História Quando uma vida é salva - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ronda Rousey
Visualizações 7
Palavras 1.817
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, povo! Eu sei que demorei pra voltar, mas, além do bloqueio criativo que eu tive, tinha várias provas juntas, minha amiga estava depressiva e com suicídio na cabeça, então resolvi dar atenção aos estudos e a ela e acabei ficando sem tempo para minha história. Sorry!

Capítulo 11 - Surpresa!


RONDA'S Point of View

Depois de um tempo em Venice, eu resolvi voltar para o Brasil para visitar Tália e o melhor de tudo era que eu iria chegar dois dias antes de seu campeonato, então dava para nos vermos e deixá-la treinar. Estou no avião esperando todos embarcarem. Meu celular vibra:

- Hey, loirinha! Tudo bem? (Tália)

- Hey, Tália! Tudo ótimo e você?

- Tudo ótimo! Eh... você vem para o meu campeonato? (Tália)

- Desculpa, Tália, mas eu não vou conseguir... meu treinador novo as vezes é um saco :(

- Não tem problema! Pelo menos o Thiago vai viver mais um tempo. Hahaha (Tália)

- O quê?! O que ele fez?

- Calma, loirinha! Ele não fez nada! Ele anda me ajudando bastante! (Tália)

- Ainda bem!

- E ele te mandou um beijo e um abraço. (Tália)

- Só aceito o abraço, porque o beijo é seu! Hahahaha

- (Foto: Thiago beijando a bochecha de Tália) Você é quem sabe!

- Eu vou quebrar esse menino!

- (Foto: Thiago beijando o canto da boca de Tália)

- Eu não estou brincando!

- (Foto: Thiago dando um selinho em Tália)

- THIIIIAAAAAGOOOOOOOO!

- Hahahahahaha! (Tália)

- Eu vou matar esse garoto!

- Vai nada! Se você matar ele eu vou ficar muuuuuuito triste com você!

- Então, eu vou deixá-lo viver... fazer o que, né?

- Hahahahaha! Só você mesmo, loirinha!

Eu rio com o comentário, mas meu sorriso se desfaz quando o piloto do avião, John Murphy, anuncia que vamos começar a nos mexer e pede que desligue os aparelhos celulares.

- Hey, Tália... meu celular vai ficar sem sinal por um bom tempo, tipo: 12 horas. Eu estou indo passar a noite na casa da minha mãe e lá meu celular não pega direito. Desculpa! Tenho que ir! Bjs <3

- Okay! Sem problemas! Bjs <3 (Tália)

- (Foto: Tália abraçando Thiago e dando um beijo nele)

- Aff!

Coloco o celular no modo avião e o desligo. Sou muito paranóica com essas coisas, então é melhor prevenir. Deito minha cabeça no encosto e fecho meus olhos. Será uma longa viagem...

12 horas depois...

Finalmente cheguei ao Rio de Janeiro. Coloco meu casaco de gorro e puxo o gorro para a cabeça e ponho um óculos de sol. Pego minha bagagem de mão e começo a sair da grande aeronave. Minhas pernas doem de tanto que fiquei sentado naquele avião.

Vou andando até o desembarque, depois a imigração e então eu vou em direção a um táxi. Peço para o senhor de idade levar-me para a casa de Tália e em questão de meia hora, cá estou eu, na casa de minha melhor amiga depois desse tempo todo.

Toco a campainha e a mãe de Tália atende.

- Posso ajudar?- ela pergunta.

Eu tiro os óculos de sol e o capuz, então ela me reconhece.

- Oh! Ronda! Querida, entre!- ela abre o portão.- Tália disse que não vinha.

- Eu sei. Ela não sabe que eu vim também.

- Ah! Entendi o que está fazendo. Tália saiu com o Thiago e prometeu voltar para o jantar e sozinha.

- Claro. Como ela está? Treinando bastante?

- Sim. Treinando e namorando. Ela tem sorte de namorar o parceiro de treino, já que só falam sobre isso.

- Sei...- digo sorrindo de lado e puxando minhas malas. - Onde eu posso colocar isso?

- No quarto de hóspedes. Desça as escadas. Primeira porta a direita.

- Obrigada, senhora Al Ghul.

- Por favor! Me chame só de Miranda.

- Certo, Miranda.

2 horas depois...

- MÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEEE! CHEGUEI!- Tália chega gritando, o que me assusta um pouco e tira a minha concentração do meu livro, O Caçador de Pipas.

- Oi filha, tudo bem?

- Tudo, mãe.

- Vamos jantar? Na sala?

- Claro, mãe. Já está na mesa?

- Sim.

Espero alguns 10 minutos e começo a subir lentamente a escada de ferro sem fazer um rangido se quer. Agacho-me e faço um sinal para mãe de Tália, que chama a atenção de sua filha, a qual estava sentada na ponta da mesa.

- Então, filha, como foi?

- Foi bem, mãe. Nós fomos a um lago e fizemos um pique-nique pela tarde.

- Legal, filha.

Eu já estou atrás dela, então me levanto tapo seus olhos com minha mão. Ela se assusta com o meu ato, mas depois se acalma.

- Quem é? - ela pergunta.

- Adivinha?- eu pergunto e ela fica em choque. Ela puxa minha mão pra baixo e eu a deixo fazê-lo. Ela olha para trás e me presenteia com seu melhor sorriso. Ela pula da cadeira e me abraça com força e eu logo retribuo sorrindo.

- Você disse que não vinha...

- Eu menti... como eu poderia perder o nacional de minha amiga aqui?- eu pergunto e ela sorri.

- A quanto tempo chegou?

- Faz umas duas horas, duas horas e meia, por aí. - ela saí do abraço e pede para que eu me sente na mesa.

- Você quer comer, Ronda? - o pai dela, Ra's Al Ghul, pergunta-me.

- Não, obrigada. Eu estou sem fome por enquanto.

- Se você diz...

- E então, Ronda. Vai ficar em que hotel dessa vez?

Eu sorrio pra ela e abaixo a cabeça com o sorriso ainda no rosto. Olho pra ela de novo e ela entendeu.

- Você vai ficar aqui?!

- Sim.

- Que FOOOOOOODAAAAA!

- Tália! Olha a boca!- a mãe dela diz.

- Desculpe-me mãe. Foi sem querer... parece que a falsa da Fernanda vai gostar mais de mim, não mãe?

A mãe dela ri com o comentário, porém eu fico com cara de paisagem, sem entender nada.

- Quem?- eu pergunto.

- Ah, é! Você não conhece. Uma inimizade minha. Ela também luta, só que boxe. Ela é boa, mas não faz ideia do que se faz no judô e ela se acha por saber socar.

- Uma Amanda Nunes da vida? - pergunto.

- Exatamente.- ela responde rindo.

- Então... quanto tempo você está treinando, por dia?

- 5 horas, por que?

- 5 HORAS? Uou! Esse era o tempo que eu treinava por dia quando estava nos jogos olímpicos.- Tália sorri com o comentário.

- Eu não faço judô só porquê eu quero ganhar campeonatos e ser a melhor do mundo, eu faço judô por prazer. Eu amo treinar. Quando as 5 horas de treino acabam, eu estou quase morta, porém eu sempre vou querer mais, mas o Thiago sempre é o que me tira de lá e sempre me leva pra algum lugar e depois voltamos pra minha casa, por volta das 20h...- eu estou com pasma com a revelação.- falei demais?

- Falou e agora eu tenho perguntas, mocinha! E alguns avisos pra te dar.

- Ronda!- ela me repreende.- 1º- eu só tenho quinze anos! 2º- eu já li seu livro, sei o que você vai falar.- eu rio da cara dela.

- Tália?- a mãe dela a chama.

- Sim, mãe?

- Você já terminou o trabalho?

- Qual traba...?- ela arregala os olhos e sai correndo pra dentro.

- Hãn?- eu pergunto depois que ela saiu.

- Ela tem que terminar um quadro para a aula de artes. - a mãe dela responde.

- Ela pinta quadros?

- Sim, desde pequena. Ela não te contou?

- Não que eu me lembre... posso ir lá?- pergunto

- Claro! A casa é sua também, Ronda!- dou um leve sorriso para a mãe dela e vou para o quarto de Tália. Bato na porta três vezes.

- Quem é?- ela pergunta.

- Sua ídola.- eu brinco e pude ouvi-la rir de dentro do quarto.

- Entra!

Entro dentro do quarto e ela está de costas para a porta e o chão está coberto de jornal e ela pinta um quadro em um segurador. As pinceladas são calmas, mas rápidas ao mesmo tempo.

- O que está pintando?- pergunto enquanto fecho a porta do quadro.

- Um quadro, oras!

- Engraçadinha! Sobre o que?

- Por que você não olha?

- Ok, então.- eu caminho em direção ao quadro e meu queixo caiu quando vi o que ela estava pintando. Era eu! Eu estava desferindo um soco na cara da Bethe Correia. O meu rosto e do dela estavam borrados, mas era possível ver que era nós duas. Eu fiquei encarando o desenho por algum tempo e eu estava sem palavras.

- Ronda?... Ronda?... RONDA!- Tália gritou me assustando e eu dei um pulo para trás.- Você estava em transe.- ela volta a pintar e eu continuo sem palavras. Ela termina de pintar e começa a guardar as coisas dela numa maleta preta que abria em seções.

- Tália...

- O que?

- Ficou incrível! Como você faz isso?!- ela solta uma pequena risada.

- Pintar e desenhar são talentos. Você já nasce sabendo e aperfeiçoa sozinho. Eu simplesmente faço.

- Wow! Ficou incrível!

- Obrigada.

- Era sobre o que o trabalho?- pergunto sentando na cama dela.

- Sobre algum momento da sua vida que te inspirou fortemente. Você podia estar incluso ou não na cena, então fiz essa cena que me inspirou e muito.- ela diz terminando de guardar as coisas dela e as guardando num armário.

- Por que essa cena te inspirou?

- Foi nesse dia que eu descobri que amo lutas. Foi nesse dia que me tornei sua fã. Foi nesse dia que eu descobri que o que eu quero para minha vida é o judô. Foi durante essa cena, durante esse soco certeiro, que eu descobri quem eu realmente sou.

- Na minha... luta?- eu pergunto levantando da cama dela.

- Na sua luta. Eu estava lá. Bem mais ao longe na arena, mas estava. Quando Bad Reputation tocou e você entrou. Quando se passaram 13 segundos e a brasileira estava no chão. Eu soube que aquele dia seria diferente. Eu me encontrei. Eu me descobri como uma judoca.

Eu tinha lágrimas em meus olhos e olhava os olhos de Tália. Ela tinha crescido tanto! Estava um pouco mais alta que eu. Seus traços eram mais firmes, seus cabelos sempre curtos e joviais, corpo bem mais forte e firme, mas sempre a mesma alma e expressão. Eu sorri de canto e a puxei para um abraço muito bem recebido. Ela me abraçou forte e eu também. Eu deixei algumas lágrimas escorrerem pelos meus olhos.

- Eu jamais imaginei... que tivesse feito isso...- eu disse lentamente.

- Pode apostar que fez com outras pessoas também.

- Eu... eu te amo, Tália. Você é a melhor amiga que eu já tive.- pude ouvi-la sorrir contra o meu pescoço e eu fiz o mesmo.

- Eu também te amo, Ronda.

- Eu amo mais!

- Eu te amei primeiro, certo?

- Você venceu.- digo derrotada.

- Hahaha! Ganhei!- ela comemora ainda no abraço. 


Notas Finais


Galera, estamos na reta final da fic! Eu estou pensando um pular vários anos da história e mostrar tudo o que aconteceu como um flashback da Tália, o que acham? Comentem!


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