História Quando você chegou - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias One Piece
Personagens Benn Beckman, Makino, Monkey D. Garp, Monkey D. Luffy, Nami, Personagens Originais, Shanks, Yasopp
Tags Comedia, Família, Fluffy, Makino, One Piece, Personagens Originais, Romance, Shakino, Shankino, Shanks, Shanks X Makino, Universo Alternativo
Exibições 102
Palavras 3.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie, pessoal. Como estao?
Demorei um montão para atualizar devido a correria. Mas agora tô de volta e aproveitem o capt. <3
~chu

Capítulo 7 - Fatos e conselhos


Makino ON

Depois que Shanks (aparentando estar muito irritado), me deixou sozinha na cozinha, fui ao encontro de Toby. Sinceramente, não entendi o motivo da irritação, e nem consegui compreender a mágoa por trás dos seus olhos quando disse que meu namorado havia chegado. Eu pedi para que ele me explicasse o que estava acontecendo, mas não obtive respostas.

- Amor! – Toby me chama, do outro lado da sala.

Eu aceno e aponto para as escadas, indicando para que ele fosse para o andar de cima. Preciso contornar muitas pessoas bêbadas antes de conseguir chegar aonde queria.

- Eu não sabia que você viria – digo, sorrindo ao me aproximar.

- Eu quis fazer surpresa – fala, me puxando para um beijo. Eu o abraço com todas as minhas forças. Não percebi o quanto senti sua falta até que estivéssemos juntos novamente.

- Obrigada por ter vindo.

Ele passa a mão por meus cabelos, carinhosamente.

- Eu precisava ver você. Não aguentava mais de saudades – comenta. Sua voz é calma e me traz tranquilidade, assim como sempre fora com ele.

- E desculpe pela festa rolando lá embaixo. Eu descobri que ela estava acontecendo dez minutos antes de você chegar. -Ele me olha, confuso.- Amanhã eu te explico – falo, rindo. – Vamos para o quarto? Se fecharmos a porta a música não fica tão alta.

Conversamos por cerca de duas horas; havia muito assunto para colocarmos em dia, já que estávamos há muito tempo sem nos encontrar. Preciso confessar, no entanto, que embora eu ame Toby, eu não gosto que praticamente 95% de nossas conversas envolviam o tema faculdade. Ele estava sempre me dizendo o quanto estava difícil e cansativo, enquanto o que eu queria era que nós dois aproveitássemos o pouco tempo que dispúnhamos para aproveitar a companhia um do outro.

 

***

 

Em certo ponto da noite, acordo em um sobressalto. Eu nem mesmo havia me dado conta de que estava com sono. Esfreguei os olhos e olhei para o relógio, que marcava cinco horas. Ao meu lado, Toby dormia tranquilamente.

Não havia mais música tocando, então resolvi dar uma olhada no andar de baixo apenas para ter certeza de que não havia mais nenhum estranho na casa. Eu não queria que quando papai chegasse, dentro de algumas horas, ele encontrasse um sujeito desconhecido dormindo no nosso sofá. Desço as escadas em silêncio, embora acredite que os rapazes da banda estavam tão bêbados quando foram dormir, que provavelmente não me ouviriam nem se eu estivesse sambando com salto alto nas escadas de madeira. O pensamento me faz rir.

O sorriso some de meu rosto quando me deparo com Shanks, sozinho, na cozinha. Ele está de costas para mim; seus braços estão apoiados na pia e sua cabeça está baixa. Obviamente está pensando em alguma coisa que não o agrada. Fico parada, observando-o por algum tempo, até que ele expira o ar com força e se vira. Quando me vê, vejo surpresa percorrer seu rosto. Ele abre a boca, como se estivesse prestes a dizer alguma coisa, mas então desiste na metade do caminho, e ficamos apenas nos olhando por infinitos segundos.

- Oi – eu digo. Ele fecha os olhos com força antes de voltar a me olhar. Sua mão percorre seu cabelo, como ele sempre faz.- Por que você ainda está acordado?

- A casa estava suja – diz, dando de ombros. – Não queria que Garp chegasse e encontrasse tudo como estava.

Eu balanço a cabeça, concordando.

- Você limpou tudo?

- Só falta terminar a cozinha.

Eu me aproximo da pia e começo a lavar a pilha de copos, enquanto Shanks continua a varrer o chão coberto de sujeira. Não trocamos nenhuma palavra em um intervalo de dez minutos.

- Por que você não me contou que tinha um namorado? – de repente, pergunta. Ele está parado há pelo menos três metros de mim, apoiando seu braço na vassoura, distraído. Sua pergunta me deixa nervosa e eu nem mesmo sei o porquê.

- Eu não sei – digo, sinceramente, virando-me para olhá-lo. – Eu nem mesmo percebi que nunca havia mencionado sobre Toby.

Shanks me olha, sério.

- Você nunca pensou em mencioná-lo, em nenhum dos momentos em que estávamos juntos?

Sinto meu rosto corar conforme me lembro de cada abraço e demonstração de carinho. Estou tão envergonhada que sinto vontade de me esconder em meu quarto e nunca mais ter de encará-lo. Eu deveria ter falado sobre meu namorado, certo? Por que eu não o fiz?

- Eu não quero falar sobre isso – digo, voltando a me concentrar nas louças que ainda precisavam ser lavadas.

Shanks se aproxima e se apoia no balcão, ao meu lado.

- Deixe a louça aí e volte para a cama. Eu termino.

- Eu quero terminar – digo, irritada.

- Mas eu não vou conseguir ficar aqui do seu lado e não dizer o que eu estou pensando, então faça um favor para nós dois, e volte para o quarto.

Eu largo a esponja e viro de frente para ele.

- Então apenas diga.

- Você disse que não quer falar sobre isso.

Eu bufo.

- Diga logo.

Ele olha em meus olhos, me analisando.

- Eu apenas acho que tinha o direito de saber que você tem um namorado.

- Eu esqueci de falar, está bem? – falo. Sinto-me incomodada com o assunto. – O que mudaria se eu tivesse falado?

Ele ri, mas não há diversão alguma em seu tom. Está apenas frustrado.

- Tudo mudaria.

- Você não teria se tornado meu amigo se eu tivesse contado sobre Toby? É isso o que você está falando?

Ele fecha os olhos e balança a cabeça.

- Não, eu com certeza teria me tornado seu amigo, eu só não teria pensando que... - ele se interrompe, como se tivesse decidido que era melhor não falar sobre isso. – Esquece. Só estou um pouco estressado. Nem mesmo sei porque fiquei tão irritado.

No mesmo instante, toda a irritação que eu estava sentindo se desfaz e eu só quero abraça-lo.

- Não era minha intenção esconder que tenho um namorado. É só que ele e eu estamos um pouco distantes ultimamente e então... Eu acho que apenas esqueci de mencioná-lo – digo honestamente. – E não é como se fosse comum se apresentar aos outros dizendo "Oi, meu nome é Makino e tenho um namorado". Eu certamente não teria falado sobre isso no primeiro dia em que nos vimos.

Shanks abre um sorriso preguiçoso e mais uma vez deixamos o silêncio pairar entre nós. Porém, dessa vez não é desconfortável.

- Desculpe – ele fala, por fim, desviando seus olhos dos meus. – É só que... Eu não teria me tornado tão próximo de você se soubesse antes que você tinha um namorado.

- Então acho que foi bom você não saber – falo sem pensar.

Ele ri.

- Acho que sim – diz, e se aproxima um pouco mais de mim. – Eu gosto da sua companhia, Makino.

- Eu também gosto de ter você por perto – respondo. – Menos quando você enlouquece ao descobrir sobre os namorados que guardo em segredo.

- Quer dizer que há mais de um? – pergunta, erguendo uma sobrancelha.

- Talvez. Perdi a conta depois de algum tempo.

Nós dois rimos.

- Eu só não entendo como Luffy nunca me falou nada sobre Toby... O garoto nunca para de falar.

- Tem certeza de que não entende? – eu o questiono. – Nunca percebeu o quanto ele parece determinado em nos juntar?

Shanks sorri.

- Você tem razão – diz. – E eu fico até contente de ter descoberto sobre Toby agora.

Eu penso em perguntar o motivo, mas tenho a impressão de que ele não me contaria. E por falar em coisas não ditas... Lembro-me de que ele queria me dizer algo antes que Toby chegasse.

- Você tinha algo para me dizer, hoje mais cedo. O que era?

Shanks sorri, mas seus olhos não.

- Não era nada importante. -Eu assinto e volto a lavar a louça. Sei que está mentindo.- Eu vou dormir – anuncia, e então para ao meu lado e dá um beijo demorado no alto de minha cabeça.

Consigo sentir o cheiro suave de seu perfume e tenho vontade de abraça-lo, mas acho que não seria certo, portanto me limito a ficar em meu lugar. Quando ele se vai, eu nem mesmo tenho coragem de olhá-lo.

 

***

 

Eu estou tomando café da manhã com Toby quando Luffy aparece e se senta à mesa conosco. Ele olha para meu namorado com desconfiança.

- E aí, parceiro? – Toby o cumprimenta.

Luffy o olha, mas não diz nada.

- Luffy, nós já conversamos sobre isso – eu começo a adverti-lo. – Você não deveria ser rude.

Ele revira os olhos.

- Oi, Toby – diz, por fim.

Eu me levanto para preparar uma tigela de cereais para meu irmão mal criado, mas não deixo de perceber a maneira que ele está olhando para Toby. Ele nota o olhar fulminante em sua direção e apenas sorri. Nesses dois anos e meio, tenho certeza de que Toby já teve tempo de se acostumar com o temperamento de Luffy. Quando volto para a mesa, Shanks entra na cozinha. Ele para de caminhar por um instante quando vê que estamos ali, e seus olhos viajam diretamente de mim para Toby. Ele volta a andar em direção a geladeira e tenta disfarçar a surpresa.

- Bom dia – ele diz, forçando um sorriso.

- Como vai, cara? – Toby pergunta. – Grande festa ontem, hein?

Shanks balança a cabeça, concordando.

- Foi muito legal mesmo. Você ficou até o final? – diz, soando completamente desinteressado.

- Makino e eu acabamos dormindo antes que a festa terminasse, na verdade.

No momento em que ele termina de falar, Shanks se vira para olhá-lo. Vejo-o apertando sua mandíbula. Sua expressão, que antes estava indiferente, agora passa a demonstrar algo a mais. Ele não diz mais nada.

- Shanks – Luffy o chama quando termina seu cereal. – Nós podemos jogar futebol hoje?

- Claro – diz, sua expressão se suavizando um pouco. – Na verdade, amigão, eu estava pensando em passar o dia todo fora, o que acha?

Os olhos de Luffy se arregalam.

- Nós podemos, Maki?

- Sim – digo, sorrindo. – Apenas tomem cuidado.

Meu irmão sai correndo, animado, para pegar suas coisas.

- Vemos você à noite, então – Shanks diz, saindo da cozinha sem ter pegado nada na geladeira, e sem olhar em minha direção.

Eu me afundo na cadeira em frente a Toby, desejando profundamente que eu pudesse ir passar o dia com os dois.

 

***

 

Na segunda-feira Toby retorna à faculdade, mas promete voltar para a cidade em duas semanas, no meu aniversário. Eu não tenho mais o costume de comemorar, mas já que ele insiste que façamos algo especial, acredito que não fará mal algum. Para ser honesta, eu estou até mesmo animada e espero poder incluir papai, Luffy e Shanks na comemoração.

E, por falar em Luffy, ele não parou de falar nem sequer um segundo, no caminho da escola para casa, sobre como ele quer ter uma banda quando crescer. Aparentemente, além de já considerar Shanks seu maior ídolo, ele agora também ama os outros caras da banda, que foram jogar futebol com ele no domingo. Meu irmão decidiu, então, que quer aprender a tocar guitarra e a cantar, como Shanks faz.

- Por que não aprende a tocar bateria, ao invés de Guitarra? – pergunto.

Posso ver sua expressão de horror pelo retrovisor.

- Claro que não!  – ele diz, indignado. – O Benn me disse que o baterista nunca pega ninguém. Por isso que o Yasopp é solteiro.

Eu arregalo os olhos e praticamente me engasgo com o chiclete que estou mascando. Preciso me lembrar de que estou no trânsito e por isso não posso ter um ataque histérico nesse momento.

- Eu não acredito que ele te falou isso!

Ele balança a cabeça, afirmando.

- Por isso que eu quero cantar e tocar guitarra – explica. – O Felipe falou que as meninas sempre preferem o vocalista.

- Luffy! – eu o repreendo. – Esse assunto está encerrado, entendeu? Não quero mais você falando sobre "pegar" alguém. Você nem mesmo sabe o que é isso!

- Sei, sim – fala, revirando os olhos. – Eu já peguei uma menina.

Para mim já chega. Eu vou ter uma conversa séria com os rapazes. O que eles pensam que estão fazendo com meu irmãozinho?

- Não pegou, não.

- Peguei, sim – afirma. – Shanks me disse o que fazer.

Eu estou indignada. Que absurdo!

- Você está maluco, Luffy? Como é que você pegou uma menina?

- O nome dela é Nami – ele sorri. – Eu peguei a mão dela e disse que ela era muito bonita.

Eu preciso segurar uma risada.

- E então o que você fez depois?

- Eu saí correndo. Fiquei com muita vergonha.

Dessa vez, começo a rir. Luffy envergonhado? Isso não existe!

- E o que a Nami disse?

- Ela não disse nada. Mas o Shanks me disse que as mulheres são assim, mesmo.

- Assim como?

Ele respira fundo e coça a cabeça, preocupado.

- Complicadas.

 

***

 

Por sorte, Benn está jogando videogame na sala quando chegamos em casa. Não há nenhum sinal dos outros. Uma vez que Luffy começa a subir as escadas, eu vou na direção de Benn e aperto sua orelha, com força.

- Ai ai ai ai ai – reclama, sua voz afinando.

- Por que é que você estava falando sobre mulheres com o meu irmão?

- Ai ai ai ai – é o que ele responde.

- Eu te fiz uma pergunta!

- Não vou conseguir pensar se você continuar esmagando minha orelha – ele resmunga e eu o solto. Ele estava apenas sendo dramático; nem estava doendo tanto. – Eu falei a verdade, beleza? O baterista é sempre um perdedor. Eu não iria mentir para o garotinho. É errado.

- Ah, então mentir é errado, mas tudo bem falar sobre "pegar" uma garota?

- Ei, nós dissemos a ele que isso é quando ele segura a mão de uma menina e a elogia – ele encolhe os ombros. – Totalmente inocente.

Eu bufo.

- Cuidado com o que vocês falam perto dele. Ele é muito esperto e está sempre ligado. Vou morrer de vergonha se ele falar essas coisas na escola. Imagine só o que os professores vão pensar da nossa família!

- Eu sei, Maki, não se preocupe. Shanks já nos deu o mesmo sermão – diz. – É só que nenhum de nós três tem experiência com crianças, então não sabíamos bem o que se podia dizer ou não.

Eu balanço a cabeça, tentando me livrar da irritação.

- Espero que isso não aconteça novamente – digo. Benn balança a cabeça e esfrega a orelha machucada. – E desculpe por ter te machucado.

Benn me lança um sorriso travesso.

- Acho que você deveria dar um beijinho para sarar.

Eu aperto sua orelha de novo; ele choraminga.

- E também não quero que você fique dando em cima de mim.

- Eu só estava brincando. Shanks também não nos deixa fazer isso.

Eu o solto, surpresa. Mais uma vez ele esfrega a orelha.

- O quê? – pergunto. Benn arregala os olhos. Está na cara que ele falou o que não deveria.

- Nada. -Eu ergo minha mão para segurar sua orelha novamente, e ele se afasta um pouco de mim, rindo.- Ele só disse, quando chegamos, que não queria nenhum de nós dando em cima de você e que ele quebraria nosso nariz se descobrisse – diz, dando de ombros.– Eu achei que era apenas porque ele estava afim de você, mas agora sei que é porque você já tem um namorado e isso seria desrespeitoso.

Faz sentido, exceto que quando Shanks disse isso a eles, ele ainda não sabia sobre Toby.

- Ele descobriu que eu tinha namorado apenas no sábado à noite, na festa – comento, sem pensar.

Benn arregala os olhos mais uma vez e bate com a mão em sua testa. Uma expressão de compreensão passa por seu rosto.

- É óbvio.

- O que é óbvio?

- Tudo está explicado agora.

- Benn, será que eu vou precisar puxar a sua orelha mais uma vez?

- Não, não, não, por favor – implora, rindo. – É só que... Bem, eu realmente não deveria estar dizendo isso a você, mas eu acho que Shanks gosta de você.

Eu reviro os olhos.

- Nós somos amigos. Claro que ele gosta de mim. Qual a surpresa nisso?

Benn abre um sorriso e me olha profundamente nos olhos.

- Makino, ele gosta de você.

Suas palavras fazem meu coração bater mais rápido.

- Por que você acha isso?

- Antes de vir para cá, ele estava arrasado. Nossa banda afundou por causa dele e depois que as ameaças de morte começaram, ele nem mesmo podia sair de casa – diz. – Era como se toda a situação tivesse sugado dele qualquer alegria. E, para piorar, depois de pouco tempo ele fora sequestrado. Imagine como ele estava.

Eu fico em silêncio, absorvendo tudo o que ele estava me dizendo. Fico um pouco surpresa com o que me conta; quero dizer, eu já sabia sobre tudo isso, mas era como se não fosse real. Quando olho para Shanks, não consigo ver toda essa bagagem que carrega. Consigo apenas ver o brilho nos seus olhos e aquele sorriso que não sai da minha cabeça.

- Não estou entendendo aonde você quer chegar com isso, Benn.

- Ele ficou deprimido por muito tempo... Até chegar aqui. – diz, finalmente. – Eu converso com ele pelo telefone todos os dias desde que chegou, e eu posso dizer, com todas as letras, que ele voltou a ser o Shanks que era antes de toda a confusão começar.

- Ele está seguro aqui – digo. – Por isso se sente mais feliz.

Benn ri.

- Não, Makino. Você está aqui, por isso ele se sente mais feliz.

Eu apenas fico parada, olhando-o.

- Eu não entendia. Mas é como se você... É como se sua presença o fizesse não pensar nas coisas ruins pelas quais ele passou – explica. – Agora que eu vi a maneira como vocês dois conversam, e a maneira como ele sorri quando vê você; eu entendo que ele não mais é a pessoa deprimida que era, por causa de você.

Eu seguro a respiração. Na minha cabeça, a situação ocorria ao contrário: eu é que estava deprimida e, quando que ele chegou, de alguma forma, foi como se todo o vazio que eu sentia fosse sugado para fora de mim.

- Ele é homem – digo, tentando encontrar uma explicação. – Deve estar apenas atraído por mim.

- Sim, com certeza ele está atraído por você.

Eu balanço a cabeça, concordando.

- Tudo explicado, então.

- Mas ele não está atraído por você fisicamente, apenas – fala. – Ele está atraído por você por completo. Eu conheço meu amigo.

Fecho os olhos. Estou tão nervosa que minhas mãos tremem. Por que eu estou me sentindo assim? Fico parada ali por vários minutos, apenas absorvendo o que ele me dissera. Benn respeita meu tempo e fica em silêncio também.

- Eu não quis te assustar, Makino – ele fala. – E espero que você possa não dizer nada ao Shanks sobre essa conversa.

Ele está louco? Eu nunca teria coragem de dizer a ele sobre isso.

- Tudo bem.

Benn segura as minhas mãos nas suas e olha em meus olhos.

- E tem mais uma coisa que eu gostaria de pedir.

Eu assinto.

- Você é feliz com Toby? Você ama dele?

Se eu sou feliz? Não. Se eu o amo? Muito. Decido que o melhor a responder é:

- Sim.

Benn balança a cabeça, mostrando que compreendia.

- Então eu peço para que você não dê esperanças ao Shanks – diz. – A última coisa que eu quero é que ele pense que pode ter algo com você quando claramente não pode, e que isso o torne a pessoa triste que era há um mês, depois de toda a confusão. Sua amizade é importante para ele.

Eu franzo o cenho. Não estou dando esperanças, nós somos apenas amigos.

- Eu sei o que faço – digo.

- Espero que faça a coisa certa, Makino. Você é uma boa garota.



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