História Quando minha vida mudou - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Comedia, Ficção, Mistério, Original, Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês, espero que gostem! Boa leitura

Capítulo 2 - A casa nova e a primeira discussão


Quando saí, vi um garoto corado, sorrindo de olhos puxadinhos e verdes, cabelos lisos e claros que chegava até os ombros, uns 5 centímetros mais comprido que o meu, ele segurava um cartaz escrito: "Bem-vida ao Brasil Haru!" Era bonito e bem colorido, ao lado dele estava uma mulher que aparentava ter a mesma idade do meu pai, 36 anos. Ela tinha cabelos cacheados da mesma cor do meu e do Hiro, era corada assim como nós dois, seus olhos era verdes como o do Hiro, embora não fossem puxadinhos como os nossos. Ela sorriu pra mim, e eu apenas fui em direção a eles empurrando o carinho e quando cheguei perto deles, os abracei. Hiro disse:
-Finalmente te conheci. Mas não me aperta, tá amassando o meu cartaz que deu trabalho pra fazer.- ele me empurrou um pouco e o soltei, usei isso como motivo pra parar de abraçá-la também.
- Você cresceu muito desde que te vi quando você tinha 3 anos.- disse minha mãe- E seu cabelo está bem curto, depois quero que me conte o porquê de ter cortado ele.- ela sorriu e tanto ela quanto Hiro, olharam pra o carrinho, onde Pitu estava sacudindo as grandes da caixa em que ele estava, tentando sair.
-Pitu, esqueci de te tirar daí.- peguei uma chave no meu bolso e destranquei, quando ele saiu eu coloquei a coleira nele, ele bufou irritado.
- Não fica assim, Pitu. Só não quero te perder aqui.- Ele ficou em cima das malas. Me olhando com aqueles olhinhos fofinhos.
- Esse rato grande é teu??- perguntou Hiroki com os olhos arregalados, olhando pra mim e pro Pitu.
-Ele não é um rato!- disse um pouco irritada- é um furão e é meu melhor amigo, é bom não irritar ele ou ele te morde.- ri depois que disse isso e ele não desagrudou os olhos do Pitu, talvez achasse que o que eu disse fosse verdade.
- Vamos? A Manuela e a Julia estão esperando no carro.- fomos andando até a saída.
- Quem é Manuela e Julia?- As poucas vezes que conversamos pelo telefone ela nunca falou de ninguém.- será que eram amigas dela e do Hiro?
- Quando chegarmos lhe apresento a elas.- arqueei a sobrancelha, será que custava ela me contar logo? Sou curiosa e não gosto de esperar, quando saímos de dentro do aeroporto e fomos para o estacionamento, percebi que o clima era bem quente, porém ventava bastante e aparentava ser uma cidade tropical. O carro era bem maneiro, era preto e grande, parecia ser um Suzuki Grand Vitara, minhas suspeitas se confirmaram quando cheguei mais perto. Encostadas nele estava um mulher muito bonita, tinha cabelos lisos e pretos que passavam dos ombros, ela tinha olhos castanhos escuros e era branca. Usava uma camisa de gola polo branca, uma calça branca e tênis brancos. Ela deve trabalhar em hospital, pensei. E do lado dela estava um garota que parecia ter 17 anos, ela ao contrário da mais velha, estava vestida toda de preto, usava uma camisa preta escrita Avenged Sevenfold, uma calça jeans preta e all star preto cano médio. Ela estava olhando pra tela do celular e usava fone de ouvido e parecia estar alheia a nossa chegada. -Haru, essa é a Manuela- minha mãe me apresentou a mais velha. Ela estendeu a mão pra mim, mas fiquei só olhando, de onde eu vinha as apresentações eram feitas apenas com uma breve reverência de ambas as partes - Haru sei que não foi acostumada a isso, mas por favor, não custa nada apertar a mão dela.- com certa relutância estendi a mão e apertei a mão dela, que por sinal era bem macia.
- Não precisava ter feito a garota apertar a minha mão, Luísa. Haru, você pode me chamar só de Manu OK?- ela sorriu pra mim de um jeito tão meigo que retribui espontaneamente da mesma maneira e assenti com a cabeça.- Essa aqui é a minha irmã Júlia, ela é meio anti-social. Mas com o tempo você se acostuma.- disse a Manuela apontando para a Júlia, que apenas levantou a cabeça e disse um "oi" e voltou sua atenção para o celular.
A Manu foi até o porta malas e o abriu e eu e o Hiro começamos a colocar as coisas nele.
- Credo, você tá trazendo é chumbo é??- reclamou o Hiro- Caraca, como cê aguenta carregar isso sozinha??- ri da expressão que Ele usou, nunca tinha ouvido algo assim.
-Eu não achei tão pesado.- eu disse, com muita vontade de conhecê-lo mais- Onde você estuda?
-Numa escola normal. Faço parte do time de futsal. E sou o mais rápido da escola sabia? E esse seu ratão vai contigo ou vai na gaiola?
-Hum, primeiro: eu já disse que ele é um furão, segundo: aquilo não é uma gaiola, é uma caixa de viagens pra pets e terceiro: se continuar tratando ele de forma grosseira ele vai querer te morder e eu não vou impedir.
-Ok, desculpe, vamos.- Ele fechou o porta malas e nos dirigimos para os bancos traseiros, fiquei entre ele e a Julia, que não desgrudava os olhos do celular. A Manu foi no banco da frente dirigindo, e do lado dela estava minha mãe, Pitu estava enroscado no meu colo, ambos estávamos cansados da viagem.
-Eu estou com fome. Comi no avião mas ja faz tempo.
-"Estou"?- disse Hiro- vou te ensinar a falar de maneira mais normal, isso tá muito certinho.
-Eu falei errado?- Perguntei, revisando minha frase mentalmente pra ver se tinha pronunciado errado. Meu português não era lá essas coisas, mas dava pra entender.
-Não querida, O Hiro quer dizer que vai te ensinar a falar de maneira mais informal, mais curta, abreviando as palavras.- falei um "ah tá" meio sem graça- Não vamos demorar a chegar em casa meu bem.- ela disse.
Continuamos o caminho conversando sobre o lugar, e descobri que estava no verão e era bem quente, e como previ, era uma cidade tropical e tinha ótimas praias como Hiro havia me contado e disse que me levaria em algumas depois. Fiquei contente, estávamos nos dando bem. Mas a Júlia era muito quieta e isso me incomodava porque eu queria conversar com ela também.
Então o celular da Manu tocou, ela atendeu.
- Alô?.... Sim, eu falei com a Elise e ela aceitou cobrir meu plantão de amanhã, tudo bem pra você?... OK então, tchau.
-O que houve querida?- perguntou mamãe a Manu.
"Querida"? Achei que fossem apenas amigas, será que tem algo a mais entre elas ou é impressão minha?
Lembrei de uma conversa que eu e meu pai tivemos a alguns anos atrás.
FLASH BACK ON
Eu estava rabiscando algo numa folha, estava no escritório do meu pai no laboratório que ele trabalhava, ele estava olhando atentamente para a tela de seu computador, eu devia ter uns 6 anos, e perguntei:
- Papai, por que você e a mamãe não estão mais juntos? É porque eu estou doente?
- O quê?? Não meu amor, só que... A sua mãe gostava de outra pessoa, então ela foi ficar com essa pessoa.
- Por que ela só levou o Hiro? Ela não gosta de mim?
- Ela te ama tanto quanto o Hiro, eu disse pra ela que você precisava ficar comigo até te curarmos.- desde que eu nasci com paralisia nas pernas, meu pai, um ótimo neurocientista, ficou trabalhando incessantemente durante anos procurando algo que pudesse me curar. Quando eu estava com 9 anos ele fez um soro que regenerava as células da área afetada que impedia que meus neurônios enviassem as informações para que minhas pernas se mexessem. Usei esse soro diariamente, até que as minhas células começaram a se regenerassem sozinhas. E desde essa época comecei a ter raiva da minha mãe e da suposta pessoa com quem ela estava.
FLASH BACK OFF
30 minutos depois que saímos do aeroporto chegamos na casa, era grande, bonita e azul com porta e janelas brancas. Ela tinha dois andares, e no superior tinha três janelas. Na frente tinha um gramado bem verde.
Descemos do carro, tirei apenas minha mochila, estava cansada. O Hiro, a Manu e a anti-social Júlia iam tirando o resto das coisas e pondo na garagem. Enquanto isso minha mãe me levou até a cozinha, e fez alguns sanduiches naturais, colocou uma jarra de suco de cor meio laranja-avermelhado que eu não sabia de que era. Quando ela terminou os três chegaram da garagem aparentemente cansados.
- Como foi que você conseguiu colocar aquilo tudo sozinha no carrinho do aeroporto??- Perguntou a Manu um pouco curiosa.
- Não achei pesado.
- Todos lavem as mãos antes de comer.-
Era umas 9:35. Achei que chegamos cedo, lavei as mãos e  quando ia comer, o Pitu pulou no meu colo, também estava com fome. Puxei minha mochila e estava no chão perto de mim e tirei a ração dele, pus o saquinho aberto no chão e ele começou a comer. E eu tambem, estava quase morrendo de fome comi três sandubas e dois copos de suco que descobri ser de acerola, nunca tinha provado, era ótimo. Também fiquei sabendo que nas duas primeiras semanas eu dormiria no quarto do Hiro, o meu ainda não estava pronto, não me importei, seria ótimo pra conhecer ele melhor.
Ficamos conversando bastante durante o lanche.
- Manu você é médica? Porque você tá toda de branco... vai trabalhar?-perguntei cheia de curiosidade.
-Não sou médica, mas trabalho num hospital, sou fisioterapeuta. E estou vindo do meu plantão.- Ela e minha mãe ficaram conversando enquanto eu viajava em meus pensamentos, olhei pra ela, tinha algo estranho no jeito que ela e minha mãe se olhavam e isso me intrigava.- Bom, ja terminei, vou tomar um banho e descansar. O plantão foi puxado.- disse a Manu se levantando.
- OK, amor.- disse.minha mãe.
Eu arregaleios olhos. E perguntei: "Amor"?? Como assim??
- Meu bem eu posso explicar- disse minha mãe, mas eu não deixei ela terminar. Me levantei bruscamente e disse:
- Explicar o quê?? Que vocês duas são um casal?? Por que não  me disse antes? Não tenho nenhum tipo de preconceito se é o que estão pensando. Papai me disse que todas as formas de amor são certas e válidas, e concordo com ele. Mas porque não me disseram? Achavam que eu não ia aceitar? Se você conhecesse realmente meu pai, saberia que ele me ensinaria a respeitar a decisão dos outros! Foi por causa dela que você deixou meu pai não foi?? Sabia que durante várias noites seguidas ele chorava por você? Ele te amava, e você o desprezou, ele não merecia sofrer desse jeito! Você não tem coração!! - subi a escada mesmo sem saber onde seria o quarto do Hiroki, mas não foi difícil descobrir, tinha um placa azul escrita "Hiro" na porta entrei e vi duas camas, uma em cada canto, deitei numa que tinha um cobertor roxo em cima. Eu não gosto de roxo pensei entrementes. Tirei meu tênis. Me deitei e comecei a pensar.Como puderam me omitir algo importante? Será que não merecia confiança? Como ela teve coragem de deixar meu pai sozinho por causa de outra pessoa? Adormece com esses pensamentos enchendo minha cabeça.


Notas Finais


Parece que rolou um desentendimento aí. O que acham que vai rolar?


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