História Quatro sensações - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Kookmin, Sope!mention, Yoonseok!mention
Visualizações 22
Palavras 2.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁ, EU SOU O FELIPE NETO E... não perai.
É, não foi dessa vez que o Felipe Neto escreveu uma fanfic. [Apreciem minha tentativa de humor, obrigada]
Btw, eu vou falar mais com vocês nas Notas Finais, só quero agradecer à Izzy {@poisonizzy} que me deu essa ideia mara pra fanfic!
Beijinhos, aproveitem!

Capítulo 1 - Prólogo: Yang-mi foi longe demais


Park Jimin queria poder contar à quem pudesse interessar que todos os dias acordava com sua mãe fazendo carinhos em seus cabelos, em um quarto bonito de paredes azuis pastel, que tomava banho quente e ia para uma escola insuportavelmente boa. Gostaria, gostaria muito de poder contar à qualquer pessoa que lhe perguntasse, que a sua vida era tediosamente feliz.

 Porém, certamente seu quarto não tinha nada azul, pois os poucos velhos brinquedos doados já estavam sujos e quebrados demais para que se visse alguma cor, e as paredes: cinzas, talvez um dia tenham sido brancas; também não estudava em uma escola boa, pelo contrário, odiava ser o único da turma que se importava de tentar ler algumas coisa nas inúmeras aulas vagas, enquanto a adorada "turma do fundão" jogava papéis, lápis e as vezes até tesouras em si. E o mais importante: não tinha uma mãe.

 Não que ela fosse muito ausente, ou um ser humano horrível o suficiente para ter o ódio de seu próprio filho. Park Jimin simplesmente nunca a conheceu para fantasiar um jantar em família com seu sorriso, ou mesmo com seus olhos. E isso era frustrante.

Em meio aos seus pensamentos rotineiros, ouviu a porta de seu dormitório seu escancarada, mesmo que dormisse na cama de cima da beliche encostada no fundo deste. "Ao menos eu não durmo perto da porta", pensou ao sentar na cama, podendo ver cinco ou seis garotos se assustarem com o barulho alto. Pobres novatos. Desceu cuidadosamente pela escada de mão da cama, pousando os pés no chão e pegando, em seu armário, escova e pasta de dente.

Por mais majestoso que o orfanato aparentasse ser por fora, por dentro era mais precário que uma prisão: as paredes, como citado nos devaneios de Park, eram cinzas de sujeira, os banheiros tão sujos quanto elas. Haviam apenas dois dormitórios, um para os garotos e outro para as garotas, ambos com todas as idades misturadas; pareciam dois galpões cheios de beliches e tinham armários pequenos ocupando a parede contrária à porta, a parede que Jimin dormia.

Assim que chegou no banheiro, suspirou, as meninas chegaram antes de si e ocupavam todas as pias. Entrou na menor das filas para esperar sua vez, hoje não era seu dia de tomar banho, então teria que esperar de qualquer forma. O banheiro também parecia-se com um galpão, menor que os dormitórios, se diferenciando principalmente pelo cheiro podrido e pelos canos nas paredes, pingando um líquido meio sólido que o garoto desistira de tentar descobrir o que era.

Depois de escovar os dentes e comer o quarto de pão e meio copo de água que tinha como café da manhã, o velho ônibus do orfanato esperava que todos subissem para leva-los à escola mais próxima, onde estavam matriculados, mesmo que para entrar nela não precise ser um aluno. Ou um professor. Será que nunca pensaram que um psicopata poderia entrar lá e atirar em todo mundo? Mas afinal, quem se importaria? Apenas órfãos e filhos de drogados frequentam a pior escola de Busan.

Aproveitou-se dos longos vinte minutos de viajem para olhar a paisagem precária em que vivia, o mundo parecia tão pobre e tão triste aos olhos do pequeno menino de sete anos. Sete anos que vivia naquele orfanato, sete anos desde que sua mãe lhe abandonou, ou morreu, não saberia dizer.

 A primeira aula era vaga, o professor tinha faltado, novamente.

 - Hey, gente! Olha o que eu achei: um garoto do maternal perdido. - algum garoto gritou, do fundo da sala, acertando uma bolinha de papel na cabeça de Jimin. - Ah, pequeno Jimin, você tem certeza que tem sete anos? Parece tanto que tem dois! 

 - Ei! Eu já sei o que aconteceu Suk! - uma garota, aparentemente distraída até então, se pronunciou sorrindo maldosa. - A mãe dele não pôde fazer o café da manhã debaixo da terra, então ele não conseguiu crescer.

Os olhinhos do Park se encheram d'Água. Estava acostumado com ofensas pela sua altura ou bochechas gordinhas, mas ninguém nunca falou sobre seus pais. O silêncio reinava na sala, após a fala da garota todos se calaram. Se Jimin não estivesse tão concentrado em segurar as lágrimas perceberia a cara de espanto que tomou todos ali, com exceção da autora da frase, que permanecia com o sorriso intacto.
 O menino se levantou bruscamente da carteira, puxando da mochila seu amado livro, única herança de sua mãe, que achou jogado em alguma parte do orfanato e saiu da sala, correndo, antes que as lágrimas começassem a cair, carregando um pequeno bico nos lábios e ouvindo um algo como "Você não deveria ter dito isso, Yang-mi!", na voz do garoto que começou com as ofensas do dia. Ele deveria ter um pouco de bondade no fim das contas.

Correu até achar a escada de serviço, que dava acesso à diretoria (que estava sempre vazia, por sinal) e se escondeu em baixo dos degraus, seu rostinho estava completamente molhado e suas bochechas e olhos, vermelhos. Engolia todos os soluços que seu choro causava, enquanto abraçava o velho livro de sua mãe. Encostou-se na parede, esticando as pernas e passando uma das mãos gordinhas por suas bochechas, secando-as um pouco. Abriu a capa dura do livro "Mulan: a mulher mais corajosa da China", lendo o pequeno bilhete no verso:

"Querido filho, ou filha. Seja corajoso como Mulan e não deixe o mundo te amedrontar, e o mais importante: não se esqueça do amor, ele é a fonte da coragem.
           - Mamãe"

Sorriu.

Ainda que não soubesse exatamente o que era "amedrontar", sentia que as palavras, escritas pelas letras bonitas de sua mãe lhe davam força.

Fechou o livro novamente, abraçando-o e encolhendo-se contra a parede, ainda fungava baixinho e tinha as bochechas coradas mas seu rosto não podia exalar mais felicidade, mesmo que seu sorriso fosse mínimo.

- Jimminie? Eu vi você correndo, está aí? - ouviu alguém chamar, e expandiu o sorriso.

- Yoonie? - chamou o garoto um ano mais velho, e comicamente, este estendeu somente a cabeça para baixo da escada, logo trazendo seu corpo junto e sentando-se com dificuldade no chão. - Ei, você tá machucado?

- Não é nada demais. É que ontem um cara roubou todas as minhas balas e eu não consegui levar dinheiro pro papai. - respondeu, de forma normal para ambos. - Mas agora ele tem um cinto então dói mais um pouquinho.

- Entendi. - Jimin sussurrou, encostando a cabeça no ombro do amigo, não sem antes dar-lhe um beijinho na bochecha. - Yoon, você conhece a Mulan?

- Não Chimmie, quem é? - perguntou, levantando o braço para guiar a cabeça do amigo às suas pernas, começando a fazer carinho em seus cabelos.

- É a moça do livro que minha mamãe me deu. Tem um bilhetinho dizendo pra eu ser igual ela!

- Você não pode ser igual uma moça, seu tonto!

- Yoonie, posso ler a história pra você? - desconversou o mais novo.

- Claro.

E assim passou-se todo o primeiro tempo de aulas, com Jimin lendo sua história favorita ao seu melhor amigo.

 

~x~x~

 

Quando o sinal estridente do intervalo soou, o Park terminava a última frase do livro, podendo observar o lindo sorriso de seu amigo em meio ao som irritante. Ambos se levantaram, dirigindo-se à cantina. Ao menos ganhavam comida de graça naquele lugar, e como já estavam consideravelmente perto do refeitório, não precisaram enfrentar os outros alunos.

Alguns minutos se passaram e os mais jovens chegavam ao refeitório, alunos do primeiro ao quarto ano espalhavam-se após pegar o pequeno sanduíche e a caixinha de suco com a merendeira.

- Olá, pequeno Jimin! - ouviu a voz incrivelmente fina de Yang-mi. Mirou-a de soslaio. - Posso ver o seu livro?

- Não! - Jimin exclamou, alto e assustado, soltando o resto de pão com algum condimento aleatório e agarrando-se ao livro. Yoongi observava tudo, tomando calmamente seu suquinho.

- Vai, Jimin! Me dá! Eu só quero olhar!

- Já está olhando! Não precisa pegar ele, Yang-mi! - Park agarrou-se mais ao livro surrado, abaixando sua cabeça, tentando cobri-lo ao máximo para que ninguém pudesse pega-lo. 

A garota bufou, cruzando os braços e formando um pequeno bico fingido, logo desfazendo a pose com um sorriso maléfico. Sorriso esse que Park odiava. Em um movimento rápido Yang-mi enfiou sua destra em baixo do abraço apertado de Jimin, beliscando seus pulsos com as unhas da outra mão, fazendo-o afrouxar o aperto para que ela conseguisse puxar o livro.

- Que livro é esse? - a garota perguntou retoricamente, levantando-o acima da cabeça, tentando ler o título enquanto se afastava, com um Park Jimin desesperado e choroso atras de si.

- Me devolva! - gritou o menino, pulando um pouco para tentar arrancar sua preciosa herança das mãos da garota, que começou a tentar ler as palavras da capa. - O livro se chama "Mulan: a mulher mais corajosa da China", agora me devolva! - pediu Jimin, dando alguns pulinho novamente. 

Ao ver outras mãos roubarem o livro da menina, Park sentiu que poderia chorar. Alguém muito mais alto pegou seu livro e não queria perder seu único presente.

- Yan, você é uma idiota! - exclamou o desconhecido. - Aqui Minnie!

Ao virar-se, deparou-se com a cena mais engraçada que já teve o prazer de presenciar, aceitando o livro de bom grado e sorrindo abertamente, observou Kim Taehyung nos ombros do meio-irmão mais velho, Min Yoongi, que tratou de logo soltar as pernas do mais novo, quase fazendo-o cair.

- Aaaah! Socorro! O Yoongi quer me matar! - gritou, afobado, Taehyung, conseguindo chegar ao chão seguro e correndo até Jimin, agarrando seu braço. - Jimminie, me proteja!

- Não fique assim, bobão! Ele te ama, né, Yoonie?

- Claro, claro, mas não mais que o Jimin.

- Hey! Por quê? Eu sou seu irmão! - exclamou, em tom revoltado, Taehyung, soltando o braço do Park e parando em frente ao mais velho.

- Porque ele é mais velho, então deve ir primeiro em tudo, assim como eu preciso vir antes dele, você precisa ir depois!

Taehyung bufou, virando a cara para Yoongi fazendo os dois mais velhos rirem.

Ao passar-se o intervalo e o segundo tempo, com duas aulas vagas do total de três, todos saiam da sala, e antes que pudesse acompanhá-los, Jimin sentiu sua mochila mais leve. Sua primeira reação foi o estranhamento, mexendo as duas mãozinhas nas alças da mochila, tentando entender o que estava diferente, então, arregalando seus olhinhos, largou a mochila em um baque, se ajoelhando e procurando desesperadamente seu livro.

- Sumiu... - concluiu, relaxando todo o corpo enquanto começava a chorar, baixinho, apertando a mochila nas mãos. Repetia a palavra "sumiu" em meio aos soluços, como se esperasse que alguém chegasse e o dissesse o contrário, enquanto mostrava o amado livro.

- Olááá? Park Jimin, está aííí? - ouviu uma voz conhecida cantarolar pelo corredor, secando, pela segunda vez no dia, as lágrimas de seu rosto, levantou-se colocando a cabeça para fora da sala, avistando Taehyung com um livro em mãos.

Calma, Taehyung com um livro?

Correu até o amigo, desesperado.

- Tae! Tae! Esse é meu livro, certo? Me dê! - clamava o garoto, com certo nervosismo. 

Ignorando os pedidos do mais novo para que se acalmasse, Jimin tomou o livro da mão do amigo, sentindo as lágrimas voltarem ao seu rosto.

Estavam faltando pedaços.

Estava faltando um pedaço.

Arrancaram a capa de seu livro.

- M-minnie, me desculpe! Eu.... eu vi o livro com a Yang-mi e tentei pegar, m-mas ela puxou e... -a voz do garoto abaixava ao longo da frase. - ... rasgou. - sussurrou.

O único pensamento de Park agora era que Yang-mi tinha ido longe demais.

Correu até o portão, não ligando para sua mochila que ficou na sala ou para o amigo parado em frente a porta. Iria achar a garota e pegar sua capa de volta. Avistou-a com as mãos estendidas para o alto, segurando a capa azul marinho com detalhes em dourado, já bastante apagados, e uma roda de crianças ao seu redor.

Sentiu duas mãos lhe parando, tapando seus olhos e tentou soltar-se do aperto, remexendo-se com força.

- Ei! Calma, Minnie! - ouviu Yoongi falar, pediu-o para que soltasse o aperto, sendo atendido e seguido pelo mais velho assim que voltou a andar. - O que houve? Eu achei Taehyung com sua mochila e ele me pediu para que te ajudasse.

- Aquela idiota da Yang-mi rasgou meu livro! E ficou com a capa, olha! - Jimin disse raivoso, alguns tons acima, estendendo o livro ao amigo.

Yoongi dirigiu seu olhar ao amontoado de crianças, observando a capa da brochura na mão da garota. É, ela foi longe demais.

- Eu pego pra você! - falou animado, mostrando um de seus lindos sorrisos de dentes pequenos e correndo até a menina, arrancando a capa de suas mãos com facilidade, por ser um pouco mais alto e forte, levando-a de volta ao amigo e deixando-a emburrada para trás.

- Obrigado. - agradeceu Jimin, baixinho, com a cabeça caída, como se estivesse com vergonha.

- Disponha!


~x~x~

 

Andava pelas ruas sujas em direção ao orfanato, toda aquela confusão no final das aulas o fez perder o ônibus velho, e provavelmente levaria um castigos das megeras que deveriam cuidar de todos. Ele realmente não queria passar uma semana tentando limpar o banheiro. Suspirou, apertando as alças de sua mochila e endireitando a coluna. Já estava ferrado mesmo, porque ele não simplesmente sentava para descansar depois de caminhar tanto? Vinte e cinco minutos sem parar nem um pouquinho, os pezinhos de Park doíam.

Sentou-se na calçada, de frente à uma lanchonete, o cheiro de carne apenas aumentando sua fome.

Perdeu o almoço!

Este estava sendo um de seus piores dias, com certeza. Cruzou os braços sobre seus joelhos e deitou a cabeça neles, cansado.

- Ei, garoto, tudo bem? 


Notas Finais


VOLTEY
Eai, gostaram? Porque eu sim.
Agora que eu percebi que to postando uma fanfic JIkook, em que o Jimin é uma criança no aniversário dele, sendo que tbm é dia das crianças. O mundo e suas voltas, não é mexmo?
Vou tentar postar o máximo possível, viu mozões?
E podem comentar que eu amooooo, beijo na bunda, falous.


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