História Quase Sem Querer - Capítulo 63


Escrita por: ~

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Categorias Austin Butler, Emma Watson, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Austin Butler, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Emma Watson, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Emma Watson, Lauren Jauregui, Vampiros
Visualizações 166
Palavras 1.128
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 63 - Me desculpa?


Camila POV

 

Só por hoje eu queria não ser eu, só por hoje, eu queria ser qualquer pessoa, menos eu.

 

- Camz, por favor, abre a porta. - Lauren disse insistentemente girando o trinco.

 

Eu me encontro sentada na beirada da cama, olhando pra porta, meus olhos pesam com tantas lágrimas, mas alguma coisa não deixa elas descerem, talvez seja porque pela primeira vez na minha vida, eu não tenho ninguém pra me segurar enquanto meu corpo quer desabar.

 

- Camz, me deixa falar com você, por favor. - Lauren pediu com a voz baixa, e parando de girar o trinco.

 

Ela poderia entrar a qualquer momento, bastava ela querer, mas durante os nossos primeiros anos morando juntas, ela sempre usava dessas vantagens que ela tem sobre mim, pra se impor, o que me irritava ainda mais, então ela parou, e tenta usar os poderes o mínimo possível, o que me fez agradecer mentalmente, tudo que eu menos quero no momento é olhar pra ela. Eu não estou com raiva, pelo menos eu acho que não, talvez a palavra certa seja magoada.

 

- Vai embora Lauren, por favor. - Pedi apoiando a cabeça nas minhas mãos e consequentemente focando minha visão no chão de madeira, minha visão começou a ficar turva, então as lágrimas que se prendiam aos meus olhos, começaram a descer silenciosamente.

 

- Me deixa entrar, eu juro que não é o que você tá pensando, a gente estava conversando, então… eu… eu não sei porque beijei ela, mas por favor Camz, confia em mim, eu…

 

- Me dá só um tempo, eu quero ficar sozinha. - Falei interrompendo o discurso dela, que estava fazendo minha cabeça dá voltas.

 

- Mas vamos conversar?

 

- Sim, mas… depois…

 

Demorou um pouco até eu ouvir os passos dela na varanda, então eu soube que ela tinha ido, deixei meu corpo cair na cama, e senti ela me acolhendo, como uma mãe acolhe um filho, as lágrimas já não paravam mais, meu peito parece está se contorcendo, o que torna difícil até respirar, e assim como no momento está sendo difícil respirar, amar também é, mas amar é sempre assim, não é? Primeiro se passa por todo aquele processo de medo, o medo de ser vulnerável a alguém, o medo de se entregar, porque uma vez feito isso, aquela pessoa vai ter você nas mãos, e com isso ela pode te fazer coisas inesquecíveis, tanto boas quantos más, coisas as quais mesmo você não querendo vai levar para o resto da vida, coisas capazes de mudar você de uma forma inimaginável, o amor é cheio de reviravoltas, e numa delas a gente tem que cair.

 

Eu não sei se demorou muito, mas eu acabei dormindo, e também não sei se fiz por muito tempo, o fato é que acordei de sobressalto, fazendo meu corpo se sentar na cama, olhei para o espaço vazio ao meu lado, e no mesmo instante o aperto no meu peito voltou, pela brecha aberta na cortina da janela, eu pude ver que ainda é noite, o lado de fora está completamente escuro, o cheiro de fumaça de cigarro me fez se levantar, me aproximei de uma das grandes janelas, que agora são cobertas por cortinas, e olhei para o exterior da casa, Lauren está na varanda, sentada, fumando, e com a cabeça escorada na coluna que sustenta o pequeno alpendre. Me aproximei da porta e abri, no mesmo instante ela olhou na minha direção, jogou o cigarro no chão e pisou em cima.

 

- Posso entrar? - Perguntou com a voz tímida, e eu apenas balancei a cabeça positivamente, então ela entrou, fechou a porta e parou um pouco distante de mim. - Me desculpa, eu não sei o que deu em mim. - Fez uma pausa e analisou meu rosto. - A gente estava conversando sobre… sentimentos… então, no fim, aquilo me pareceu tão… certo, normal, não sei, eu fui levada pelo momento, eu juro que foi sem pensar, eu nunca faria propositalmente algo que que pudesse magoar você, Camz. - Ela falava tudo muito rapidamente, como se tivesse pensado tantas coisas e agora simplesmente está saindo tudo de uma vez.

 

Antes que ela voltasse a falar, o que claramente pretendia fazer, resolvi eu falar, uma pergunta que está rondando minha cabeça há alguns dias, muito antes do que ocorreu durante a noite.

 

- Você ama ela? - Perguntei, obrigando minha voz a sair, o medo da resposta quase me fazia perder a voz, ela abriu a boca pra responder, mas não saiu nada, pelo menos não nessa primeira tentativa, então resolvi completar minha pergunta. - Sem mentiras, eu quero que você seja sincera.

 

- Eu não sei. - Respondeu com a voz um pouco rouca. - Mas eu amo você, disso eu tenho certeza, eu amo muito você, acredita em mim.

 

- Não faz mais isso? - Pedi com a voz embargada. - Eu não quero mais sentir o que eu senti hoje, eu não quero ter nunca mais essa sensação de perda, por favor. - Involuntariamente uma lágrima desceu pelo meu rosto, o que me fez secar rapidamente.

 

- Eu prometo que não farei. - Disse se aproximando de mim. - Me desculpa? - Perguntou segurando meu rosto entre as mãos e me fazendo olhar pra ela, apenas maneei a cabeça, o que fez ela me abraçar. - Eu amo você. - Disse mais uma vez, deslizando as mãos nas minhas costas, na tentativa de me acalmar, o que com toda a certeza ela já estava conseguindo.

 

Quando ela foi embora, antes de conseguir dormir, eu pensei sobre várias coisas, uma delas foi sobre minha fragilidade, na condição de humana, mesmo que ela nunca tenha se mostrado insatisfeita, eu sei que com o passar dos anos, eu estou mudando, e estou me referindo a mudanças físicas, enquanto ela continua a mesma. Apenas uma vez tocamos no assunto de uma possível transformação minha, na verdade ela que falou, eu disse que nem em um milhão de anos eu iria querer, ela aceitou sem protestar, mas agora talvez seja o momento, mais quantos anos são necessários pra ficarmos com a idade aparentemente desigual? Fixei meus olhos no rosto dela, onde ainda possuía os mesmos traços de quando nos conhecemos, sem sequer uma mudança aparente, a não ser pelos olhos dela, que desde que chegamos aqui um deles está com uma mancha vermelha, que não saiu, e provavelmente não vai mais sair.

 

- O que foi? - Perguntou com o cenho franzido, por eu está olhando pra ela sem falar nada.

 

- Eu quero que você me transforme. - Falei tentando parecer firme, mas por dentro, todas as minhas células dizem que talvez não seja uma boa decisão, é o que eu realmente quero?


Notas Finais


o próximo cap é o último


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