História Quão profundo é seu amor? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Outlaw Queen, Outlawqueen, Regina Mills
Exibições 267
Palavras 5.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estou liberada para ser morta. Atrasei, não nego. Recompenso? Se puder. Mentira, recompenso sim em um capítulo enorme, que ficaria ainda maior se eu não estivesse tão exausta de digitar o que? 5.758 palavra? É isso, sem mais delongas. Boa leitura. [Avisando que vai rolar uma certa pequena sofrência nesse capítulo.]

Capítulo 4 - Submersa.


Fanfic / Fanfiction Quão profundo é seu amor? - Capítulo 4 - Submersa.

 Os olhos castanhos correram pela face dos dois homens. Em sua mente, pairava uma neblina e os borrões cinzentos a impedia de enxergar além do que apenas o bonito rosto das duas figuras masculinas. Concluiu que o mais corpulento e de pele morena que aparentava ser de origem indiana, fora o empregado. Provavelmente era ele quem fazia o trabalho sujo. Fitando atentamente o outro de olhos negros, maxilar firme quadrado e cabelos marrons lambidos, sentiu as veias crepitar de medo, algo comparado a um fio elétrico após ser ligado a energia. Fora ele a mente que a arrastara até ali, não havia duvidas. A questão era, por quê? Por que estava em um galpão aparentemente abandonado e naquela situação decadente? Milhares de perguntas lhe viam a cabeça mas nada fora claro o suficiente para chegar a uma conclusão.

Regina recuou sem êxito antes das mãos fortes de Daniel arrancá-la para fora da cama. Ela fora puxada pelos braços como uma marionete fora puxada pelas cordas que as mantém de pé. Seu coração palpitava rapidamente e as suas glândulas sudoríparas eliminavam fluídos gélidos pelos nós dos dedos brancos. O longo polegar dele viajou até os seus lábios, raspando a carne vermelha de modo que ela se deslocasse de lugar.

''Isso por acaso é uma piada, minha querida?'' A voz emanara tranquilidade. ''Está querendo brincar comigo?''

Ela engoliu em seco a acusação. ''Não estou. Realmente não consigo lembrar-me de você.''

Algo vibrou no interior de Daniel. Ele mirou Vikram sob a penumbra da lâmpada amarelada, parecia querer saber a opinião do brutamonte quanto ao estado atual de Regina, mas não pronunciou-se, apenas voltou a fitá-la. Concentrar-se nos olhos âmbar, fora como colidir em um universo opaco. Nada revelava-se ao seu respeito. Poderia afirmar que Mills recebera aulas de arte cênicas por saber representar tão bem, mas o marrom daquelas lumes chocando-se em um planeta plenamente oco, o dizia o contrário.

''Penso então que não lembra-se de meu nome.'' Ele curvou a sobrancelha longa e grossa.

''Não.'' Sussurrou. Os olhos em momento algum fizera menção em desviar-se de Daniel. ''Não me recordo.''

Segundos depois de explorar o rosto pálido, onde as maçãs destacavam-se perceptíveis, ele correu as mãos até os ossos protuberantes dos quadris dela. Ele suspirou quando se deu conta do quão esguia Regina estava. Ela novamente tentou recuar, mas ele puxou-a para mais próximo de seu corpo. ''Está tentando escapar como uma coelhinha assustada.'' Disse ele para então deslizar o dorso da mão sobre a pele lúcida das bochechas dela. ''Em seu lugar, eu faria exatamente a mesma coisa.''

As palavras acoplaram-se em seu cérebro como uma bala quente perfurando sua carne. Ela cruzou os braços em frente à pele desnuda dos seios que fora coberto pelo sutiã meia-taça e que o homem dava uma atenção especial. Dizer que sentia-se exposta e vulnerável, seria um eufemismo. Todas as paredes de seu corpo trepidavam a ponto de desmoronar e transformá-la do pó de onde surgiu. Ela virou o rosto quando Daniel aproximou, dando-lhe a orelha onde ele sussurrou. ''Gosto de vê-la retraída, Regina. Me excita.'' Sorrira ao notá-la fechar os olhos com a menção de seu nome pela segunda vez. ''Mas algo está errado.'' Tomou o seu rosto para as mãos, fazendo-a encará-lo. ''Não a empurrei tão forte contra a parede para ficar desmemoriada.''

Regina arregalou os olhos com a declaração e por instinto, enfiou as mãos no peitoral de Daniel. Podia sentir os músculos firmes por trás do terno escuro Calvin Klen. Mas seu esforço não fora o suficiente para afastá-lo. Ele continuou firme como uma rocha.

''Você me empurrou. Por que fez isso?''

''Digamos que você é bastante teimosa quando quer. Mas não se preocupe, sua testa quase não sangrou.''

Ela levou a mão até onde ele mencionara, maculando o dedo com um pouco de sangue que sujava o pequeno curativo. ''Não me importa a testa!'' Sua voz saíra gutural. ''Não lembro de absolutamente nada por sua causa!''

''Não faça de mim o vilão dessa história. Posso afirmar que você estava bastante rebelde e muito pouco adestrada. Precisou saber quem manda.''

Regina forçou um pouco mais o braço, ainda que soubesse que não obteria sucesso. ''Qual o seu nome? Por que estou aqui?''

Daniel deslizou o polegar pela jugular da morena, mantendo-se atento aquele ponto por algum tempo. Voltou a fitá-la e sorriu ao deparar-se com os olhos apreensivos e medrosos. ''Isto, minha querida, são perguntas que você nunca terá respostas.''

''Se fui sequestrada, tenho o direito de saber o motivo.''

''Não. Não tem.'' Ele beijou demoradamente o rosto de Regina. Ela paralisou de imediato, e com os olhos lagrimejados, encarou Vikram para implorar que o mesmo afastasse aquele homem de aroma insuportável de cima dela, mas ele não movera se quer um dedo. ''Mas há algo que precisa saber.'' Daniel cochichou em seu ouvido.

Regina não tivera tempo de assimilar as palavras. Ela curvou o corpo, colocando pressão no estômago com um braço e tapou a boca com a mão. Em reflexo, Daniel afastou-se para presenciá-la correr para o balde e colocar para fora o pouco do alimento que havia ingerido horas atrás. Ela não encontrou forças para levantar os joelhos do chão, então manteve-se ajoelhada enquanto limpara a boca com o dorso da mão. ''Estou doente?'' Disse, a fala acompanhada de um soluço.

''Se gravidez for doença, o que definitivamente acho que seja, então sim. Você está doente.'' Apenas um pequeno solavanco involuntário e Regina desabou para sentar-se no concreto que a acolheu de forma dolorosa. Ela moveu os lábios, parecia querer dizer algo, mas encontrava-se perturbada demais para que o cérebro mandasse ordens para que suas cordas vocais funcionassem. ''Oh meu amor, não fique abalada. Alegre-se. Está diante do pai da aberração que carrega em seu ventre.''

Regina se desintegrou em milhões de partículas microscópicas. Ela apertou os olhos e enfiou os dedos no emaranhado dos cabelos negros. ''Não. Você não.'' Sussurrou. ''Não posso estar grávida de um filho seu.'' Retomando a consciência como a luz invade o breu, o encarou. As feições evidentemente horrorizadas. ''Você me estuprou!''

Ele contorceu o rosto em uma careta. ''Estupro é uma palavra muito forte. Digamos que apenas fiz sexo com você sem seu consentimento. Isso soa muito melhor.''

''Você abusou de mim!'' Vociferou. ''Como consegue agir naturalmente sabendo que abusou de uma mulher e agora ela espera um filho seu? Onde diabos está a porcaria da sua alma?'' As lágrimas corriam naturalmente por suas bochechas. O coração batera tão forte que achara que seria muito possível vê-lo através do peito.

''Se por acaso nasci com uma dessas, aposto que a perdi em algum lugar que realmente não consigo lembrar-me agora.'' Ela notou o quão sarcástico ele era e sentira mais uma vez a libe rastejar por sua garganta. Ele era insuportável. ''Mas não se preocupe. Você nem ao menos verá essa criança nascer.''

Regina arregalou os olhos. ''Não.'' Murmurou. ''Não! Você não vai tirá-lo de mim. Não tem esse direito!''

''Ah, eu tenho. Pode ter certeza que tenho.''

Ele voltou sua atenção ao homenzarrão imóvel junto à porta. ''Ligue para Jones. Vamos fazer um pequeno passeio de iate.''

Vikram consentiu austero e saiu sem hesitar. Daniel virou-se e encontrou a confusão nos belos traços de Regina. Questionou-se porque chegara a este ponto. Tudo poderia ter sido diferente se ela não fosse tola o suficiente para apaixonar-se e engravidar de seu rival. Ele jamais admitiria que seu vínculo com ela fora apenas sustentado por sexo e negócios. Isso ele poderia conseguir com outras mulheres e substituí-la facilmente. Mas as coisas viajavam para além disso. Mas não assumiria para sim, tampouco para ela. Agora precisava pensar com a cabeça, não com a pequena faísca agoniante em seu peito.

''Para onde vamos?'' Questionou com certo receio enquanto as palavras anteriores de Daniel ainda alfinetavam o cérebro.

Ele sorriu. ''Vamos para o alto-mar de South Beach. Tenho certeza que o nosso destino vai fazer com que jamais queira sair de lá.'' Piscou para ela e Regina estremeceu diante do tom sarcástico.

O capacho retornou e cochichou algo no ouvido de Daniel e o mesmo assentiu. Ele ofereceu a mão para a pequena mulher no chão, mas ela recusou. Ainda que estivesse com as pernas desfalecendo como quem correra uma maratona, levantou-se por contra própria sentindo os músculos contrair, mas não se importou. Não deixaria que aquele homem a tocasse novamente. Daniel tomou uma pequena sacola de plástico e retirou do interior um vestido de verão de estampa floral. ''Vista.'' Ordenou, oferecendo a roupa a Regina.

Ela hesitaria em aceitar se não sentisse os pulmões congelando de frio por conta do ar-condicionado ligado. O vestiu com certa dificuldade e o tecido mal conseguira cobrir as coxas. O puxou para baixo quando notou Daniel admirar descaradamente suas pernas. Ele era um porco imundo. ''Por que estamos indo para o alto-mar? O que faremos lá?''

''Curiosa. Como sempre.''

''Como sempre?'' Linhas de expressão surgiram em sua testa. ''Você e eu, nós nos''

''Sim. Nós nos conhecemos há muito tempo. Nos conhecemos até demais.''

Arrepios expandiu-se crispando cada pequeno osso da coluna vertebral de Mills. Mas ela não deixou que ele percebesse o pavor que crescia no sopé de seu ventre. ''Então porque não me diz o motivo de eu estar aqui?''

''Não há necessidade.''

''Por que não?''

''Querida, não seja tão curiosa. Logo saberá. Agora vamos.''

Eles saíram no instante em que Regina fora arrastada pelo cotovelo para a claridade do dia. Ela chocou-se ao se deparar com inúmeras mulheres bronzeadas e de biquínis minúsculos caminhando em direção a praia. Estava em um galpão situado bem no coração de Ocean Drive. Não sabia como, mas conseguira reconhecer o bairro. Não demorara mais que três minutos para que estivessem atravessando uma ponte de madeira da praia de South Beach e encontrarem o iate ancorado junto a um belo rapaz de cabelos negros e íris de azuis penetrantes. ''Vejam só se não é o todo poderoso Dan...''

''Cale a boca.'' Daniel advertiu, deslocando-se com Regina para dentro da embarcação depois de bater com o ombro no rapaz.

''Boca fechada. Estou sabendo.'' Ele observou atentamente e de cara feia, Vikram também se instalar no interior do iate. Por que diabo em pleno domingo de Sol em Miami alguém usaria terno e gravata? Ele sentia-se grato por estar apenas com uma regata azul-marinho e shorts leves. ''Como Tara está, meu caro?''

Vikram fechou a cara. ''Vá se danar, marinheiro.''

Regina curvou uma sobrancelha. Desde que acordara, pelo que lembrava-se, ainda não havia escutado a voz do brutamonte. Ele aparentava ser bastante taciturno. Killian levou as mãos ao ar, em defesa. ''Tudo bem. Parece que temos dois caras bastante carrancudos dentro de minha embarcação hoje. Mas para compensar, tenho uma gostosa de tirar o folego bem na minha frente.'' Ele piscou de forma descarada para Regina que encolheu-se.

''Se não pretende levar um punho fechado bem no meio do nariz, acho melhor pensar antes de abrir a boca.'' Daniel soou ameaçador, mas o rapaz parecia não importar-se muito.

''Não fique bravo, amigo. Só estou elogiando a beleza que é a sua mulher.''

Sua mulher.

Regina vomitaria no chão de madeira se as engrenagens em sua cabeça não estivessem muito ocupadas trabalhando para descobrir o que aconteceria com ela partir dali. Lutava persistentemente contra a enxurrada de pensamentos que colidiam contra o cérebro. Pensamentos quais se tratavam de seu sequestrador por sobre seu corpo desnudo e vulnerável, atacando-a de forma violenta. Fechou os olhos com intenção de mandá-los embora, mas recobrou a consciência novamente quando a mão grande puxou-a para o outro lado. Ela encontrou-se fitando o imenso mar. A nuança azul da água empurrava o verde marinho para longe conforme o iate fora distanciando-se da margem. Não soube quando acontecera, mas a embarcação já estava se pondo em movimento antes mesmo de ponderar em gritar por socorro.

''Gostando da vista?''

Ela respirou profundamente ao sentir a respiração de Daniel contra seu pescoço. Ele depositou beijos pelo espaço lúcido enquanto as mãos amarravam-na pela cintura. ''O que viemos fazer aqui?''

Ele suspirou. Tirou alguns fios negros do pescoço e continuou um trajeto de beijos do ombro até a orelha. Deslizou as mãos sobre a pele macia da barriga coberta pelo vestido e agarrou os medianos seios dela. ''Você é persistente.''

''Já estamos aqui, afinal. Diga-me.'' Tentara soar ríspida, mas a voz beirava a medo.

''Sabe, queria comê-la uma última vez antes de tudo isso chegar ao fim.''

Regina segurou-se nas barras de proteção antes que em uma atitude não pensada, se atirasse no mar. Não sabia se fora uma boa nadadora e não tentaria a sorte para saber. ''Por favor, não.''

''Você não se parece nem um pouco com a Regina desinibida e corajosa que conheci em Las Vegas.''

''Las Vegas?'' Ela franziu o cenho. ''Sou de Las Vegas?''

''Não. Inglaterra. Para ser mais especifico, Londres.''

Ela virou-se e afastou Daniel alguns centímetros de seu corpo. ''Deixe-me ir embora.''

''Mas você vai embora.''

''Quando?''

''Agora mesmo.'' Ele tomou o celular do bolso do terno e digitou alguns números. Dentro da cabine envidraçada em frente a ambos, Killian atendeu a chamada. ''Traga o que pedi.'' Guardou novamente o aparelho e fitou Regina. Ela estava atordoada. O que diabos estava acontecendo? O que ele traria? Uma arma com uma bala cálida para perfurar sua têmpora? ''Você verá.'' Ela recuou um passo. Parecia que ele sabia exatamente o que se passara por sua mente.

Ela observou atentamente o rapaz se deslocar para fora da cabine. Não demorou segundos para que ele se juntasse a dupla. Seu coração parou imediatamente de bombear sangue quando distinguiu o que o capitão tinha em mãos. Ela escalou os olhos sobre ele e deparou-se com o conhecido sorriso. ''Como pediu.'' Jones agitou uma corda de feixe de fibras marrom. ''É agora que começamos a nos divertir?''

Daniel tomou-a da mão dele. ''Não disse que você se divertiria.''

''Ah, mas com certeza eu vou, sim.'' Ele piscou mais uma vez para Regina.

''Para quê você precisa de uma corda?'' Regina dividira olhares para o seu sequestrador e para o laço que ele possuía. ''O que vai fazer?''

Ele deu de ombros. ''Algo divertido.'' Encarou Killian, emburrado por vê-lo contente com a menção da palavra. ''Para mim.''

''Suponho que seja só para você mesmo.'' Sussurrou.

Havia um sorriso nos lábios dele, mas ela não chegou a vê-lo. Despertou-se instantaneamente quando sentiu a barra do vestido ser subitamente levantada. ''Que merda está fazendo?'' Socou o peito de Daniel com os punhos fechados. O som da gargalhada do capitão ao fundo, a deixava ainda mais irritada e enjoada.

''Controle-se mulher!'' Vociferou. ''Para o que vou fazer, você precisa estar nua.''

''O quê?'' Ela arregalou os olhos. Ele definitivamente possuía algum desvio mental se achara que ela realmente ficaria exposta. ''Eu não vou ficar nua! Não vou ficar nua na sua frente. Não vou ficar nua na frente dele!'' Apontou o dedo em direção a Killian que fingiu estar ofendido.

''É uma pena que essa não seja uma opção sua. Levante os braços.''

''Não!''

''Regina, levante a porra dos braços. Não teste a minha paciência.''

Uma nova onda sinistra de medo se acomodou nas veias dela. Ele até então parecia emburrado, mas definitivamente não parecia uma fera pronta para atacá-la. Pelo menos não parecia enquanto estava no galpão. Porém, apesar dos gritos de ordens e menções em sua face de que a esbofetearia se a mesma não acatasse com sua ordem, ela encontrara a petulância em algum lugar deste caos.

''Não vou.'' Insistiu.

Ele bufou. ''Bela hora para a Regina audaciosa dar as caras.'' Ela fez pouco caso. ''Levante-essa-porra, agora!'' Sibilou pausadamente.

Encolhida contra as barras de proteção, ela negou com a cabeça. Sabia que estava passando dos limites e testando, o que parecia ser, a pouca paciência do homem. Young respirou profundamente mediante a afronta. Não estava para brincadeiras, então, puxou grosseiramente a barra do vestido, tendo dificuldades de passar pela cabeça uma vez que Regina se debatia em suas mãos. Ela o encarou enraivecida. Poderia jurar que se as íris de seus olhos soltassem raios, certamente ela o teria fuzilado. Mas quando deu-se conta de que estava seminua, tentou cobrir-se com as próprias mãos. Não olhou para o rapaz de cabelos pretos, porém podia senti-lo comendo-a viva ao seu lado. ''Agora vamos nos livrar do resto.''

Um gritinho de vitória podia ser ouvido, fora Killian comemorando. Um pouco diferente das outras feições, esta tinha ainda mais pavor. Ele queria-a mesmo totalmente nua? Ela deslizou para sentar-se. Ficara como um embrulho de presente no chão. Achara que esta seria uma escapatória. Certamente ele teria que fazer força para levantá-la, mas pensando bem, ela fora magra demais e até mesmo uma criança de pouca idade conseguiria carregá-la. Fora ingênua por pensar isso. Mas o que poderia fazer? Fugir para o interior do iate e ser jogada nos ombros pelo brutamonte que estava enfurnado lá dentro? Segurou as lágrimas que imploravam passagem para descer. Estava perdida.

''Por favor, não abusem de mim.'' Ela sussurrou como uma suplica.

Daniel balançou a cabeça, rindo. Ele agachou-se diante dela. ''Acha que vamos transar? Acha que faremos um ménage com aquele porco imundo?'' Regina ficou tentada a rir, mas não o fez. Porco imundo era um adjetivo que caia muito bem ao seu sequestrador. ''Não vamos transar, querida.'' Levantou a cabeça de Mills com um dedo sob o queixo.

''Isso não seria uma má ideia. Não me incomodaria nem um pouco.''

A voz incomodativa de Killian penetrou o ouvido de ambos e Daniel grunhiu, mas preferiu ignorar. Sempre preferia ignorá-lo. Seu meio-irmão, qual não tinha a menor afeição, era um pé no saco.

''Se não vamos... Por que está me pedindo para ficar nua?''

''Querida.'' Alcançou algumas mexas dos cabelos dela e deu inicio a uma pequena caricia que não fora bem recebida por ela. ''Primeiro, eu não peço, eu mando. Segundo, você verá. Agora, levante-se.'' Ele voltou a ter a coluna ereta, sentindo algumas pontadas com o exercício.

''Não vou.''

''Puta merda.'' Ele coçou a testa. ''J, seja útil para algo nessa vida. Levante-a.''

Não que ele a achasse muito pesada, obviamente que não, mas tinha consciência que a esbofetearia quando estivesse tentando levantá-la enquanto a mesma alavancaria para baixo.

''Com todo prazer que me é concedido.'' Killian seguiu reto e parou diante dela. A mulher fora tão frágil e ele queria tanto estar dentro dela. Queria estragar um pouco mais com sua vida e depois fodê-la novamente para que ela tivesse ciência que os homens estão um pouco abaixo de Deus e que as mulheres servem apenas para realizar seus desejos mais pecaminosos. Fora dessa forma machista que ele pensara. ''Vamos lá, boneca.'' Segurou-a pelas axilas e com um solavanco, tirou-a do chão. Regina continuou mirando o nada. Não queria vê-lo. ''Puta merda, você cheira a uma magnifica trepada.'' Inalou o aroma do pescoço dela.

''Foda-se.''

O meio-irmão mais novo arregalou os olhos e sorriu logo depois. Gostava desta garota. Antes que suas mãos fossem parar nos seios de Regina, Killian foi atirado para escanteio pelo mais velho. ''Cai fora.'' Daniel ordenou.

''Se pensa que vou acatar com sua ordem, está muito enganado.'' Regina murmurou, mirando o mar por sobre o ombro.

Um passo a frente e Daniel podia respirar o cheiro natural da pele de sua amante. Ela estava extremamente linda com a sombra dos raios solares deslizando pelo corpo, que agora, estava pálido, mas não menos bonito. Os cabelos encontravam-se longos diante da ausência de uma profissional para deixá-lo do modo que sempre fora: curto. Aproveitando a falta de atenção de Regina, ele desabotoou rapidamente o sutiã na parte da frente. Ela pulou de susto, sustentando o tecido sem alça contra o peito. Tentou enfiar os botões novamente dentro da casa, mas Daniel a impediu, puxando-o por um dos lados e deixando-a completamente nua da cintura para cima. Ela se tornou ofegante com os braços protegendo os seios. E os xingamentos de aprovação vindo de Killian a deixava ainda mais trêmula. Ela projetou todas as forças na mão e puxou o sutiã, mas Daniel sacou novamente. ''Dei-me isso!'' Berrou. ''Por favor.'' Desta vez, sussurrou. Estava esgotada e lutar contra ele parecia não ser uma opção.

''É isso o que você quer?'' Balançou o tecido em frente ao rosto dela.

''Sim. Por favor, me dê isso.'' Fez menção de puxá-lo, mas ele afastou.

Regina o fitou apreensiva quando ele pôs um fim no espaço entre os dois. O homem gesticulou para que a mesma abrisse a mão, e assim ela fez. Ele jogou a peça para baixo, mas para desespero dela, o sutiã caiu na planície azul que fora o mar de Miami. ''Ops.'' Daniel disse e ela que estava com a atenção focada no tecido boiando, o olhou desesperada. ''Parece que agora ele vai servir para sufocar e matar algum golfinho. É uma pena.''

Esquecendo-se totalmente de sua nudez, Regina o atacou, esmurrando o peitoral dele e gritando palavrões. Dizer que estava furiosa seria um eufemismo. O rapaz de olhos oceanos divertia-se bastante aponto de descansar as mãos nos joelhos para gargalhar.

''Você não podia ter feito isso!'' A voz dela demostrava desespero e estava a ponto de chorar, então, percebeu que não havia motivos para continuar segurando as lágrimas e terminou desabando. ''Eu odeio você.'' Gritou através do motor do iate que começara a diminuir o volume, anunciando que estava estacando.

''Estou bastante triste por isso.'' Ele deu de ombros.

''Devo chamar Vikram para esse espetáculo?'' Killian se pronunciou, tentando recuperar-se do ataque de riso. ''Mas não sei se ele gostaria de presenciar esse escândalo, porém com certeza ficaria atentado em colocar a boca nesses seios.''

A realidade caiu sobre a cabeça dela. Estava com os seios expostos em frente a ele. Encontrava-se cheia de raiva e com a vergonha preenchendo lhe até a cabeça. Com um pouco de dignidade que ainda lhe restava, voltou a escondê-los. Retornou a mirar Daniel e ele tinha de volta a cara fechada. ''Vikram fica fora disso.'' Disse para Killian, no entanto, era para ela que ele estava olhando. Agachou-se e segurou a perna de Regina quando percebeu o reflexo de que ela o chutaria. ''A Regina audaciosa está mesmo de volta.'' Despontou um sorriso nos lábios. ''Agora, fique quieta!'' Ordenou. Ela ficou quieta, mas agitou-se novamente quando notou a intenção dele.

''Pare!'' Gritou. Seria mais fácil para ela não tentar conciliar duas coisas: tapar os seios e evitar que Daniel arrancasse sua calcinha a fora. ''Eu não vou deixá-lo fazer isso.'' Segurou o ombro dele e o empurrou, mas fora em vão, ele continuou no mesmo lugar. ''Socorro.'' Vociferou enquanto o Sol queimava suas lágrimas. Gritara para o nada pois percebera agora que estava em alto-mar e fora do alcance de olhos e ouvidos para ajudá-la. ''Por favor, não.''

Sem importa-se com quem foi um dia a sua fiel concubina, Daniel deslizou a calcinha de Mills para baixo. Ela segurou, mas como esperado, ele vencera dela mais uma vez. Ela fechou os olhos e deixou que o choro a consumisse por inteira. Cobriu a nudez da forma que pôde, mas sabia que estava exposta o suficiente para que os dois homens pudesse contemplar suas vergonhas. Regina virou o rosto quando Daniel tomou seus pulsos e os amarrou com a corda. Não existia nem um pingo de surpresa dentro dela quanto a isso. Quando mirou o objeto nas mãos do mais novo, sabia exatamente qual seria o seu fim. Seus olhos estavam fechados e seu coração estava dando adeus a sua vida. Era assim que o conseguia sentir, batendo rapidamente para logo depois, descansar eternamente. Não queria se entregar facilmente ao seu cruel destino, mas que chance teria de escapar dele? Seus pés começaram a se arrastar para um trampolim que dará um salto direto para o mar. Ela respirou profundamente e fora posicionada de costas. Perdera a vergonha quando dois sentimentos opostos lhe tomou, o de dor e incerteza. Mal sabia o motivo de sua sentença e pelo que parecia, continuaria sem saber.

"Não acredito que não terei a oportunidade de desfrutar dessa mulher. Puta que pariu." Killian murmurou, insatisfeito, mas bastante atento a silhueta mais bela que já vira na vida. 

"Que triste para você, não?" Daniel retrucou para o irmão e analisou Regina. Estava confuso e curioso. "Você não vai gritar, espernear e fazer um show como de costume?"

Regina ergueu os olhos vermelhados. Sua palidez era agora ainda maior. "Vai adiantar alguma coisa? Se eu implorar, vai me deixar viver?"

"Não."

"Foi o que pensei" Sussurrou. "O que fiz para estar aqui?"

Daniel estava de saco cheio das mesmas perguntas que a mulher fizera desde que despertou desmemoriada. Mas, não faria mal algum para ele lhe contar pelo menos uma parte do motivo. "Você destruiu meu plano onde tinha em jogo milhões de dólares."

Os pés dela agitaram-se um pouco sobre a superfície branca. "Eu? Como?"

"Se apaixonando pelo meu maior inimigo."

Lágrimas voltaram a se derramar pelas bochechas dela. Tudo agora fazia sentido. Ele daria cabo a sua vida pelo maldito vil metal. Mirou o próprio ventre. "Pelo seu filho... Não faça isso."

Com um movimento, ele sacou um revólver de dentro do terno e ela recuou, indo direito para a ponta do trampolim. "Não me importo com ele. Assim, como não me importo com você." Mentiu. E o som da trava foi ouvida.

Ela desviou os olhos para Killian. Estava implorando por ajuda. "Não posso fazer nada por você, garota. Quando meu maninho coloca uma coisa na cabeça, não tem Deus que tire."

Maninho? Eles eram irmãos? Então, a ficha dela caiu, mas não pretendia se concentrar nisso. Esta nova informação era o de menos. Estava à beira do precipício para ser abraçada pela morte, era isso o que importava.

"Está na hora de você encontrar sua amiguinha, querida." Ele disse e ela parecia confusa. "A peixinha tão desmemoriada quanto você. A Dory."

O conhecido som da risada de Jones fez o estômago de Regina dar saltos ornamentais, mas não vomitou. "Você não está pensando bem." Regina advertiu. "Não faça isso conosco." Apertou o ventre, chorando como uma criança.

"Tarde demais. Já pensei e repensei. E cheguei a conclusão de que você morta é o melhor para todos." Tentou soar pouco sentimental e conseguiu graciosamente. "Agora, dê alguns passos para trás." Apontou o revólver em direção a ela.

Ela engoliu a seco, mas continuou parada. ''Por favor..."

"Não me faça começar uma contagem regressiva." Manteve-se duro. "Vamos lá, querida. Dê apenas alguns passos para encontrar o seu final feliz."

"Não posso." Sussurrou, trêmula. Podia sentir a morte cantarolar em seu cangote. 

Daniel respirou fundo. "Você quem pediu." Ele começou. "Três." Regina ainda estava estática. "Dois." Sua mão começara a tremer. Não desejava acertá-la com um tiro. "Um..."

Quando ele fez menção de abrir a boca para o último número, Regina despencou para trás. Seu corpo pareceu pairar no ar aos olhos de Daniel Young, como um anjo que mantivera-se acima das nuvens. Então, caiu em um estrondo no mar. Os ouvidos dela tornaram-se surdos e suas pernas pesadas, mas continuou tentando lutar contra a corrente que tentara puxá-la para a escuridão do oceano. Suas mãos estavam amarradas, mas sua mente aberta o suficiente para guerrilhar à favor das duas vidas jogadas à própria sorte... A sua e a de sua criança.

***

O Sol de Miami era mesmo convidativo, mas ele não gostava e nem se sentia confortável com a meia-dúzia de pessoas intrometidas em seu iate. Preferia o ar-condicionado de seu escritório, a sua confortável cadeira e, principalmente, o bom e estimável silêncio digno de um centro budista. "Quando podemos dar essa merda de mergulho? Preciso ir para a Locksley." Murmurou irritado observando um outro iate um pouco a frente, se distanciar.

"Hoje é sexta, Robin. Ninguém trabalha dia sexta-feira em Miami, caralho! Relaxa e aquieta essa bunda e aproveita esse dia." Emma disse. Ela estava deitada em uma espreguiçadeira. Bela como sempre em um biquíni branco e com um óculos escuro encaixado nos cabelos dourados da cabeça.

"Eu trabalho! E olha a boca. Você tem que parar de xingar, porra." Ele revirou os olhos quando na verdade sentira vontade de rir ao escutar a gargalhada de sua irmã. "David. Então?" Lançou um olhar matador ao rapaz ao seu lado.

"Calma, irmão. Só um pouco mais a frente e daremos a merda desse mergulho, ok?" Ele avisou com um celular pendurado no ouvido, e dessa vez, fora Arthur quem riu.

Os três homens encontravam-se na beira do penúltimo deck e abaixo do deck que ostentava uma piscina de borda infinita. Robin estava começando a rosnar novamente quando ouviu David, através do telefone, dar ordens para escorar a embarcação. "É aqui." O loiro avisou.

"Nossa! Quanta diferença daqui para alguns metros logo atrás."

O Locksley mais novo balançou a cabeça em negação enquanto ria. "Como Emma disse: relaxe. Você está muito estressado."

Robin ignorou e deu alguns passos para trás. Em reflexo, os outros também deram. Na parte traseira deles, havia três mulheres, incluindo Emma, que começara uma contagem regressiva. Ele fuzilou David com um olhar desafiador. O espírito de competição começava a crepitar em suas veias e ele gostava disso. No número um, os três correram para a ponta do deck e saltaram direto para o mar, cada um de sua forma, mas Robin fora gracioso em sua descida de cabeça. Antes que estivessem submerso, o bonito trio escutou o fino grito de animação das garotas. Robin abriu os olhos e se deparou com os dois homens levantando o dedo do meio para ele. Se pudesse, reviraria os olhos e os mandaria para aquele lugar. Então, ele emergiu, para logo em seguida, seu irmão e seu amigo fazerem o mesmo.

"Água gelada do caralho." Arthur resmungou, deslizando a mão pelo emaranhado de cabelos negros. "Isso vai encolher meu pau."

"Não dá para diminuir o que já é microscópico." Robin provocou. Passou a mão no rosto para tirar a água. Suas íris azuis, agora, parecia fazer parte de uma pequena gota do oceano. Fora extremamente atraente.

A gargalhada de David agora parecia ser bem vinda, mas quem não parecia nada agradável, era a vítima da piada. "Não acredito que tem reparado em meu pau, Locksley."

Desta vez, David desabou em uma risada de estourar os tímpanos. Robin fechou a cara e os mandou se foder, mergulhando novamente. De repente, ele virou-se para trás. Como não havia enxergado aquilo? Havia uma mulher completamente nua e amarrada. Pelo que parecia, estava começando a afundar. Ele rapidamente colocou seus braços para nadar em direção a garota, e cada vez que o espaço diminua entre ambos, seu coração o alertava. Era ela! Robin prendeu suas mãos na lateral do corpo inconsciente e a puxou para cima com ele. "Me ajudem!" Ele exclamou em um grito e todos, até mesmo as mulheres dentro do iate, o escutou.

David e Arthur foram rapidamente encontrá-lo. Todos estavam tensos e chocados. "Merda!" O loiro sussurrou. "É a Regina." Encarou o rosto da mulher, mas quando fizera menção em ajudá-lo com o corpo desnudo, Robin recusou.

"Suba e eu a entrego a você." Tentou soar despreocupado, mas preocupação agora lhe parecia um ótimo sobrenome. "Emma." Gritou. "Pegue uma toalha." Ele enfiou o nariz dentro dos cabelos de Regina enquanto empurrava-se até a embarcação. "Ficará tudo bem, meu amor."

Emma ajoelhou-se diante dele que já se encontrava-se em frente ao iate. David subiu e estendeu os braços. "Me dê ela."

Robin parecia infeliz com essa proposta. Ele depositou um beijo doce no rosto de sua ex. "Seja cuidadoso com ela."

"Não é melhor desamarrar as cordas antes?" Arthur propôs, mas Robin já estava entregando Regina a seu irmão. Emma rapidamente tratou de cobri-la.

Ele subiu, em seguida, seu amigo. David caminhou e colocou-a deitada sobre uma das espreguiçadeiras. As outras mulheres logo juntaram-se ao grupo. E Robin tomou o lugar de seu irmão, ficando ao lado de Mills. Ele fixou a boca por sobre a da mulher, determinado a colocar para fora, toda a água que engolira. "Ande Regina. Vamos." Tentou mais uma, duas, três vezes e nem ao menos um sinal de vida. Seus amigos e irmãos ao redor estavam apreensivos. Ele fechou os olhos, e mergulhou outra vez sua boca contra a de sua amada, e desta vez, o corpo dela curvou-se e jogou para fora a água que a manteve sufocada, e ele pôde ouvi-la inspirar desesperadamente em busca de ar. "Graças a Deus." Ele instalou seu rosto no vão do pescoço e a beijou ali. "Consegue me ouvir, querida?"

Robin acariciou gentilmente o rosto esquálido. Regina estava respirando com dificuldade e isso o deixara atordoado. Ela encontrou dificuldade ao tentar abrir os olhos, mas quando o fez, os mirou no pulso, então, Locksley lembrou-se que precisava desamarrá-la. Depois do feito, ele notou a aglomeração ao redor da mulher. ''Se afastem. Ela precisa de ar.'' E assim fizeram.

Regina sentou-se com ajuda de Robin que segurava a toalha contra seus seios. Sua cabeça latejava de modo que parecia existir uma pista de racha residindo o cérebro. Curiosa, fitou a face de cada um, e parou exatamente no rosto preocupado do homem que estava sentado a sua frente. ''Você me salvou?'' Sussurrou.

O coração de Robin vibrou ao escutá-la. Fazia exatos três meses que não ouvia esta voz, que não venerava este rosto. Ele passou o polegar suavemente pela camada branca dos lábios dela, e ela recuou um pouco. ''Sim, querida. Eu a salvei.''

Para a surpresa de todos, principalmente para a de Robin, Regina jogou-se em seus braços. Mais uma vez, desmoronou em lágrimas. ''Obrigada. Muito obrigada.'' Não lembrava-se dele, mas algo naquele abraço lhe parecia familiar. O sentiu depositar um beijo em seu ombro e então, deixou de sufocá-lo. Mas o motivo do afastamento não fora por conta do ato de intimidade proveniente dele, mas por recordar-se de um ser que a acompanhara há alguns meses. ''Meu bebê.'' Acariciou o abdômen ainda plano. Parecia preocupada.

A notícia caíra repentinamente sobre a cabeça dele. Sua testa criara vincos perceptíveis. Sua área de Wernicke mal conseguira trabalhar com o murmúrio que se instalou no deck. ''Bebê? Que bebê, Regina?''

Desta vez, fora a vez dela de assustar-se. Em reflexo, deslizou para fora da espreguiçadeira, protegendo o ventre com as mãos. ''Você me conhece?''

Robin buscou pelos olhos da mulher, e encontrou a mesma confusão em que os seus estavam mergulhados. ''O que está acontecendo?''

Eles não esperavam pelo o que os atingiram. Poderiam jurar que, se ambos não recebessem respostas, enlouqueceriam.


Notas Finais


Então...?


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