História Quase Sem Querer - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Emma Watson, Lauren Jauregui, Vampiros
Exibições 219
Palavras 2.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não pretendia postar hoje, mas deu vontade hahahhah

Espero que gostem. *-*

Capítulo 13 - Ligação


Camila POV

 

 Acordei com a voz da minha mãe no corredor falando com a Sofi, ainda com os olhos fechados fui retomando minha consciência aos poucos, travei minha respiração quando senti um perfume já muito conhecido por mim, abri meus olhos só pra ter certeza do que eu já sabia e lá estava eu com uma perna por cima das de Lauren, braço sobre sua barriga e pra completar meu rosto estava na curva do seu pescoço, “como diabos eu fui parar ali”,  essa era a única coisa que se passava pela minha cabeça enquanto eu me levantava o mais devagar possível de cima dela, quando finalmente estava fora da cama, me virei pra ela, e soltei um suspiro leve ao perceber que ela continuava dormindo, fui ao banheiro fazer minha higiene matinal o mais rápido possível, não queria estar no quarto quando ela acordasse.

 

- Mila! - Sofi disse se levantando da mesa e correndo em minha direção quando me viu entrando na cozinha.

 

- Oi minha princesa. - Eu disse pegando ela no braço. - Você tá muito pesadinha viu? Tá comendo chumbo?

 

- Talvez seja porque eu já tenho cinco anos, eu já sou uma mocinha. - Ela disse revirando os olhos.

 

- Fim de mundo mesmo viu. - Eu disse rindo e colocando ela na cadeira da mesa novamente. - Cadê dona Sinu?

 

- Foi trocar de roupa pra me levar pra aula. - Ela disse voltando a comer.

 

 Apenas confirmei com a cabeça e me sentei na mesa junto com ela.

 

Lauren POV

 

 

 Assim que Camila saiu do quarto abri os olhos, me levantei e fui tomar banho. Quando ela estava acordando resolvi fingir que estava dormindo, pra evitar qualquer conversa constrangedora sobre o modo que ela estava abraçada a mim. Quando eu saí do banheiro, Camila já estava no quarto novamente.

 

- Eu vou tomar um banho rapidinho, ai a gente vai. - Ela disse passando por mim, em direção ao banheiro, sem nem olhar no meu rosto.

 

Depois que ela entrou no banheiro, sai do quarto e fui esperar ela na sala, o que acredito que não foi uma boa decisão, já que a mãe dela estava lá e aparentemente estressada enquanto procurava alguma coisa.

 

- Bom dia. - Eu disse, olhando para ela abaixada no chão, procurando Deus sabe o quê embaixo do sofá.

 

Ela levantou a cabeça e me olhou dos pés a cabeça.

 

- Bom dia. - Respondeu seca e voltou a sua procura.

 

Revirei os olhos e já ia sair da sala, quando Sofia entrou na mesma.

 

- Bom dia Lolo. - Ela disse com um largo sorriso, vindo em minha direção.

 

- Bom dia princesa. - Eu disse pegando ela do chão. - Por que Lolo? - Perguntei com o cenho franzido.

 

- Porque sim. - Ela respondeu sorrindo e depois me deu um beijo na bochecha. - Agora me coloca no chão, porque se eu não for ajudar a mamãe a procurar a chave, daqui a pouco ela tá aos berros. - Ela disse sussurrando.

 

Coloquei ela no chão e fui em direção a cozinha, demorei alguns minutos para finalmente encontrar uma garrafa contendo café, que é o único alimento capaz de aumentar nossa temperatura corporal, não sou muito fã do mesmo, mas já estou ficando sem respostas para a minha frieza, em um sol de matar. Puxei uma cadeira e me sentei na mesa, pra esperar por Camila. Uns quinze minutos se passaram e nada de Camila aparecer, levantei pra ir atrás dela ou iríamos nos atrasar. Quando passei pela sala ela já estava vazia. Entrei no quarto e Camila estava vestida apenas com as roupas íntimas.

 

- Desculpa… eu não sabia que você estava se vestindo. - Eu disse virando pra sair novamente do quarto.

 

- Não tem problema, já que você está aqui me ajuda a fechar esse vestido por favor.

 

Quando virei de novo ela já estava dentro de um vestido branco, com um zíper nas costas.

 

 

Camila POV

 

Olhei para Lauren e ela ainda continuava parada perto da porta.

 

- Você não vai fechar? - Perguntei erguendo uma sobrancelha.

 

- Ah, desculpa. - Ela disse e finalmente saiu de perto da porta, vindo em minha direção e subindo o zíper do meu vestido.

 

- Obrigada. - Eu disse me virando rapidamente, torcendo para que ela não tenha notada que fiquei arrepiada devido a nossa aproximação. - Você já pode chamar um táxi, só vou colocar um salto.

 

- Eu aluguei um carro ontem. - Ela disse enquanto eu me sentava na beirada da cama para calçar os sapatos.

 

- Pensei que você tivesse ido visitar um amigo.

 

- E eu não posso ter feito os dois? - Ela perguntou erguendo uma sobrancelha.

 

- Claro que pode. - Respondi rindo.  - Já podemos ir. - Eu disse me levantando.

 

Ela apenas afirmou com a cabeça e pegou seu celular e minha agenda. Quando chegamos fora da minha casa não consegui evitar uma risada ao ver o carro.

 

- É pra não esquecer dela? - Perguntei, porque o carro era igual o da Emma.

 

- Não esqueço dela nem se eu tiver Alzheimer. - Ela respondeu rindo e abrindo a porta do carro para que eu entrasse. - Mas vamos manter isso em segredo.

 

Apenas neguei com a cabeça e entrei dentro do carro.

 

- O que temos para hoje? - Perguntei quando ela entrou dentro do carro. - Além da entrevista.

 

- Fotos. - Ela respondeu e eu soltei um gemido de insatisfação no mesmo instante. - Não deve ser tão difícil ficar de frente para uma câmera só fazendo poses.

 

- Você diz isso porque não é você. - Eu disse cruzando os braços o que fez ela rir e eu revirar os olhos. - E ontem você disse que não teríamos fotos hoje.

 

- Eu tinha esquecido. - Ela respondeu enquanto ligava o som do carro.

 

*****

 

A sessão de fotos por algum milagre não durou muito tempo, 3 horas da tarde já estávamos saindo de lá.

 

- Eu estou com fome, podemos parar em algum lugar antes de ir pra casa? - Perguntei quando já estávamos dentro do carro.

 

- Claro que sim. - Ela respondeu com um sorriso de lado. - Onde você quer ir?

 

- Tem um Starbucks aqui perto, pode ser lá.

- Sim senhora. - Ela disse dando a partida no carro.

 

 

*****

 

- Anda Lauren, pede alguma coisa, você não comeu nada hoje.

 

Eu insistia para que ela pedisse alguma coisa também, enquanto a garçonete alternava o olhar entre nós duas.

 

- Qual parte do “Eu não estou com fome” você não entendeu?

 

Não respondi nada, apenas cruzei os braços e fiquei encarando ela com a minha melhor cara de brava possível, ela até ficou sustentando o olhar por algum tempo, mas por fim, revirou os olhos e virou pra garçonete.

 

- Traz pra mim um café e um… - Ela puxou o cardápio pra perto. - Um desse aqui.

 

A garçonete apenas assentiu com a cabeça e saiu.

 

- Por que Camz?

 

- Oi? - Ela perguntou franzindo a testa.

 

- Camz, aquele dia lá em casa você me chamou de Camz, por quê?

 

- Hum… não sei, só deu vontade. - Ela respondeu com um sorriso tímido.

 

- Eu gostei. - Disse sorrindo.

 

Antes que ela pudesse responder a garçonete voltou à mesa, trazendo nossos pedidos.

 

- Obrigada. - Agradeci e ela saiu.

 

- Qual a profissão do seu pai? Ele tá sempre viajando? - Ela perguntou puxando o café pra perto dela.

 

- Se eu contar você jura que não vai rir? - Perguntei erguendo uma sobrancelha.

 

- Por que eu iria rir? - Ela perguntou rindo.

 

- Eu nem contei e você já tá rindo, não vou contar. - Eu disse começando a comer.

 

- Desculpa, parei. - Ela disse se contendo.

 

Fiquei encarando ela com os olhos semicerrados, pensando se dizia ou não.

 

- Tá. - Eu disse revirando os olhos. - Mas se você rir, eu vou ficar com muita, muita, raiva de você.

 

- Nossa, não vou arriscar, deve ser muito assustador você com raiva. - Ela disse ironicamente e ainda rindo, quando percebeu que eu continuava séria parou de rir. - Tá, agora conta, já estou começando a achar que seu pai é um stripper, se for eu quero ver.

 

- Não, ele não é um stripper, é bem pior, até preferia que fosse stripper mesmo. - Suspirei fundo e resolvi começar do começo. - O nome dele é Alejandro, ele sempre foi muito religioso, tanto que decidiu se tornar pastor, mas até aí tudo bem, as coisas ficaram um pouco mais insanas, quando ele e um grupo de outros pastores resolveram… é… fundar uma associação… de… como eu posso dizer sem parecer ridícula também?

 

- Eu não vou rir, juro. - Ela disse levando o copo com café até a boca.

 

Confirmei com a cabeça e resolvi contar logo.

 

- Uma associação de caça a vampiros. - Eu disse tão rápido, que as palavras saíram todas emboladas.

 

 

No mesmo instante ela se engasgou com o café que tomava e começou a tossir sem parar, peguei o cardápio em cima da mesa e comecei a abanar ela.  

 

- Ele caça VAMPIROS? - Ela perguntou quando se recuperou do ataque de tosse.

 

- Isso mesmo, eu sei que é idiotice e essas  coisas não existem e tudo mais, mas ele realmente acredita nisso, desde que ele entrou pra essa associação começou a viajar muito o que resultou em muitas brigas entre ele e a minha mãe, porque ele fica mais nessas viagens, do que em casa, mas enfim, é isso.

 

- Ele chega antes de irmos embora? - Ela perguntou séria.

 

- Você tá com medo? - Perguntei sem conseguir segurar a risada pela cara de assustada que ela estava. - Não se preocupe, ele só caça vampiros invisíveis que só existem na cabeça dele e daqueles loucos, mas, não ele não chega antes de irmos embora.

 

Ela apenas assentiu com a cabeça.

 

- Você acredita nessas coisas? - Perguntei voltando a comer.

 

- Não, claro que não, quem acredita nisso né?

 

- Meu pai. - Respondi rindo.

 

- É, só seu pai mesmo. - Ela disse com um sorriso sem mostrar os dentes.

 

*****

 

 Quando chegamos em casa já era noite e Lauren foi para o meu quarto e eu fui ficar um pouco com a Sofi, fiquei com lá até ela pegar no sono. Quando entrei no meu quarto, Lauren estava de costas para a porta, só de roupa íntima, abaixada procurando alguma coisa na sua mala. Bati a porta com um pouco de força, pra que ela notasse a minha presença, no mesmo instante ela se levantou e virou na minha direção, senti meu rosto esquentar e não entendi muito bem o motivo, eu já estava tão acostumada a ver mulheres de roupa íntima, mas com ela eu estava constrangida, não sei, ela tem o corpo tão…

 

 

- Desculpa, eu pensei que você ia demorar mais um pouco. - Ela disse interrompendo minha linha de pensamento.

 

- Não tem problema. - Eu disse tentando fazer a situação parecer o mais normal possível. - Eu vou tomar banho. - Eu disse indo em direção ao banheiro.

 

O problema é que ela estava quase na porta do banheiro e ficamos igual duas patetas, quando ela ia pra um lado eu ia também, quando ela ia pra o outro eu ia também, quando ela parava eu parava.

 

- Okay. - Ela disse rindo e colocando uma mão no meu ombro. - Você vai pra esse lado e eu vou pra o outro. - Ela disse me empurrando pra esquerda e indo para a direita.

 

 Não consegui falar nada, apenas entrei no banheiro e tranquei a porta, me encostando na mesma e soltando a respiração, o que diabos estava acontecendo comigo? Eu não consegui desviar meus olhos do corpo dela, eu fiquei arrepiada com um simples toque e estava com uma vontade quase incontrolável de sentir seus lábios. Quando me dei conta dos absurdos que estava pensando, balancei a cabeça na intenção de afastar os pensamentos e comecei a tirar as roupas pra tomar banho.

 

*****

 

 Agradeci mentalmente quando vi que minha roupa de dormir ainda estava no banheiro e eu não precisaria sair apenas de toalha, quando retornei ao quarto ela já estava devidamente vestida, graças a Deus.

 

- Droga. - Ela disse jogando o celular na cama.

 

- Algum problema? - Perguntei.

 

- Não estou conseguindo falar com Emma. - Ela disse se sentando na cama.

 

- Você quer meu celular emprestado?

 

- Não, obrigada, não é o celular, ela que não tá querendo me atender. - Ela disse revirando os olhos, enquanto eu não conseguia desviar o olhar dos seus lábios.

 

 Apenas afirmei com a cabeça e fui em direção a cama, me sentando de frente pra ela, e seu rosto que estava com expressão irritada mudou para confusa.

 

- Como é beijar uma mulher? - Perguntei.

 

- Oi? - Ela perguntou soltando uma risadinha.

 

- Qual a diferença entre o beijo de uma mulher pra o de um homem?

 

- Hm, eu… eu não tenho muita experiência com homens, mas, hm, não sei explicar. - Ela disse rindo. - Mulher é uma coisa mais suave, mais… não sei, mas é melhor.

 

- Me beija.

 

Ela ficou um tempo me encarando, como se tentasse decifrar se eu estava falando sério.

 

- Você tem certeza? - Ela perguntou alternando o olhar entre meus lábios e meus olhos.

 

- Tenho. - Eu disse mordendo os lábios.

 

- Mas e o seu namora…

 

- Eu tenho certeza. - Eu disse interrompendo a sua fala.

 

 Ela apenas afirmou com a cabeça e se aproximou mais de mim, olhando nos meus olhos ela colocou uma mecha do meu cabelo que estava caída no meu rosto atrás da orelha e depois desviou o olhar para os meus lábios e começou a aproximar seu rosto do meu, quando chegou perto o suficiente, ela ficou alguns segundos só roçando seus lábios nos meus, até começar a me beijar de verdade, ela começou puxando meu lábio inferior com os seus, e ficamos um tempinho assim, só com o beijar de lábios, até que ela pediu passagem com a língua e o beijo começou a ficar mais intenso, sem quebrar o contato dos nossos lábios, me sentei no seu colo, passando as pernas envolta da sua cintura, quando o ar já começou a nos faltar ela desceu seus lábios pelo meu pescoço, comecei a arranhar levemente sua nuca e como resposta senti ela apertando minha cintura, segurei seu cabelo e guiei seus lábios de volta para os meus, mordi seu lábio inferior e quando eu ia aprofundar o beijo novamente o celular dela começou a tocar.

 

- Deixa tocar. - Eu disse, tentando continuar beijando ela.

 

- Não, perae. - Ela disse, virando o rosto pra olhar o celular que estava na mão dela.

 

Não parei, quando ela virou o rosto comecei a beijar seu pescoço.

 

- É a Emma, eu tenho que atender. - Ela disse me afastando um pouco. - Desculpa.

 

- Sério mesmo, Lauren? - Perguntei sem conseguir conter a irritação.

 

- Desculpa. - Ela respondeu mordendo o lábio inferior.

Revirei os olhos e sai de cima dela, levantei e peguei meu celular na bolsa, indo em direção a porta, antes de sair olhei pra ela que me olhou com o olhar de desculpas, fechei a cara e bati a porta com o máximo de força que consegui.

 

- Ai que susto. - Ouvi a voz da minha mãe dizendo da sala.

 

 Eu ia pra o quarto da Sofi, mas já que minha mãe estava na sala resolvi ir pra lá, embora me pareça que ela não sente muito a minha falta, eu sinto bastante a dela, a de todos na verdade, joguei meu celular na mesinha de centro e me sentei no sofá que ela estava.

 

- Aconteceu alguma coisa? - Ela perguntou desviando o olhar da televisão e olhando pra mim.

 

- Não, só tô sem sono. - Menti.

 

- Ahh. - Ela disse afirmando com a cabeça. - Como tá o trabalho?

 

Meu trabalho, a única coisa que ela sempre queria saber sobre mim, eu ia levantar sem responder, mas apenas suspirei e comecei a contar meus últimos trabalhos pra ela, ela adorava saber detalhes desse mundo superficialmente glamoroso.

 


Notas Finais


E ae, a gente bate na Lauren ou na Emma?


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