História Quarta Dimensão - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Kaisoo, Suchen
Exibições 108
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


I'm Baek ♡

Capítulo 4 - Quem poderá me defender?!


Com os braços apoiados nela e com o olhar preso ao meu. Claro que fiquei incomodado, não estou acostumado com ele me olhando, muito menos com ele sorrindo pra mim.

– Eu escutei sua voz, tem alguém ai? – Kai olhou pra dentro do banheiro e vendo por si só que eu estava "sozinho". – É que eu escutei sua voz... Um tal de Sehun e falando sobre o Luhan. Mas okay, terminei a parte do meu trabalho, então já vou.

"Você vai deixá-lo ir assim? Sem nem roubar um beijo dele ou até mesmo explicações?"

Quando não tenho Sehun no meu pé, tenho Lay. Deus, isso é alguma forma de me castigar por ter jogado pedra na janela dos vizinhos? Ou por ter furado o pneu da bicicleta nova do menino da frente? Mas olha, ele ficava exibindo aquela maravilha cromada na cor vermelha.

Claro que Lay tinha razão em uma coisa, eu queria explicações. Kai ainda é um completo mistério para mim, ele não se abre e não se mostra. As vezes ele parece nem estar ali, seu olhar é opaco e tem aquele maldito fone de ouvido. Tudo bem que adolescente tem mania de andar por ai o tempo todo ouvindo música, mas toda aquela postura do moreno é intrigante e eu sou um ótimo curioso.

– Espera, a gente pode conversar? Tenho refrigerante e pizza de ontem.

....

– Por que disse que jamais poderia me julgar?

Estávamos sentados enquanto comíamos pizza fria e um refrigerante de cor preta, mas sem fazer propaganda. Aproveitei o ambiente para saciar minha curiosidade, afinal, ele não pode me dar uma "meia" resposta e sair andando como nos filmes.

Aquela frase parecia ser carregada de significado e eu quero descobrir cada um deles, quero saber mais sobre a pessoa que disse aquelas palavras, porque ao mesmo tempo em que Kim Jongin sorria para mim, eu via também segredos, mesmo em volta de várias pessoas ele é alguém sozinho. Pelo menos é isso que eu vejo quando paro para analisa-lo. Tudo naquele olhar perdido me faz pensar que o que ele guarda, talvez seja algo maior do que meu próprio segredo.

– Você estava falando com um fantasma, certo?

Olhei em direção ao Lay, ele estava atento a conversa. Ele moveu a mão num sinal para que eu contasse, mas eu ainda tenho medo; medo de contar e não ser alvo dos sorrisos e olhares ao meio as aulas chatas, porque aquele era o melhor momento das minhas aulas, quando eu me virava um pouco para trás e ele sorria para mim e eu podia ver aqueles dentes branquinhos em contraste a pele morena.

Olhei novamente para o moreno e pude ver seu olhar vagar, dessa vez ele olhava para direção em que Lay se encontrava. Ele consegue vê-lo? Seria isso o motivo de sempre estar tão perdido.

– Você pode vê-lo? – Apontei para Lay que se sobressaltou e ficou de pé, numa feição espantada.

"Acho que não seja o caso, ele não pode nem mesmo se comunicar comigo."

– Você não me respondeu e eu perguntei primeiro. – Ele levou um pedaço da pizza até a boca e no final sorriu pra mim.

Canalha, fica fazendo esse joguinho porque não sabe do abismo que tenho por ele, se não ele faria mais.

  – Eu estava falando com Sehun, depois Xiumin apareceu e o Lay ta sentado ali. – Apontei na direção do fanstasma. Kai encarou o local por um tempo e depois abaixou a cabeça. – Sua vez de me responder.

– Eu não os vejo, pelo menos não como você. Preciso ir agora, obrigado. – Resolvi não fazer mais perguntas, aquele assunto parecia ser delicado pra ele, mas assim que eu tivesse oportunidade eu saberia mais.

Levei ele até a saída e ficamos num clima bem estranho, primeiro porque eu não sei nem como comprimentar alguém, um abraço? Um aperto de mão? Qual seria o melhor jeito? Despedidas são vergonhosas, mas ele apenas acenou e saiu com os fones de ouvido e as mãos no bolso da calça. Sinto que já vi essa cena antes.

Dentro de casa o clima era outro, tenho assuntos a tratar com o diabo. Encarei os três fantasmas e suspirei pesado. Não sei se tenho paciência para Oh Sehun, nem sei se quero ouvir aquelas desculpas. Levantei o dedo e apontei para Sehun.

Resolvi não prolongar a bronca que daria ao Sehun, já que esse era claramente a ocupação do Xiumin e isso significa que ele é o pai que a gente respeita.

Durante o decorrer do dia nada aconteceu de diferente, somente as mesmas coisas, Sehun me implicando e querendo ver TV, Lay pedindo pra colocar num canal pra maior de idade e Xiumin se perguntando o que tinha feito de errado.

Já eram quase sete da noite quando o som da campanhia tocou, me levantei do conforto da meu sofá e fui atender a porta me dando de cara com Jongdae. O que ele fazia lá em casa com duas malas era a questão. Mas como um bom amigo que eu era, o puxei pra um abraço.

– Antes que me pergunte, estou fugindo da vida agitada, minha mãe quis se mudar novamente e eu me recuso a ficar mudando, então me deixa ficar aqui? Eu ainda não tenho dezoita, mas assim que der...

– Larga disso, eu moro praticamente sozinho, pode ficar o tempo que for necessário. Mas tenho minhas regras, antes de te falar, coloca sua mala no meu quarto, eu estou usando o da minha mãe então fica com minha cama, mas olha lá o que você faz em cima dela, se eu ver qualquer sujeira e isso inclui goza, você fica sem pau.

Jongdae bateu continência e eu quis socar aquela cara fofa. Subiu em passos apressados com as duas malas, que eu me recusei a carregar porque não sou obrigado. Encarei meus fantasmas e fiz sinal pra eles ficarem caladinhos, pelo menos até eu explicar essa história pro Dae.

Apesar de sermos primos, mesmo quando crianças ele vinha passar alguns dias aqui, isso antes de se mudar pra três cidades diferentes no mesmo ano. Não estudávamos na mesma escola, então só nos viamos quando tinhamos tempo ou folga. Quando ele foi embora eu chorei por dias, eu era uma criança sólitaria e que só tinha ele de amigo, já que eu não era muito sociável.

A mãe dele – minha tia – é uma modelo e das muito requisitadas, por isso ela viaja muito, quando Dae era criança ele não tinha opção, pelo visto ele resolveu se rebelar, mas depois eu pergunto como "isso" aconteceu.

Ele desceu as escadas com um sorriso enorme e se sentou em minha frente. A eu tinha me esquecido como o rosto dele era fofo. Andei até ele e o abracei forte, daqueles de urso, e meu Deus, que cheiro bom! Meu Dae ficou tão bonito.

– Viado enrustido, senti sua falta também, mas você 'tá me deixando sem ar. – Afroxei o abraço e fiquei tocando seu rosto, porquê gente, se tem uma coisa que eu invejo no Dae é aquela pele de "bebê".

– Você ficou tão fofinho; E as namoradinhas? – Ele me deu um soco no braço e eu grunhi de dor, claro que era drama porque eu gosto de ser mimado e agora vou ter alguém pra fazer isso.

– Se você falar namorada de novo eu te bato e não vai ser no braço. – Ele apontou o dedo pro meu "acessório" entre as pernas e eu não evitei gargalhar pra depois encará-lo. – Ah Soo, desculpa eu me esqueci dessa sua cara. Não te ameaço mais, olha eu faço até um jantar gostoso pra gente. – Meu olhar pistola sempre funciona.

– Vou te falar das regras; eu odeio bagunça, então tente não deixar louça acumulada na pia, eu não me importo de lavar a do almoço e você pode lavar a da noite. A empregada vem uma vez por semana pra fazer uma faxina pesada, mas eu gosto de manter a casa limpa, então pelo menos uma vez na semana tente limpar seu quarto. Sem roupas jogadas no banheiro ou no quarto, sem lixo em qualquer comôdo e por tudo que é mais sagrada, se for trazer alguém aqui pra transar me avisa.

– Você fala como se eu ficasse com todo mundo que vê pela frente, sabe que sou do tipo romântico. – Isso é verdade, Jongdae é um grande advogado do amor.

– Eu sei. – Olhei pra trás e vi os três fantasmas conversando, ai Deus, eu preciso falar pro Dae. – Tem mais uma coisa sobre mim que você precisa saber, mas prometa não rir e nem me chamar de louco.

– D.O Kyungsoo, se você engravidou alguém eu preciso saber. – Dei um tapa na nuca dele, sua mão alisou o local e sua cara era de dor. – Hyung, se você for ser pai eu preciso saber.

– Se fosse isso eu estaria menos infeliz, a questão é que eu vejo fantasmas, pra ser exato, três. Quero dizer, as vezes outros fantasmas aparecem, mas eles logo somem, queria que Sehun fosse desses. – Sehun me encarou e apontou o dedo. Juro que se ele fosse vivo eu quebrava aquele dedo.


Notas Finais


O capítulo de hoje é esse.
Nosso Dae apareceu, finalmente!
Logo começo meu SuChen ♡


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