História Quatro Estações - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Drama, Hinata, Hyuuga, Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku, Shoujo, Uzumaki
Exibições 57
Palavras 3.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 3 - Inverno


Inverno

Escrito por Bruna Cassimiro

A neve chegou a Konoha mais cedo que o esperado. Uma única madrugada de inverno foi o suficiente para deixar as ruas da cidadela totalmente forradas por uma camada grossa de gelo. As árvores que enfeitavam a vila estavam totalmente secas e nuas, o céu em um cinza escuro e o sol escondido entre as nuvens. O vento soprava forte e o frio estava tão intenso que poucos eram os moradores que ousavam sair do aconchego de suas casas.

Só que mesmo assim, Hinata atreveu-se a se aventurar naquele frio insuportável. Saiu às pressas do Clã Hyuuga agarrada em uma sacola de papel como se sua vida dependesse daquilo. Estava totalmente envolta em um de seus enormes casacos, enrolada em um cachecol branco e vestida em calças de linho. O cabelo estava preso em um coque mal feito bem no alto da cabeça, as bochechas coradas por conta do frio e os passos afundando na espessa camada de neve.

Hanabi e o seu pai, Hiashi, haviam feito de tudo para que Hinata não fizesse a loucura de sair de casa naquele gelo. Hiashi até mesmo obrigou a primogênita a ficar trancada no quarto pelo resto do dia, mas não adiantou muito. Ela teve a audácia de sair de casa às escondidas e o melhor de tudo: sem ser pega.

Tudo isso, obviamente, por causa de Naruto. Ele era o único capaz de fazê-la enfrentar o próprio clã, até mesmo entregar a própria vida pela dele. E olha que ela já fez isso mais de uma vez.

Algumas pessoas saiam de alguns comércios carregando sacolas e fazendo de tudo para se proteger do vento gélido e da fina neve que ainda caía. Hinata puxou o cachecol para cima até a altura do nariz e continuou a árdua caminhada. Estava em frente ao Ichiraku’s quando se deparou com Sakura e Sasuke, de mãos dadas, saindo do restaurante. A rosada abriu um enorme sorriso ao ver a amiga. 

— Yo, Hina! – acenou enquanto se aproximava ainda de mãos dadas com o Uchiha.

— Yo, Sakura-san, Sasuke-san. – cumprimentou-os. O moreno apenas retribuiu a mesura com um sorriso quase imperceptível.

Fazia mais ou menos três meses desde que Sasuke e Sakura iniciaram um relacionamento. Hinata achava engraçado o tanto que o Uchiha mudou nesse meio tempo, demonstrando mais carinho para com a Haruno. Estava muito feliz pela conquista amiga, afinal, sabia o que era passar anos sofrendo por um amor não correspondido. 

— O que você está fazendo aqui fora sozinha, Hina? – a rosada iniciou a conversa sem disfarçar o tom de preocupação na própria voz, no entanto essa preocupação logo se tornou curiosidade. As safiras esverdeadas cravaram no pequeno embrulho que estava nos braços de Hinata e, antes que a Hyuuga pudesse dizer qualquer coisa, Sakura abriu um sorriso sapeca e deu uma leve cotovelada no braço da amiga – Ah, que fofa. Arrumando desculpas para ir visitar Naruto. Que garoto de sorte.

Hinata, sem graça com aquela situação, abriu um sorriso amarelo.

— Ah, dessa vez não é um presente. – olhou para baixo, envergonhada.  

— Não?

— Não. O cachecol vermelho que eu dei a ele rasgou novamente, então eu tentei consertar de novo.

— Tão atenciosa. – suas mãos coçavam de vontade de apertar as bochechas avermelhadas de Hinata. Mas logo essa vontade passou quando Sasuke soltou um pigarro baixo. Olhou para ele e rolou os olhos. – Certa pessoa aqui podia ser que nem você, sabe Hina. Dar um presente ou uma lembrancinha para a namorada, até por que é isso que namorados fazem. Concorda?

Mesmo com a provocação, Sasuke apenas manteve a postura ereta e altiva enquanto olhava a namorada de esguelha. A aura que rodeava o Uchiha conseguia ainda mais fria que o clima.

— Não enche, Sakura. – curto e grosso, como sempre.

Sakura apenas cruzou os braços, bufou e o encarou.

— Seu insensível.

Hinata viu que tinha que sair dali com urgência. Recusava-se a ficar no meio das alfinetadas do recém-casal. Há algum tempo ela e Naruto tiveram a oportunidade de presenciar uma briga entre aqueles dois e só de lembrar sentia arrepios percorrer-lhe a coluna. Eram muito amorosos um com o outro, tinha que admitir, porém quando discutiam ninguém era capaz de pará-los. Ninguém.

— Er... gente... – tentou chamar atenção do casal – Eu realmente preciso ir.

Mas eles sequer olharam para a pobre garota, afinal, estavam ocupados demais trocando olhares mortais. Hinata podia jurar que tinha visto faíscas saindo pelos olhos daqueles dois.

Soltou um suspiro e, vendo que não ia adiantar nada tentar dizer algo, saiu de fininho enquanto apertava ainda mais o embrulho, os dedos dormentes por causa do frio.  Agradeceu aos céus por finalmente chegar ao seu destino: um apartamento de esquina relativamente pequeno, na cor bege, de três andares e com o jardim totalmente tapado pelo gelo.

Por mais que já estivesse do hall, o clima ainda era tão frio quanto o lado de fora. Subiu três lances de escada e, ao chegar ao ultimo andar, se encaminhou para a última porta do corredor. Deu duas batidas e aguardou. Nada.

Deu mais duas batidas... e nada.

Hm, será que ele saiu?, pensou, mas logo percebeu que era impossível. Conhecia o namorado o suficiente para saber que ele sairia de casa apenas para comer no Ichikaru’s – e ela tinha acabado de passar lá em frente – ou caso o Hokage o convocasse para uma missão. E, tendo em vista que o mundo ninja se encontrava em paz, tal opção estava fora de cogitação. Sem falar que estava frio demais para dar uma mera volta pela vila.

Algo não estava certo e esses pensamentos fez com que seus nervos aumentassem. Engoliu o seco.

Um pouco hesitante, girou o maçaneta e empurrou a porta. Para sua surpresa, a porta abriu e isso não colaborou em nada com seu humor. Naruto era descuidado, mas não ao ponto de deixar a porta destrancada. Ok, precisava se acalmar. 

Entrou na pequena sala. Ao contrario do que se encontrava na parte exterior, o cômodo se encontrava bem aquecido. Colocou o embrulho na mesinha de centro que ficava em frente ao sofá e retirou o casaco e o cachecol, pendurando-os no cabideiro ao lado da porta. Após tirar os sapatos observou o local.

Por mais que tivessem sido poucas as vezes que fora até ali, na casa do Uzumaki, nunca tinha encontrado aquele local em uma situação tão deplorável como aquela. O pequeno apartamento tinha virado um verdadeiro lixão. Copos de lámen estavam espalhados pela sala, havia muitas roupas sujas em cima da bancada da pequena cozinha americana e a pia se encontrava na pior das situações com uma pilha cheia de panelas, pratos e talheres sujos.

Estava horrorizada. Nunca tinha sido muito chata em relação à limpeza, sabia que Naruto não era a pessoa mais organizada do mundo, no entanto aquilo era demais.

Não soube como, mas atravessou a sala sem tropeçar em nada e caminhou em direção ao único quarto da casa. Ficou um pouco nervosa, já que nunca tinha entrado em um quarto de um garoto então, querendo evitar uma cena embaraçosa, abriu a porta lentamente e com cuidado, dando uma espiadela rápida.

Naruto estava jogado, em um sono profundo, na cama de casal. De bruços e com a boca aberta, ele murmurava algo sem sentido. As costas subiam e desciam lentamente, revelando a respiração calma e ritmada. Vestia a habitual calça laranja e uma blusa na cor branca. Os fios louros pareciam mais bagunçados que o normal e a única coisa que dava cor ao rosto masculino eram as bochechas levemente rosadas.  

Aproximou-se do rapaz silenciosamente, na pontinha dos pés, com medo de acordá-lo. Agachou ao lado dele e deu um leve puxão na manga da blusa branca.  

— Naruto-kun?— sussurrou, mas ele sequer se moveu. Dormia feito uma pedra.

Passou a mão nos fios macios e dourados.

— Naruto-kun, acorde. – dessa vez falou um pouco mais alto, entretanto ele permaneceu tão quieto quanto uma estátua.   

Ok, isso a preocupou de verdade.

Desceu a mão do cabelo até a testa do Uzumaki e soltou um grito de exclamação. Ele estava quente, só que não de uma maneira normal. Estava fervendo. Isso explicava o rosto corado. 

Febre. Muita febre.

Hinata mal respirava de tanto pânico. Correu para a cozinha, dessa vez tropeçando em tudo que estava no chão. Abriu o armário e procurou por remédios, ervas, ou qualquer coisa que pudesse ajudar. Vendo que não tinha absolutamente nada que colaborasse, pegou uma panela, encheu de água e colocou para ferver.

Enquanto a água estava ao fogo, voltou novamente ao quarto do namorado. Abriu o guarda roupa e, para sua surpresa – ou não, quase foi engolida por uma montanha de roupas que caiu em cima de si.  

— Droga. – murmurou irritada enquanto procurava alguma toalha ou qualquer outra coisa no meio daquela tranqueira.

Quando finalmente encontrou, retornou à cozinha. Para sua sorte, chegou antes que a água fervesse ao ponto de sair da panela. Desligou o fogão, colocou o líquido em uma vasilha funda e mergulhou a toalha ali. Caminhou de volta para o quarto com tudo preparado.

Agora, tinha que tentar virá-lo de barriga para cima.

Não foi muito fácil, tinha que admitir, mas depois de quase meia hora finalmente conseguiu. Naruto era um baita de um homem – em todos os sentidos, é claro, só que fisicamente ele era realmente pesado.

Pegou a toalha molhada, torceu, dobrou-a e, cuidadosamente, colocou na testa do rapaz.

Hinata agradeceu aos céus por ter tido a louca ideia de ir para a casa dele naquele inverno rigoroso. Sentiu náuseas só de imaginar o Uzumaki ali, sozinho e doente.

Levantou-se e decidiu arrumar toda a casa. Aquele ambiente sujo só iria fazer mal para a saúde dele. Começou pela cozinha, já que a situação lá era pior do que no resto da casa. Depois organizou e limpou toda a sala, trocou a compressa de Naruto e organizou o quarto e o banheiro.

Terminou tudo mais ou menos às oito da noite. Olhou pela janela da cozinha e, vendo que a tempestade de neve tinha piorado, temeu que o pai já tivesse descoberto sua fuga. Seria o maior escândalo quando chegasse em casa, disso tinha certeza.

Afastou tais pensamentos sacudindo a cabeça, enquanto escolhia alguns legumes na geladeira. Tinha pouca coisa, mas era o suficiente para fazer uma sopa. Naruto precisava de nutrientes para recompor-se. Depois de terminar, colocou a sopa em uma tigela e guardou-a na geladeira, para esquentá-la mais tarde quando o rapaz acordasse.

Olhou para os lados e ficou orgulhosa de si mesma. A casa estava impecável, parecia até brilhar de tão limpa e cheirosa. Com passos lentos, retornou ao quarto e se sentou na beirada da cama, bem ao lado do Uzumaki. Retirou a toalha e tocou a testa dele, logo em seguida suspirando aliviada. Estava bem melhor.

Foi então que aconteceu. Do nada, simplesmente do nada, Naruto levantou bruscamente e agarrou a mão de Hinata com força. A morena soltou o maior grito de sua vida e o Uzumaki, igualmente assustado, também gritou.

Não foi de propósito, mas naquele momento, diante daquela situação espantosa, Hinata pegou um travesseiro próximo e simplesmente jogou na cara do namorado com toda a força que tinha. Por sorte ele foi rápido o suficiente para desviar.

— Hina-chan. – ele parecia surpreso por vê-la ali, em sua casa, o olhando como se ele fosse algo de outro mundo. A voz saiu trêmula e sonolenta. – O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa?  

A morena abriu a boca para tentar dizer algo, só que nada saía. Estava tão nervosa, tão assustada e ao mesmo tempo tão preocupada que expressar isso em palavras tinha se tornado uma tarefa complicada.  

— Na-Naruto-kun... – tentou começar se explicar, mas desabou em lágrimas, deixando o loiro ainda mais espantado. O coração dela batia rápido e forte. Abriu a boca novamente, querendo dizer qualquer coisa, mas sem sucesso. As palavras estavam entaladas em sua garganta.   

— Ora, dattebayo— se aproximou com cautela com medo de tocá-la. Parecia tão frágil e tão deprimida. Por algum motivo ele se sentiu culpado por toda aquela situação. Aproximou-se lentamente e abraçou-a com força. Os fios azulados desprenderam do coque e caíram feito uma cascata pelos pequenos ombros. Naruto os acariciou e afundou o nariz na curva do pescoço dela. – Não chore, Hina-chan. Eu estou aqui.

— Você me assustou tanto. – disse em meio aos soluços, apertando os braços ao redor do corpo dele, sem se importar com o fato de suas lágrimas estarem molhando a blusa do rapaz.

— Desculpe por ter gritado com você.

Naruto se surpreendeu quando a Hyuuga se afastou bruscamente. Geralmente ela não negava os carinhos dele e muito menos os pedidos de desculpa. As bochechas estavam avermelhadas, os olhos inchados por causa do choro e carregava no rosto uma expressão que ele sequer sabia que ela tinha. Raiva. Meu Deus, Hinata estava brava. Furiosa.

Aquilo era novidade. 

Achava que tudo não poderia piorar, até que ela pegou o travesseiro – o mesmo que tinha jogado há alguns minutos – e começou a dar travesseiradas no pobre rapaz. Ele estava tão perplexo com aquela cena que não conseguiu reagir. Apenas ficou parado, boquiaberto, enquanto levava uma, duas, três, dez travesseiradas na cara. É claro que não estava doendo. O que o assustava era o fato de sua namorada – sua doce e maravilhosa namorada – explodir daquele jeito e, mais do que isso, o chamar de idiota.

A cada travesseirada ela soltava um idiota em alto e bom som.  

Não muito depois Hinata parou, exausta, soltou o travesseiro e virou-se de costas, abraçando as próprias pernas.

Ok, ele não estava entendendo mais nada.

Naruto pegou o travesseiro, colocou o mais longe possível das mãos dela e se aproximou da moça com muita cautela.

 Cuidadosamente, abraçou-a por pelo pescoço e colocou o queixo no topo da cabeça feminina. Não podia ver-lhe a face, mas sabia que estava chorando. As lágrimas molhavam seus braços e as costas se moviam com os soluços contidos. Deu um beijinho na cabeça dela, embriagado pelo aroma doce emanado do longo cabelo.

— O que aconteceu, Hina-chan? – tentou falar com o máximo de suavidade, tentando acalmá-la.

— Eu fiquei tão preocupada, Naruto-kun.– desabafou. – Quem dera o seu grito ser a única coisa a me assustar. Você desapareceu por uma semana e quando eu chego aqui pra trazer seu cachecol me deparo com a porta destrancada, a casa toda revirada e você na cama doente, queimando em febre. – virou-se pra ele e olhou no fundo das safiras azuis. – Eu quase enlouqueci.

Certo, agora ele estava se sentindo verdadeiramente culpado. Vê-la naquela condição tudo por causa de sua irresponsabilidade era demais. Tornou a abraçá-la e deu um selinho no beicinho emburrado que ela fez.

— Me perdoe por isso. Eu não queria te preocupar.

A garota apenas assentiu com a cabeça. Naruto entrelaçou os dedos nos dela, puxou a mão feminina até a boca e beijou cada dedo. As bochechas da Hyuuga ficaram rosadas; sentiu-se seduzida por aquele carinho tão quente.

— Eu sumi por que queria te dar um presente. – explicou, olhando-a no fundo dos olhos – Você sempre me dá presentes e eu nunca fiz nada para você. Essa semana eu rodei a vila inteira atrás de algo especial para te dar, acho que por isso que eu fiquei doente. – soltou uma risada sem graça, coçando a cabeça. – Nem tive tempo de limpar a casa.

Hinata escutou a explicação totalmente pasmada. Simplesmente não conseguia acreditar que o loiro enfrentou o frio do inverno, correu o risco de adoecer e largou tudo apenas para lhe comprar um presente. A emoção tomou conta de seu coração e segurou o choro. O peito parecia uma escola de samba.

O loiro se jogou de forma desajeitada para o lado, tentando alcançar a mesinha lateral. Abriu a segunda gaveta e retirou de lá uma caixinha delicada na cor preta. Depositou o pequeno embrulho nas mãos da garota todo alegre e envergonhado. 

Quando a Hyuuga abriu o embrulho, quase caiu para trás. Aquela era definitivamente a coisa mais linda que já tinha visto: um anel prata, delicado e com um mini-coração ao centro, ornamentado em pequenos diamantes.

Sem que percebesse, as lágrimas tornaram a cair.

— Você não gostou? – perguntou com os nervos formigando de ansiedade. – Se você quiser trocar podemos ir até a loja e –

Mas foi interrompido quando ela se atirou em seu pescoço, o agarrando com força. Sorriu e retribuiu o carinho, colando-a ainda contra o peitoral, a respiração acariciando a nuca dela. Ele se jogou para trás e levou-a consigo, escutando o gritinho fino seguido da gargalhada alta que ela soltou.

Observou atentamente quando garota colocou o anel no dedo anelar com um sorriso enorme no rosto. Ele simplesmente não conseguiu desviar o olhar. Estava petrificado analisando os movimentos delicados, o brilho no olhar e a alegria que refletia aquele sorriso tão belo e que fazia o coração do rapaz bater tão forte ao ponto de não conseguir respirar.

Não, meu Deus, não. Ela nem estava tão bonita assim. Os cabelos completamente desgrenhados, a pele excessivamente pálida e a expressão facial cansada, os olhos nublados e sonolentos. Sem mencionar as roupas amassadas.

Só que mesmo assim, nunca a achou tão linda como naquele momento.

— Naruto-kun, – chamou-o em um sussurro – eu preciso ir para casa. Já é tarde e meu pai vai me matar se perceber que eu não estou em casa.

— Ah, sua danada, então você fugiu de casa. – soltou uma gargalhada, deixando ela completamente constrangida e desconcertada. Naruto acariciou a cintura da namorada enquanto virava lentamente de forma que a morena saísse de cima de seu peitoral e ficasse deitada no colchão, ao seu lado. Aproximou e encostou o nariz na bochecha dela. - Você não vai a lugar algum.

— Mas –

— Sem ‘mas’. A tempestade de neve piorou então sair daqui não é uma opção. – beijou-a na bochecha e olhou fixadamente para os olhos perolados. – Passe a noite aqui comigo.

Essa frase fez com que Hinata desejasse se jogar da janela e ficar lá fora até morrer congelada. Estava vermelha que nem um tomate maduro. Assentiu com a cabeça e escondeu o rosto avermelhado no ombro do rapaz. A vergonha passou quando o ele afundou o rosto na curvatura de seu pescoço e fechou os olhos, entrando em um sono profundo.

Sorriu boba. Esticou o braço, apagou a luz do abajur e se permitiu ser envolvida pelo calor do corpo do homem que amava. Deu uma última olhada no pequeno anel em seu dedo e, antes de dormir, pensou que, mesmo não gostando muito daquela estação do ano, aquele dia de inverno ficaria enraizado em seu coração.


Notas Finais


Espero que tenham gostado :) Deixem um comentário ou opinião, se quiserem é claro.
Obrigada a todos que estão acompanhando e perdoem os erros gramaticais. Até o próximo!


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