História Quando minha vida mudou - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Comedia, Ficção, Mistério, Original, Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal! Essa é minha primeira fic! Se tiver algum erro ortográfico, peço que me desculpem. Espero que gostem. Boa leitura.

Capítulo 1 - A Despedida


Fanfic / Fanfiction Quando minha vida mudou - Capítulo 1 - A Despedida

Acordei cedo, não consegui dormir muito bem nessa noite. Apesar de ser bem cedo, dá pra ver que o dia está nublado e um pouco frio. Me levantei devagar, não estava com vontade de banhar, a água devia estar gelada. Fui ao banheiro, me olhei no espelho, meu olhos estavam cansados. Mas adoro eles, tenho heterocromia, o direito é castanho escuro e o esquerdo é verde. Parei de olhar pro espelho e pra minha cara de sono, me despi, entrei no box, quando liguei o chuveiro e a água tocou na minha pele senti minha alma sair do corpo de tão gelada que estava. Quando terminei minha higiene matinal, vesti uma calça jeans preta, uma camisa branca com mangas e coloquei um par de All Star pretos de cano médio. Estava triste porque teria que morar com a minha mãe, nunca a vi pessoalmente, apenas por foto, afinal eu morava com meu pai, em outro país. Pelo menos eu iria com meu melhor amigo, Pitu meu furão de estimação. Ele ainda estava dormindo na sua caminha. Cutuquei ele e o chamei.
-Pitu, acorda amigão. Levanta, é hoje o dia da viagem.- ele abriu os olhos, virou de costas pra mim, se enroscou mais nos cobertores.- Levanta logo senão vou te dar um banho.-Ele levantou rápido e ficou me olhando. Vamos descer e comer algo antes de ir. Ele subiu pelas minhas pernas e ficou no meu ombro.
Sai do quarto, desci as escadas e fui para a cozinha. Quando cheguei lá, meu pai ja estava preparando nosso café da manhã. Pitu pulou no meu ombro para o balcão.
-Bom dia, filha. Disse pra ele que ia dar um banho se não levantasse logo?- disse ele rindo
-Sim, acho que ele esta ficando cada vez mais esperto.- Vem Pitu, vou colocar sua comida.
Ele ficou me olhando, com aqueles seus olhinhos pequenos, pedindo com o olhar que eu colocasse logo sua comida. Eu peguei a tigela e a ração no armário e coloquei pra ele em cima do balcão, ele cheirou e só depois começou a comer.
- Você ja arrumou todas as suas roupas?-perguntou meu pai.
-sim, senhor.
-E seus livros?
-Também.
- E as coisas do Pitu?
-Também, e todo o resto das minhas coisas... O senhor tá me perguntando isso a mais de uma semana.- respondi séria.
-Preciso ter certeza que não está esquecendo nada- respondeu ele rindo da cara séria que fiz.
-Pai, eu tenho mesmo que ir? Depois de tantos anos com você, por que agora que eu tenho quer morar lá? Prefiro ficar aqui morando com você. Ném conheço eles direito, não acho que sejam minha família.- disse, pegando o copo de suco de laranja que ele me oferecia.
- Filha, já te disse várias vezes que só agora você melhorou, e vai ser bom você ficar longe daqui por um tempo.  E sua mãe e seu irmão são sua família. A Luísa me disse que o Hiroki está muito ansioso pra te conhecer!-meu pai disse muito contente.- Aposto que ele ainda parece muito com você.
Fiquei olhando ele, ele não estava dizendo a verdade, deve ser por isso que mudou de assunto rapidamente. Por que seria bom eu ficar longe daqui por um tempo? Então fingi que não percebi e disse:
-Ele tem cabelos castanhos claros lisos e curtos? E os olhos dele tambem são iguais aos meus?- perguntei curiosa enquanto comia uma torrada.
- Os olhos dele são verdes, como os da Luísa, só você nasceu com os mesmo olhos que eu, quanto ao cabelo eu acho que dele é um pouco mais comprido que o seu. Talvez fosse do mesmo tamanho se você não tivesse cortado ele todo a um ano atras.- disse ele, como se estivesse lembrando do ocorrido.- Você não tem foto dele? Achei que tinha te dado.
-O Pitu rasgou a última que ele mandou antes que eu pudessem ver. Falei olhando o Pitu.
- Mas e o Takashi? Ele vai querer ir junto com a gente até o aeroporto?
- Vai sim- respondi meio triste.- Vou sentir falta dele.- suspirei. Enquanto terminava meu suco.
-Ja terminou de comer?
- Ja sim, vou ligar pra ele.
- tá bom, diz pra ele não demorar, saímos daqui a 15 minutos- disse meu pai pegando as louças sujas e se dirigindo pra pia.
-Vem Pitu, vamos ligar pro Takashi.- ele acabou de comer e veio correndo, subiu pelas minhas pernas e ficou nos meus ombros, lugar preferido dele em seguida fui pra sala e peguei o telefone e disquei o número dele. Chamou três vezes até alguém atender.
-Alô.-disse uma voz feminina
-Alô, senhora Akemi? É a Haru, o Takashi ja tá pronto?
-Já sim, Haru. Ele vai assim que acabar de comer.- disse ela, mas ouvi a voz dele meio longe dizendo, provavelmente com a boca cheia de comida:
-Haru, eu ja vou daqui a cinco minutos!
-Takashi! Ja lhe disse que é falta de educação falar de boca cheia-sorri escutando a mãe dele brigando com ele-. Ele não vai demorar muito Haru.
-Tá bem, obrigado Senhora Akemi.
-Tchau, querida e boa viagem.
- Obrigado , tchau.
Desliguei e fiquei encarando o telefone. Será que ela também sentiria minha falta? Meu pai chegou na sala me tirando de meus pensamentos.
- Vamos trazer o resto das suas coisas e levar pro carro.
Descemos as última caixas e a campainha tocou. Meu pai foi atender enquanto eu colocava uma caixa no chão  da sala.
-Bom dia senhor Yuri, cadê minha baixinha e meu furão favoritos?
-Bom dia Takashi. Eles estão aqui.
Ao ouvir a voz do Takashi, o Pitu correu até ele. -Oi Pitu, tudo bem com você?-disse ele acariciando o furão.Pitu fez um som semelhante ao ronronar do gato, mas mais parecido com um "dokdokdok", ele fazia isso quando estava contente.
- E eu?- Perguntei fazendo carinha de triste. Ele veio e me abraçou
- Você  ganha abraço, é minha amiga preferida!- quando sai do abraço dele, o olhei e arqueei a sobrancelha.
-Mas eu sou sua única amiga.
-Por isso mesmo. - disse ele rindo. Eu ri também.
- Vamos colocar essas coisas no carro e vamos pro aeroporto- falou meu pai.
O Takashi nos ajudou a colocar tudo na mala do carro e partimos pro aeroporto. No caminho fomos conversando sobre coisas aleatórias.
Chegando no aeroporto, fomos fazer o check-in. E uma mulher sorridente nos atendeu e perguntou.
-O seu furão já tomou o remédio pra viagem?
- Ele não pode mesmo ir comigo?- perguntei meio chateada.
- Não são permitidos animais juntos com os passageiros. Mas eles ficam bem acomodados na área destinada a eles em outra parte do avião.- disse ela sorrindo. Fiquei pensando se eles não ficam com o rosto doendo de passar o dia inteiro sorrindo pros outros assim.
- Eu ja dei o remédio pra ele agora a pouco, ele tá meio sonolento.- coloquei ele dentro daquelas caixinhas de viagem pra gatos, ele era de tamanho médio e tinha os pelos marrom escuros, pesava aproximadamente dois quilos e meio e tinha.os olhos pretos.A mulher trancou a caixinha para que ele não a abrisse e colocou na esteira junto com as outras coisas e me entregou a chave do pequeno cadeado.
Ainda faltava dez minutos pra começar o embarque. Meu pai e o Takashi me olharam, e fiquei esperando eles dizerem alguma coisa.
-Sabe Haru, eu e o Senhor Yuri temos algo pra te dar.- Disse Takashi pegando algo dentro da jaqueta, ele estendeu um embrulho pequeno, mal embrulhado e meio amassado- eu tive a idéia, seu pai comprou e eu embrulhei.- ele disse com aquele sorriso tímido dele.
-Percebi que foi você que embrulhou- peguei o pacotinho.
-Ah, cala a boca e abre logo.- eu ri. Quando abri tinha um colar prateado, e um pingente quadrado, quando toquei percebi que dava pra abrir, quando o fiz vi que dentro possuia três pequenos compartimentos, em um tinha uma pequena foto dentro. Na foto estávamos nós quatro: meu pai, eu, Pitu, e o Takashi. Lembrei do dia que tiramos a foto e sorri. No outro lado estava escrito em letras douradas: "Quando pensar em desistir, lembre-se de tudo que te fez chegar até aqui", não entendi o porquê dessa frase aqui. E no outro espaço estava vazio.
-Obrigado. Mas por quê aqui tá vazio? Poderiam ter colocado outra foto.- Indaguei curiosamente.
- Talvez você possa precisar dele pra colocar uma foto dos seus novos amigos.- meu pai disse sorrindo
- Obrigado mesmo- eu sorri para eles- assim, nunca vou esquecer de vocês!- disse e meu pai me abraçou.
- Nossa! Assim você me magoa!- disse Takashi colocando a mão do peito e fingindo indignação- Você precisa de uma foto pra lembrar de mim? E todos esses 9  anos de amizade não são suficientes pra você?
- É claro que são, seu bobo- falei dando um abração nele. Nesse momento anunciaram que ja estava na hora do embarque. Dei um último abraço nos dois.
-Eu te amo pai.
- Também te amo, minha princesa. Quando chegar, me liga.
- Até mais, e me chama no chat, podemos conversar por vídeo toda semana.- disse Takashi
-Ok, tchau, gente.-Peguei minha mochila e me dirigi até o portão de embarque antes de entrar me virei um última vez e dei tchau pra eles, então fui. Andei e entrei no avião, estava com medo daquela coisa cair quando eu estivesse lá cima, fui andando até achar o número da minha poltrona, quando achei, vi que era do lado da janela. Ótimo, pensei, só precisava ficar olhando a altura pra me dar mais medo do que ja estava sentindo, guardei minha mochila e sentei. Demorou uns 20 minutos até todos entrarem e o avião finalmente decolar. Durante as 12 horas de viagem fiquei completamente acordada, tive medo que o avião caísse, embora não fizesse muita diferença se eu estivesse acordada ou dormindo se eu fosse morrer mesmo. Quando o avião aterrissou percebi que aqui era dia, embora no Japão talvez fosse noite, olhei para o relógio que marcava 8:30 da noite, talvez aqui no Brasil fosse ser esse mesmo horário, mas de manhã. Acho que era 24 horas de diferença entre os dois países.
Fui pegar minhas coisas e o Pitu, estava morrendo de saudades dele, não nos separamos desde que o ganhei a 5 anos atrás, hoje tenho 15 e sou muito apegada a ele. Até pra escola ele ia comigo, embora depois que ele tenha mordido um garoto que me empurrou me proibiram de levar ele e tive que deixar ele em casa.
Enquanto colocava todas as coisas no carrinho, uns três caras estranhos perguntaram se eu não precisava de ajuda. Embora estivesse um pouco pesado, eu aguentava carregar só então neguei a ajuda deles e quando terminei  fui em direção a saída. E comecei a pensar: como vou reconhecer eles? Será que eles vão gostar de mim? Espero que eu e o Hiro sejamos amigos. Como será que é esse país? Tudo diferente, será que vou me adaptar?


Notas Finais


O que acharam?


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