História Quando nasce um Herói - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 30
Palavras 1.439
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oe gente! Voltei <3
Com um capítulo novinho :3
Agradeço aos que leram o primeiro cap... e espero muito que gostem deste. <3
Não sejam leitores fantasmas, comentem, vou adorar ler a opinião de vocês.
Boa leitura. TiaLissa (*^*)

Capítulo 2 - First Impression


Fanfic / Fanfiction Quando nasce um Herói - Capítulo 2 - First Impression

Era confortável. Não era a primeira classe, mas tinha tudo o que precisava. Lynn estava indo pra Nova Iorque, por que não? Seria um ótimo começo, as ruas lindas, os inúmeros pontos turísticos, as comidas... queria tudo! Dentro de si estava mais animada que uma criança, e por fora se esforçava para parecer profissional.

Sua mala não ficou com ela, apenas a bolsa com os documentos, seu celular e uma câmera antiga.

-Torna a viagem mais emocionante...- Disse sem mais nem menos ao desconhecido senhor que se sentava ao lado dela no assento da janela (que por pouco não foi seu), lhe mostrando a câmera.

Quando caiu em si, se perguntando por que teria simplesmente dito aquilo, esperava uma resposta mal educada ou nem mesmo resposta. A verdade é que estava ansiosa de mais pra conter-se.

-E por que não usar o celular?- O senhor perguntou surpreendendo Lynn.

- N-não seria a mesma coisa... -Perdeu a timidez- Se imagine tirando fotos de lugares incrivelmente lindos com um celular, e agora com uma câmera. Qual lhe parece mais turístico?! Qual lhe parece mais tradicionalmente divertido?!

Passou um bom tempo discutindo com o agora conhecido senhor a respeito da máquina fotográfica. A bem da verdade, ele não entendeu. Buscou a lógica nos comentários de Lynn, imaginou que a garota se referia à qualidade das fotos, porém não, era tudo pela estética, pelo momento. O celular podia lhe dar filtros, altas definições, a câmera lhe proporcionava a satisfação de apenas segurá-la, ouvir o seu “Clic” e sentir-se característica. O senhor se deu por vencido.

Enquanto isso, na coluna oposta e a algumas cadeiras à frente estava sentado um jovem, aparentemente não tantos anos mais velho que Lynn, com o qual se encontrou no aeroporto. Não se falaram, não se tocaram, mas trocaram rápidos olhares. Ele era alto, com cabelos de ouro e olhos de mar, porém parecia inegavelmente insatisfeito. Afinal, voltar à Terra depois de tanto tempo não estava nos seus planos. Glass passou alguns momentos intrigado com a escolha de Século o sábio de Clérida. Ótimo, uma garotinha. Pensou procurando algum passaporte nos bolsos.

Decidiu não se explicar a Lynn de primeiro momento. Já ajudava bastante que quisesse sair de sua cidade, estavam assim mais próximos do centro de eclosão, sem falar que lhe dava vantagens sobre os Greedy, que a essa altura já deviam saber da queda de um Herói na Terra e se colocavam em marcha.

Glass estava régio e atento. Observava Lynn disfarçadamente pelo reflexo da tela do item que adquiriu pra vir à Terra, conhecido como celular.

 Clérida era uma habitação no cosmos, lar de Heróis, Sábios e Lendas dos contos humanos, assunto de coros antigos porém a muito esquecidos, e era pra lá que tinha presa de voltar. Glass era apenas um guardião, satirizados pelos demais como “Cegonhas de Herói”, mas a verdade é que sem eles, estes nunca se quer poderiam existir. Heróis nasciam na Terra, e só humanos de coração forte os podiam levar até a instalação de eclosão das sementes que lá estava. Histórias diziam que só aqui nasciam porque os primeiros daqui vieram, e os humanos os levavam pois os criaram, mas pra maioria das lendas isso era um insulto, os Heróis utilizavam da raça humana por seu senso intelectual, e se aproveitavam do Planeta por sua riqueza.

-Não vai demorar. - Glass dizia a si mesmo. - Assim que o Herói nascer... - foi interrompido pela aeromoça:

-Senhor, gostaria de alguma coisa?

-Não humana... ou melhor, pra onde vamos?

-Este voou tem direção à Nova Iorque senhor. -Respondeu confusa, e saiu sentindo-se ultrajada.

Glass tirou um pergaminho da mochila que ganhara, e o estudou com cautela, voltando à Lynn de tempos em tempos. Sabia que não precisava se preocupar, podia sentir a semente por perto, mas mesmo assim, não brincava em serviço.

Um guardião não dormia em missão, mas todos no avião pareciam em coma na madrugada, então, aproveitando-se do silencio, Glass tirou o cinto de segurança e andou sem fazer ruído algum, como foi treinado para se mover. Aproximou-se de Lynn e a olhou de cima a baixo buscando encontrar a semente, só pra inspecioná-la. Esta era do tipo azul, o futuro Herói teria habilidades estratégicas invejáveis. Se fosse amarela, sua força se destacaria; a vermelha o faria um grande conhecedor, do tipo súdito de Sábios; a verde lhe daria destreza e facilidade em camuflagens; a branca, o dom da liderança, e assim por diante. Glass vislumbrou a semente no bolso de Lynn. Toma cuidado com isso criança. Decidiu não pegá-la, e nem poderia. Guardiões não podem tocar na semente, caso contrário eles mesmos as levariam e apenas obrigariam algum humano a depositá-la. Mas para preocupação real, os Greedy podiam. Não só podiam, como se as tivesse absorveriam seu poder e se tornariam ameaças maiores à Clérida e as Lendas, tal como já foram no passado, antem de perderem a “Guerra de Sadoth”.

Glass voltou a sentar-se. Não se aguentava de angustia, mas não cessava a vigilância. Observou o nascer do Sol em meio às nuvens no horizonte por sobre a avantajada barriga da senhora ao seu lado no assento da janela, e lembrou-se de como era estar na Terra.

Ao fim da viagem, não viu o tempo passar, mantivera seus olhos céu, no céu o tempo todo. No meio de toda a agitação dos passageiros, aguardou paciente sentindo a semente e seguindo Lynn em silêncio assim que passou por ele.

Desceram no desembarque e se dirigiram ao aeroporto onde Lynn recuperou a mala. Quando se encontravam mais dispersos da multidão na calçada a garota sentiu-se perturbada e virou-se de súbito. Glass agiu rapidamente entrando em uma viela, mas retornando a segui-la no fim das suspeitas. Não pretendia assustá-la então se afastou um pouco, não a perderia de vista, acompanharia a semente.

O plano de apresentação era simples. Glass pretendia falar com ela, fazê-la sentir-se a vontade, só pra então lhe contar tudo e esperar por uma boa reação, mas...... uma forte agulhada no peito interrompeu seus pensamentos. Não pode ser. Paralisou. Sim, eles estavam ali, podia senti-los. Os Greedy alcançaram a semente.

Glass se desesperou e olhou para todos os lados. Esqueceu-se do mundo e fixou todos seus sentidos em localizar o Greedy. Os sons ao redor se abafaram e ouvia somente sua respiração ofegante, parecia uma busca inútil. Os Greedy possuíam forma humana tal como ele, mas despertavam habilidades quando próximos a semente e o pátio por onde passavam mais parecia um formigueiro. Então desistiu de rastreá-lo e correu. Abria caminho por entre as pessoas até Lynn aos empurrões, mas não encontrou a garota. Tentou concentrar-se de novo e a semente do Herói o guiou até uma esquina.

Avistou Lynn andando e apreciando tudo quanto podia sem preocupar-se com mais nada. Foi então que o encontrou, como um choque . O Greedy esperava a garota pacientemente encostado em um poste com um sobretudo bege e malicia no olhar. Este tinha os cabelos castanhos e olhos profundamente verdes, Glass lembrou-se dele. Correu em direção a rua de trás e se esgueirou em um beco, esperou até que Lynn passasse e a puxou com toda a força que podia para junto de si. Glass tampou a boca da garota, e com facilidade a carregou aos empurrões beco à dentro.

Prosseguiu pelas vielas e caminhos apertados entre os prédios até achar que era seguro parar. Lynn chorava desesperadamente e o empurrou para longe quando teve oportunidade, mas embaraçada acabou caindo no chão.

- QUEM É VOCÊ?! O QUE QUER?! -Se arrastava pelo chão aos soluços.

Lá se vai minha apresentação simpática. Pensou Glass frustrado, e se aproximou de Lynn calmamente dizendo:

-Ei não se preocupe... não vou fazer mal a você... Me chamo Glass. Glass Evans.

Lynn não respondeu, anda parecia apavorada (e tem motivos para tal).

-Estou aqui por um motivo MUITO importante. - O guardião prosseguiu. - Peço desculpas por te puxar desse jeito, você vai entender por que fiz isso... Prometo contar tudo. Mas pra isso você tem que se levantar e me dizer se está machucada.

A garota hesitou por um momento, mas com a insistência no olhar de Glass, achou melhor obedecer. Usava uma blusa volumosa, e com movimentos lentos levou a mão à fivela do cinto de onde pegou um canivete.

-Vamos tomar um café... -Glass suspirou aliviado ao observar que ela não tinha nenhum tipo de lesão, mas, foi surpreendido quando Lynn avançou sobre ele rapidamente e transpassou o canivete em sua barriga.

A humana tornou a correr desesperadamente, enquanto sangue escorria pelos dedos da mão que Glass pousou sobre o corte no abdômen. 


Notas Finais


É isso aí amores!!
O que acharam?? Espero que tenham gostado.
Beijos doces... até o próximo cap!
TiaLissa. <3


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