História Quando você volta? - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amigos, Amor, Namoro, Sexo, Traição
Exibições 14
Palavras 1.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - A chegada.


Fanfic / Fanfiction Quando você volta? - Capítulo 5 - A chegada.

Isabella narrando.

Eu estava tão entretida no jogo novo que baixei no meu celular, que nem percebi quando Pedro veio até mim.

▬Não vai pra aula? -ele perguntou.

▬Vou, só estou deixando essa multidão passar primeiro. -sorriu

Depois disso Pedro não parava de me olhar, parecia analisar cada detalhe meu.

▬Pedro! Pedrooo! -eu o chamava.

▬Desculpe, estava desligado. -justificou ele.

▬Percebi. Vamos? -perguntei

▬Vamos.

Eu me sentia bem ao lado do Pedro, eu o queria ainda mais perto. 

▬Bella, esse compromisso não pode ser desmarcado?

▬De jeito nenhum!

▬Tudo bem.

Chegamos na sala e era aula de História, eu amava História. Pedro estava sentado atrás de mim e acabei ouvindo a conversa dele com a namorada. Ele iria na casa dela e só Deus saberia o que eles fariam lá. Foi nesse momento que tive a certeza que deveria "tirar o meu da reta", eu deveria esquecer essa história de gostar do Pedro. Ele é feliz com a Manu e ela parece gostar dele.

Por mais que eu adorasse a disciplina, pedia aos céus para que aquela aula acabasse. Eu queria minha casa, queria ver meu irmão, abraçá-lo e matar a saudade. A manhã foi se arrastando e depois da aula de História, não vi Pedro e nem sua turminha; eu agradeci por isso. Sai do colégio e corri para casa, eu queria estar linda para quando fosse buscar o Bruno no aeroporto. 

Ligação on.

▬Mãe, onde a senhora está? -perguntei agoniada.

▬Indo para casa, querida. 

▬Já são 14:30. Já era para estarmos no aeroporto.

▬Calma! Vôos sempre atrasam.

▬Tudo bem, acelera ai! Beijos. -despedi.

Ligação off.

Em menos de 10min mamãe já estava no portão buzinando. Peguei meu celular, fechei a casa e entrei no carro.

▬Como foi no trabalho? -perguntei enquanto colocava o cinto de segurança.

▬Ótimo. -ela respondeu, enquanto saia com o carro.

▬Estou ansiosa. -comentei.

▬Estamos, querida. 

No caminho, fomos ouvindo as músicas que tocavam na rádio. Chegamos no aeroporto eram 15:10 e eu andava rápido, como uma louca, procurando o Bruno. 

▬Filha, vamos esperá-lo aqui. -disse ela, apontando para uns bancos.

▬Ok. Liga pra ele.

Enquanto mamãe ligava, eu procurava ao redor, tentando encontrá-lo. Senti uma escuridão tomando conta, meus olhos estavam tampados. 

▬Adivinha quem é! -falou a tal pessoa que tampara meus olhos.

Puxei suas mãos e virei. Sim! Era Bruninho.

▬Que saudade! -falei, abraçando-o.

▬Também senti, chata! -ele respondeu.

Ele falou com mamãe e decidimos almoçar fora. Fomos em um restaurante japonês, porque meu irmão adora um japa; diferente de mim, eu odeio japa, mas comi, não queria estragar o clima. 

▬Como foi a viagem, filho? -perguntou mamãe.

▬Tranquila. E como estão as coisas por aqui? -perguntou Bruno.

▬Boas. Mas ainda não conhecemos a cidade. -comentei.

▬Como assim??? Mais de um mês e nada?? -ele parecia surpreso.

▬Nada. Dona Iva nunca tem tempo. -respondi.

▬Certas coisas, nunca mudam, Bellinha. -ele comentou.

Continuamos comendo, eu nem tanto, e conversando sobre tudo. Bruno estava namorando Júlia, sua melhor amiga desde o maternal. Eu sempre desconfiei que um dia eles fossem ficar juntos, havia um amor diferente de amizade, só eles não percebiam. Depois da longa tarde, fomos para casa. Eu, exausta como sempre, me despedi de todos, subi, tomei banho e dormi. Bruno dormiria no quarto de hóspedes, seria o cantinho dele nesse tempo que ficaria conosco, ou seja, até as férias acabarem e ele ter que voltar para POA.

Acordei na manhã do dia seguinte com uma forte dor de cabeça, mas eu precisava me arrumar e ir para o colégio, então tomei um medicamento e voltei à rotina. Hoje eu não iria com Felipe, ele não me procurou desde a manhã de ontem; a noite deve ter sido boa. Eu me sentia mal por ser a excluída do grupo deles, mas não deveria cupá-los, eu cheguei agora, não tenho nenhum espaço garantido. 

▬Bom dia, pessoas! -falei, enquanto sentava à mesa para tomar café.

▬Bom dia! -Bruno falou e deu-me um beijo na testa. 

Tomamos café, escovei os dentes e me despedi deles.

▬Vai com o amigo de novo? -perguntou mamãe.

▬QUE AMIGO? -perguntou Bruno, curioso.

▬Não, dona Iva. Quero caminhar um pouco. E fica tranquilo, Bruninho, só amigo mesmo. -sorri.

▬Tudo bem. Te busco hoje no colégio. -falou Bruno.

Concordei e sai. O dia estava escuro, parecia que iria chover. Os pássaros ainda cantavam, mas era diferente ouvi-los em um dia ensolarado. Eu caminhava e ia chutando as pedrinhas que encontrava pelo caminho, era chato quando Felipe não vinha comigo. O sinal do colégio batia às 7h e já eram 7:15, eu estava atrasada, mas como não iria correr para entrar na sala, sentei de baixo da enorme árvore e comecei a ler Cidades de Papel, um livro que ganhei de uma amiga antes de vir para o Rio. A hora passava e eu cada vez mais presa no livro, até que o sinal bateu, era o intervalo. De longe, notei que Felipe procurava algo ou alguém, não sei dizer. Ele me avistou e veio em minha direção.

▬Acha bonito matar aula? -ele perguntou.

▬Estava atrasada e não quis correr. -respondi.

▬Fiquei preocupado. Mas e seu irmão? Chegou bem da viagem? -ele perguntou, sentando ao meu lado.

Ele lembrou do que eu havia falado ontem de manhã, ele se importou comigo. Felipe era um amor de pessoa.

▬Sim! Ele vem me buscar hoje. Eu te apresento a ele. -falei e sorri.

▬Pedro perguntou de ti hoje. -ele comentou.

Fiquei em silêncio, não tinha o que responder.

▬Ele queria que você participasse da surpresa que ele quer fazer para a namorada. -ele completou.

▬Que surpresa? -perguntei, curiosa.

▬Hoje eles fazem 1 ano de namoro, a surpresa faz parte do presente.

▬Entendi. Mas acho que não vai rolar.

▬Outro compromisso?

▬Não. Acho que a namorada dele não vai com a minha cara, eu não me sentiria bem participando disso. -comentei.

▬Ela é meio nojenta mesmo.

Enquanto ríamos, Pedro sentou ao meu lado.

▬Rindo de quê? -ele perguntou.

Eu e Felipe nos olhamos e rimos mais ainda.

▬Nada, Pedro. -respondeu Felipe.

▬Quero rir também! -ele falou, parecia incomodado.

▬Eu contei uma piada, mas não estou afim de repeti-la. -falei.

▬Ok. Felipe já te falou da surpresa? -Pedro perguntou.

▬Sim e nem conte comigo. -respondi.

▬Mas por quê? -perguntou ele, surpreso.

▬Compromisso.

O sinal bateu e fomos para aula. A chuva começou a cair e eu observava a sua queda da janela da sala de aula; aquilo era tão confortante, me fazia sentir mais calma. Eu não estava prestando atenção e nem pensando em nada, só queria ver a chuva cair.



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