História Quando me perdi, você apareceu... - Capítulo 38


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Categorias Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Benjamin, Dóris Jardim, Felipe Vaz, Helena Agnes, Isabela Junqueira, Joaquim Vaz, Julia Vaz, Manuela Agnes, Marina Lopes, Mateus Jardim, Omar Ferraz, Otávio Neto, Pedro Cavichioli, Priscila Meneses, Rebeca Agnes, Sabrina, Téo Cavichioli
Tags Cumplices De Um Resgate, Isabela, Judre, Mabrina, Majo, Manuela, Prijamin, Teo, Teobela
Exibições 211
Palavras 1.743
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu ia postar ontem, mas vcs não comentaram tanto, então eu dei uma desanimada =s
O Capítulo continua logo no fim do anterior. Com Isabela flagrando o beijo de Sabrina em Téo.

Capítulo 38 - A fúria de Isabela - Vamos dar um tempo


Fanfic / Fanfiction Quando me perdi, você apareceu... - Capítulo 38 - A fúria de Isabela - Vamos dar um tempo

POV Sabrina ON

 

“Sabrina!” Téo disse, conseguindo se desvencilhar do meu beijo. Ele parecia bravo. “Por quê você...”

Escutei um grito de uma menina e olhei pra baixo da escadaria do coreto.

“SABRINA!”

“Isa?!” Téo se surpreendeu.

Eu só encarava a menina. Isabela estava parada lá em baixo, com uma cara que eu nunca tinha visto antes. Estava muito enfurecida, me deu até medo na hora. Parecia que ela ia partir pra cima de mim!

O Téo também suava frio no meu lado e estava paralisado. Ele não conseguia falar nada.

Isabela correu subindo as escadarias e eu me levantei, ficando encurralada dentro do coreto. Téo ficou parado sem saber como reagir.

“Eu sabia! Eu sabia que você tava querendo fazer isso!” Isabela dizia, apontando pra mim e me xingando “Você não tem vergonha na cara mesmo, não é, Sabrina? Eu devia ter aparecido antes pra ver todo o showzinho!”

“I-isa eu...” Não sabia o que dizer.

Eu já estava arrependida do que fiz, beijei Téo por impulso!

O Téo se levantou sozinho e se aproximou de nós no coreto “Isa, a Sabrina estava...”

“Não precisa falar nada, Téo. Fecha o bico.” Isa disse. “Eu vi tudo, vi o que vocês fizeram. Então ontem ela não queria nada, né? Por que foi isso que você disse!”

“Não, Isa, ela me beijou, mas na verdade...” Téo tentava explicar.

“Não quero mais ouvir nada de você! Não interessa quem beijou, a gente TAVA NAMORANDO e você de papinho com outra!” Isa gritava e Téo se abatia aos poucos, principalmente depois de ouvir o “tava” da Isa.

Sei que era tarde, mas tentei consertar “Isa, na verdade a culpa foi...”

“Cala a boca, Sabrina!” Ela gritou “Olha o que você tá me fazendo passar! Eu to aqui em um local público gritando como uma desesperada! E a culpa também é sua, Téo!”

Isabela continuava enfurecida, parecia um demônio. Téo nem tentava dizer mais nada, mas eu já conseguia ver a tristeza no rosto do meu amigo.

Isa continuou “Eu não sou do nível e da classe de ficar fazendo intriga e briga por namorado, não preciso disso! Não preciso!”

Tentei me aproximar dela “Isa, espera, deixa eu...”

“Se afasta de mim!” Ela me empurrou, me fazendo cair no chão. E então começou a descer nas escadarias.

“Isa, onde você vai?!” Téo gritou.

“Pra casa. E é bom não vir atrás, pro seu próprio bem estar!” Ela disse, enquanto se dirigia pra sua casa.

Nessa hora Téo já não conseguia mais se conter, e deixou derramar algumas lágrimas. Eu também já estava chorando muito pelo que fiz.

 

“Téo, desculpa, eu não quis...”

Ele se levantou “Na boa, Sabrina, só me ajuda a descer do coreto, vai. Eu preciso falar com a Isa.”

“Tá...” Eu o ajudei a descer.

Téo saiu sem nem se despedir e foi direto pra casa da Dona Nina. Ele parecia bem decepcionado e bravo comigo, eu tinha medo de ter perdido mais um amigo por causa daquilo.

 

POV Sabrina OFF

 

--------------Casa da Dona Nina--------------

 

POV Isabela ON

 

Eu tava com vontade de quebrar tudo dentro daquele quarto. Que raiva, que raiva, que raiva!

Não me lembro da última vez que fiquei tão furiosa! Essa garota é uma doida, louca desmiolada, e o Téo é um bobo, um idiota que caiu na conversa dela!

Eu nunca devia ter confiado em deixar os dois sozinhos, nunca. Mas não tinha o que fazer, né, se eu proibisse Téo de falar com ela estaria sendo a “chata”, a “ciumenta”, a “possessiva” da relação.

E ta aí o resultado: Téo e Sabrina se beijando na praça, pra todo mundo ver e pensar que eu sou uma imbecil, uma burra que foi enganada enquanto eles faziam o que queriam!

Isso não vai ficar assim, eu não vou ser humilhada assim de novo!

Eu conheço o Téo e sei que ele não é uma pessoa ruim, não sou louca de achar isso, só que ta bem óbvio que ele tem que amadurecer mais.

Téo tem que amadurecer e começar a ver que as pessoas têm más intenções! Que o mundo não é um parque de diversões e que a maioria das pessoas não são boazinhas como ele pensa!

 Era óbvio que a Sabrina ia cair em cima dele, ela é maluca, ela não respeita os relacionamentos alheios, garota insuportável! Ai que ódio, eu quero matar a Sabrina! E vou matar o Téo junto!

 

Deitei na cama suspirando, tentando controlar a minha raiva. Eu não tinha mais coragem de sair dali e dar de cara com um mundo inteiro me julgando pelo Téo ter me traído.

Eu não ia aguentar isso, não ia ser obrigada! Não vou ser a idiota que os outros vão fazer de piada, é melhor terminar tudo com ele antes que todos fiquem sabendo e eu passe vergonha!

 

De repente eu escutei a voz dele. Estava na sala, falando com Manu. Levantei da cama e encostei meu ouvido na porta fechada para escutar o que eles diziam.

“A Isa entrou furiosa no quarto, Téo, nem quis falar comigo.” Ouvi minha irmã.

“Eu preciso muito falar com ela, Manu, é importante...”

“Acho que você pode tentar bater na porta, mas eu não garanto nada.”

Foi então que eu mesma abri a porta. “Pode ir embora.”

Ele se virou pro meu lado “Isa, deixa eu falar o que aconteceu, poxa!”

“Eu vi o que aconteceu.” Falei bem séria.

Ele se esforçava pra explicar “A Sabrina que me beijou! Eu não fiz nada! Juro pra você, você me conhece, Isa...”

“Esse foi o problema, você não fez nada, devia ficar revoltado e mandar essa garota pro inferno!” Eu me exaltei

“Nossa, Isa!” Manuela disse.

“Dá licença, Manuela!” Falei, e minha irmã foi pra outro cômodo. “E escuta aqui, Téo, eu já sei por que você não deu o fora na Sabrina de uma vez!”

“Não vai falar que eu gosto dela, né? Poxa, Isa, você sabe dos meus sentimentos, confia em mim!”

“Eu sei dos seus sentimentos, e você sabe que eu correspondo, mas só isso NÃO BASTA! Você não teve coragem de dar um fora nela e brigar, você aceitou me trair por alguns segundos pra não magoar uma amiga que é doida da cabeça, você é bonzinho demais Téo, e eu não sou boazinha, não dá certo, simples!”

“Mas Isa, isso nunca foi empecilho pra...”

“Foi! E ta sendo agora de novo!”

“Isa, desculpa, eu juro que vou tentar ser mais firme com as pessoas que...”

“Não, esse é o seu jeito! Não precisa mudar por mim! Espero que ache alguém que combine com você do jeito que você é! Eu não vou aguentar isso! Agora vai embora.”

“Isabela...” Ele chorava e isso me partia o coração, mas era o único jeito.

“Vai embora!”

Ele virou as costas, balançando a cabeça em negativa, e então saiu devagar pela porta, com a bengala. Estava meio desnorteado e quase não achou a saída.

Minha consciência me dizia pra acompanhar ele até a casa em segurança. Levar o meu Téozinho pro seu lar. O amor da minha vida, o garoto que me encanta... Mas eu não podia fraquejar naquela hora.

Isabela Junqueira nunca ia aceitar um relacionamento assim! O meu orgulho é uma coisa que nunca vai mudar, e eu vou ter que achar alguém pra se adaptar a ele. Com o Téo não dá certo.

O problema agora vai ser esquecer ele. Fechei a porta do meu quarto, e peguei o turbante que ele me deu de presente da minha gaveta. Coloquei em uma mala de coisas velhas que todo fim de mês a minha mãe doava. Nesse fim de semana ela ia doar junto, não preciso ficar com presentes de um namoro que fracassou. Esse era o primeiro passo.

 

-------------------No dia seguinte, na gravadora Dó-Ré-Music-------------------

 

No início da tarde, Ensaio da C1R

 

Cheguei à gravadora e fui direto para o estúdio. Meu humor não estava dos melhores, o jeito era tentar disfarçar e agir normalmente. Afinal, ninguém precisa saber das minhas coisas pessoais.

Dessa vez só eu tinha vindo para o ensaio, Manuela quis ficar no vilarejo pra conversar com o Téo, ele estava muito abatido e faltou a aula naquele dia. Eu disse pra minha irmã não se meter, mas ela insistiu em ficar lá pra confortar ele.

Não ligo, eu canto o suficiente pra ensaiar sozinha. Ah, sozinha não, afinal, a Priscila também estava lá pra cantar.

“Boa tarde, Isabela.” A loira disse, daquele jeito dela.

“Boa tarde.” Falei, passando retol não ligando muito pra ela.

“E aí, Isa.” Benjamin sorriu.

“Cadê os irmãos Vaz?” Perguntei já impaciente.

“Atrasados pra variar.” Priscila me respondeu e já mandou outra “E a irmãzinha?”

“Manuela não vem hoje.” Respondi.

Priscila começou a se gabar, que novidade “Ótimo, não faz falta. Aliás, convenhamos, eu sozinha já bastaria pra essa banda.”

“Cala a boca, Priscila, eu não to com paciência pra você hoje.” Eu sentei em uma das cadeiras dali. Droga, agora tenho que aguentar esses dois até os irmãos Vaz chegarem.

“Tá tudo bem com você, Isa?” Benjamin se aproximou “Parece abatida.”

“Sabe que tava melhor com você longe de mim?” Falei pra ele.

“Ih, parece que alguém comeu e não gostou hoje.” Ele saiu e foi pra junto da Priscila, e ficaram de fofoca.

 

Algum tempinho depois, os irmãos Vaz e o André apareceram.

“E aí, pessoal.” Júlia disse, nos cumprimentando.

“E aí.” Benjamin e Priscila já foram pegar os instrumentos.

Felipe apareceu correndo, e gritando “Gente, a Letícia disse pra eu avisar que o Bira ficou preso no trânsito e vai se atrasar um pouco!”

“Ah, agora completou!” Reclamei.

“Minha deusa!” Quando Felipe me viu veio correndo até mim, e ficou me abraçando. No estado de desânimo que eu tava, até aceitei o abraço dele.

Priscila olhou para nós “Nossa, olha o milagre. Não maltratou o garoto. Aconteceu alguma coisa mesmo, Isabela?”

“Deve ser a Manuela disfarçada.” Benjamin disse.

“Vão se ferrar! Sou eu mesma.” Falei, afastando o Felipe. “Já deu.”

“Isa, ta tudo bem mesmo?” Joaquim se aproximou. “E cadê a Manu?”

“Manuela não veio hoje. Depois eu te explico.” Falei, passando pelo Joaquim e indo até a Júlia.

“Que foi?” Júlia olhou nos meus olhos.

“Acho que a gente precisa conversar.” Eu já tava desanimada e de cabeça quente, um problema a mais durante o ensaio não ajudaria, então era a hora de conversar com a Júlia e fazer as pazes com ela.

Será que ela aceitaria?


Notas Finais


Esse foi o capítulo, pessoal. No cap passado infelizmente não tivemos tantos comentários, mas agradeço quem compareceu <3
Vamos fazer esse aqui passar dos 15 comentários, assim batemos mais de 300 comentários no total da fanfic! E estamos quase nos 70 favoritos também, muito feliz *-*

Digam o que acharam desse cap e o que esperam do próximo!
Júlia e Isa vão conversar, e no vilarejo, Téo vai ser consolado por Manuela, que vai tentar entender a situação do casal TeoBela...


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