História Quanto Tempo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Exibições 159
Palavras 1.107
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Colegial
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Isso veio na minha cabeça e eu simplesmente escrevi, então resolvi postar porque ficou lindo.
Já queria deixar um agradecimento a minha filha, que me ajudou indiretamente com esse enredo.
Okay, isso vai ser intenso:

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu sou antissocial. E eu sei que é estranho dizer isso, mas eu não me envergonho. Seres humanos são estranhos e se relacionar com eles chega a ser assustador. Sim, eu sou louca.

Mas começando do começo: Eu tenho 17 anos e curso o último ano do ensino médio. Faculdade? Bom, vestibular é um meio estúpido de medir a inteligência dos jovens, não há professores para falar abertamente sobre política, sexualidade ou qualquer outra questão social, mas há professores para nos ensinar matemática espacial e nomes de ligações orgânicas. Nos obrigam a votar, isso não é ridículo? A democracia é feita ditatorialmente, nos obrigam a ser livres. Limitados.

Meu nome? Não é relevante.

Sou filha única de pais mais velhos, conservadores e super protetores. Consequência? Eu era a primeira a voltar das festas, minha mãe escolhia minhas roupas nas lojas e meu pai ergue a voz quando digo que quero usar boné, afinal eu sou uma menina. Também nunca tive muitos amigos porque não sabia de forma alguma como socializar. O mundo do meu ponto de vista é com certeza diferente do mundo que as pessoas veem.

Sim, digo e repito: eu sou louca. E digo isso com um sorriso nos lábios. Louca.

Mas não vim aqui falar da minha vida, ou passaria horas tentando te fazer entender meus pensamentos e pontos de vista quando a única coisa que eu quero é ficar na minha. Como eu sou a pessoa mais abnegada que conheço, venho aqui falar de outra pessoa. Sim, outra pessoa.

Uma garota que era minha amiga no fundamental (não ele inteiro, mas grande parte) e nós éramos muito próximas, tipo muito mesmo. Ela era uma das únicas pessoas que eu tinha a maior certeza do mundo que não queria perder tão cedo, ela amava livros e a gente falava sobre Cidades de Papel, como seria o possível fim de Hazel Grace, o que pode haver no pós vida, diversas teorias e coisas inteligentes que faziam muito sentido na nossa cabeça, coisas que ninguém entendia, então ríamos como se fôssemos intelectualmente superiores (e talvez realmente fôssemos). Ela era extremamente esperta e foi com ela que expandi meu vocabulário e minha mente. Depois de anos de vida eu finalmente me sentia compreendida, ela se importava em como eu estava e não se importava com nossas loucuras. Ela sorria o tempo todo e me desculpe a riqueza de detalhes, mas ela era a única melhor amiga que meu eu de 12-13 anos tinha.

Então a gente se formou.

Ela foi para um canto, eu para outro.

A gente se falava por mensagem mesmo depois da formatura, mas um dia ela simplesmente parou de responder e se foi. Eu tentei. Tentei várias vezes. Mensagens, áudios, ligações, cheguei até a mandar carta. Inútil.

E ela continua inteligente, continua a mesma pessoa brilhante que sempre foi, só que melhor do que eu imaginei, porque o universo do meu eu de 12-13 anos era bem menor que o do meu eu atual. Eu não sabia que cresceríamos tanto.

A algum tempo tomei coragem de chamá-la no Facebook e, para a minha surpresa, ela foi supersimpática. Era como se nada tivesse mudado, ela sabia exatamente o que falar, exatamente o que eu pensava, diferente de todas as outras conversas que já tive. Mágico.

Eu disse que a gente tinha que sair e ela concordou. Acabou aí. Ninguém tomou iniciativa. Ninguém falou mais nada.

Para "piorar" ela assumiu namoro com uma outra garota. E esse fato não me afetou, juro. Pelo contrário, só prova quão incrível ela é, porque minha cidade é muito conservadora, mas ela parece não se importar. A namorada dela tem sorte. E eu não posso dizer o quão isso é corajoso porque nem ao menos consigo procurá-la sem me perder.

Hoje teve um evento do meu colégio e, como em todos os outros eventos em que eu preciso ter uma atividade social, eu saí de casa torcendo para não vê-la, não encontrá-la. Isso sempre acontece, eu juro que não quero pensar, porque conheço a lei da atração, mas eu simplesmente penso. E lá estava ela.

Eu gelei quando a vi, queria sair correndo para casa o mais rápido que eu podia. Mas eu não podia.

Então eu estava rezando para evitá-la.

Mas em determinado momento eu a perdi de vista e tive a sensação de poder esbarrar nela a qualquer momento, me senti desprotegida, insegura da certeza que tinha de que se conseguisse saber onde ela estava, saberia onde deveria estar também. Longe.

Minhas colegas queriam ir ver uma apresentação e fomos em direção ao palco, e ela estava voltando na direção oposta. Já tinha me visto. Merda. Não tinha para onde correr, não tinha como voltar. Era ir ou desaparecer. Mas não tinha como desaparecer.

Eu não queria que isso (ela) me afetasse tanto. Chega a ser ridículo. Ela tem uma vida e eu continuo me perdendo quando se trata dela. Por mais que eu queira ignorar, me consome.

"Tudo bem, é só cumprimentar. Sorria." Pensei.

Ela veio sorrindo e eu queria que fosse por me ver, mas ela estava com uns amigos e provavelmente estava rindo de qualquer aleatoriedade, disse "oi" e pegou num lugar, talvez nas minhas costas, mas eu não me lembro de senti-la. Também não senti nenhum perfume, eu queria que fosse porque eu a conheço tanto a ponto de me acostumar com seu cheiro, mas na verdade todos os meus sentidos naquele momento foram para o espaço. E a gente encostou nossas bochechas, o típico cumprimento que todos usam, mas que não faz sentido nenhum. E eu peguei no seu ombro enquanto isso. Monótono.

“Você gosta dela?” É o que me perguntam sempre que inevitavelmente toco neste assunto. “Não.” Falo, apesar de me impedir de pensar sobre isso de fato. Ela era minha melhor amiga e agora é apenas um rosto conhecido. Eu só sinto falta da relação que tínhamos, livres, só nós, sem coisas para nos preocupar. Só sinto falta das nossas risadas e de como nossas conversas fluíam tão genuinamente. Eu não a conheço mais. Não posso me permitir pensar em algo que me levaria à completa ruína, eu já tenho meus próprios conflitos internos. Eu não vou tê-la de volta, não faço questão, por mais que eu queira.

Assim que nossas bochechas se desencostaram eu tirei minha mão do ombro dela e segui em frente com a súbita impressão que ela iria dizer alguma coisa. Mas eu fui. Não que para onde ou com quem eu estava indo fosse extremamente importante, mas ficar não era uma opção. Olhar para ela novamente era considerar estar sujeita a mais palavras e sorrisos. Quanto tempo.


Notas Finais


Eu realmente espero que tenha gostado, é uma das coisas mais genuínas que escrevi.
Importante: como é de se notar, não especifiquei o nome da primeira pessoa, isso porque quero deixar livre ao leitor imaginar um POV Camila ou Lauren (sou fã do John Green, então as coisas são intensas e com muitas questões pra cabeça, hahaha).

Por fim queria dizer que tenho uma outra fic (extensiva) e vou deixar o link aqui pra quem quiser. (https://spiritfanfics.com/historia/fanfiction-fifth-harmony-my-dark-girl--camren-5746842)
That's all, folks. Thank you!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...