História (Quase) Todos Os Passos Para Ser Feliz - Imagine Jung Hoseok - Capítulo 3


Escrita por: ~

Exibições 57
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente do céu, eu tava até agora escrevendo. Tudo bem que teve a pausa pra eu ir ao dentista e depois jantar, mas fora isso passei praticamente o dia todo escrevendo. E olha, eu gostei bastante de escrever esse capítulo. Tanto é que era pra eu postar só amanhã, e cá estou, atualizando fanfic.
Eu não pude revisar o texto inteiro, mas li a maioria, então se acharem erros, me avisem, ok? Meu teclado vive tentando me matar, e o meu corretor do word não ajuda. (já tiveram trechos que eu arrumei que ficaram "aldo dentro de mim" ahuahuahuahua)
Nos vemos nas notas finais. Espero que gostem, boa leitura,

Capítulo 3 - (Quase) Um Fim De Jogo Tranquilo


Sogang Business School — Novembro, 2016

            Eu ainda estava tentando entender o que eu tinha na cabeça quando concordei em deixar esses seis idiotas se aproximarem de mim. Caralho, eu não tinha um momento de paz, todas as conversas silenciosas que eu aproveitava com Jimin foram transformadas em diálogos conturbados e discussões que eu sequer conseguia acompanhar.

Também, quem manda tentar se matar em pleno começo de semana, _______, sua burra? Pelo menos fico feliz que hoje seja sexta, e no fim do dia eu possa cair na minha cama por vinte horas seguidas.

                Estava no refeitório, tinha comprado um suco, e me dirigia a uma mesa mais afastada, para então aproveitar os poucos minutos silenciosos. Apenas eu, minha mente e minha música. Era bem simples. Coloquei meus fones de ouvido e abri em uma playlist aleatória. Tudo ia bem até que ouvi alguém me chamando. Era Jung Hoseok. Ignorei o de cabelos castanhos e aumentei o volume da música até não ser possível ouvir sua voz.

Finalmente um momento de paz. Sentei-me à mesa e me afundei nas notas melodiosas que saíam pelos fones de ouvido. Percebi então que havia colocado numa playlist de musica clássica, e tocava alguma sinfonia de Vivaldi. Fechei meus olhos e comecei sentir a música com todo o meu corpo, estava absorta em todas as sensações mágicas que o som marcado dos violinos me proporcionava.

Mas Jung era um belo de um filho da puta insistente. E eu percebi isso assim que fui bruscamente tirada do meu mundo quando alguém puxou meus fones. E era ele, aquele maldito sorridente. Por incrível que pareça, ele havia lidado bem com o incidente do terraço, e agora estava mais risonho do que nunca, fazendo de tudo para que Jimin e eu fossemos bem aceitos, e até que Park estava conseguindo se enturmar, mas eu não posso dizer o mesmo de mim.  Ele possuía uma aura naturalmente alegre e colorida, só faltavam os unicórnios correndo em sua volta, acompanhados por um belo arco-íris. 

— Se continuar ouvindo música nesse volume vai acabar ficando surda, _______. — advertiu me entregando o celular. — Eu consegui ouvir daqui.

Nem fiz questão de responder, já que colocaria os fones novamente e aumentaria ainda mais o volume. Mas, porque o universo adora conspirar contra mim, fui impedida, dessa vez por Min Yoongi, que tomou meu celular da minha mão e colocou meu par de fones brancos, fazendo uma careta logo em seguida.

— É isso que você escuta? — riu debochado.

— Pelo jeito meu gosto musical é muito refinado pra essa sua mente inútil. — dei de ombros como se não fosse algo importante, e pude escutar os murmúrios surpresos de todos os outros cinco garotos. Quando foi que todos eles chegaram aqui?

Tratei de tirar meus preciosos das mãos de Yoongi, e o mesmo fez menção de retrucar, foi repreendido por Seokjin. Não que eu de fato me importasse, na verdade parei de prestar atenção. Percebi que duas garotas, as quais eu já havia notado presença outras vezes durante a semana, acompanhavam o grupinho. Uma delas era mais ou menos da minha altura, tinha a pele um pouco menos branca que a minha – mas não deixava de ser bem branca –, olhos castanhos e cabelos pretos um pouco acima da cintura e era sempre bem agitada. Se não me engano seu nome era Yang Mi; A outra garota era baixinha, tinha os cabelos castanhos claros e curtos em chanel, olhos num tom chocolate e pele acobreada, era bem agitada, mas não tanto quanto Yang. Se me lembro bem, a garota se chamava SunHee.

Tratei de colocar os fones, mais uma vez, e mudei de playlist. Tudo bem, eu gosto muito de música clássica, mas ficar quarenta minutos – tempo que eu nem tenho –numa sinfonia só é muita coisa. Meu gosto musical é bem diversificado, a prova disso é que a primeira música da lista era nada mais nada menos do que Chop Suey. E como o volume estava quase no máximo, os outros perceberam rapidamente. E, mais uma vez, Min Yoongi tinha que ser insuportavelmente curioso e roubar um dos lados do meu fone. Pensei em retrucar, mas o mesmo colocou o indicador na frente dos lábios pedindo silêncio. Idiota.

Yoongi escutou os primeiros trinta segundos da música, mas a partir daí eu aumentei mais ainda o volume — que já estava alto para cacete —, e vi o garoto pálido dar um pulo do assento, tirando o fone desesperadamente. Foi hilariante.

— Primeiro: como alguém que estava ouvindo Mozart consegue escutar... Isso? — questionou. — Segundo: como você ainda não está surda, garota?!

— Primeiro: é Vivaldi. Mas não espero que você entenda. — dei de ombros. — Segundo: metal é inspirado em música clássica.

Beberiquei o suco de morango, extremamente aguado, diga-se de passagem, e fiz menção de colocar o fone no ouvido, depois de limpar na camisa, logicamente. Mas por algum motivo, hoje definitivamente não era o meu dia. Eu estava sentada entre Hoseok e Yoongi, e Jimin estava ao lado do garoto pálido. Até aí, nada de muito especial. Tirando o fato de que Park se inclinou e puxou o celular da minha mão, levando com este meus fones.

— Mas, puta que pariu. — vociferei. — Que foi, Jimin?!

— Eu já te falei para abaixar o volume dessa merda. — advertiu.

Respirei fundo tentando me acalmar. Os outros olhavam curiosos nossa discussão. Eu me levantei e caminhei até onde o de cabelos negros estava.

— Você se lembra do que aconteceu na última vez que você tentou tirar os meus fones? — segredei, e pude constar que o garoto estremeceu.

— Isso não vai me fazer devolvê-los. Desculpe, _______.

Revirei os olhos e me afastei daquela mesa. Pouco me importei se aquele suco aguado ficou por lá. Mas a minha certeza é de que Jimin ia pagar, e ia pagar bem caro.

Andei pelos corredores vazios. A maioria das pessoas estaria no refeitório, no pátio da escola, ou em alguma das salas de seus respectivos clubes. Subi as escadas tão conhecidas por mim, e cheguei ao terraço. Só de pensar na situação na qual eu me encontrava da última vez que eu vim aqui, meu corpo estremece todo. Mas não vou mentir, a vontade ainda é tanta. Fui à beirada novamente, e comecei a observar o chão, as pessoas lá em baixo, os carros passando.

— Não vai tentar pular de novo, vai? — ouvi aquela voz levemente fina, levemente arranhada, que me dá nos nervos.

Olhei para trás e meu palpite estava certo. Jung Hoseok estava ali, parado à porta, me observando.

— Não. — respondi, minha voz estava mais baixa do que o normal. — Eu gosto de vir aqui para ter paz. E isso é o que eu menos venho tendo desde que o dia começou.

Sentei-me a alguns metros da beirada, e continuei ali, esperando alguma coisa acontecer. E, surpreendentemente, ao invés de ir embora e me deixar sozinha, Hoseok sentou-se ao meu ledo. E assim ficamos, em silêncio, sem olharmo-nos, apenas observando o tempo passar aos poucos.

O sinal bateu, anunciando o final do intervalo e o recomeço das aulas no dia. Eu já tive três aulas cansativas no começo do dia, e teria mais quatro antes de ser liberada junto com o restante dos alunos do período da manhã. Eu ficaria ali, pelo menos até o horário da saída, e Jung, compreendendo isso, ficou ao meu lado.

— Você não precisa ficar aqui. — advertir.

            — Eu sei. É que eu gosto da sua presença. — redarguiu.

            — Você nem sabe nada sobre mim. Está fazendo isso porque não quer se sentir culpado. — retruquei.

            Talvez sim, talvez não. — sorriu. E mesmo parecendo estranho, senti vontade de sorrir também, E foi aí que eu soube por que a pessoas apreciam tanto a presença do de cabelos castanhos claros. — Você não percebe agora, mas é maravilhosa, _______.

            Eu não sei mais o que aconteceu depois disso, mas acordei com Hoseok me chacoalhando, uma das suas mãos afagava os meus cabelos. Eu estava deitada no colo dele? Como isso foi acontecer? Despertei-me rapidamente, e desviei o olhar do seu.

— Mas o que aconteceu? — indaguei surpresa.

— Você fechou os olhos, disse que gostava de ouvir o som do vento. — explicou. Pude ouvir seu riso nasalado. — Aí quando eu olhei você tinha apagado. Não quis te acordar, então... — cortou sua fala. — Mas agora soou o sinal para a última aula, e, bem, meu time vai jogar basquete na aula de educação física.

— Ah, entendo. Eu vou ficar na arquibancada, então. Quem sabe, com a minha torcida, vocês não ganhem? — sorri minimamente de canto.

— Olha só! Ela sabe sorrir — levou suas mãos até minhas bochechas e as apertou. Meu sorriso morreu ali.

— Ai, ai, ai. — reclamei. — Se você não tirar suas mãos daí, eu vou quebrá-las.

— Ah, tudo bem, estressadinha. — sorriu.

★★★

            A quadra estava lotada. O jogo estava no final. E o segundo colegial estava ganhando. Eu não entendo nada de basquete, mas o time da nossa sala estava indo muito bem. O primeiro ano também jogava muito, mas a formação do nosso time estava imbatível. Hoseok, Jungkook, Namjoon e Taehyung eram espetaculares, e graças ao jogador, do qual o nome eu não me lembrava, que teve uma torção leve e não pode participar, Jimin estava jogando. E quem diria, ele estava conseguindo acompanhar o ritmo da partida.   

            O jogo acabou. E os garotos da nossa sala comemoraram com um abraço. Até ergueram Jiminie, que olhou pra mim e fez um coração com as mãos. Não pude deixar de dar risada com a cena.

             Precisava ir ao banheiro. Avisei Yang e SunHee que qualquer coisa eu estaria no banheiro-vestiário, e fui. Depois de usá-lo e lavar bem as minhas mãos, pude observar quatro garotas atrás de mim, pelo reflexo do espelho. Não sabia o nome de todas elas, mas faziam parte da sala dois do segundo ano do ensino médio – enquanto eu e os garotos éramos todos da sala um –, e me odiavam sem motivo. Sabia, apenas, que a “líder” daquele grupo de seres desprezíveis se chamava Kim Minseo, a loira oxigenada que dava em cima até do que não se mexia.

            Fui em direção à porta do estabelecimento, mal podia esperar para sair da escola e cair na minha cama o resto do dia. Porém, alguém me segurou pelo pulso, e foi a garota baixinha daquela rodinha social.

            — Nós sempre tivemos pena de você... — começou. Sua voz era muito fina, e dava dor de cabeça.

            — Mas nos diga, hum, como conseguiu andar com aqueles garotos, que sempre nos desprezaram? — agora era a própria Minseo que me dirigia a palavra.

— Se eles tratam vocês com desprezo talvez tenham algum motivo. — dei de ombros. — E eu não devo explicações pra ninguém.

Tentei, novamente, sair do banheiro. E novamente me impediram. Dessa vez, duas garotas me seguraram e me jogaram contra uma das portas dos sanitários. A loira se aproximou em passos firmes, segurou meu rosto com a mão esquerda, e com a direita me deu um tapa estalado na face. Revide. Aproveitei que as garotas estavam relativamente afastadas e desferi um belo de um soco no nariz da garota, o mesmo começou a sangrar imediatamente.

— Espero que tenha quebrado. Aí você aproveita e faz uma plástica nisso. — ri com gosto, sendo mais audaciosa do que a situação me permita.

As quatro garotas partiram pra cima de mim ao mesmo tempo, distribuindo tapas socos e chutes pelo meu corpo. Caí no chão quando uma delas me deu uma rasteira, e as três manequins de Minseo me seguraram. Todas as tentativas que eu fiz pra tentar me mover foram falhas, e o resultado disso foi que a loira me chutou. Chutou-me várias vezes na barriga, nas pernas e nos braços. De alguma forma consegui proteger meu rosto, e tudo que eu conseguia fazer era soltar grunhidos de dor.

Estava fraca, quase inconsciente, e com toda certeza, com vários hematomas pelo corpo. A garota de cabelos cacheados, mais alta do que as outras garotas dali inclusive eu, tirou uma tesoura do bolso da sua jaqueta do uniforme.

— Nós sempre quisemos saber como a garotinha órfã, que vive com a tia rica, conseguiu convencer a diretora de uma das melhores escolas da Coréia do Sul a deixá-la usar uniformes masculinos... — segredou ao meu ouvido.

                — C-Como vocês...? —encarei-a pelo canto dos olhos e pude ver um sorriso sínico brotar naquele rosto delicado, dando-lhe uma aura sombria.

                — Nós lemos suas fichas, queridinha... A garota mais inteligente da Sogang Business foi responsável pela morte dos seus amados pais, que patético. — todas as garotas riram, enquanto a cachinhos passava a tesoura pela camisa social branca e a calça social escura que eu vestia, cortando e rasgando as vestes,

— A culpa não foi minha. — disse em um suspiro de voz, vendo o sorriso de cada uma aumentar.

 — Se você não fosse tão insuportável, seus pais não dirigiriam de Busan até Seul em uma tarde chuvosa. E o carro não capotaria. — Eu sentia as lágrimas escorrem pela minha face machucada. Eu não queria, mas cada detalhe do acidente passou pela minha mente centenas de vezes seguidas.

As minhas vestes rasgadas e picadas estavam no chão. Se não fosse pela minha lingerie de renda vermelha eu estaria nua na frente daquelas najas. E não tinha nenhum motivo pra elas fazerem aquilo comigo. Pessoas assim deveriam queimar no inferno.

— Ah, então é por isso que ela é privilegiada. — riu a garota pálida, que até então não tinha se pronunciado, apontando para a prótese cara que substitua grande parte da minha perna esquerda. Tia Chaewon jogava o quanto tinha gasto naquilo todos os dias durante dois anos inteiros. — Você é realmente uma aberração.

Senti mais um tapa estalado sobre o meu rosto, e o metal gelado da lâmina da tesoura cortando-me a bochecha. As garotas desferiram mais alguns chutes pela minha barriga e saíram do recinto, me deixando ali, machucada e largada no piso gelado. Meu corpo inteiro doía, e eu me sentia cada vez mais longe. Minha pressão caíra aos poucos, e eu estava prestes a desmaiar.

Escutei passos vindos em minha direção. E para a minha sorte era SunHee, que, assustada, gritava incessantemente por ajuda. A última coisa que vi antes de cair em inconsciência fora o rosto chocado de Jimin, que me cobrira com a jaqueta de seu uniforme e me pegara no colo com seus braços fortes.  


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e podem comentar que não mordo, viu? (só se me pedirem) Eu tive bastante tempo pra escrever hoje, porque eu to emendando o feriado de ontem. XD.
E hoje, dia 13, é aniversário de 21 aninhos do nosso querido Jiminie, que momento melhor pra colocá-lo numa mini cena de heroísmo?
Enfim, foi isso por hoje.
Beijos, até o próximo.
____
Skype: Nick Bultaoreune/Nick Error 404 (tenho duas contas)
Nyah!: NerdCrazzy
Kakao: NickBultaoreune


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