História Quando me perdi, você apareceu... - Capítulo 41


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Categorias Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Benjamin, Dóris Jardim, Felipe Vaz, Helena Agnes, Isabela Junqueira, Joaquim Vaz, Julia Vaz, Manuela Agnes, Marina Lopes, Mateus Jardim, Omar Ferraz, Otávio Neto, Pedro Cavichioli, Priscila Meneses, Rebeca Agnes, Sabrina, Téo Cavichioli
Tags Cumplices De Um Resgate, Isabela, Judre, Mabrina, Majo, Manuela, Prijamin, Teo, Teobela
Exibições 232
Palavras 2.238
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Novo capítulo pra vcs <3

Obrigadinha as leitoras LaninDaLasanha, TaayTorres, Larimanu2020, oqueeufacolr, larinhabelieber, MariaCarolinabe, Stydia_21 e Sohvasconcelos pelos comentários no capítulo passado!

Capítulo 41 - ...Menina, dos olhos abandonada


Fanfic / Fanfiction Quando me perdi, você apareceu... - Capítulo 41 - ...Menina, dos olhos abandonada

------------Casa Cavichiolli------------

 

POV Téo ON

 

Já devia ser perto das duas da tarde... E tudo estava na mesma. Na escola eu nem tentei falar com a Isa. Ela também não veio até mim, e eu resolvi não insistir. Se ela queria tempo pra pensar, o que eu podia fazer?

Mas confesso que estava complicado continuar fingindo que ta tudo normal. Meus pais até tentaram falar comigo, mas eu evitei. A minha mãe poderia ficar chateada com a Isa se eu contasse o que aconteceu, e aí seria pior.

Escutei batidas na porta da sala.

“Téo? Posso entrar?” Era o Mateus.

“Ah, entra aí, Mateus.”

Ele sentou no sofá ao meu lado. “E aí, cara, vamos nos divertir lá fora?”

“Não to no clima.”

“Poxa, se anima! Sei que é difícil, mas ficar sozinho em casa não vai adiantar nada!”

“Isso é verdade... Mas o quê você quer fazer?”

“Vamos lá pra fora, jogar conversa fora! Daqui a pouco a Dóris termina a tarefa de casa dela, aí ela vai pra lá e a gente decide alguma brincadeira.”

“Não sei se é uma boa ideia ir lá pra fora, Mateus...”

“E se a Isa estiver na praça? Se ela te ver, tem mais chance de vir falar com você!”

“Você acha?” Eu cocei a cabeça “Mas e a se a Sabrina estiver por lá? Se a Isa me ver junto com ela, mesmo que por um segundo, tudo vai ficar pior.”

“Com isso nem precisa se preocupar.” Mateus disse com convicção “A Sabrina nem olha mais na minha cara e ta bem distante, então não tem perigo.”

“Espero que sim...” Eu me levantei com Mateus “Mas você devia conversar com ela, não é legal ficar brigado com os amigos.”

“ Isso eu resolvo depois, agora é você que precisa de mim.” Ele disse. “Vamos buscar o Manteiguinha e bora lá pra fora!”

 

POV Téo OFF

 

----------------------Algum tempo depois----------------------

 

POV Isabela ON

 

Cabeça fria. Calma. Muita calma.

Hoje eu iria falar com o Téo e já sabia mais ou menos que o precisava dizer.

Eu estava voltando do mercado do vilarejo. Fui comprar alguns ingredientes pra janta que minha avó queria.

Droga, por que a Marina sempre sai pra viajar quando eu mais preciso? Ela ia fazer essas coisas se eu pedisse! E a Manuela tava ocupada, conversando em casa com o Joaquim, que veio visitá-la. Sobrou pra mim! Affe!

Falando em Marina, ela podia me ajudar bastante nessa situação com o Téo. Uma pena que ela vive viajando por aí com o Ofélio e eu quase não consigo mais falar com ela.

Passei pela praça, e então tive a impressão de ter visto o Téo do outro lado.

Espera, era ele mesmo! Eu olhei melhor, e ele estava com o Mateus.

Os dois estavam sentados em um banco, e tinham 3 meninas em volta. Logo reconheci, eram garotas da nossa sala. Estavam de papo com eles.

Daquela distância não tinha como ouvir o que eles falavam... Mas o Mateus estava rindo enquanto conversava, e o Téo também estava sorrindo! Como assim?!

Não que eu quisesse ele triste, pelo amor, jamais! Mas sorrindo no meio de garotas da escola, enquanto eu quebro a cabeça aqui, pensando em como falar com ele?

Será que ele decidiu me esquecer? Eu não posso deixar ele me trocar!

Sai correndo pra minha casa, deixei as sacolas em cima da mesa, e então notei que Joaquim e Manuela estavam na sala.

“Pra quê a pressa, Isa?” Manu me perguntou.

“Você NEM IMAGINA o que acabei de ver.” Fui até eles.

“O quê?” Minha irmã e o Joaquim perguntaram.

“O Téo!”

“Nossa, realmente é alguém que não se vê todo dia no vilarejo!” Joaquim tentou zoar.

Eu fiz cara feia pra ele.

Manu deu uma batidinha com o ombro nele pra chamar a atenção.

“Foi mal.” Ele se desculpou.

“Ah, Joaquim, é isso mesmo que você deve estar pensando. Eu e o Téo brigamos, caso não saiba.” Eu sentei no sofá na frente do deles.

“Entendi, então era por isso que você tava bem pra baixo na gravadora ontem.” Ele se tocou.

“Mas o quê você viu agora, Isa?” Manuela me perguntou.

“Vi o Téo com o Mateus, conversando com umas colegas nossas.” Eu disse, mordendo os lábios de tanto ódio.

Manuela olhou nos meus olhos “Ah, Isa, para! Isso vai ficar incontrolável! Ficar brava com ele beijando a Sabrina eu entendo, mas falando normalmente com outras meninas? Isso é ciúme demais!”

“Nossa, o Téo beijou outra garota?” Joaquim se intrometeu, espantado.

“Não interessa!” Eu falei. “Oh, Manuela!” Fiquei muito brava por ela ter falado aquilo ali, na frente do Joaquim! Ninguém precisava saber que a Sabrina beijou o Téo.

“Calma, Isa, eu entendo a sua situação.” Joaquim coçou a cabeça.

Eu o corrigi. “Ele não beijou, ele foi beijado, Téo nunca ia me trair!” 

“Nós sabemos.” Manu disse “Você sabe como eu conheço ele e sei disso. Mas então, você não ia ir conversar com ele hoje?”

“Sabe, eu acho que ele ta feliz sem mim... Tava se divertindo na praça...” Eu tentei parecer durona. Não sei se consegui.

“Não começa, Isinha, a gente já falou sobre isso!” Manuela tentava me incentivar “Ele só deve estar tentando se distrair, ele não vai te trocar assim, por qualquer uma em três dias!”

“É, Isa, e é melhor você ir conversar com ele logo.” Joaquim disse “Sabe, teve uma vez que a Priscila me agarrou, e ficou me beijando... Foi no rosto, mas a Manuela chegou bem na hora, isso foi na gravadora, ela viu tudo e a gente ficou bem mal por um tempo, e não valeu a pena!”

“É verdade, Joaquim!” Manu confirmou “Isso já faz um tempinho, mas é um exemplo perfeito, eu nem lembrava mais!” 

[OBS: Essa cena citada aconteceu na novela!]

“É, vocês tem razão.” Eu me levantei “Mas eu não tenho coragem de chegar nele agora, com todas aquelas pessoas junto.”

“Bom, então o jeito é esperar.” Joaquim falou.

“É.” Eu fui saindo de casa “Vou tomar um ar, depois nos falamos.”

“Até depois, Isa.” Os dois falaram juntos “E boa sorte!”

 

-------------------Uma hora depois, fim da tarde, no Haras-------------------

 

Eu estava no haras. Sozinha.

Fiquei algum tempo na frente do lago de lá, observando as águas. O sol já não estava tão forte, na verdade já estava quase se pondo.

Eu só conseguia pensar no Téo. Passou um filme na minha cabeça, de tudo que rolou desde que eu o vi pela primeira vez.

Quando me passei pela Manuela pela primeira vez, eu não o conhecia, pra mim era só o amigo cego dela... Bonitinho, sim, mas era só mais um.

Toda essa minha concepção mudou no primeiro contato que tive com ele. Quando notei que mesmo com essa “limitação”, de não poder enxergar, Téo era mais inteligente e sensitivo que a maioria das pessoas.

Eu nunca fui uma garota de muitos interesses amorosos. Na verdade eu sempre pensei só em mim, e os garotos estavam em segundo plano. Sei que todo mundo tem uma paixãozinha de infância, nas primeiras séries do colégio. Eu até achava alguns meninos bonitinhos, mas era só abrirem a boca pra falar bobagem que eu queria distância.

Todos eram desinteressantes. Meninos como o André e o Joaquim, que até são ótimas pessoas, também não me atraem. Geralmente são grudentos e melosos de um jeito que me irrita, tentam te bajular e elogiar toda hora sem ser algo natural, ficam forçando.

Foi isso que notei no Téo nas primeiras conversas, a naturalidade. Quando me passava por Manu, eu era a melhor amiga dele, e confidente. Ele me ouvia, pensando que estava ouvindo a Manu, mas mesmo assim, me ouvia, me dava atenção e eu tentava retribuir. Ele aconselhava, se preocupava, era uma pessoa verdadeira.

Foi aí que comecei a admirá-lo. Como ser humano, Téo está no pequeno grupo dos melhores que eu conheci... Tinha qualidades assim como meu pai, como a Marina...

Quando substitui Manuela no vilarejo por um tempo maior, que foi quando Otávio me achou na floresta, pude passar mais tempo ao lado dele. E foi ali que me apaixonei de verdade e a quedinha virou um tombo.

Mesmo sabendo que Téo e Manuela eram só melhores amigos, ali que começamos a desenvolver de verdade nossa relação. Quanto mais eu conhecia ele, mais ficava maravilhada com a personalidade única. Maravilhada e muito, muuuuito preocupada.

Preocupada por dois motivos em especial: Primeiro por que eu não me achava uma pessoa tão boa pra merecer um amigo desses, Téo merecia alguém muito melhor, eu nunca me achei merecedora de todo o carinho e dedicação dele, pois eu não conseguia ser tão sensível e amorosa quanto ele era.

O outro motivo era que, se ele sentia algo por mim, ele pensava que sentia pela Manuela, e eu não podia tomar o lugar dela naquela situação. Não podia corresponder o amor que ele talvez já sentisse por mim, já que quem era pra estar ali era a Manuela e não a intrometida aqui.

Depois que ele, de forma inteligente, descobriu quem eu era, tudo virou um mar de rosas. Nós dois nos tornamos cúmplices, éramos tão confidentes quanto ele era de Manu, ele se tornou meu melhor amigo também, e os flertes eram mais frequentes, até dar no que ta dando hoje. O garoto cego mais lindo do mundo é o amor da minha vida.

E quando eu chegar na minha casa, preciso me lembrar de tirar da caixa de doações o turbante que ele me deu de presente. Jogar fora ia ser uma das maiores bobagens da minha vida.

Em meio às reflexões, e o início do por do sol, eu nem notei quando comecei a cantar, calmamente, uma bela canção que eu escutava nas rádios, na minha infância, enquanto assistia meu pai jogar golfe.

“Se água...

Nos olhos do palhaço.

Molha...

Menina, dos olhos, abandonada.

 

Boneca, de pano, de pena, chora...

Quando,

Água,

Dos olhos da gente escorre...”

 

Em meio a minha cantoria sem sentido, pensei ter escutado a voz DELE, cantando comigo...

 

“Leva, lavando, me deixando leve.

Que a certeza não escorregue...

Feito pedra de sabão.”

 

Virei para trás e Téo estava lá! Com o Manteiguinha. Ele estava com aquele sorriso dele no rosto. Aquele mesmo. O mais lindo do mundo.

“Isa? Sua voz tava muito bonita cantando...” Ele disse.

“B-brigada, Téo...” Eu gaguejei, ficando vermelha na hora. “Como sabia que eu tava aqui?”

“Intuição, talvez.” Ele se aproximou de mim, e largou o Manteiguinha pra passear.

“Eu... Nem sei o que dizer.” Deu um branco total na minha mente naquela hora.

“A gente pode conversar?”

“Claro!” Eu disse sem pestanejar, corri até ele e o abracei.

Depois de me lembrar de tudo que já passamos juntos, eu não podia deixar alguém estragar isso por uma coisa tão boba. Téo e eu temos algo único e que não pode ser perdido!

“É sério?” Ele estava emocionando “Você não ta mais brava?”

“Mais ou menos.” Me afastei dele. “Mas já fiquei tempo demais longe de você. Não consigo mais que isso.”

Ele riu “Isa...”

“Eu prometo que vou deixar você falar. Sou toda ouvidos.”

“Primeiro eu quero pedir desculpas... Eu pensei bastante e você tava certa, eu devia ter sido mais duro com a Sabrina. Mas eu vou dizer de novo, ela que começou tudo e eu nunca vou te trair, NUNCA, ouviu, Isa?!”

“Não se preocupa, eu confio em você. Eu não confio é nela.” Eu segurei nas mãos dele “Só fiquei chateada porque é bem difícil ver uma cena assim...”

“Eu prometo que vou ficar mais atento a qualquer menina suspeita, Isa, não se preocupa mais com isso...”

“É bom que fique esperto mesmo. Essas meninas não são confiáveis.” Levantei a sobrancelha.

"Cuida com os meninos também." Ele brincou.

“Mas agora eu quero falar.”

“Tá bom, Isa.” Ele transbordava felicidade. E eu também.

“Quero pedir mil desculpas por te deixar mal nesses três dias... Você é tão bom pra mim, não merecia algo assim...” Eu deixei algumas lágrimas caírem, não estava conseguindo falar sem me emocionar “Pra variar, eu fiz bobagem, Téo, eu sou muito injusta!”

“Não fica assim, Isa, você sofreu tanto quanto eu, o que importa é que isso terminou!” Ele caminhou até mim e me abraçou muito forte.

“Eu não quero mais errar com as pessoas!” Eu continuava chorando um pouco “Não quero, Téo, eu acabo magoando todos com o meu jeito!”

“Para, eu amo o seu jeito, Isa.”

“Eu prometo que vou ser menos impulsiva.”

“E eu prometo que vou ser menos ingênuo com as pessoas.”

Eu estava cara a cara com ele, de mãos dadas, o sol já tinha quase todo se posto “A gente se completa, Téo, acho que é por isso que eu sou louca por você.”

“Só por isso?” Ele sorriu.

“Não, porque você é um gaaato também.” Dei uma provocadinha.

“Eu que sou louco por você, minha complicadinha preferida.” Ele aproximou seu rosto do meu e tocou meus lábios de leve.

“Pensei que não ia fazer isso nunca.” Eu disse.

“Você beija bem melhor que a Sabrina.” Ele me provocou.

“Ah, vai se catar, Téo!” Eu empurrei ele “Isso é coisa que se diga?! Foi lembrar dessa garota agora?!”

“Calma, Isa, é brincadeira, espera!” Ele veio até mim de novo, rindo e me abraçando por trás, enquanto eu me fazia de difícil.

Agora tudo tinha voltado ao normal.

Téo e eu nunca íamos no separar. 


Notas Finais


Esse foi o capítulo, com cena especial TeoBela pra vocês!

A música que Isa canta, se chama “Folia no meu quarto”, e tocava bastante na novela, principalmente no início, nas cenas quando a Isa tava conhecendo o Téo. Eu gosto muito dessa trilha, que era o primeiro tema de TeoBela, então decidi usar.

Deixem seus comentários que o próximo sai quando esse tiver bastante! Obrigada a todas <3


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