História Quando me perdi, você apareceu... - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Benjamin, Dóris Jardim, Felipe Vaz, Helena Agnes, Isabela Junqueira, Joaquim Vaz, Julia Vaz, Manuela Agnes, Marina Lopes, Mateus Jardim, Omar Ferraz, Otávio Neto, Pedro Cavichioli, Priscila Meneses, Rebeca Agnes, Sabrina, Téo Cavichioli
Tags Cumplices De Um Resgate, Isabela, Judre, Mabrina, Majo, Manuela, Prijamin, Teo, Teobela
Exibições 214
Palavras 1.749
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Agradeço pelos comentários que estão deixando, a fanfic ta crescendo bastante!

Capítulo 36 - Eu acho que to gostando dele


Fanfic / Fanfiction Quando me perdi, você apareceu... - Capítulo 36 - Eu acho que to gostando dele

Passaram-se alguns dias desde a junção entre amigos no vilarejo, de lá pra cá, pouca coisa mudou.

Isabela e Téo continuam em um relacionamento.

Manuela e Joaquim também, apesar de se verem apenas nos fins de semana ou em ocasiões especiais.

Sabrina está um pouco afastada da turma, pois ainda se sente magoada por não ter sido convidada para a junção.

Na cidade, Júlia continua um pouco mais distante de André, e ainda não fez as pazes com Isabela, mesmo Joaquim insistindo para sua irmã e sua cunhada se acertarem.

 

POV Júlia ON

 

Joaquim estava terminando uma tarefa do colégio, sentado na mesa da cozinha.

Enquanto isso, eu não fazia nada no sofá, só pensava na vida.

Foi então que nosso irmãozinho Felipe chegou. “E aí galera da pesada!”

“Oi Felipe.” Joaquim continuou concentrado nos seus exercícios.

“E aí, tava onde?” Eu perguntei.

“A Dona Meire me fez ajudar ela a limpar todo o lado de fora do prédio.” Ele disse, sentando no outro sofá.

“Você tinha que ter fugido!” Eu falei.

Felipe falava daquele jeito inocente dele “Dessa vez eu tava em dívida com ela e tive que fazer. Mas a minha vida é dura mesmo eu já to acostumado.”

“Para de reclamar, tem gente morrendo de fome nessa hora. Você tem tudo.” Eu disse.

Felipe se levantou e foi até o Joaquim “E aí, big brother, quando vamos de novo pro vilarejo dos sonhos?”

“Por que quer saber disso, Felipe?” Joca continuava de olho na folha de exercícios.

Eu até já sabia a resposta dele, blábláblá, Isabela, blábláblá, minha deusa magnânima, a conversinha de sempre.

“Fiquei de falar com a Dóris sobre um livro que ela me mostrou.” Felipe disse, me surpreendendo. Até o Joaquim tirou os olhos da sua folha.

Eu e o Joaquim falamos ao mesmo tempo “O quê? Pensei que ia falar sobre a Isabela!”

“NÃÃÃÃÃÃÃÃO!” Felipe deu um grito e começou a fingir choro “Não me lembrem que a minha anja não está mais ao meu alcance, não, nããããão!”

“Para de escândalo, Felipe, imagina se a Meire aparece aqui de novo!” Joaquim o xingou.

“Mas então a Dóris ta na jogada, hein...?” Eu provoquei meu irmão caçula.

“Ela é minha amiga. Mas eu não consigo esquecer a minha Isabela!”

Foi então que a porta se abriu e o André entrou.

“E aí pessoal.” Ele nos cumprimentou.

“Fala aí, André.” O Joaquim cumprimentou e então voltou a se concentrar nos estudos.

“Júlia?” Ele notou que eu não dei oi pra ele.

“Ah, Oi André.” Falei, bem séria. Eu ainda estava um pouco chateada por causa dessa história dele gostar da Isabela. Mas ele não sabia.

“Queria saber se vocês não querem jogar videogame comigo lá em casa. Eu comprei um jogo que...”

Joaquim interrompeu ele “Foi mal, mas agora eu to estudando, cara.”

O André virou pra nós “E vocês? Júlia? Felipe?”

“Meu emocional está abalado, eu não consigo jogar nesse estado!” Felipe saiu correndo pro quarto.

André só levantou os ombros, sem entender.

“Tá, eu jogo com você. Não to fazendo nada mesmo.” Me levantei e fui com o André.

Joaquim nos olhou um pouco torto quando eu saí.

O mesmo ciúmes de sempre, mas agora ele não podia fazer nada, já que já tava muito ocupado com as suas tarefas.

 

--------Casa do André--------

 

O André sentou no sofá e eu sentei ao lado.

“E que o Felipe tem?” Ele me perguntou.

“Adivinha.”

“Ah, o lance da Isabela...?” André ainda não tinha ligado o videogame.

“Pois é. Por que o meu irmão foi grudar justo nessa menina?!”

“Deve ser por que ela é bem bonita e...”

Eu o interrompi “Ah, André, não começa, por favor! A gente já se estressou com isso antes!”

“Júlia!” Ele não entendeu “Por quê não gosta que eu fale bem da Isa? Tudo bem, sei que você brigou com ela, mas antes disso vocês já estavam um pouco mais...”

O interrompi de novo “A gente não se dá bem! Só isso. Ela é muito arrogante.”

“Quando ela fazia isso com o Felipe antes, você nem ligava!”

“...” Eu fiquei sem saber o que dizer. Era óbvio que eu estava mais chateada desde quando o André começou a gostar da Isa, mas não ia dizer isso naquela hora. “Não sei como você, um menino que eu pensei que fosse esperto, também tá afim dessa menina.”

“Ah, então o problema fui eu?”

“Claro que não!” Gritei “Eu só não consigo entender! Só isso! E por mim você gosta de quem você quiser.”

“Se esse é o problema, ele não existe mais, eu sei que a Isabela ta namorando, e acho que depois daquela noite no vilarejo, ficou bem claro que ela é doida pelo Téo e eu não vou conseguir nada. Eu já pulei fora dessa, Júlia.”

“Pois fez bem.” Eu disse. “E então, vamos jogar ou não?”

“Vamos.” Ele me entregou o controle, sorrindo. “Cê fica linda quando ta bravinha.”

“Quê?!” Que cantada mais besta foi aquela? Em uma situação normal eu ia ficar doida por ele, mas parece que agora que viu que não tem chance com a Isabela, veio correndo pra segunda opção!

“Foi um elogio...” André disse.

“Ah, obrigada.” Peguei o controle, já de saco cheio com ele. Afinal, eu era a reserva dele!

Jogamos por alguns minutos, quando André quebrou o silêncio.

“Posso fazer um pedido pra você?”

“Faz.”

“Eu queria muito que você e a Isa conversassem, pedissem desculpas uma pra outra, pra acabar com esse clima chato na C1R, vocês duas são minhas amigas e isso seria muito bom.”

Eu larguei o controle e me levantei.

“Chega, André!”

“O que foi?” Ele pareceu não entender nada.

Eu comecei a discursar, com raiva “Nós duas somos suas amigas? Simples assim? Pelo amor de Deus, você é desligado mesmo! Eu te conheço faz tempo, sempre fico do seu lado e te ajudo, não só eu como o Joaquim e o Felipe também, as nossas famílias se adoram! Já a Isabela... Você conheceu ela bem depois de mim, você nunca foi próximo dela, nunca conversou direito, ela não ta nem aí pra você, e mesmo assim! Você fica comparando como se a gente fosse do mesmo nível de amizade com você, isso é ridículo e não é nada justo!”

“Eu não quis dizer isso, Júlia, eu só tava...”

“Cala a boca! Já cansei dessas conversinhas por hoje, você dá importância demais pra essa menina! Enquanto ela não dá a mínima pra você, ela só pensa na família e no namorado dela, e sabe, eu acho que ta certa!”

“Por quê?”

“Quem ia ligar pra alguém como você que não considera os verdadeiros amigos?!” Eu saí de lá irritada e quase chorando. O André nunca foi tão cara de pau assim, essa garota estragou ele!

 

POV Júlia OFF

 

----------------------No vilarejo, saída da escola----------------------

 

POV Téo ON

 

Eu estava saindo da aula junto com meus amigos. Isa, Manu, Mateus e Dóris.

“Não acredito que a gente vai ter que fazer mais um trabalho!” Minha namorada reclamou.

“Pelo menos é em grupo.” Mateus disse.

“Nossa, eu não quero chegar nessa série de vocês nunca.” Dóris disse.

“E aí como que você vai sair da escola, espertona?” Mateus provocou.

“Ah, eu dou um jeito.” Dóris disse, toda séria. Fazendo eu e Manu rirmos.

“Ai ai...” Mateus suspirou.

“Ih, olha quem vem vindo.” Isa disse.

“Quem é?” Perguntei.

A Manu me respondeu “A Sabrina! Eu não tinha visto ela essa semana!”

“Verdade, ela tava sumida.” Mateus completou.

“Oi.” Sabrina chegou.

“Oi!” Todos respondemos.

“To falando só com o Téo.” Sabrina disse de um jeito bem sério.

“Ih, que grosseria!” Dóris estranhou.

“Quero falar a sós com ele, podem ir embora.” Sabrina estava mesmo com um tom de voz estranho, parecia magoada.

“Então ta, né?” Manu disse, e todos foram saindo.

 

“Vem, Téo, deixa ela aí.” Isa começou a me puxar.

“Não, Isa, ela quer falar comigo...” Eu me expliquei.

“Você vai ficar aí pra falar com ela?!” Isa reclamou.

“Foi mal, é que eu to curioso agora.”

“Tá, então faz como quiser.” Isa me largou lá e saiu com os outros.

 

“Eles já foram?” Perguntei.

“Sim.” Sabrina me respondeu.

“E então, o que queria comigo?”

“Quero conversar com você, Téo, é o único que pode me ajudar!” Ela mudou o tom de voz, parecia um pouquinho desesperada ou nervosa.

“Ajudar no quê?”

“É um assunto pessoal. Mas depois eu juro que explico!”

“Tá, então pode falar.”

“A Isa ficou bem brava, não quero estragar nada entre vocês, então vai lá, a gente se encontra na sorveteria na primeira hora da tarde, ta bom?”

“Ahn... Então ta.” Eu concordei. “Mas me diz, por que tratou eles tão mal? Pensei que todos fossemos amigos.”

Ela parecia mesmo triste “Não se faz de bobo, Téo! A sua namorada e a irmãzinha dela não me convidaram pra festinha que vocês fizeram esses dias! Até o pessoal da cidade veio, e eu fui excluída e esquecida, pra variar...”

“Ah, então é isso... Eu sinto muito, Sabrina, acho que por ser um encontro de duas bandas, a gente te esqueceu mesmo. Me desculpa.” Falei com sinceridade.

“Você não tem culpa, Téo, só to chateada com os outros.” Sabrina segurou meu braço “Vem comigo, vou te levar até eles antes que dê problema com a Isabela!”

E então Sabrina correu comigo e me deixou junto com meus amigos, que já estavam indo pra casa. E depois ela saiu.

 

“O que ela queria?” Mateus parecia curioso.

“Só conversar, nada demais.” Expliquei.

“Tem certeza?” Isa disse com um tom de voz meio desconfiado.

“Claro. São problemas pessoais dela.” Eu disse.

“Hmmm... Mas e por que ela tava brava com a gente?” Manu se manifestou.

Respondi prontamente “Ah, ela disse que é por que não convidaram ela pra nossa junção aquele dia.”

“Droga, a gente realmente esqueceu!” Mateus parecia bravo consigo mesmo.

Isa respondeu “Isso pra mim é desculpinha de quem não tem mais o que fazer.”

“Só você mesmo, Isa...” Eu ri.

 

-----------------No início da tarde, Sorveteria Cavichioli-----------------

 

“E então, Sabrina?” Perguntei sentado em uma das mesas junto com ela.

“Eu queria te confessar uma coisa... E pedir ajuda, é isso!”

“E o que é?” Eu já estava morrendo de curiosidade.

“Sobre o Mateus.”

“O que tem ele?”

“Você é amigo dele, e entende bem as pessoas...”

“Aonde você quer chegar, Sabrina?”

Ela hesitou um pouco antes de responder “É que... Eu acho que to gostando dele.”

Eu poderia dizer que isso foi inesperado vindo da Sabrina. Mas não foi.


Notas Finais


Pronto, e aí, o que acharam gente?
Próximo capítulo tem MaBrina, e será que vai ter crise TeoBela?

Deixem seus comentários! Adorei que a fanfic tá crescendo.

Eu gosto de ler as fanfics de leitores e outras também, e notei que algumas até sofrem influência da minha, o pessoal acha legal e coloca algumas coisas parecidas que me deixam muito orgulhosa, eu amo <3


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