História Quase Sem Querer - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Epga, Filha, Hyoga, Natássia, Paternidade, Romance, Shun
Visualizações 175
Palavras 1.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Contém spoilers do mangá Episode G Assassin e relacionamento amoroso entre homens. Se não curte, não leia. Reclamações quanto a isso serão ignoradas. Aliás, reclamação sobre qualquer coisa será ignorada porque não sou obrigada.

Capítulo 1 - Papai


Os personagens de Saint Seiya pertencem a Masami Kurumada e os do Episódio G Assassin a Megumu Okada. Com minhas fanfics não ganho nada além de satisfação pessoal.

 

QUASE SEM QUERER

Chiisana Hana

 

Capítulo I - Papai

– Shun, você pode me ajudar? – Hyoga pediu ao telefone.

Shun geralmente sabia o estado de espírito do amigo somente pelo tom da voz, mas dessa vez não soube interpretar direito. Achou que ele parecia no mínimo confuso. O tom era urgente, mas ele também parecia feliz.

– O que houve? – perguntou o cavaleiro que tinha se tornado médico. – Alguma coisa séria?

– Eu fiz uma coisa… Onde você está? No hospital?

– Sim, estou de plantão hoje. Você está me deixando nervoso, Hyoga.

– Posso ir aí?

– Claro. O plantão está tranquilo, mas venha logo porque esse mistério todo está me deixando louco.

– Estou indo. Me espere.

Cerca de meia hora depois, Hyoga bateu à porta da sala do Dr. Amamiya. Era incrível que Shun tivesse conseguido tornar-se um médico depois de tudo que tinha passado. O vestibular difícil, o longo curso, a residência, ele tinha passado por tudo e agora construía uma bela carreira como emergencista.

Shun abriu a porta e cumprimentou Hyoga, mas logo olhou para baixo e viu uns bracinhos infantis agarrados à perna do amigo. Abaixou-se para ficar na altura da criança e estendeu a mão, ainda sem compreender. A menina olhou desconfiada para ele, mas segurou a mão oferecida.

– Olá. Eu sou o Shun – ele cumprimentou a menina de cabelos e olhos cinzentos, sorrindo de forma amigável.

–  Papai, ele é seu amigo? – ela perguntou a Hyoga, ainda desconfiada.

Shun ergueu o olhar para Hyoga como se tivesse sido espetado por uma das rosas de Afrodite.

– Pa-pai? – ele perguntou, incrédulo, erguendo as sobrancelhas. Até ontem Hyoga não tinha filha nenhuma.

– Era isso que eu precisava te contar – disse o russo.

– Bom, eu estou muito surpreso – declarou, convidando-os a entrar na sala. – Entra e me explica direito isso.

– Ainda não posso explicar direito – ele disse e apontou para a menina. Shun entendeu que ele não queria falar na frente dela. – Eu vou te contar tudo depois, mas o fato é que decidi ficar com ela. Eu nem pensei, só resolvi e pronto. Queria que você a examinasse para ver se está bem mesmo. Tivemos um… problema...

– Claro – ele disse, pegando o estetoscópio e o termômetro e dirigindo-se à menina. – Como você se chama?

– Natássia! – ela respondeu alegremente. Já não parecia desconfiada. – Papai me deu esse nome e é tão lindo! Eu amei!

– É um lindo nome, sim – Shun disse, auscultando o coração e os pulmões dela. – Agora respira bem fundo. Isso mesmo.

Shun prosseguiu o exame, aferiu a temperatura, checou a garganta, tomou-lhe o pulso.

– Aparentemente ela está ótima – ele concluiu, ao terminar de examiná-la. – Vou pedir alguns exames por precaução. Coisa simples, tipagem sanguínea, hemograma completo, essas coisas.

– Isso. Peça um check-up completo. Amanhã trago ela pra fazer.

– Posso fazer agora, dou um jeito de encaixar como urgência, o laboratório faz tudo logo e em algumas horas fica pronto.

Hyoga assentiu e Shun rapidamente fez as prescrições e levou os dois para o laboratório de coleta.

– Segure ela bem – advertiu o médico. – Crianças são imprevisíveis quando veem a agulha…

– Agulha? – Natássia perguntou, arregalando os já grandes olhos cinzentos. – Agulha não, papai!!

– É só uma picadinha, Natássia – Hyoga disse, tentando confortá-la com um afago, mas Natássia começou a gritar e se debater e ele precisou segurá-la realmente com força.

– Eu te avisei – disse Shun, ajudando Hyoga a segurá-la quando o técnico veio com a seringa.

– Pronto. Acabou. Não precisa mais chorar – Hyoga disse, acalentando-a depois da coleta. – Foi só para saber se você está com saúde, querida.

– Não quero mais agulha!! Nunca mais!

– Não vai ter mais…

– Você prometeu que ia me proteger do que me dá medo!

– Sim, mas isso é para o seu bem, querida.

– Que tal um pirulito? – ofereceu Shun, mostrando a ela o doce em formato de coração que costumavam oferecer às crianças na coleta.

Natássia pegou o doce e enfiou na boca. Rapidamente parou de chorar. Sorrindo, Shun os chamou para voltar a sua sala. Entretanto, quando se dirigiam para lá, ele recebeu um chamado pelo sistema de som do hospital.

– Eu preciso atender – ele disse. – Fiquem na minha sala e me esperem. Precisamos conversar.

Hyoga fez o que ele disse. Quando Shun voltou à sala, cerca de meia hora depois, Natássia já tinha dormido no colo do novo pai. Ansioso para saber o que estava acontecendo, Shun aproveitou o momento.

– Agora que ela dormiu, você pode me contar o que está acontecendo? – perguntou. – Não entendi nada.

Depois de um longo suspiro, Hyoga começou a falar sobre a batalha onde enfrentou a menina enquanto ela estava possuída pelo “deus do Mar”, sobre a “morte” dela e como ele quis preservar o corpo colocando-o em um esquife de gelo.

– Aí de repente alguma coisa aconteceu e ela estava viva – ele concluiu. – É isso. Ela era um amontoado de cadáveres, mas de repente, não sei como, criou vida. Não lembrava de nada, era como se ela tivesse nascido ali naquele momento. Estava tão assustada, com tanto medo... Ficou me chamando de pai... Então eu decidi… Eu sei que é loucura, ainda não dá nem pra saber o que ela é, se ela é humana… Tem forma humanoide agora, mas não sei. Só sei que eu não podia largá-la por aí. Não sei de onde ela veio e creio que vai ser impossível descobrir. Não sei nem se ela é deste mundo, deste tempo… Você sabe, muitas coisas fora do comum acontecendo nos últimos dias. Tem um Shura adolescente andando por aí!

– Logo teremos uma ideia do que ela é… – Shun disse, referindo-se aos exames. – Não se preocupe, o pessoal daqui do hospital está acostumado com coisas diferentes…  Se houver algo, não vai sair daqui.

Hyoga assentiu e Shun, que estava sentado numa cadeira de frente para ele, aproximou-se um pouco mais e segurou a mão do amigo.

– O que você está fazendo por ela é de uma coragem imensa, Hyoga – Shun disse. – Já é difícil quando você se torna pai de um bebê que esperava, tratando-se de uma criança maior, totalmente inesperada, e sendo você um homem solteiro, a coisa fica ainda mais complicada.

– É, sei que vai ser complicado, mas não podia simplesmente ignorar essa criança que foi usada pelo mal, seja lá o que ela for.

– Quero que saiba que pode contar comigo para o que precisar. Você não está sozinho, não. Eu vou te ajudar a cuidar dela.

– Eu agradeço demais, Shun. Por tudo que sempre fez por mim, desde aqueles tempos, os tempos de batalha, até agora...

– Estarei sempre aqui pra você. Sempre.

– Sabe, eu não estou fazendo isso só por ela – Hyoga confessou a Shun, num tom envergonhado. – É por mim também. Estou com trinta e quatro anos... Sempre me virei bem sozinho, pelo menos acho que sim, e até gostava dessa liberdade, mas cheguei a um ponto em que estava sentindo falta de alguma coisa que eu não sabia o que era. Tenho dinheiro, meus negócios vão bem, tenho um apartamento confortável, sou bonito. – Shun riu. – O que é? Eu sou. Não negue.

– Você é – Shun admitiu.

– Mas ainda faltava algo – Hyoga prosseguiu. – Então ela apareceu e eu soube. Eu podia deixá-la no orfanato e seguir minha vida, apenas checando de vez em quando se ela estava bem, mas eu não quis. Eu senti naquela hora que tinha de me tornar o pai dela. E quando ela me perguntou como se chamava, eu não pensei duas vezes e dei a ela o nome da minha mãe.

– Ela é sua filha agora. Foi uma bela homenagem.

– Sim… Minha mãe deve estar orgulhosa de mim.

– Ela não teria motivos para não estar. Você é e sempre foi um cara incrível.

– Então, eu vou indo – ele disse, sentindo que começavam a entrar em um terreno perigoso.  Levantou-se do sofá com a filha no colo. – Já está quase amanhecendo. Preciso dormir um pouco. Ela precisa dormir numa cama, não no sofá da sua sala.

– Passo na sua casa quando sair do plantão.

Hyoga assentiu com um gesto e já ia saindo quando Shun o chamou de novo.

– Hyoga, conte comigo para o que precisar. Eu vou repetir: sempre estarei aqui para você.

Então Hyoga sorriu de um jeito que Shun vira poucas vezes ao longo dos muitos anos de amizade. Um sorriso terno, amoroso, de felicidade simples e pura, o qual iluminou o dia de ambos.

Continua...

 


Notas Finais


Aeeeeeeeeeee! Yeeeeeeah! Fic do EPGA porque sim, porque eu amo, porque Okada é rei e eu queria dar um abraço nele! Estou preparando outras além dessa, mas como essa aqui já tem cerca de cinco capítulos prontos, resolvi começar a postar. Provavelmente vou intercalar semanalmente caps dela, de “O Silêncio da Noite” e, talvez, de “A Lei”. Digo talvez porque não tenho mais nenhum cap de "A Lei" pronto, mas tô trabalhando... Se ficar pronto a tempo, intercalo. As fics antigas seguem na fila de sempre, e continuo trabalhando nelas. Aliás, pra quem me pergunta, “a fila” é: SSE, De Mãos Dadas, Sobrado Azul e Esperando o Fim, nessa ordem.

E sobre o nome dessa fic, lembrei de “Quase Sem Querer”, música do Legião Urbana, e vi que tinha achado o nome que eu procurava! Tem tudo a ver!

É isso!!

Até mais!

Chii


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