História Quando você chegou - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias One Piece
Personagens Benn Beckman, Makino, Monkey D. Garp, Monkey D. Luffy, Nami, Personagens Originais, Shanks, Yasopp
Tags Comedia, Família, Fluffy, Makino, One Piece, Personagens Originais, Romance, Shakino, Shanks, Shanks X Makino, Universo Alternativo
Exibições 51
Palavras 2.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Visita inesperada


Makino ON

- Festa?

- Sim, os rapazes da banda estão vindo para Houston e quero que você os conheça. – Shanks fala, sorrindo. – E eles também querem conhecer você.

Acho que isso vai ser... interessante.

 

***

 

Algumas horas depois, Luffy insistiu tanto para que Shanks e eu o levássemos ao parque, que acabamos nos rendendo. Meu irmãozinho sabia como ser insistente. De qualquer maneira, seria bom passar algum tempo com ele, já que na última semana eu estive tão ocupada que praticamente não tivemos tempo para ficar juntos.

- Obrigado por me trazerem ao parque – Luffy diz, como se fosse um adulto, quando chegamos. – Agora vou deixar vocês dois sozinhos para conversarem.

Shanks e eu rimos quando Luffy se afasta para ir brincar nos balanços, rapidamente se unindo às outrascrianças. Dentro de poucos minutos, eles já estavam brincando como se fossem velhos amigos.

- Luffy parece ser uma criança muito feliz – Shanks comenta, distraído.

Eu viro minha cabeça para olhá-lo. Ele está sentado ao meu lado no banco, observando as crianças com tranquilidade. Os raios do sol dançam sobre seu cabelo bagunçado, tornando-o um tom de ruivo escuro ainda mais bonito.

- Sim, ele é. Agora. – digo, lembrando-me do quanto sofreu após o acidente. – Mas ele demorou muito tempo para entender que mamãe não voltaria mais.

Shanks assente levemente com a cabeça.

- Quantos anos ele tinha?

- Três – falo, e preciso respirar fundo para manter todos os sentimentos enterrados. – Mas eventualmente ele simplesmente parou de chorar pedindo por ela.

- O que aconteceu?

Eu sorrio, um pouco triste, com a lembrança.

- Eu não sei. Quase um ano depois, Luffy entrou em meu quarto quando eu estava chorando. Eu não costumava chorar na frente dele, porque não queria deixa-lo ainda mais triste, mas naquele dia não teve jeito, ele me viu.

- E então?

- E então ele veio até mim, colocou suas pequenas mãos no meu rosto, como mamãe costumava fazer, e disse "Maki, pare de chorar, a mamãe está bem, eu não; estou com muita fome. Quero carne".

Shanks baixa a cabeça e ri. Sua risada é leve, um tanto amarga.

- Isso soa exatamente como algo que Luffy diria.

Eu sorrio também.

- Sim. E, desde então, ele não chorou mais pedindo por ela – continuo, dessa vez levando meus olhos até Luffy, que brincava alegremente. – Acho que ele tenta ser forte por nós dois.

- Você também é forte, Makino – Shanks diz, segurando minha mão com a sua. – Precisou ter muita coragem para fazer o que você fez. Com dezessete anos, você já havia se tornado adulta e passou a criar um pequeno menino para que seu pai pudesse trabalhar e sustentar a família. Eu te admiro muito por isso.

Suas palavras e, principalmente, o seu toque, fazem meus olhos se enxerem de lágrimas. Naquele momento, os últimos 24 meses passam por minha cabeça como um filme; todas as dificuldades, as coisas que tive que deixar para trás, o pouco tempo que tive para cuidar de mim mesma...

Shanks coloca seu braço em volta de mim e me puxa para mais perto de si. Eu fecho meus olhos, encosto minha cabeça em seu ombro e apenas fico ali, envolta pelo seu cheiro e pelo calor de seu corpo. Acho que, se eu tivesse que nomear qual fora a melhor sensação que tive nos últimos dois anos, eu escolheria o que estou sentindo nesse momento.

Após alguns minutos escuto uma risada vindo de Shanks e rapidamente abro os olhos para encontrar Luffy parado em nossa frente, nos olhando com um sorriso enorme no rosto. Eu decido que é melhor voltar para o meu lugar antes que ele acabe entendendo as coisas de maneira errada.

- Eu te falei que vir ao parque era uma boa ideia – ele diz para Shanks.

- Você é um gênio, amigão – responde, erguendo seu punho para Luffy, que o cumprimentou. - Eu estou gostando muito do parque.

- Eu acho que você está é gostando da minha irmã.

- Luffy! – eu o repreendo, constrangida.

Meu irmão arregala os olhos, mas depois dá de ombros.

- Não estou mentindo, é verdade. Shanks me disse isso hoje de manhã – ele se vira para Shanks. – Diz para ela!

Eu estou prestes a manda-lo calar a boca quando Shanks se levanta, apressado.

- Beleza, amigo, acho que está na hora de irmos embora, não é?

Luffy faz uma cara triste.

- Ainda não... Eu nem mesmo brinquei no escorregador.

- Então vamos lá, eu te levo – diz, abaixando-se para que Luffy suba em suas costas. – Mas temos que ir embora logo porque preciso trabalhar hoje, portanto, só mais cinco minutos, certo?

- Certo! – Luffy diz, feliz.

Quando eles começam a se afastar, Shanks olha para mim e murmura um "desculpe", um pouco envergonhado. Eu nem mesmo sabia que ele era capaz de ficar constrangido.

Bom, pelo menos, eu não sou a única.

 

***

 

A semana seguinte passou em um piscar de olhos. De manhã ia às aulas, de tarde passava horas conversando sobre tudo e nada com Shanks e, à noite, Luffy, papai e eu assistíamos a TV. Monótono, porém agradável.

Felizmente, o assunto sobre Shanks gostar de mim não veio à tona novamente; depois que saímos do parque, foi como se aquilo nunca tivesse sido dito em voz  alta. E eu acho que isso com certeza significa que Luffy entendeu tudo errado. Por algum motivo que desconheço, essa certeza me causou um sentimento estranho de desapontamento.

Quando parei para me perguntar que dia era, já estávamos na noite de sexta-feira, o que significava que os amigos de Shanks chegariam na próxima tarde. Por esse motivo, nós estávamos fazendo tudo o que era necessário: aparar a grama, limpar os banheiros, organizar o quarto de hóspedes e consertar a janela (o conserto da janela decidimos deixar para papai fazer, depois que Shanks quase bateu com o martelo em seu próprio dedo) e, por fim, tirar o pó dos móveis.

Essa última tarefa Luffy insistiu em fazer, porque disse que queria ajudar. O resultado foi que meu irmão teve um ataque de espirros, que cessou apenas depois que o forcei a tomar um longo banho quente. Coloquei-o na cama logo em seguida, já que papai chegaria em casa apenas mais tarde.

Quando termino de arrumar as camas para os rapazes da banda, Shanks entra no quarto, cheio de grama em sua roupa.

- Terminou? – ele pergunta, visivelmente cansado.

- Sim – digo. – E você estava fazendo o quê? Rolando na grama? Sua roupa está toda suja.

- Talvez eu tenha desmaiado de emoção uma ou duas vezes por estar sendo forçado a roçar a grama – responde, revirando os olhos.

- Foi você quem convidou seus amigos roqueiros para vir aqui, não eu – eu o lembro. – Portanto, precisamos deixar as coisas em ordem.

Shanks começa a caminhar lentamente em minha direção.

- Meus amigos roqueiros? – pergunta rindo.

- Você sabe o que eu quis dizer.

Ele sorri quando para em minha frente e coloca as duas mãos em meus ombros. Quando suas mãos começam a massageá-los, eu preciso lembrar minhas pernas de que têm a função de sustentar meu corpo em pé. Eu fecho os olhos e relaxo instantaneamente.

- Você está muito estressada, Makino. Tente relaxar – ele diz, ainda massageando meus ombros. Eu apenas balanço a cabeça, confirmando. – Suas aulas não foram boas hoje?

Eu balanço a cabeça mais uma vez. Shanks ri e me puxa para um abraço. Imediatamente, meu corpo fica tenso - o gesto era carinhoso, porém muito íntimo. Não deveríamos estar fazendo isso.

Parecendo que leu meus pensamentos, ele se afasta, devagar. Agora ele não está mais sorrindo. Ao invés disso, há uma expressão séria em seu rosto. Percebo, então, que o abraço fora um ato impulsivo. Seu olhar cai de meus olhos e viaja lentamente até meus lábios e isso é o suficiente para que eu pare de respirar.

O que você está fazendo, Makino? Saia daí! Vá para longe dele!

Não sei há quanto tempo estamos parados frente à frente, mas no momento em que Shanks estica seu braço e afasta uma mecha de cabelo que estava caída sobre meu rosto, escutamos a porta da frente se abrir, e ele se afasta. Papai estava em casa.

Eu levo meu olhar para longe. Sinto vergonha de olhar para Shanks agora.

- Eu... hum – começa, passando uma mão nervosamente por seus cabelos. – Se já terminamos tudo, acho que vou dormir. Estou cansado.

Balanço a cabeça, concordando. Sou incapaz de dizer qualquer coisa e por isso fico em silêncio até que ele saia do quarto.

O que acabou de acontecer aqui?

 

***

 

Os amigos de Shanks estão no andar de baixo - a conversa e risadas altas indicam que estão se divertindo; eu, nem tanto. Estou mais perto de ter um ataque de nervos do que de me divertir.

Desde a noite passada, nós dois não conversamos. Na verdade, eu não saí do quarto o dia inteiro, porque não queria ter que encará-lo. Sou uma covarde, eu sei, mas estou tão constrangida pelo o que aconteceu que simplesmente não sei o que fazer. Além disso, me sinto extremamente culpada pela proximidade em que ficamos. Imagino que Toby não ficaria feliz se tivesse presenciado a cena.

Eu respiro fundo. Preciso criar coragem e descer as escadas. Por que raios isso precisa ser tão difícil?

Acho que levo cerca de cinco minutos para fazer todo o caminho até a sala, onde estão os rapazes. Dou passos milimétricos apenas para adiar ainda mais meu encontro com Shanks. Se alguém me visse agora, acharia que eu estava com algum problema.

- E então o Benn disse para ela que você tinha sido sequestrado de novo, e ela começou a chorar! – escutei o cara de cabelo ruivo falar para Shanks quando entrei no cômodo; todos eles começaram a rir histericamente por causa do que ele dissera.

- Sério, ela é a fã mais louca que eu já vi na vida – um outro, de cabelos escuros diz, antes de me avistar, parada na entrada da porta. – Nossa, você é a Makino?

Imediatamente, todos os garotos se viram para me olhar, com exceção de Shanks, que baixa a cabeça e passa a mão por seus cabelos. Eu pagaria para saber o que se passa em sua mente.

- Oi – digo, um pouco envergonhada. Talvez eu não seja tímida, mas ter três caras me olhando com surpresa com certeza é motivo o suficiente para eu ficar constrangida.

- Por que você não nos disse que estava morando com uma princesa, cara? – o outro, de cabelos loiros fala para Shanks ao se levantar para se aproximar de mim. Ele é alguns centímetros menor que eu, e tenho vontade de rir quando pega minha mão e a beija. – Prazer em conhece-la, meu nome é Yasopp.

Todos os outros rapazes reviram os olhos e fazem sons de desgosto. Pelo jeito esse era um comportamento normal dele.

- Eu não te contei, porque Makino é apaixonada por caras de um metro e meio de altura, e eu não poderia competir com você – Shanks diz, por fim, virando-se para me olhar. Ele ri quando seus olhos encontram os meus.

Embora ele esteja, mais uma vez, tirando sarro de meu caso de amor com Fred Flintstone, eu sorrio, aliviada. Talvez o clima não ficaria tão estranho entre a gente, como eu havia imaginado.

- Isso é verdade? – Yasopp pergunta, com os olhos arregalados. – Esse é meu dia de sorte!

- Cale a boca – o outro garoto, de cabelos escuros, diz para Yasopp. Depois ele me olha, com um sorriso. – E sou o Benn.

- Felipe – o ruivo diz.

Eu sorrio.

- É ótimo conhece-los – digo. – E tenho uma pergunta: como é que vocês fazem para aguentar o Shanks? Ele é muito chato!

Todos eles riem e eu finalmente consigo me sentir mais relaxada.

 

***

 

Quando começa a anoitecer, Luffy e eu saímos para ir até o mercado. Acontece que os rapazes da banda estavam pensando em dar uma festa; algo pequeno, com poucas pessoas que eles conheciam na região. Então, uma vez que papai passaria a noite na delegacia, eu pensei que um pouco de diversão não faria mal algum a nenhum de nós. E seria uma boa forma de dar boas-vindas aos amigos de Shanks, que se mostraram extremamente legais durante toda a tarde. Sério, eles me fizeram rir muito.

Depois de fazer as compras, eu levo Luffy até a casa de vovó para que ele passe a noite lá – na festa haveria poucas pessoas e provavelmente terminaria cedo, mas ter um menino de cinco anos de idade fazendo perguntas invasivas aos convidados não seria legal.

Faço tudo o que precisava ser feito, tomo um café com vovó (que pela primeira vez em dois anos não me pergunta se estou doente, já que sempre acha que pareço ainda mais magra do que a última vez em que me vira) e chego em casa cerca de quatro horas depois. Para a minha surpresa, há dezenas de carros parados na minha rua, que sempre é muito tranquila. Antes mesmo de chegar em frente à minha casa e sair do carro, consigo escutar a música ensurdecedora. O que está acontecendo?

Eu pego as bolsas de compras e faço meu caminho para dentro da casa, que está lotada com pessoas que eu nunca vi na minha vida. Elas estão dançando, rindo e gritando, e nem mesmo notam a minha presença. Avisto Yasopp, Felipe e Benn dançando juntos, claramente bêbados. Largo as compras sobre a mesa da cozinha e vou em sua direção.

- O que está acontecendo aqui? – pergunto, confusa. - Vocês me disseram que seria uma festa pequena. Com poucas pessoas. Por que raios a cidade inteira está dentro da minha casa?

- Oi, linda! – Felipe grita, com os braços erguidos.

- Que bom que você chegou – Yasopp diz, se aproximando de mim. – Nós já estávamos sentindo sua falta.

Benn solta uma risada ridícula.

- Onde está o Shanks? – questiono. Talvez ele não estivesse podre de bêbado e nós poderíamos então ter uma conversa.

- Quem liga para o Shanks quando eu estou aqui? – Yasopp pergunta, passando sua mão em meu braço.

Eu reviro os olhos e decido entrar em seu jogo.

- Você tem razão, Yasopp. Nós não precisamos do Shanks – digo, forçando um sorriso. – Afinal, você está tão bonito hoje.

Ele arregala os olhos.

- Sério?

- Claro!

- Eu posso te beijar?

- Claro!

E então ele se inclina para frente. Eu tento segurar a risada, pronta para empurrá-lo, quando alguém me puxa.

- Ei, cara! – Yasopp protesta. – Essa é a minha namorada!

- Cale a boca – Shanks reclama. Ele está  praticamente me arrastando para o canto da sala. É difícil passar pelas dezenas de pessoas.

Eu estou rindo da reação de Yasopp, que poucos segundos depois parece ter esquecido do ocorrido, já que tenta abraçar Benn, que o empurra.

- Não fique perto deles quando estão bêbados, está bem? – Shanks me diz quando paramos de andar. Sua expressão é séria – Eles se tornam babacas.

- Está tudo bem – digo, relaxando contra a parede. – E o que é essa festa toda? Achei que seria algo pequeno.

- Eu não sei! – Shanks diz, começando a rir. Acho que agora ele também está um pouco mais relaxado. – Eu fui tomar um banho e, quando desci as escadas, já havia esse monte de gente aqui! E eles já estavam bêbados. Não é minha culpa, eu juro. Eu não sabia de nada.

Eu sorrio. Acho que não faria diferença a festa ter dez ou cinquenta pessoas.

- Você está bem? – ele pergunta.

- Sim, claro – digo, só agora parando para ver como ele está lindo com a camisa preta que veste. - Eu só vou até a cozinha arrumar as coisas e então venho te procurar de novo, certo?

Ele assente. Em seguida, escuto a campainha tocar.

- Você pode atender a porta? – pergunto, me afastando. – Provavelmente há mais pessoas chegando para a festa.

- Na verdade... – Shanks diz, segurando minha mão antes que eu me afastasse. – Eu tenho algo que preciso te contar. Será que você pode me encontrar lá em cima em dez minutos? Não quero dizer o que eu preciso dizer no meio de tanta gente.

- Claro – respondo. Meu coração começa a bater mais rápido. – Há algo de errado?

- Não – ele fala, abrindo um doce sorriso. – Não há nada de errado. Está tudo certo demais, na verdade.

- Ok – digo e me afasto.

O que ele precisava me dizer? E por que queria meencontrar lá em cima, onde não havia outras pessoas? E por que me sinto tão nervosa? Ele provavelmente só quer me contar algo sobre o trabalho, ou sobre como ele está feliz por ter resolvido as coisas com os garotos da banda.

Por estar viajando em meus pensamentos, tomo um susto quando o vejo entrar pela cozinha. No entanto, diferente de antes, não há nenhuma expressão suave em seu rosto. Seus olhos estão sérios e ele parece irritado, quase magoado .

- Acho que você deveria ir ver quem chegou – diz, cruzando os braços sobre o peito. Ele nem mesmo olha em minha direção.

- Quem é?

Shanks inspira o ar pesadamente e então me olha.

- Ele disse que se chama Toby – fala, e sua voz tem um tom acusatório. – Disse também que é seu namorado.



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