História Quando você cresceu tanto? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Lee Chan "Dino", Soonyoung "Hoshi"
Tags Dino, Hoshi, Kwon Soonyoung, Lee Chan, Soonchan
Visualizações 62
Palavras 1.536
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente <3
Eu sei, eu deveria estar me focando em atualizar minhas duas fanfics atrasadas, eu eu peço mil desculpas por isso, mas eu empaquei em ambas e simplesmente não consigo terminar os capítulos, apesar de saber exatamente o que eu quero escrever <///3
Então hoje eu trouxe uma oneshotzinha Soonchan, porque estou na minha fase fluffy~
Espero que gostem ♥

Capítulo 1 - Único


Ei Chan, quando foi que você cresceu tanto?

Não estou falando apenas da sua altura, já que você já está quase me alcançando. Mas quando foi que você deixou de ser aquele garotinho assustado, que se constrangia e fugia de tudo?

Sabe, desde sempre, você foi do tipo curioso e interessado em aprender. E isso incluía todo tipo de coisa.

Ainda me lembro como se fosse ontem, quando aquele garoto baixinho e sorridente veio até mim todo acanhado, me perguntar sobre como fora meu primeiro beijo.

Também me lembro de como você ficou completamente vermelho assim que eu contei os detalhes. E de como você arregalou os olhos e pôs-se a correr de mim, extremamente constrangido, quando eu perguntei se você gostaria que eu te ensinasse. Você era tão inocente, eu estava apenas brincando, seu bobo.

Então eu ri, me divertindo e achando no mínimo adorável aquela sua reação. Você sempre foi tão puro, tão vulnerável, mas também, como eu havia dito, tão curioso.

Me lembro de como você veio até mim algumas semanas depois. Suas mãos estavam inquietas e suas bochechas já pareciam rosadas, demonstrando o quão constrangido você estava antes mesmo de me fazer qualquer pergunta. Lembro de como você me chamou, e de como sua voz era trêmula, apesar de você exibir uma pose de peito estufado, tentando transparecer a confiança que você claramente não tinha.

“H-Hyung, você pode mesmo me ensinar?”.

Eu ri soprado e você enrubesceu ainda mais. Dias atrás corria de mim, e de repente estava ali me pedindo para ser seu primeiro beijo. Aquilo foi tão fofo, tudo que eu queria era te apertar e dizer o quão bonitinho você parecia. Me lembro de perguntar um “Você tem certeza?” e te ver concordar, acenando com a cabeça, antes de engolir seco com a minha aproximação. Você parecia não ligar para o fato de nós dois sermos homens, e sinceramente eu também não me importava. Eu nunca havia parado para pensar exatamente em como eu me sentia em relação a você, até aquele dia. Até sentir sua respiração quente contra a minha, o toque macio dos seus lábios nos meus e perceber o quão boa era aquela sensação. Você sempre foi meu bebê, meu aluno, meu prodígio. Eu sempre cuidei de você como se fosse um irmãozinho, mas tinha algo naquele toque que fazia com que eu não tivesse forças o suficiente para querer me afastar. Para começo de conversa, eu não sabia nem mesmo como eu havia ido parar ali. Quero dizer, eu deveria mesmo estar te beijando?

Me lembro de abrir os olhos assim que nos separamos e me deparar com seus. Aqueles malditos olhinhos castanhos e brilhantes, arregalados, me encarando de volta com uma carinha de cãozinho abandonado. Eu não conseguia parar de te olhar, analisar cada traço do seu rosto, cada imperfeiçãozinha na sua pele. Você sempre foi tão bonito assim? Sinceramente, como eu nunca notei? Ou talvez até tivesse notado, mas sabe quando você não percebe que um sentimento pode ser muito mais do que você imagina?

Eu sempre soube que eu amava você. Eu amava ter você por perto, amava te mimar, amava ouvir você rir, amava até mesmo ouvir você reclamando. E olha que isso, você fazia bastante. Mas eu também amava os outros membros, então, nunca pensei que com você, aquilo pudesse ser diferente. Mas de repente, lá estávamos nós, olhando fundo um nos olhos do outro, a menos de um palmo de distância. Seu coração batia tão rápido que mesmo de longe era como se eu pudesse sentir. E de repente você quebrou o silêncio, quase me desmontando junto.

“N-Não era sobre esse tipo de beijo que eu estava falando, hyung.”

E aquela foi a minha vez de arregalar os olhos. Eu pisquei várias vezes, processando o que você queria dizer, mas eu ainda não acreditava. Então a gagueira veio pra’ mim, e eu balbuciei um “O-o q-que?!”.

Não foi por mal, entenda, mas aquilo foi completamente inesperado. Eu ainda tinha ambas as mãos segurando seu rosto e pude ver quando sua expressão mudou. De repente você murchou, parecia preocupado, arrependido. Desviou o olhar e começou a fitar tudo em volta, encarando qualquer ponto que não fosse os meus olhos. Você estava constrangido por ter falado aquilo, já esperando um “não” como resposta, e então eu senti que você iria fugir novamente.

Suas mãos subiram até as minhas, no intuído de tira-las dali. Você estava trêmulo, suando frio. Você forçou um sorriso sem graça, tentando arrumar uma desculpa, enquanto virava o rosto, mas então eu não permiti. Eu não queria deixar você sair dali, não daquele jeito.

“Okay.”

Eu concordei, respirando fundo. Arrumei minha postura, vendo você me encarar novamente, tão surpreso pela resposta, quanto eu fiquei pela pergunta. Eu não tinha certeza se queria fazer aquilo, parecia tão errado te tocar daquela forma, tirar a sua pureza. Mas e se eu recusasse e outra pessoa o fizesse, de um jeito ruim? Você não merecia isso. Você merecia o melhor primeiro beijo de todos.

Um dos meus polegares pousou sobre seus lábios, levemente feridos pelo fato de você ter mordiscado e arrancado as pelinhas ali, em sinal de ansiedade, provavelmente enquanto debatia consigo mesmo sobre vir ou não me fazer aquele pedido. Eu acariciei aquela região, me dando conta de que você também encarava a minha boca, ansiando por uma aproximação. Você estava mais nervoso do que antes, mas também, mais afoito.

Eu sorri pra’ você, tentando te tranquilizar. Inspirei o ar de maneira clara, como se quisesse te instruir a fazer o mesmo, e você pareceu entender, respirando fundo e sorrindo em troca. E eu amei tanto aquele sorriso.

Na verdade, ainda amo.

E provavelmente vou amar seus sorrisos até o fim dos meus dias.

Mas o daquele dia foi especial. Foi especial porque foi o que me fez entender que era diferente do resto. Aquele sorriso foi a resposta das minhas perguntas. Eu não sabia se você gostava de mim, ou se realmente só estava curioso e eu era o único em que você confiava o suficiente para pedir aquilo, mas agora eu sabia que eu gostava de você, e que eu não podia te decepcionar.

Eu me inclinei, e em um piscar de olhos nossos lábios se roçavam novamente, para então se unirem, como se tivessem um encaixe perfeito. Mas dessa vez não foi apenas um selar, como o primeiro. Foi quente, molhado, profundo. Mas acabou se tornando engraçado e por pouco, quase desastroso. Você lembra?

Eu não sabia a quantos minutos nós estávamos ali, porque havia perdido completamente a noção do tempo. Eu só sabia que não queria parar nem mesmo para respirar, mas nós não tivemos escolha.

Eu ainda me lembro da cara que Minghao e Junhui fizeram quando abriram a porta e se depararam com aquela cena, e do pulo que você deu quando percebeu que não estávamos mais a sós. Eu comecei a rir, mais por achar engraçado do que por nervosismo, enquanto você correu para um quanto qualquer, tentando disfarçar o que havia sido óbvio para todos.

Eles acabaram não perguntando nada, e eu sei que você estava mais agradecido por isso do que eu, porque mesmo assim você não conseguiu olhar pra’ cara de nenhum de nós três pelo resto do dia e o treino acabou sendo um desastre.

Depois daquilo, você ficou estranho pelo resto da semana, até eu não aguentar mais a ansiedade e te perguntar o porquê de você estar fugindo. Você parecia desesperado, começou a falar que eu havia passado vergonha por sua causa e na hora, tudo que eu consegui fazer foi rir. Você franziu o cenho, me vendo gargalhar, sem entender a minha reação. Como você podia ser tão bobo e inocente?

Eu caminhei até você, levando minhas mãos até as suas e te trazendo para perto, te vendo corar novamente. Eu falei o que eu sentia, e que por isso, nunca passaria vergonha. Que por mim, eu deixaria todo mundo saber. E então, você sorriu novamente. É claro, depois de ter resmungado um monte sobre as coisas constrangedoras que eu havia falado, reclamando principalmente por eu rir da sua reação.

Então você disse pra’ mim que não entendia direito como o amor funcionava, mas que compartilhava das mesmas sensações que eu. E eu senti meu coração ser preenchido mais uma vez. Foi então que eu perguntei se poderia te beijar novamente, dessa vez, sem interrupções.

E você concordou.

Ontem, eu te vi dançando sobre o palco. Esbanjando a confiança que eu sabia que agora você tinha. Por um instante seu olhar se desviou da plateia e veio diretamente para mim. E então você sorriu novamente, antes de sair correndo. Mas dessa vez você não me deixou para trás. Seus dedos alcançaram e entrelaçaram os meus, me puxando para correr junto com você. E eu não consegui esconder a minha felicidade. Quando paramos, eu juntei nossas testas, enquanto te olhava nos olhos. Você abaixou o microfone e me fez um coraçãozinho com uma das mãos, sussurrando um “eu te amo”, que apenas eu fui capaz de perceber.

E então continuo repetindo a pergunta que te fiz logo no começo. Chan, quando foi que você cresceu tanto?

 


Notas Finais


Deem mais amor para Soonchan ♥


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