História Quando você voltou naquela noite - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bangtan Boys, Kookv, Nn Project, Taekook, Vkook
Exibições 155
Palavras 1.658
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitores, como é que vocês estão?
Então, antes que alguém diga "eu conheço esse nome de algum lugar" ou "mas pera ae, acho que já li essa fic", deixa eu explicar umas coisinhas aqui.

- Eu já havia postado essa one shot antes, só que ela meio que flopou.
- Eu não sou movida a favoritos ou comentários nem nada só pra vocês saberam (mesmo adorando ver o feedback que minhas fics tem).
- Eu reescrevi Quando você voltou naquela noite pois sei que tinha muita coisa para melhorar.
- E depois de receber essa capa ma ra vi lho sa da @agwst não teria como trocar de capa e não dar uma melhorada na os.

Bom, acho que é isso, se tiverem dúvidas podem deixar ai nos comentários que vou responder assim que possível.
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Quando você voltou naquela noite - Capítulo 1 - Único

Eu juro, eu odiava quando você saía. Mas odiava mais ainda quando você voltava.

Batendo a porta com um sorriso brincando nos lábios, dizendo que havia conseguido uma bela garota. Que – mesmo que tivesse ido até o mesmo bar da noite passada – a foda dessa vez fora uma das melhores, na verdade, você sempre dizia isso Jeongguk. Nós trocávamos algumas palavras, você ria alto da minha preocupação e entrava no banho. A porta do banheiro ficava aberta e não era preciso ser muito inteligente para saber o que você fazia lá dentro; às vezes eu achava que suas fodas nem eram tão boas assim como você narrava.

O pior vinha logo depois, você me pedia pra separar uma muda de roupa porque estava ocupado procurando aspirinas dentro do seu armário. Eu assistia você se trocar e segundos depois já sentia seu corpo afundar na cama ao meu lado, era horrível Jeon, mesmo após um banho você conseguia cheirar ao perfume de outra pessoa.

Eu não tentava mais reclamar sobre aquilo, era como uma rotina; te esperar acordado pra assegurar que você realmente chegaria naquela mesma noite, ouvir você dizer sobre sexo sem prevenção e ter seu corpo encaixado no meu pelo resto da madrugada. Eu choraria por aquilo se você não estivesse tão próximo. Era horrível te sentir tão perto, mas ao mesmo tempo a quilômetros de distância.

Eu também assistia você se preparar pra sair.

O sorriso ladino dançava em seus lábios, os dentes adoráveis pareciam estar ansiosos para passar finalmente pela porta e, como você dizia, viver. Na realidade você estava sempre ansioso, como se ficar num mesmo espaço por muito tempo fosse como uma prisão – mesmo se esse lugar fosse nosso quarto. Eu sabia que você se sentia subjugado quando estava comigo, porque eu não aceitava o jeito como você levava a vida – embora eu nunca tenha dito nada sobre minha própria opinião, você sabia disso Jeongguk.

Você me elogiava, às vezes.

Às vezes você também me ameaçava por sair com coragem demais e roupas de menos, exclamando o nível de provocação que eu imponha apenas por trajar jeans escuros, e ainda adicionava que se eu não parasse de fazer essas coisas e usar esses panos você teria que tomar medidas drásticas. Eu não entendia direito sobre essas tais coisas que você dizia eu estar fazendo, somente continuava com elas, e vestindo jeans escuros esperando que você tomasse logo essas atitudes extremas.

Você nunca ousou tocar em mim.

Uma vez – antes de eu me encontrar nesse labirinto infinito que é se apaixonar pelo seu colega de quarto – você me beijou. Beijou de verdade, até estarmos cansados o suficiente para seguirmos em frente. Alguns minutos depois você saiu sem dizer nada, nem para onde iria – embora eu tivesse uma ideia sobre seu destino. Algumas horas depois você chegou dizendo que tinha transado com um cara pela primeira vez. E eu não me arrependi por não ter seguido em frente.

Meses mais tarde de seguir essa rotina, nossa rotina, eu comecei a namorar. Não era por amor, nem mesmo paixão. Ele era colega do meu curso, o pessoal o chamava de Suga, mas eu não entendia o porquê, talvez fosse pela sua pele extremamente alva – que por algum tempo fora eu quem a deixava pintada de vermelho e alguns tons de roxo. Nós ficávamos às vezes; em nosso quarto, vezes no quarto dele – quando me vinha à cabeça você comemorando alguma noite, Jeongguk, não dava tempo pra chegar ao quarto de alguém. Eu simplesmente estava empurrando aquele relacionamento com a barriga, porque não queria perder a cabeça.

Mas não foi nesse meio tempo que você começou a não voltar para o dormitório.

Se me lembro bem você começou a passar noites inteiras fora após me pegar gemendo dentro do banheiro. Na verdade, pegar nós dois gemendo dentro do banheiro – e não tinha dado tempo para trancar a porta.

Depois desse episódio nós terminamos – por motivos óbvios – e mesmo assim eu continuei gemendo dentro do banheiro, com a porta destrancada, esperando que você entrasse lá e percebesse que só estava eu ali. Você nunca entrou. E, depois de desistir de esperar, eu percebi que talvez tivesse perdido tudo – até mesmo nossa rotina. E isso me assustou de um jeito inexplicável. Se fosse possível escolher eu voltaria no tempo e seguiria em frente com aquele mero beijo, mesmo se você me afastasse, eu poderia trocar de quarto depois, eu poderia mudar de cidade se tivesse sido eu sua primeira vez com um cara, não que isso não valesse a pena na realidade.

Quando você voltou naquela noite, você não percebeu que eu estava no quarto e foi direito pro banheiro, cheirando a álcool e seu perfume doce. Você tampouco trancou a porta e também não se importou de chorar embaixo do chuveiro ainda calçando seus tênis favoritos.

Quando você voltou naquela noite eu sai. Porque eu não aguentaria te ver chorando Jeongguk, e porque eu não seria o suficiente para te fazer parar. Eu não tive escolha na verdade, quando você saísse do banheiro me encontraria deitado na cama, deixando um espaço para que você se encaixasse ali mais uma vez, mas você não o faria, e isso doeria ainda mais.

Quando você voltou naquela noite eu experimentei seu mundo. Eu olhava para todas aquelas garotas e garotos esperando para que alguém os pegasse pela mão e os levasse para algum quarto. Eu imaginava você olhando para essas pessoas, imaginava que, se eu fosse alguma delas, você me escolheria. Então eu me vesti como você saía, com o sorriso seguro e as mãos fáceis.

Quando você voltou naquela noite, eu não voltei.

De manhã, quando eu já estava vestido e fechando a porta do quarto – do outro lado do campus –, eu não me sentia como você parecia se sentir quando conseguia uma boa foda. Eu queria saber a sensação que você descrevia todas as noites, mas tudo o que eu sentia era nojo de mim mesmo.

Eu não estava arrependido, nem mesmo quando eu destranquei a porta do nosso quarto e não te encontrei em sua cama, mas sim na minha. Não me arrependia porque você me ouviu entrando, você num segundo abriu os olhos e no outro já estava me batendo e me abraçando, chorando contra meu peito o quanto tinha ficado preocupado. E quando pensei que você tinha se acalmado, eu já estava deitado em minha cama com você em cima de mim.

As coisas não melhoram depois daquilo; elas mudaram, mas não para melhor.

Você havia mudado. Eu não te conhecia mais, e não sabia distinguir se isso era positivo ou não. Eu ficava confuso porque você não saía mais e me afastava quando eu chegava muito perto. Eu voltava da aula e te encontrava chorando no banheiro. Não sabia mais se preferia o que estava acontecendo no momento – seja lá o que fosse – ou como era antes. Mas eu não queria nossa rotina de volta. Quando você saía pra ir à aula ou qualquer outra lugar, eu ficava deitado rezando baixinho para que você não voltasse apenas no outro dia – mesmo que ainda fosse de tarde.

Você não saía mais.

E eu não aguentava ver o quanto você lutava para não sair, porque você queria, mas não ia, o que também me deixava confuso. Tudo em você começou a me deixar confuso. Por que estava agindo assim, Jeon?

Até o dia em que eu te chamei para sair. Sair me daria algumas respostas, pensava eu. Então lá estávamos nós, entrando num bar que você havia escolhido, e então eu comecei a me arrepender, já conseguia imaginar você pagando um drink para um garoto qualquer e só voltando no outro dia.

Eu disse que queria ir embora cinco minutos depois de tomar meu primeiro copo de sei-lá-o-que, e em resposta você segurou minha mão e me espremeu no aglomerado de pessoas, julgando minha postura receosa e exclamando que eu precisava dançar.

Eu não precisava dançar, mas ver você segurando na cintura fina de uma garota bonita que surgiu minutos mais tarde foi o suficiente para fazer meu corpo entrar em movimento.

Eu precisava dançar, precisava muito dançar, porque ver você me olhando como se pudesse me devorar a qualquer segundo era simplesmente milagroso.

Nós voltamos para o quarto juntos depois que você socou aquele garoto por me passar uma cantada, com direito a mão boba e uma piscadela. Eu não estava feliz, não o suficiente. Talvez fosse porque você me olhava como se fosse minha culpa; talvez fosse porque eu achava que era minha culpa. Porque eu não conseguia te culpar.

Eu arranquei os sapatos no meio do caminho, sem me importar com o chão gelado em contraste com meus pés extremamente abafados. Assim que entramos simplesmente segui até a cama, ignorando o cheiro de álcool em minhas roupas, vendo você lavar o rosto e se deitar em sua própria cama.

Tentei ignorar quando ouvi você chamar meu nome baixinho, algumas horas mais tarde, eu não conseguia dormir e tinha certeza que você também não. Não demorou muito para os chamados cessarem e seus soluços darem inicio, eu não ignorei dessa vez. E foi muito difícil me levantar e ir até sua cama – me aconchegar na sua frente, tendo seus braços a minha volta como antes, sentir seus dedos se perderem em minha camiseta, sua respiração descompassada em minha nuca – mesmo assim eu o fiz.

Eu havia mudado de quarto.

Depois de diversas discussões e sua relutância teimosa, você concordou com isso contanto que eu te desse uma cópia da minha chave. Não adiantou dizer que era proibido e que meu novo colega de quarto acharia ruim.

Então algumas semanas depois nós já tínhamos uma rotina, uma nova rotina. Você atravessaria o corredor inteiro todas as noites. Eu me lembraria de deixar a porta aberta sem que meu colega de quarto percebesse.

Eu já não odiava mais quando você saía, muito menos quando você chegava. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3 Sinceramente, eu amo demais essa fanfic, demias mesmo.
Até alguma hora!
E para os leitores de Curativo ➡ https://spiritfanfics.com/historia/curativo-5612434 ⬅ ainda estou em hiatus, mas fiquem tranquilos pois - além de corrigir os capítulos - estou escrevendo os próximos também.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...