História Que Sorte A Nossa - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Amor Doce, Bahia, Cristãos, Drama, Faculdade, Homens, Hugo, Jornalismo, Letras, Lys, Mulheres, Namoro, Que Sorte A Nossa, Religião, Revelaçoes, Vitória Da Conquista
Exibições 16
Palavras 1.932
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi Oi, Amados e Amadas! ( Será que tenho algum leitor homem?)

Outro capítulo... Que irá revelar as intenções de uma certa criatura. Creio que vocês irão odiá-la.

Peço desculpas pela demora. Eu estava muito absorvida pelos livros de A Seleção. (Leiam, é Maravilhosoo)



Então, bora pro capítulo...

Capítulo 11 - Capítulo 11


Hugo

  Sábado, 07:00 AM

- Não sei como será, geralmente, Paulina que organiza. -Respondi à Lys.

   Já que hoje não tem trabalho, resolvi ligar para Lys. Ok... Sei que é um pouco mais que ultrapassado do incomum depender de alguém tanto como eu estou dependendo da Lys. Mas, cara! Ela me cativou de tal forma, que eu estou realmente dependendo de tudo e ela sempre participa das minhas decisões. Nem que seja as mais simples.

  NÃO FAZ NEM DUAS SEMANAS, AINDA!

  E isso me assusta.

- Ótimo! Estou ansiosa para saber como será e você simplesmente não sabe... - Ela responde do outro lado da linha.

  E estamos tão próximos a ponto de eu saber que ela está com as sobrancelhas arqueadas neste exato momento. Ela arquea as sobrancelhas para extremamente tudo que a incomoda ou está difícil de resolver, entender ou, até mesmo difícil  de dizer. Nesse momento,posso garantir que ela está ansiosa.

- Ei, calma. Eu só te garanto que será inesquecível.- assegurei - Minha mãe irá fazer um almoço em casa e disse que exige sua presença lá.

  Ouvi um suspiro e sabia que ela tentava ficar calma. Mas eu não entendo! A Super Mega Power Festa do EJC será amanhã. Então por quê a ansiedade? Deve ser o jeito das mulheres...

- Por quê? Ela nem me conhece direito e... - Interrompo-a.

- Nem vem, Lys! Você e sua insegurança... Ela sabe que você é muito especial para mim e para a Sopph, e você trabalha comigo. Acho que temos vínculo o bastante,  um almoço é o mínimo que você pode aceitar sem hesitar. - Eu precisava de mais argumentos. - E você vai conhecer minha irmãnzinha! - Esse truque nunca falha  - A não ser que você não tenha gostado da minha família... - fiz uma voz triste.

- Dramático... - ela riu. - Claro que eu gosto da sua família! Bem... Pelo menos a parte que conheço. E eu vou. Creio que você gastou muito tempo procurando argumentos que me convença.

-  Acertou!- Eu disse fazendo drama. - Daqui a pouco passo pra te buscar.- Avisei.

- Ok. Até mais tarde. - Despediu-se num tom calmo, que fez meu coração se derreter.

- Até.

    Eu tenho que parar de querer conversar com ela o tempo todo. Eu tenho que tentar deixar de pensar nela a cada cinco minutos, e me perguntar se ela aprovaria meus atos, minhas roupas, meu almoço ou até mesmo parar de pensar se ela acha que meu corpo está em forma ou não.

Argh!

   Eu tenho que parar de pensar nela. Mas eu fico me lembrando de esquecê-la e então me lembro ainda mais .

    Tomei um longo banho e me vesti. Escolhi um short Jeans, azul e uma camisa preta com listras brancas (ou branca com listras pretas?). Caprichei no perfume e dei uma arrumada no cabelo.

    Peguei minha Câmera e dei uma olhada nas fotos que havia tirado da  Lys sem ela perceber. Tinha fotos dela na sala da Faculdade, no Refeitório, na Lanchonete, a que tiramos um do outro no mesmo tempo e várias na Empresa.
  Revelei todas e pendurei no meu mural-parede. Ficou realmente mais maravilhoso ainda. Lá, eu poderia vê-la a qualquer momento...
  
   Olhei para o relógio em meu pulso e vi que já era 09:30 horas. Acho que dei tempo o suficiente para a Lys se arrumar. Tranquei a porta de casa - Aliás, troquei as fechaduras - e fui buscá-la.
  
(...)

   Lys

- Chegamos! - Avisa Hugo,  parando em uma grande e bela casa.

- Oh Meu Deus! Hugo... eu estou com medo! - Quase berrei.

Ele segurou a minha mão.

- Calma, Lys! A única pessoa que você não conhece é minha irmãzinha...

Ele abriu a porta do carro pra mim e fomos em direção à porta. Hugo aperta a campainha. Em menos de um minuto, alguém abre a porta, e esse alguém eu já conhecia.

- Paulina! - Disse Hugo, com uma animação fora do normal. Ele a abraçou bem apertado e ela estava adorando aquilo.

Eu só queria ter ficado em casa...

   Enquanto aquele abraço durava, senti os olhos de Paulina sobre mim. E eu juro que ela arqueou as sombrancelhas, fazendo uma cara malvada.

   O que eu fiz?

- Oi querida! - saldou-me Paulina, fingindo uma bela alegria em me ver. - Saia do meu caminho... - sussurou.

Oh não!

  Além do que o Hugo me disse sobre a Nanda ontem, enquanto ele me levava pra casa, ainda tem mais essa!

- Oi! Eu já te conheço? - perguntei com o mesmo cinismo que ela.

- Sou Paulina, nos conhecemos na semana passada, na casa do Gu. - Já não gosto desse apelido! Vou arrumar outro.

  Fiz como se estivesse pensando um pouco, puxando a memória.

- Desculpa, não me lembro. - fingi que estava envergonhada.

- Não há problemas, queridinha.

  - Vamos, Lys. - Hugo me chama.

Surpreendi-me quando ele se apossou da minha cintura com seus braços, me guiando para dentro de casa.
   Olhei para trás, com uma imensa alegria de presenciar a Cara-de-bruxa toda nervosa. Pisquei pra ela, antes de entrarmos na sala.
  
   Quando entramos, instantaneamente, as mãos do Hugo saíram da minha cintura. O que não me deixou bem psicologicamente.

1°  Por mais que tenha somente os pais do Hugo e uma menina que julgo ser sua irmã, eu estava com medo de não agradá-los. Para mim, era como se eu estivesse conhecendo os pais do meu namorado, mesmo não sendo essa a realidade. Aliás, nunca tive oportunidade de conhecer os pais do meu antigo "namorado". Só de pensar no ocorrido, a dor volta com tudo.

2° Por que ele segurou minha cintura? Qual teria sido o motivo? E por que ele me soltou? Se ele segurou foi porque quis. Então por que soltou?

   Tento distrair esses pensamentos da minha mente. Ando com toda a confiança que tenho em direção à família de Hugo. Hugo colocou suas mãos em meu ombro. Eu queria ficar chateada com ele, mas eu não tenho esse direito.

Por que eu quero ficar com raiva dele?

- Bom Dia, Família! - Hugo os cumprimenta.
  
  Hugo abraçou os pais com todo amor que pôde e pegou sua irmãnzinha no colo, a girando no ar.

- Ai Guginho... Eu tô tonta! Pára... - dizia Nina entre risos.

- Olha quem eu trouxe pra te apresentar... - disse Hugo. - Ela se chama Lys. Parece uma princesa, não? - ele disse essa última frase fingindo ser um segredo, mas deu para todos ouvirem. Logo corei.

- Sim, sim! Parece uma princesa... - Ela saiu do colo do Hugo, vindo em minha direção.

- Olá, Lys! - disse ela estendendo sua mão.

- Olá! Como essa gatinha se chama? - perguntei me curvando para ficar na sua altura e pegando em sua mão.

- Eu me chamo Ana, mas você pode me chamar de Nina. - ela disse.

  Eu dei uma abraço nela.

- Nina... Como você é linda! Nem parece ser irmã do Hugo. - Brinquei.

- Eu sei que sou mais bonita...- disse rindo da cara do Hugo.

- Ei! Já formaram um complô contra mim? - Hugo respondeu indignado.

  Revirei os olhos.

- Bom Dia, Senhor e Senhora Rodrigues. - Cumprimentei-os.

Eles vieram em minha direção.

- Oh querida! Eu acho que não estou tão velha assim pra ser chamada de Senhora... - Disse Ellen.

- E eu acho que já te disse pra não me chamar de Senhor, Lys... - Ele sorriu e me abraçou, depois que sua esposa havia me soltado. - Finalmente nos vimos depois da entrevista de emprego.

- Você não sabe como nós ficamos impressionados quando Hugo nos disse que vocês já se conheciam. Tenho certeza que é coisa de Deus! - Ellen piscou pra mim. - Sem contar que eu já te conheço...

Ela já me conhece?

- A Senh... Você já me conhece? - perguntei.

- Claro! Sua mãe, Paula, é minha melhor amiga. - Revelou.

Sorri.

-   Então é você que sempre liga para minha mãe, que vai visitá-la de vez em quando... Nossa, eu não havia ligado os nomes.

- Sim, mas sempre que eu ia, ou você estava estudando, ou estava com os amigos, e depois daquele ocorrido... - Fiquei branca. - sinto muito, querida.

Olhei para o Hugo e ele estava confuso.

- Tudo bem.

...

Depois de toda a conversa na sala, Ellen fez questão de me mostrar cada canto da casa. Eu ainda pensava no que ela falou sobre ser amiga da minha mãe. Elas são muito ligadas! Minha mãe me disse que se conheceram na faculdade daqui, quando ela fazia Administração. E a amizade nunca acabou...

- Eu acho que fui inconveniente quando falei sobre aquilo. Me desculpe.
  
  Estávamos sozinhas, andando pelo jardim da casa. Hugo ficou conversando com Paulina, que sempre me fuzilava com os olhos. Eu desejava ter a mão do Hugo nesse momento, para que eu não tremesse tanto.

- Está tudo bem. Não tem problema...

- Minha querida, Hugo já sabe? - Perguntou-me.

- Não, não! - Disse assustada. - Prefiro que ele não saiba de nada. Por favor, não diga nada a ele.

- Claro, meu anjo! Ele só saberá se você decidir contá-lo. É um assunto seu...

- Obrigada.

- Não precisa agradecer. Já te considero como uma filha! Sabe, quando te vi na Faculdade, logo sabia quem você era. Primeiro, porque sua mãe me disse que você iria morar aqui e segundo, porque eu já vi muitas de suas fotos. Te reconheceria em qualquer lugar!

  Eu não sabia como lidar com aquele carinho que ela tinha por mim.

- Eu também já lhe considero muito! - disse a abraçando. Ela aceitou com muito gosto.

- Mamãe! Posso levar a Lys pro meu quarto? - Pergunta Nina, correndo em nossa direção.

- Claro, meu bem! - Ellen concorda. - Daqui meia hora chamo vocês para almoçarem. Vou conversar um pouco com Paulina. - Fez uma careta.

...

  Chegando no quarto de Nina, percebi como o quarto dela era diferente.
    O quarto era todo azul,  ela disse que a fazia lembrar do céu. Havia vários quadros de Nossa Senhora, de Jesus... Havia fotos de sua família, desenhos que ela mesma fez. Seus móveis eram coloridos e recheados de livros e retratos.

- Eu Amei seu quarto! Preciso levar você para me ajudar a decorar o meu. - Nesse momento, Lembrei-me de que eu não possuía um quarto, e que eu precisava dar o fora daquele Apartamento. As coisas pioraram muito...

- Eu vou sim! - Animou-se - Sabe... você não é nada que a Paulina me falou.

- Sério? Como você achou que eu era? - Interessei-me.

- Ela me disse que você era muito feia, que fazia meu irmão ficar triste, que você era má e um monte de coisas.

- Mas eu não sou isso!- Disse para mim mesma. Minhas sobrancelhas estavam arqueadas.

- Eu sei. Eu vi como meu irmão fica feliz quando te olha. Posso ter 11 anos, mas sei quando meu irmão está alegre... E vi que você é muito educada e bonita. E você é amiga da minha mãe... Gosto de você!

- Que bom, pois eu também gosto muito de você?

  Ela fez uma carinha sapeca.

- Você vai namorar o meu irmão?

Oh meu Deus? O que é que eu vou dizer?


Notas Finais


E ai?

Gostaram?

Paulina Sua Chata! Ela vai dar trabalho...

Rodrigo, Nanda e Paulina... Será que vai aparecer mais vilões? Ou eles não serão vilões?

só acompanhando...

Espero que tenham gostado e até o próximo Capítulo. ^_^


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