História Quando minha vida mudou - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Comedia, Ficção, Mistério, Original, Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eae galera! voltei com mais um capítulo

Capítulo 5 - Fazendo Amigos



Era uma noite com clima agradável, embora estivesse um pouco quente, tinha um vento que aliviava o calor. Quando estávamos próximos à casa do tal Rodrigo, chegou uma garota que se chamava Renata, ela era bonita, tinha cabelos cacheados e castanhos escuros e olhos da mesma cor, era branca e parecia que também conhecia o Hiro. 
- Achei que vocês já tinham chegado aqui faz tempo. Por que demoraram?- perguntou ela. - E quem é você?- ela me perguntou.
-A gente estava procurando a coleira do Pitu. Ela minha irmã, Rê. - disse ele pra ela. - Olha, esse é o Pitu, disse ele apontando pro meu furão.
- Ai mô Deuso, mais que coisinha mais linda. -Disse a Renata com a voz infantilizada, eu dei um sorriso.- Então, vamos? O Rodrigo já tá vindo ali- Ela apontou pra uma casa onde um garoto alto, com cabelos crespos e loiros, vinha correndo em nossa direção. Quando ele chegou mais perto eu disse:
- Noooooossa! Como você é alto!- pra olhar pra ele eu tinha que levantar minha cabeça pra cima. Eu tinha 1,60, mas ele tinha bem uns 1,90. Ele tinha os olhos castanhos escuros.
Ele olhou pra mim e riu.
- Prazer, meu nome é Rodrigo, eu namoro a Júlia. - Ela estava segurando a mão dele. Ela me olhava séria, devia está achando que eu queria roubar o namorado dela. Ciumenta.
-Ei, o Lucas, a Renata, a Fernanda e o Marcos estão esperando a gente na praça. - Disse o Hiro guardando o celular no bolso.
Então fomos pra a tal praça. Era 19:18, estava cedo, porém meio escuro. Mas enquanto íamos pra lá, percebi que tinha uns dois caras seguindo a gente, foram eles que perguntaram se eu precisava de ajuda com as malas. Não falei nada, podia ser mera coincidência. Mas era estranho.
A praça era bem bonitinha, cheia de árvores, tenha uns bancos espalhados por lá, tinha crianças correndo e brincando e tinha também alguns casais namorando.
Vi uns jovens que pareciam ser amigos do Hiroki sentados num banco conversando distraidamente, mas logo perceberam a gente e vieram falar conosco.
- Poxa Hiro, "cês" demoraram. - disse um cara negro, cabelo bem baixinho, era bem forte, porém baixo, parecia bem simpático e fui logo com a cara dele. - Opa, quem é essa gatinha que veio com vocês?- disse ele me olhando e sorrindo pra mim- Prazer sou Lucas. Tudo bem com você?
-Tudo sim, sou Haru e. - antes que eu pudesse terminar o Hiro foi logo falando:
-É minha irmã e pode ir tirando o olho dela.  Saí fora, que a minha irmã cê num vai pegar não. - disse ele sendo superprotetor.
- Credo, calma Hiro. Ele só queria conhecer a garota. Fica com ciúme não amigo. - e ele riu- prazer Haru, sou Marcos e essa aqui é minha irmã Fernanda. -Disse ele com um sorriso.
Ele tinha a mesma altura que o Hiro, tinha cabelos curtos e castanhos escuros, olho de mesma cor, era bronzeado e sorridente. A irmã dele era um pouco diferente dele: tinha os cabelos ondulados e castanhos escuros, olhos cor de mel, era bronzeada e meio séria. Parecia ser mais velha que ele, talvez a mesma idade da Ju. 
Ficamos conversando enquanto o Hiro dava umas voltas com o Pitu pela praça, afinal ele não ficava parado. Falamos sobre algumas coisas até que chegamos a um assunto do meu interesse.
- Então as aulas começam quando?- perguntou a Fernanda.
- Daqui a duas semanas- respondeu Lucas- e acho que essas férias passaram muito rápido. - falou ele bufando.
- Relaxa pô, pelo menos lá a gente vai ficar  junto. Cê também vi estudar na nossa escola Haru?- perguntou o sorridente Marcos.
- Eu acho que sim. Mas não tenho certeza.
-É claro que vai- disse o Hiro chegando correndo com o Pitu.- assim posso vigiar você e te proteger desses gaviões que andam por aí.- continuou ele.- Haru, teu furão não cansa não? Parece elétrico. Só quer correr, eu cansei.
-Furões são assim mesmo. - Vem Pitu, você deve tá com sono né? Hiro, vamos pra casa? Já são 21:45.
- Tá bom, então galera amanhã a gente se fala. Ué, cadê a Ju?- Disse Hiro procurando ela com o olhar.
-Eles estão ali se amassando perto daquela árvore. - disse Renata- Credo parece que nunca se veem, eles só vivem se agarrando.
Nós rimos. Então o Hiro gritou chamando ela:
- Ju, a gente já vai. Cê vai ficar?
- Me espera, já estou indo- gritou ela em resposta, deu um último beijo no Rodrigo e veio correndo até nós. Despedimos-nos da galera e fomos pra casa. Fiquei olhando pros lados, mas os caras estranhos não estavam mais seguindo a gente, embora eu os tivesse visto uma vez na praça.
- Que foi? Tá procurando alguém?- perguntou Hiro me entregando um Pitu cansado.
- Não, mas achei que tinha alguém seguindo a gente. - disse pegando ele no colo.
- Acho que você tá imaginando coisas. -Respondeu Hiro.
- Talvez... - Mas fiquei pensando: o que eles iam querer conosco? Somos só adolescentes normais. - pensei nisso o caminho todo quem nem percebi quando chegamos em casa.
- Já ia ligar pra perguntar onde vocês estavam!- Disse mina mãe logo quando entramos em casa. A Ju foi direto pro quarto dela.
- Calma dona Luísa. Nem são onze horas. - Disse Hiro com a cara emburrada.
- Hiro, Hiro, não esqueça que você está em débito comigo, então não fale assim comigo- disse minha mãe advertindo ele.
-Relaxa amor. Cê ta um pouco estressada disse a Manu lá da sala. - Vem cá que eu faço uma massagem em você.
-Argh, vai começar a melação.- Disse Hiro me puxando lá pro quarto. - Vamos Haru você não vai querer ver isso.
Chegando lá eu coloquei Pitu na cama, me sentei e comecei a tirar os tênis.
- Hiro-eu disse com a voz manhosa- você busca minha mala lá embaixo? Por favorzinho? Minhas roupas estão nela.
-Huuum- falou ele me olhando- que foi She-Ha? Tá sem força?- disse ele rindo.
- Estou cansada. Vai lá He-Man, faz esse favor pra mim.
- Tá bom, mas cê vai ficar me devendo, porque aquela tua mala tá um chumbo.
Disse ele descendo. Depois de alguns minutos ele subiu bufando.
- Obrigado Hiro, você é tão gentil- agradeci dando um sorriso pra ele.
- Credo, quase morri subindo a escada. Nem os poderes de Greyskull me ajudaram a trazer isso. Vou banhar. Suei pra burro.- disse pegando uma toalha azul que estava na pendurada no encosto cadeira em frente ao PC e saiu do quarto. Fiquei rindo dele.
Aproveitei que ele não estava pra trocar de roupa. Depois arrastei a mala pra um canto no quarto. E me deitei com o Pitu na cama, ele já estava dormindo enroscado no cantinho da cama.
-Ah, me sinto melhor- disse meu irmão entrando no quarto. Ele enxugou os cabelos e sentou na cama. – Tá pensando no que, Haru?
-Nos caras que estavam seguindo a gente. - eu disse olhando pro teto. - E o papai mentiu pra mim, sei que mentiu porque além de não estar olhando nos meus olhos quando falou comigo, ele também mudou de assunto muito rápido. 
-E sobre o que vocês estavam falando?- Perguntou ele deitando na cama.
Então contei pra ele a conversa que tive com o papai antes de sair.
-Cê tá meio psicótica, não acha não? Por que o papai ia mentir pra você? E por que caras estranhos iam seguir a gente? Relaxa um pouco, dorme ai quando acordar você vai estar com os parafusos no lugar certo.
-Ok- respondi me cobrindo- Oyasumi nasai.
-Boa noite pra você também. - ouvi ele se mexendo na cama e depois a luz foi apagada. 

-Hiro...

-Que foi?

-A Renata gosta de você? Ela ficava te olhando toda hora.- perguntei curiosa. Ele começou a gargalhar.

-Ela devia estar olhando pro Pitu, não pra mim. - disse ele ainda rindo.

-Por quê? Ela pode estar afim de você.

- Haru, da fruta que eu gosto a Rê chupa até o caroço. - Disse ele gargalhando.

-Ela também gosta de pêssego?- Respondi achando estranho a resposta dele.

-Haru, você é muito ingênua. Isso que dá ser forever alone, vivendo só com um amigo meio lerdo e um furão.

-Não fala mal do Takashi, é meu melhor amigo. - disse zangada pra ele.

-Que seja. Dorme aí, zangada psicótica. Boa noite.

Não estou psicótica, tem algo errado nisso tudo e eu vou descobrir o que é. Fechei os olhos e comecei a pensar em tudo que aconteceu desde que cheguei e logo adormeci.



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