História Quando minha vida mudou - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Comedia, Ficção, Mistério, Original, Personagens Originais
Exibições 6
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que estejam gostando! Comentem o que estão achando.Boa leitura!

Capítulo 3 - Raiva


Fanfic / Fanfiction Quando minha vida mudou - Capítulo 3 - Raiva

Não sei quanto tempo dormi, mas acordei com Pitu sapateando pelas minhas costas, afinal, estava dormindo de bruços.- Para Pitu,- disse com a voz sonolenta e depois começou a morder carinhosamente minha orelha.-Pitu para, sai daí.- ele começou a lamber minha bochecha direita e comecei a sentir cocegas. Comecei a rir e me levantei.- OK, você venceu. O que você quer?- ele só me olhou de depois olhou pra cama do meu irmão, olhei pra lá e ele estava me olhando com cara de raiva.- O que foi?
- Por que você falou daquele jeito com a mamãe? Ela ficou chateada sabia?
- Eu também fiquei chateada, ela me omitiu algo importante e ainda por cima magoou o papai!!
- Não era motivo pra isso, papai não iria gostar que você falasse assim com ela. E isso é assunto entre eles, você não devia se intrometer.
- Nossa! Eu tenho que ligar pra papai esqueci completamente.- olhei para o relógio eram 15:30.- onde tem telefone aqui?
- Na sala, cabeçuda, passou por lá e não viu?
- Eu estava destraída e cabeçudo é você. - Nós dois rimos.
Saí do quarto e desci, ainda estava com a mesma roupa que saí de lá do Japão. Precisava de um banho, mas antes iria ligar pro papai, ele devia estar preocupado, quando desci a escada vi o telefone numa mesinha do lado do sofá. Disquei e chamou umas 5 vezes até que ele atendeu.
-Alô, Haru?- sua voz estava meio sonolenta, me toquei que aqui é tarde e lá é madrugada.
-Pai, desculpa, eu esqueci de ligar quando cheguei e acabei dormindo e acordei agora.
- Tudo bem princesa. Como foi a viagem? Tá tudo bem com você? E como estão as coisas aí?
- A viagem foi tranquila, embora eu tivesse medo que ele fosse cair.- escutei ele rindo- tá tudo em comigo sim, mas... Bom eu meio que discuti com a mamãe.
- Mal você chega aí e ja discutiu com ela Haru? Sua mãe é a pessoa mais calma que eu conheço, como ela irritou você?- a voz dele era pura surpresa.
-E por que o senhor acha que ela que me irritou e não o contrário?
- Porque você é pessoa com o pavio mais curto que ja vi.- eu e ele rimos juntos.- Me conta como tudo aconteceu.
Então contei tudo que aconteceu desde que chegamos na casa. E também contei o que ele havia me dito quando eu tinha 6 anos.
- Haru, você tem que pedir desculpas a ela, se ela não te contou logo ela tinha os motivos dela. E você era uma criança quando te contei aquilo, falei da maneira mais simples pra você entender. A história é um pouco mais complicada do que parece.
- Então me conta tudo. Quero saber o verdadeiro motivo de vocês terem se separado.
Ele suspirou.
- É uma história grande e complicada, Haru. Eu te conto depois, aqui está tarde e preciso dormir porque amanhã eu vou trabalhar. Haru, peça desculpas pra sua mãe ok? Tenho que desligar meu amor, tchau.
- Tchau pai. - então ele desligou e eu logo em seguida. Minha mente encheu de pensamentos... Eu queria saber o por que disso tudo. Por que ele simplesmente deixou que ela voltasse pra cá? Por que ele não impediu ela de vir? Aposto que se dissesse as coisas certas ela desistiria. Pra alguém que a amava, ele desistiu muito fácil.
Meu pensamentos foram bruscamente interrompidos com susto que levei ao me virar, Manu estava me olhando encostada na parede ao lado da porta da cozinha. Coloquei a mão no meu peito esquerdo e disse:
-Minha nossa! Que susto você me deu Manu!! Por um momento achei que pudesse ser a mamãe.
- Desculpe, não foi minha intenção. É algo do qual ela não pudesse escutar? Porque eu não entendi nada. Não falo japonês. Mas pela sua cara não ouviu o que queria, estou certa?
-Sou tão transparente assim?- falei sentindo raiva de mim mesma e fechando ainda mais a cara.
-Por que não me conta? Sua mãe não está em casa se é isso que te preocupa.- ela me olhou e sorriu com meiguice. Não sei porque mas senti um pouco de irritação por causa desse jeito compreensivo dela, no começo eu até  gostei dela, mas agora eu não gosto mais. E sei exatamente porquê, foi por causa dela que a minha mãe deixou meu pai.
- Não quero conversar com você- minha voz saiu com mais raiva do que eu esperava- Vou banhar, tchau.
Subi correndo as escadas, entrei no quarto e bati a porta.
- Não precisa derrubar a porta não tá? A porta não tem culpa de você ser idiota.Não é Pitu?- Hiro disse isso com sarcasmo, Pitu estava deitado na cama dele recebendo carinho nas costas. Ignorei o que ele disse e perguntei:
- Você sabe pra onde a mamãe foi?
- Foi pra clinica, ela é pediatra. Não sabia?
- Não- minha irritação pareceu aumentar a cada segundo- Por que é que ninguém me conta nada por aqui?? Onde é que tem um banheiro por aqui?- Precisava de um banho urgente. Peguei uma muda de roupas na minha mochila. E olhei pra ele
- Você ta estressada é? No final do corredor primeira porta a esquerda, toma, usa essa toalha. Eu que escolhi pra você- ele disse sorrindo me entregando uma toalha cheia de flores.
- Eu não gosto de flores.- disse seca.
- De nada mal agradecida.- Peguei e sai logo antes que jogasse ele pela janela.
Fui ao banheiro e tomei banho, e quanto mais eu pensava nos motivos dela ter vindo embora pra cá, mais sentia raiva. Quando terminei o banho pensei em como não queria olhar na cara delas até o papai me contar tudo. Fui pro quarto e encontrei o Hiro sentado de frente pra escrivaninha dele xingando o notebook dele.
- Porcaria! Para de travar seu lixo, eu vou perder assim!!.. aaah! Droga, perdi.- Virou zangado.
- Hiro, seu notebook está ruim?
- Essa porcaria já ta velha, fica travando, não roda meu jogos muito bem.
- Que bom.
- Bom??- Ele parecia zangado.
- É, assim você vai gostar mais ainda do que vou te dar. Vem comigo.- ele me seguiu até a garagem onde eles deixaram minhas coisas.
Fiquei olhando a caixa maior embaixo de duas menores.- Pega uma faca pra mim?
- Vai matar alguém? Disse ele com sarcasmo.
- Não, mas estou pensando seriamente em cortar sua língua- retribui o sarcasmo dele.
-Já volto. Chata.
Eu tirei às duas caixas menores de cima da maior.
- Ta aqui, estressada.-Ele me entregou ela.
Enfiei entre as fitas que prendiam as abas da caixa e cortei. Estava cheio de bolinhas de isopor, tirei uma bolsa comprida e um pouco larga e dei pra ele.
- Isso é pra mim?- perguntou ele.
- Não, é só pra você segurar pra mim. É outra coisa que é pra você.- Continuei remexendo as coisas dentro da caixa junto com isopor até que encontro o que eu estava procurando. Peguei e entreguei pra ele. Estava embrulhado com papel de presente.
- Presente de aniversário atrasado.
- Obrigado. - Disse ele me entregando a bolsa que estava segurando
Subimos de volta pro quarto, enquanto colocava a bolsa na parede perto da cama, escutei o som de papel sendo rasgado.
-Caraca!! Sério que é pra mim?? Nooossa aposto que esse PC é super rápido.
- Ele era lançamento quando comprei.
- Quando você comprou? Deve ter sido caro.- Disse ele abrindo a caixa e olhando com um brilho nos olhos.
- Umas três semanas atrás. Foi caro, mas digamos que vale pelos 12 anos que passei longe de você.
Ele deixou o PC na cama e veio me abraçar.
- Você é a melhor irmã do mundo. Eu não comprei nada pra você, desculpe- Disse ele coçando a cabeça e parecendo meio envergonhado.
- Eu não ligo- disse com sinceridade- mas eu aceito livros de presente.- Falei rindo. Ele riu também. Nossa ligação se tornou forte bem rápido, talvez pelo fato de sermos gêmeos bivitelinos, ou seja, somos de placentas diferentes, o que contribuiu pra nossa diferença física.
- O que tem dentro dela?- Falou apontando pra bolsa enquanto sentava na cama
-O meu teclado.
- Você sabe tocar?
- Sei, mas não vou tocar agora.
- Que pena.- ele olhou pra porta- Acho que a mamãe chegou, escutei o som do carro dela.
Pelo visto vou ter que encarar ela, e vou ter que pedir desculpas antes mesmo de saber toda a verdade. E isso me deixava com mais raiva ainda. Resumindo, acho que hoje o dia quase todo foi assim.


Notas Finais


Será que vai rolar mais treta? Será que vão se entender?


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