talvez houvesse alguma lei francesa que proibisse tanto charme. Se não houvesse, deveria haver.

O homem me conduziu até uma saleta sem janelas. As paredes eram beges e nuas. Atrás da porta havia dois ganchos com cabides. As cadeiras eram de plástico. Em um dos cantos se via uma mesa. O agente tomou minha bolsa, colocou-a sobre essa mesa e vasculhou o conteúdo.

– Esvazie os bolsos, por favor. Coloque tudo nesta bandeja. Tire os sapatos.

Obedeci. BlackBerry, moedas, sapatos.

– Vou ter de revistá-la.

-Você? Eu preferiria que a moça simpática lá fora fizesse isso.

– Vou ter de revistá-la. - Repetiu ele.

E assim ele fez. Com muita dedicação, diga-se de passagem. Cogitei fazer alguma piada, perguntar se ele estava se divertindo, sugerir que seria mais simpático me levar para um passeio pelo rio Sena antes de me apalpar daquela forma. Mas logo me lembrei do senso de humor dos franceses: Jerry Lewis ainda era um grande ídolo entre eles. Talvez fazer uma careta engraçada fosse mais apropriado.

– Por favor, sente-se.

Sentei-me e o agente deixou a saleta, levando consigo a bandeja com meus pertences. Durante meia hora fiquei sozinha ali, tomando um chá de cadeira. A coisa parecia séria.

Dali a pouco, duas pessoas vieram ao meu encontro. O primeiro era um rapaz bem jovem, com seus 20 e tantos anos, bem-apessoado, com cabelos cor de areia e aquela barba por fazer que os garotões deixam quando querem parecer mais velhos. Usava calça jeans, botas e uma camisa com as mangas dobradas até os cotovelos. Ele se recostou contra a parede e cruzou os braços, mascando um palito. A segunda era uma mulher também jovem, loira, alta, bonita, porém nitidamente mais velha que o rapaz; ela usava óculos escuros enormes de aro de metal, secava as mãos com uma toalha de papel quando chegou. A jaqueta cinza parecia ter sido sucesso na década de 1980.

Uma afronta à elegância francesa.

Foi a mais velha quem tomou a palavra:

– Qual é o propósito da sua viagem?

Olhei para ela, depois para o mascador de palitos e novamente para ela.

– Quem são vocês? – perguntei.

– Sou a capitã Jane. E este é o agente Lefebvre.

Cumprimentei o agente com um aceno de cabeça. Ele prosseguiu com seu palito.

– O propósito de sua viagem – repetiu Jane. – Trabalho ou lazer?

– Lazer.

– Onde vai ficar?

– Em Paris.

– Que lugar de Paris?

– Hotel D’Aubusson.

A capitã não tomou nota. Nenhum dos dois tinha papel ou caneta.

– Ficará sozinha? – perguntou ela.

– Não.

Jane ainda enxugava as mãos com sua toalha de papel. Parou um instante para ajeitar os óculos sobre o nariz. Vendo que eu não pretendia dizer mais nada, arqueou as sobrancelhas e perguntou:

– Não?

– Vou me encontrar com uma amiga.

– O nome de sua amiga.

– Isso é mesmo necessário? – perguntei.

– Não, Sra. Cabello. Só estou perguntando porque sou xereta.- Os franceses e seu sarcasmo.– O nome de sua amiga, por favor.

– Lauren Jauregui – respondi.

– Qual é a sua profissão, Sra. Cabello?

– Sou empresária.

Jane ficou confusa. E Lefebvre, ao que tudo indicava, não falava inglês.

– Represento atores, atletas, escritores, artistas em geral -expliquei.

Ela balançou a cabeça, satisfeita. A porta se abriu. O agente que me levara à sala passou à Jane a bandeja com meus pertences. Ela a colocou sobre a mesa, junto da bolsa. Novamente enxugou as mãos.

– A senhora não viajou junto com a Sra. Jauregui, viajou?

– Não. Ela já está em Paris.

– Compreendo. Quanto tempo a senhora pretende ficar na França?

– Não sei ao certo. Duas ou três noites.

Jane olhou para Lefebvre. O agente assentiu com a cabeça, despregou-se da parede e saiu rumo à porta.

– Desculpe o incômodo – disse a capitã. – Tenha uma boa estadia.

E saiu também.


Notas Finais


O próximo será postado rapidinho, talvez hoje mesmo, porque quero muito que vocês vejam a treta toda.

Me digam o que estão achando ♡


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