História Quando nasce um Herói - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
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Palavras 1.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi bbs...
Hoje o ep chegou assim cedinho porque é fim de semana <3 Então gostaria de deixar adiantadinho pra vocês...
Agradeço desde já os que tem lido a fic... e peço por gentileza que deixem um comentário, porque eu adoraria saber a opinião de vocês. Falem comigo :3
Boa leitura... TiaLissa!

Capítulo 4 - Urban Hunt


Fanfic / Fanfiction Quando nasce um Herói - Capítulo 4 - Urban Hunt

Lynn deixou uma gorjeta embaixo do prato. Não imaginou que a primeira vez que tomaria café fora de sua cidade seria assim, mas não culparia o atendimento por esse fato. Ela e Glass saíram da cafeteria mudos, sem nem ao menos direcionar olhares um ao outro. Lynn achava que essa loucura não melhoraria nunca. Estava ali seguindo um estranho não humano em uma missão que não compreendia, mas se ao menos se sentisse confortável pra perguntar...

Andaram não muito rápido pelas avenidas. A cidade já parecia bem desperta, vitrines eram limpas, portas abertas... estavam em um bairro bem comercial.

-Vamos ficar por aqui hoje, mas amanhã partimos sem falta. - Glass quebrou o silêncio.

-Pra onde vamos? - Lynn perguntou receosa. Era um pouco difícil acompanhar os passos de Glass, eles eram largos e o peso de sua mala não ajudava.

-Sinceramente, não sei ao certo. Mas garanto que o centro de eclosão não está no Central Park.

-Não sabe pra onde vamos?!

-Há mais de um centro, humana. Estou tentando localizar o mais próximo de nós.

-Chamo-me Lynn! - Não suportaria ser chamada de “humana” por muito mais tempo.

-Te incomoda? -Ele zombou.

-É no mínimo desconfortável “aliem”. -Provocou.

-Não sou um aliem... você por outro lado, é uma humana.

-Esquece! -Abaixou o rosto. A verdade é que estava exausta, não sabia pra onde ia e percebeu que discutir com ele não a levaria a nada.

-Já estamos chegando... Lynn. -Ele riu, e a fez se sentir um pouco melhor.

A caminhada levou mais alguns minutos. As pernas de Lynn já não aguentavam mais, e quando estava prestes a desistir chegaram a um hotel. Glass já o conhecia, por algum motivo que Lynn não se sujeitou a perguntar, ela só queria entrar logo e se sentar. Mal ouviu o que Glass disse na recepção, na verdade nem prestou atenção, só o seguiu por algumas escadas a diante e entrou pela porta que ele abriu.

Ao passar por ela, Glass teve uma vaga lembrança sobre o local. Era um hotel não muito grande e aparentemente não muito conhecido, mas era lindo, todo trabalhado em madeira, prometia um bom atendimento e apesar dos quartos não serem gigantes tinham tudo de que precisariam pessoas que estavam de passagem. Ele observou Lynn colocar a mala no chão e se deitar em uma das camas de solteiro no quarto pra dois, seu cansaço era compreensível. Glass já estava um pouco mais aliviado, ele e Lynn não eram melhores amigos, mas bastava que ela fosse com ele sem complicações pra missão ser um sucesso.

-O que faço aqui de novo? -Ele perguntou para si mesmo indo até a sacada.

-Neste hotel? -Lynn perguntou sonolenta. Imaginou que ela já tinha pegado no sono.

Na Terra... Ele pensou, deixando a garota sem resposta. Evitava lembrar-se da ultima vez que veio, era uma experiência que ninguém podia tirar dele. Passou-se algum tempo, Lynn dormia e Glass observava, como já tivera feito antes no avião. Encontrou uma camisa no armário do quarto e agora não chamaria a atenção das damas pela rua. Foi então que uma sensação ruim lhe invadiu, era sufocante, e aumentava a cada segundo. O Greed, mas que...

-Lynn! -Chamou sacudindo-a. -Vem, agora!

Ela levantou-se tonta, e logo estava assustada de novo. Desceram as escadas correndo e ela não encontrava palavras para perguntar. Atrás do hotel, havia um enorme pátio de lazeres de concreto, muitas pessoas aproveitavam o tempo livre por ali, faziam piquenique, exercícios e conversavam sentados em bancos, todos sorrindo, com exceção de Lynn e Glass que corriam sempre em frente, mas era tarde... Glass parou bruscamente quando a sensação em seu peito o fazia parecer prestes a explodir. O Greedy os escarava a menos de sete metros à frente.

-Pra trás Lynn... - O guardião a empurrou para trás de si.

Com passos lentos que eram sonoros aos ouvidos de Glass, mas imperceptíveis ao de Lynn, o homem de sobretudo bege se aproximava. Assim que os alcançou, sorriu dizendo sarcasticamente:

-Glass! Como é bom vê-lo novamente! Então tiveram coragem de manda-lo pra cá de novo?! Você sabe o que diz o ditado sobre insistir no erro, não sa...- parou ao ver Lynn e começou a rir- Parece ainda mais frágil de perto garota... Queria ter visto sua cara quando percebeu que era ela Glass!

-Já terminou? -Glass já não tinha mais paciência.

-Seu histórico com humanos não é muito bom pelo o que vejo. Deviam tentar lhe escolher um homem de verdade, talvez ajudasse... ou talvez não, seu fracasso facilita muito as coisas pra mim. Isso só termina quando eu pegar a semente amigo.

Após a fala, o homem de sobretudo avançou sobre Lynn que se afastou, Glass pegou seu braço no meio do movimento e o torceu. O Greedy gritou, mas retribuiu o golpe empurrando Glass ao chão e se pondo sobre ele. A essa altura, as pessoas ao redor perceberam o tumulto e se aproximavam. Foi então que movendo as mãos, o Greedy fez levantar-se do chão uma areia negra que obedecia a seus gestos. Com isso, o pátio se fez gritos e as pessoas que estavam ao redor correram apavoradas. Um jovem que gravava o ocorrido com o celular o teve estilhaçado por uma lança formada pela areia.

-Lynn!! Pede uma arma!!!- Glass gritou para a garota segurando os punhos do Greedy enquanto a matéria negra afugentava os humanos.

- O que?!?!- Lynn estava perplexa.

-Pega a semente no bolso e pede uma arma!!! -O inimigo ria sobre Glass.

Lynn pegou a semente com as mãos tremulas. Não sabia o que fazer, e com a voz falha e rouca aproximou a semente do rosto e disse: “Me dê uma arma”. Então, instantaneamente luzes e feixes de um liquido azul emanaram e saíram da esfera, se materializando no ar na forma de uma espada longa e caindo no chão toda ferro e aço de coloração azulada. Lynn chutou a espada na direção do guardião, que a pegou brandindo-a rapidamente sobre a areia negra que o cercava, a ligação dos grãos se fez instável por um tempo e o negrume afastou-se o quanto pode da lâmina.

Glass libertou-se, e o Greedy já não parecia mais tão satisfeito, esquivou-se o quanto pode e lançou mais matéria sobre o guardião dando-lhe tempo para pegar uma espécie de apito que tinha pendurado em uma corrente de elos finos no pescoço. O som que propagou era estridente, e pela expressão de Glass, já sabia o que estava chamando. O Greedy deu-lhe um meio sorriso, e fugiu levando consigo toda a matéria. O guardião juntou-se a Lynn mais uma vez:

-Vai pra baixo daquele banco de concreto agora!

-Glass, o que está acontecendo?!- Segurou seu braço. Seus olhos estavam marejados.

Ele a soltou e foi de espada na mão o mais longe que pode. Parou, e ouviu. Eis que, dentre as árvores próximas, ruídos de galhos sendo quebrados eram altos e claros. Glass fechou os olhos, e não gostou de saber o que vinha em sua direção.

Um urso pardo, maior e visivelmente mais forte que o convencional, com garras enormes e dentes a mostra, surgiu com um rugido dos arbustos. De sua boca expeliu saliva, e seus olhos gritavam ódio. Trazia um símbolo negro no meio da testa, e marcas da mesma cor por todo o corpo. Glass preparou-se, apertando o punho no cabo da espada e observou atentamente a fera correr vorazmente em sua direção. Assim que se aproximou, esquivou-se e golpeou o animal que guinchou ao ter a perna atingida resultando em um corte. Mas também não afastou-se rápido o suficiente para poupar-se do arranhão que levou no peito.

Cheio de raiva o animal saltou sobre Glass, e arrependeu-se de tal. O guardião ergueu a lâmina no momento crucial, atravessando pelo, pele, carne e coração, fazendo jorrar um liquido negro da ferida. A lamúria do animal deve ter alcançado os mais remotos cantos da cidade. Glass terminou o ato enterrando com um só solavanco a lâmina para dentro do peito do urso até que esta não pudesse ser mais vista e com o dobro da força exercida, lançou o animal ao lado que tombou levantando folhas secas e poeira do chão.

Assim que soltou o cabo da espada, esta se dissolveu em líquido e em uma fina película cintilante que subiu ao céu de forma majestosa. Diferente do urso e sua excreção, que enegreceu e se rompeu em areia negra, espalhando-se pelo chão em todas as direções até não poder ser mais vista. O único rastro de batalha deixado, foram os respingos do sangue de Glass pelo concreto.

O guardião tinha de novo a camisa rasgada, e de novo um corte regenerável com mesma intensa dor de um corte comum.

Aos arredores, ouviam-se sirenes de polícia e ambulâncias ensurdecendo toda a região. Glass apressou-se em direção a Lynn, que ainda estava sob o banco. A garota assustou-se ao vê-lo novamente ensanguentado, por mais que tivesse conseguido ver toda a luta da distancia que estava, de perto era ainda inquietante. Correram do local enquanto o sol se punha atrás deles. Glass atirou a camisa em um latão de lixo e ambos passaram rapidamente pelo saguão do hotel onde estavam.

Assim que Lynn passou, Glass trancou a porta com um estrondo. Estava inquieto e claramente irritado. A cicatrização do corte lhe arrancava expressões de dor miscigenadas com ódio.

Lynn o observou andando pesadamente de um lado para o outro, pensando em algo que só de imaginar a agitava. Isto está mesmo acontecendo... tenho de me livrar dessa semente... a levarei até o centro. Decidiu. Era proposto que agora estivesse morta de fome, não se lembra da ultima vez que pulou o almoço, mas seu corpo só pedia descanso.

-Deite-se Lynn...- Glass a trouxe de volta de seus pensamentos. -Descanse.

-Você também devia.

-Enquanto estou aqui, não durmo...

-E também não come! -Ela se aproximou. -Diz coisas maravilhosas sobre a Terra, mas parece rejeitar tudo o que lhe oferece!

-Eu não rejeito a Terra Lynn, meu corpo a rejeita. -Uma sugestão de sorriso surgiu em seus olhos azuis.

-Posso fazer algo? -Lynn esqueceu-se do assunto e observou o corte em seu peito com pena.

-Você sabe como termina... vá dormir, e pela manhã eu tomo café com você.


Notas Finais


Eaí?! Comente sua opinião... vou adorar ler <3
Bjuuuus...
Até o próximo capítulo! TiaLissa...


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