História Quarto 201 - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, D.O, Xiumin
Tags ?2concursoexofanfics?, Baeksoosónaamizade, Dtehospital
Exibições 16
Palavras 2.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Canibalismo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um concurso, estou viciada haushuahahahs Algumas poucas referências sobre Hannibal a série (Amo) espero que gostem.

Capítulo 1 - Único




Seul, 2015

 A neblina cobria o vasto corredor até o hospital, azar o meu não poder ir de carro. Dr. Minseok me comunicou que precisavam de mim urgente, fazia um ano que eu não vinha aqui, esse lugar continua sinistro.

  Chego ao portão e sou recebido por um dos enfermeiros, no crachá dizia que seu nome é Jongdae, ele sorri alegre e me cumprimenta. 

- Bem vindo de volta, dr. Kyungsoo.

-   Obrigado.

Ele abre espaço e finalmente volto a pôr os pés naquele lugar.


{...}

 Sou recebido na sala do diretor. Minseok continua com seus traços infantis e seu rosto de um adolescente 

- Kyungsoo! É tão bom te rever - Me abraça. 

- Igualmente.

Sento-me e ele pega uma pasta. 

- Aqui está o relatório do paciente 201 - Me dá a pasta.

 -  Ele que atacou a enfermeira? 

- Sim, é a primeira vez que uma coisa dessas acontece - Suspira - Oh Sehun era um garoto tão calmo, estava respondendo ao tratamento bem.

O telefone toca, Minseok troca poucas palavras e desliga.

- Continuando, ele nega ter tido algum envolvimento com a enfermeira. 

- Ele estava agindo estranho antes do acontecimento? 

- Ele ficou um pouco bravo quando soube que a enfermeira iria ser transferida. 

- Interessante, quando vou falar com ele? 

- Só espere um pouco, falta mais alguém chegar. 

- Quem? 

 - Um amigo meu.

 - Que misterioso - Ele ri.

Três batidas na porta são dadas, Minseok manda entrar e um dos enfermeiros junto com um homem. 

- Obrigado - O homem misteriosos agradece e o enfermeiro saiu - Finalmente cheguei. 

- Finalmente mesmo, Maryland não fica tão longe assim.

O homem senta-se ao meu lado, cruza as pernas. Suas roupas são bem peculiares, estava frio, mas não tão assim, ele trajava um sobretudo preto que ia até suas coxas, uma calça social da mesma cor e luvas grossas e pretas. Sua pele branca se destacava nessa negritude. 

- Kyungsoo, esse é Byun Baekhyun um renomado médium; e Baekhyun esse é o dr. Kyungsoo um psiquiatra, ele trabalhou aqui alguns anos e é especialista em psiquiatria forense.

Se cumprimentamos e voltamos nossa atenção a Minseok.

- Como falei a vocês, aconteceu aquela atrocidade semana passada, o paciente está fortemente sedado e se vocês quiserem podem tentar falar com ele. 

- Por mim tudo bem - Respondo e o médium concorda.

 - Excelente.


{...}


 Todos nós fomos até o quarto 201, onde o paciente em questão estava. Na porta estava dois enfermeiros vigiando o paciente.

 - Ele está meio sonolento, boa sorte.

   A porta é aberta, o garoto estava encolhido num canto da parede.

- Quer falar com ele primeiro? - Baekhyun pergunta. 

- Sim.

 Me aproximo com cautela, o corpo do garoto treme e pude ver feridas em seu braço ainda recentes.

 -  Bom dia.

 Sento-me no chão e ele olha para mim, seus olhos estavam fundos com olheiras fundas, como se não dormisse há dias.

 - Sou dr. Kyungsoo, qual o seu nome?

 Nada. Ele ficou me analisando como se soubesse algo sobre mim.  

- Não quer falar comigo?

Novamente nada. Suspiro cansado e me levanto, o garoto me segue com olhar e começa a encarar Baekhyun. O médium se aproxima e senta-se igual a mim, só que na frente do garoto. Ele sorri e tira uma de suas luvas.

 - Posso tocar em sua mão?

O garoto une as sobrancelhas em  dúvida, porém ele cedeu e colocou sua mão sobre a do médium, que fechou os olhos rapidamente. O quarto ficou em total silêncio, olho para trás e observo Minseok conversar com um dos enfermeiros.

 - Obrigado.

A voz de Baekhyun quebra o silêncio, o vejo colocar a luva e levantar. Saímos da sala e eu curioso o pergunto. 

 - O que foi aquilo?

 - Digamos que é um dos meus “dons” - Ri - Um médium nasce com habilidades, e essa é uma das minhas, toda vez que toco ou tocam em mim consigo ver suas lembranças mais recentes.

 - Que incrível! - Digo animado - O que você viu no paciente? 

- Alguns flash, ele tomando medicamentos, ele segurando uma faca ensanguentada, nada que não sabemos, ele estava meio sonolento também. 

- Entendo.

Paramos em nossos quartos. Terei que passar alguns dias aqui até sabermos se Oh Sehun é culpado ou não, os quartos são no fundo do hospital e do tamanho de um apartamento. Dou boa noite e entramos.


{...}

Eram sete e meia da noite, eu estava preparando um jantar simples e apreciando um saboroso vinho. Como não tinha televisão ou WIFI por aqui, não havia nada para mim fazer, o diagnóstico eu irei fazer só amanhã junto a Minseok e todos meus livros são em casa. Eu pensei bem e resolvi chamar Baekhyun para me acompanhar no jantar, já que Minseok morava em um apartamento no centro da cidade.

Desligo o fogão e vou até a porta do meu companheiro e vizinho, bato duas vezes e o médium atende rapidamente.

 - Oi, aconteceu alguma coisa? 

- Olá, só queria perguntar se quer me fazer companhia no jantar?

 Ele sorri e me acompanha até meu quarto, ele estava sem seu sobretudo e sapatos formais, seus braços eram pálidos, ele ainda trajava as luvas negras.

 - Quer ajuda no jantar? 

- Não precisa, já estou acabando.

 Ele se senta e fica me olhando terminar a comida.

 - Então, porque saiu daqui? - Ele pergunta.

 - Surgiu uma oportunidade no exterior e eu não podia recusar, mas os anos aqui foram bons - Pego os pratos - E você o que fazia em Maryland?

 - Eu estava ajudando em um caso no hospital de Baltimore, junto a agente do FBI.

 -    Qual era o caso? 

- Sobre o estripador de Chesapeake.

 -   Eu já li sobre.

Sirvo o jantar, encho nossas taças e sento. 

 - Sobre seu antigo parceiro, qual era seu eu nome mesmo?

 - Park Chanyeol, um agente especial do FBI ele é profiler de criminosos. 

- Eu ouvi bastante dele, um caso bem peculiar ele, um agente que consegue recriar cenas de crime na visão do assassino.

 - Ele é bastante famoso no FBI por seu talento.

 - E entre os psiquiatras também, no meu atual trabalho ele foi o assunto por semanas.

- Ele ficaria bravo se soubesse disso - Ri - Mudando o assunto porque psiquiatria forense? 

- Porque não? É uma área muito rica da psiquiatria, ver o estado mental dos criminosos, se são psicopatas, sociopatas ou pessoas impulsivas. Porque mediunidade? 

- Eu não escolhi em ser médium, foi algo que aconteceu.

 Ele termina o jantar, coloca tudo no prato e leva para pia. 

- Não precisa lavar - Digo levando meu prato - Eu lavo depois. Vamos continuar nossa conversa. 

- Claro.

Voltamos as nos sentar com nossas taças cheias.

 - Porque você sempre usa luvas?

 - Lembra quando eu disse sobre uns dos meus dons? - Assenti - Essa habilidade é meio descontrolada, toda vez que toco em algo ou alguém consigo ver suas lembranças.

 - Uou. Quando você soube que era um médium? 

- Aos doze, essa época foi conturbada da minha vida, tinha sonhos estranhos e quando tocava em qualquer coisa podia ver as lembranças delas, foi horrível. 

- E por isso optou pelas luvas?

- Meu guia disse que essa era uma habilidade rara e como ela era rara foi pouco estudada, então não tinha como ele me ajudar. 

- Sempre admirei a religião espírita, apesar de ser ateu.

Continuamos a conversar sobre qualquer tipo de assunto. No começo fiquei incrédulo por Minseok escolher um médium, uma pessoa que é “guiado” por sua religião, mas depois de conversar com ele ao longo da noite mudei minha opinião drasticamente.

 - Já é onze horas, acho melhor ir dormir.  

 - É uma pena, entretanto teremos um dia cheio amanhã.

  O levo até seu quarto e volto ao meu. Como eu disse o dia será cheio amanhã.


{...}


           Baekhyun

Olho para o relógio e são três horas da manhã, típico. Senti algo escorrer pelo meu nariz,  passo o dedo e era sangue. 

- Peraí cadê minhas luvas?

 Começo a procurar desesperado, sentindo calafrios passar pelo meu corpo, cada móvel que toco passa imagens rápidas me deixando tonto mais sangue escorre pelo meu nariz até começar a pingar.

 - Está procurando isso?



{...}

  Kyungsoo

 Levanto-me apressado, abro a porta e a porta do quarto do quarto de Baekhyun está escancarada. Minseok junto com enfermeiros me olham assustados. 

Me ligaram três horas da manhã dizendo ouvirem um grito e depois me contam que um dos paciente escapou e um dos nossos investigadores sumir também, cadê a merda da segurança desse hospital?

Os enfermeiros se encolhem enquanto recebem mais sermão, entro no quarto e a primeira coisa que vejo são pingos de sangue no chão e cobertor, o quarto estava revirado por completo. 

- Você ouviu alguma também? - Minseok pergunta. 

- Sim, por isso acordei. 

- Vamos ver as câmeras de segurança.



{...}


Na sala de vigilância, o vigia se desculpa com Minseok enquanto coloca a câmera para voltar minutos atrás. 

- Chega! - O segurança se cala.

Ele aperta o play e o vídeo começa, o corredor está tranquilo até o momento que a porta do quarto é aberta e Sehun saiu junto a Baekhyun que não reluta, Sehun amarra suas mãos e começa a andar com Baekhyun pelo lado oposto da câmera. 

- Pelo sentido que ele foi, só podem terem ido para o terraço - O vigia troca de câmera - Não falei. 

- Chame os policiais do hospital e os enfermeiros e mande todos irem para o terraço.

Minseok sai e eu o sigo, ele anda apressadamente.

 - Por favor, esteja tudo bem - Diz. 

-  Estamos indo para onde? 

- Pro terraço.


{...}



Baekhyun

Eu preciso das minhas luvas, o sangue continua a escorrer, passo a mão pelas minhas narinas tentado de alguma forma limpar o sangue. 

- Me desculpa te assustar assim - O garoto  fica de joelhos em minha frente - É que eu precisava te mostrar, eu não sou um assassino.

 - Eu acredito em você, devolva minhas luvas por favor. 

- Não posso, você tem que ver primeiro e desculpe pelo nariz. 

- Não é sua culpa, estenda sua mão.

 O garoto estendeu a mão e eu quase fiz o que ele queria, porém a porta foi aberta e Sehun é arrastado para longe de mim aos berros, a primeira pessoa a me amparar é Kyungsoo que me envolve em seus braços, esqueço que estou sem minhas luvas toco seu braço e várias imagens vem minha mente, minha cabeça começa a girar, meu nariz volta a sangrar e tudo começa a ficar escuro.


{...}


Kyungsoo

Baekhyun está bem e Sehun fortemente sedado. Enquanto limpo minha camisa de sangue, vejo o médium se mexer na cama e levantar assustado. 

- Calma, está tudo bem. 

- Graças a deus - Ele volta a deitar - Pensei que dessa vez ia morrer. 

- Está tudo bem agora. 

- É, eu acho - Se levanta.

 Ele veste suas luvas e suspira aliviado.

 -  Obrigado. 

- Não agradeça. Quer comer alguma coisa? Você perdeu muito sangue. 

- Não. Posso fazer uma pergunta?

- Claro. 

- Como você teve estômago de matar ela e culpar o garoto?

Meu sorriso começa a se desfazer, meu corpo gela e meu coração dispara.

 - O que você est…

- Não se faça de idiota - Se aproxima - Eu vi tudo.

Levanto e o encaro, seu corpo está tremendo e sua testa está suando. Ele está com medo.

 - Eu não fiz nada, você deve ter se confundido. 

- Eu sei o que eu vi. 

- Então me diga - Sorrio - O que você viu?

 - Você voltou algumas semanas antes do previsto e conheceu a enfermeira no bar, gostou dela e começaram a se encontrar com mais frequência, até o dia em que você a convenceu a vir para o hospital -  Se afasta - Você a convenceu a vir aqui satisfazer seu desejo sádico de matar uma enfermeira e assim fez, a matou a sangue frio e depois arrancou seus rins e os comeu.

 - Ninguém vai acreditar em você. 

- Talvez, mas vou te ajudar, você tem três opções a primeira é que se entregue, a segunda que tente fugir, mas será inútil porque até lá a policia vai ter te pegado e a última é que se mate - Ele abre a porta - Adeus.

A porta se fecha e a encaro. Médium de merda, mas vou fazer o que ele sugeriu, vou acabar com tudo isso, até comigo mesmo.


Notas Finais


Foi isso, espero que tenham gostado <3 Good Lucky for me. Obg bjs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...