História Que horas ela volta? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza, Jack O'Connell, Kaya Scodelario
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey, Jack O'Connell, Jason Taylor, Kaya Scodelario, Personagens Originais
Tags Amor, Colegial, Depressão, Dor, Drama, Prazer, Sadomasoquismo
Exibições 11
Palavras 1.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal, voltei com mais um capítulo. Espero que gostem ;D

Capítulo 4 - Lá e de volta outra vez


Fanfic / Fanfiction Que horas ela volta? - Capítulo 4 - Lá e de volta outra vez

~ um mês depois ~

No caminho de volta para o trabalho, eu parei próxima a balaustrada da ponte. Havia chovido a noite toda e a previsão do tempo dizia que poderia haver algumas pancadas pela manhã. Todos que atravessavam a ponte usavam capas e guarda-chuvas, exceto eu. Eles se preveniram do desconforto da roupa molhada e dos resfriados. Eu não via só isso na chuva. O que seria mais especial do que aquilo longe das mãos humanas? Ela é formada no céu e depois de um tempo retorna para ele. Sorte a dela. A maresia preenche todo o ar do meu pulmão enquanto que o mar abaixo dos meus pés parece agitado e ansioso. O vento gélido balança meus cabelos e por um momento eu desejo ter um avião de papel para joga-lo e ver até onde ele vai, talvez para outro planeta, quem sabe? Ergo a cabeça e fito o céu cinzento quando uma gota de água cai na minha testa e abre caminho pelo meu nariz até o meu queixo. Fecho os olhos para absorver aquela sensação de pureza. Quando os abro me sinto ligeiramente mais calma e renovada a medida que o chuvisco se inicia.

Não fazia ideia de que o escritório de Jacob ficava ao lado do de C, então nada mudou para mim. Eu ainda estou na correria da Grey House, ainda sento na praça, ainda vejo Carie e Scott, mas trabalho em outro andar, com outras pessoas. Eu não queria ter que fazer essa mudança aparentemente trágica, eu me sentia bem no meu lugar e confesso que fiquei chateada com C. Ainda estou. Como sempre. Ele não tinha direito, mas podia afinal ele é o chefe. Comprei um doce que todos chamam de sonho, passei o cartão de acesso na catraca e me enfiei no elevador rumo ao nono andar.

- Wendy, o Sr. Duncan pediu para que você prepare a sala de reuniões. – disse Sam White assim que eu coloco a minha bolsa na mesa do lado.

Sam foi a primeira pessoa que veio até mim quando me mudei de ala. Ela é extrovertida, baixa e loira. Ficamos amigas em um piscar de olhos mesmo eu sequer ter falado uma palavra. Sam se acostumou com o meu silêncio e eu fiquei contente por isso. O engraçado é que ela não fazia ideia de quem eu era e só soube por terceiros, quando me encheu de perguntas enlouquecidas ao saber que eu era filha de Christian Grey. Não que fosse uma grande coisa. E infelizmente nenhuma delas foi respondida por meios verbais.

Bufei e revirei os olhos. Não passou pela minha mente que ser estagiária de alguém como Jacob teria como principal oficio servi-lo constantemente. Ele é um cretino e meu pai também. Sam ri com a minha reação, ela sabe muito bem que eu odeio isso, mas sem nenhuma escolha eu vou até a bancada perto da grande janela panorâmica preparar o café.

Enquanto a cafeteira age, eu me pego pensando em como será a reunião. Eu irei assista-la como parte do meu treinamento e não sei o que esperar dela. Nunca vi uma reunião entre sócios de uma empresa, tudo para mim era teórico. Não faço ideia do que eles debatem e muito menos a maneira que usam as palavras. Isso chega a ser um problema para mim, mais cedo ou mais tarde eu terei a minha própria empresa e isso requer diálogo. Isso vai muito além da minha realidade.

A cafeteira apita avisando que o café está pronto me despertando desse breve devaneio. O distribuiu por várias xícaras de porcelana e as coloco sobre uma bandeja. Na minha mão está um pequeno papel que determina qual café é de quem – porque alguns têm diabetes e outros não gostam de muito amargo –, me sinto confusa com tudo aquilo e reviro mais uma vez os olhos, frustrada. Eu não sou uma garçonete porra. Com equilíbrio levo-as para uma das milhares salas de reunião da Grey House.

Percebo que a porta está semiaberta e mais uma vez praguejo contra Jacob nos meus pensamentos. Aquele filho da puta sequer abriu a porta. Empurro a porta com a cintura e entro na sala, quando ergo a cabeça me deparo com essa visão deplorável. Jacob e Mireen – uma de suas sócias – estão agarrados em uma troca de salivas fulminante. Percebo que a mão dele está no seio dela e a mão dela está dentro da calça dele. Viro meu corpo bruscamente para o lado e fito o chão, eles notam a minha presença e distanciam-se em um piscar de olhos.

- Wendy... – Jacob balbucia ofegante. Eu não o olho. Sinto-me tão envergonhada por ter entrado logo nessa hora.

- Sinto muito por isso, Srta. Grey. – Mireen fala e eu a fito. Ela está arrumando aquele belo cabelo preto parecendo aflita. – O que está fazendo aqui nessa hora?

Eu levanto timidamente a bandeja revelando as xícaras com café. Os dois se entreolham e Jacob ri. Como que queria quebrar aqueles dentes agora. Caramba, estou muito furiosa com ele.

- Deixe-os ali no canto. – ele aponta com o queixo para uma mesinha e sorri quando eu passo por ele. – Obrigado, Wendy.

- Desculpe-me por isso Wendy. – lamentou Mireen e eu assinto com a cabeça. Pelo menos ela teve a decência de falar isso.

- Espero que esteja pronta para a reunião. – grita Jacob quando eu corro de volta para a minha mesa. Droga.

→→→

Jacob deixou bem claro que o meu lugar era em uma cadeira no canto da sala, totalmente segregada da enorme mesa de carvalho preta do meio. Eram exatamente dez horas quando os sócios convocados adentraram na sala e junto a eles estava C. Ele me fitou com aqueles típicos olhos cinzentos e eu fechei a cara para lembra-lo de que eu ainda estava com raiva dele por ter me mudado de andar. Os seus olhos frios desviaram dos meus ignorando tudo.

- Estamos todos presentes, então vamos dar inicio a reunião. – declara C com uma voz ligeiramente neutra.

O tema discutido na mesa foi equipamentos agrários. Não teria sido surpresa  ver C falar sobre a criação de uma nova máquina capaz de arar o solo em segundos aumentando a rapidez da germinação de sementes. Mas fui pega sem querer porque uma súbita lembrança bateu no meu cérebro me fazendo recordar que eu não havia comido nada hoje, somente o sonho. E foi muito. Teria sido uma mera coincidência se eu não conhecesse bem o meu pai, e muito menos perceber que toda vez que o nome “alimento” era citado, ele me olhava com uma leve faísca de raiva no rosto. À medida que eu anotava tudo no bloquinho, a minha barriga roncava e minha boca salivava com a imagem de um peru recheado gigante em cima daquela mesa. Mas eu não estava com um pingo de vontade de comê-lo, eu iria fazer aquilo de novo e continuaria com fome de qualquer forma. Nada ia mudar no final das contas.

- O modelo usado pelo Sec-28 poder ser renovado e aperfeiçoado. – a voz de Jacob ecoou divinamente pela sala e eu o olhei. Parecia bastante confiante de si, talvez arrogante. Sim, essa é a palavra. Mireen estava logo ao lado dele agindo como se nada houvesse acontecido.

- E como seria realmente a estrutura dele? – perguntou Samuel, o design.

- Wendy está com o rascunho. – pronunciou Jacob me olhando. Percebi que ele estava segurando o riso de deboche. – Wendy...

Senti os olhos de todos da mesa sobre mim à medida que o silêncio prevaleceu naquela sala que antes estava sendo barulhenta. Não me senti intimidada, já havia me acostumado com aquele tipo de atenção por causa da minha família. Deixei o bloco de lado e folheei o caderno sobre minhas coxas, onde eu coloquei? As páginas foram passando até eu finalmente encontrar a folha rabiscada detalhando a estranha máquina. No momento em que a puxei outra folha foi revelada, e esta me chamou a atenção. Era um desenho meu, o reconheci na mesma hora. Os contornos da caneta preta formavam um homem de costas olhando sobre o ombro com um sorriso no rosto. Eu não me recordava de tê-lo desenhado, e muito menos quem era aquele rapaz sorrindo para mim, só sei que um estranho sentimento de tristeza me preencheu quando eu olhei para aquele desenho. A vontade de chorar cresceu sem motivos no meu peito. O que está acontecendo comigo?

Olhei para C que me fitava sem nenhuma reação, apesar de eu ter conseguido notar algo sombrio e intrigante nos seus olhos. Levantei da cadeira e caminhei até a mesa depositando o rascunho da nova máquina sobre ela. Eu voltei a sentar no meu lugar e a reunião foi retomada, mas eu já não estava prestando atenção. Acabei me perdendo na minha mente enquanto buscava por lembranças daquele homem e de quando eu desenhei aquilo.


Notas Finais


Foi um capítulo rápido, mas já revelou bastante coisa. Conto com a presença de vocês no próximo e até lá.


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