História Quebrando Barreiras - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Mikaela Hyakuya, Yuuichirou Hyakuya
Tags Drama, Mikayuu, Romance
Exibições 222
Palavras 1.281
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


LEIAM AQUI !!!!!

Gente..... Desculpa se eu não estou atualizando minhas outras fanfics shauhsahusahusahu mas sabe quando vc tem que atualizar as fics mas quer escrever outras? Então... :'''v preciso tomar vergonha na cara mesmo HUSAHUSAHUSAHUHUSAUH <3 eu amo vocês...
Essa One foi baseada em uma história real, é um assunto realmente sério e eu espero que vocês se emocionem como eu me emocionei escrevendo essa história. Eu realmente estava pensando me postar ela como Original mas eu gosto tanto de mikayuu com drama que né.... huasuhsahushsahuashu
Eu não conseguia encontrar uma foto melhor pra história então coloquei essa mesma.
e a sinopse tbm n conseguia bolar uma boa ;-; me perdoem.

Capítulo 1 - Capitulo unico


Conheci-o numa noite no bar, era o lugar mais freqüentado por jovens de nossa idade. Ele era um garoto simpático e simples, era todo bagunçado e principalmente seus cabelos negros.

Era mais novo que eu, porém mais inteligente. Viramos amigos rapidamente e acabamos por descobrir que estávamos na mesma faculdade.

Ele me fazia me sentir bobo, bobo até demais. Porque ele era doce. Absolutamente doce e eu era fascinado por isso.

Um sorriso aqui e outros lá. Havia coincidências entre nós, nossas comidas prediletas e tínhamos até nossa música.

Havia conversas sinceras, conversas idiotas e conversas mais ácidas.

Ele já não tinha tanta insegurança conversando comigo e eu não tinha aquele receio de falar com ele. Éramos sintonia pura, ao som de Ron Pope, enquanto andávamos pela estrada.

Quando percebi, já estava claro pra mim e pra ele. Estava tudo tão certo.

E na primeira oportunidade que tivemos, fugimos de nossos amigos e fomos até a praia.

Era tarde, o sol estava se pondo dando aquela cor alaranjada no céu. Estava frio e quase não havia ninguém lá. Pareciam quilômetros da areia até o mar, mas o caminho foi agradável. Estavam os embalados por toda aquela excitação do romance de verão.

Colocamos os pés na água e, como se estivéssemos atingido qualquer "linha de chegada", que não tinha sido previamente combinada, nos olhamos e sorrimos. Estávamos livres.

Do abraço meio torto se fez nosso primeiro beijo. Meu maior pecado romântico. Eu me lembrei de todos primeiros beijos apaixonados que já havia dado na vida. De cada um e de todos momentos. Mas o dele foi rápido, era bom e não queríamos tomar ar para dar o segundo.

A praia era imensa e estava quase deserta, havia algumas aves voando em conjunto para a casa e a água do mar fazia aquele som repetitivo.

Não demorou muito para que os beijos ficassem mais intensos e os movimentos do corpo mais coordenados. Em minutos ou segundos transformamos aquele lugar público em nosso próprio universo. O mar e a areia como nossas quatro paredes. Entramos com corpo e alma telepaticamente em harmonia.

Foi quando minha respiração ficou mais difícil e minha mão mais pesada que ele se arrepiou pela primeira vez. Não um arrepio bom como qualquer outro. Daqueles arrepios que abrem algum caminho. Um arrepio diferente e incontrolável, agudo e frenético. Estava acompanhado de uma contração de cada músculo do corpo e a recusa do meu toque. Ele não queria meu toque?

Não perguntei. Não foi exatamente igual a outras situações em que eu já havia vivido, mas também não era diferente. Reações como essa poderiam ter milhares de motivos e só me restava afastar a mão e respeitar seu espaço.

Continuamos com os beijos e a situação levou novamente no mesmo ponto. Estávamos com vontade, eu com receio e ele com medo, mas mesmo assim pude perceber que ele queria continuar. Fui influenciado e tentei novamente. Suave e devagar. Mas a reação foi a mesma, e talvez pior.

Eu devia ter segurado minha mão e impedido de chegar perto de sua parte íntima e voltar a curtir todos os prazeres daquele momento. Mas não existiam mais prazeres, eu olhei para seu rosto e não havia mais prazer. Havia medo, desespero e outros milhares sentimentos todos juntos na expressão. Ele olhou para a areia desviando nossos olhares.

Pode parecer que aconteceu tudo muito rápido, mas embora não havia passado mais do que duas semanas, a gente estava tão disposto a viver tudo aquilo, juntos. Um amor de entrega e livre. Os dois abertos um pro outro num universo só nosso. Tínhamos até uma música apenas nossa.

Então desse momento inusitado e natural, perguntei se havia algo errado ou algo que ele gostaria de me contar. E sem hesitar e sem preliminares ou frases que ajudavam a se preparar para o que viria, ele disse:

- Eu já fui estuprado, Mika.

Eu não soube o que falar, minha reação foi de um silêncio terrível e não soube quanto tempo demorei pra voltar.

O silêncio foi interrompido por ele fazendo um pedido de desculpas e talvez um soluço, ele estava chorando. Nesse tempo em que eu o conheci essa foi a primeira vez que o vi chorando. Era como se ele estivesse com essa vontade de chorar desde o nosso primeiro beijo.

Tive vontade de abraçá-lo e dizer que já estava tudo bem, quando percebi já estávamos nos beijando novamente. Minhas mãos acariciavam seu cabelo bagunçado pelo vento da praia. Ele continuava a chorar, mas não estava mais com medo.

Eu já passei por muitas coisas na vida, mas eu não sabia o que fazer agora. Já tinham me ensinado de tudo, mas mesmo assim minha mente estava num eterno branco. Um sentimento estranho apoderou-se de mim, eu queria que ele esquecesse o que aconteceu no passado e sorrisse novamente, aquele sorriso que ia de orelha a orelha.

Percebi que ele não queria que eu parasse, seus arrepios continuavam angustiantes, mas ele colocou a mão direita sobre meu rosto e sorriu durante o beijo. Talvez as lagrimas haviam cessado mas suas maças rosadas ainda estavam molhadas.

Eu não sabia lidar com aquilo, então com segui com o cuidado e o despreparo da minha primeira vez. Mas era visível meu medo.

Aos poucos e bem aos poucos em que as barreiras dele iam caindo, pude perceber que tudo que eu fazia relembrava-o os traumas do estupro, eu me sentia como o estuprador. Mas toda vez que tentei parar ele pedia para continuar, e sorria. Tentei fazer tudo com calma e carinho para que ele não ficasse com medo, mas quem estava com mais medo era eu.

Mesmo sem saber o que o estuprador havia feito mesmo sem ele dizer. Eu sabia exatamente o que havia acontecido, pois eu havia feito o mesmo que ele em algumas caricias. O moreno arrepiava e segurava a respiração regularmente.

Deitamos-nos, havia chegado o momento. Até ali haviam sido apenas preliminares. Olhamo-nos e coramos. Ninguém ousou a dar o primeiro passo. O som do mar não nos trazia a paz necessária. Resolvi dizer algo que queria desde o primeiro momento.

- Você é lindo, sabia? – Sorri olhando como ele corou.  – Yuu-chan.

Ele sorriu e estendeu a mão até a calça que estava do nosso lado, pegou seu celular e os fones de ouvido. Sem saber o que ele estava fazendo, fiquei observando até que sua mão passou pelo meu cabelo até chegar ao ouvido. Senti que um fone estava conectado a mim e o outro a ele, e nossa musica tocava.

Sem querer o fiz sentir dor novamente, ele chorou. Talvez chorasse igual no dia em que foi machucado. Beijei todos locais visíveis de sua pele morena a minha frente. Beijei suas lagrimas e olhos verdes. Acho que me esqueci de elogiar seus olhos.

Quando nossos movimentos tiveram um ritmo mais forte, ele já não chorava mais. Seu rosto era belo, sua voz era bela. Eu estava apaixonado por ele.

Nossos corpos se encaixavam perfeitamente em harmonia, junto aos sons que saiam de nossas bocas. Corações acelerados e a musica continuava a tocar.

Seu corpo me deu um aviso, talvez estivesse perto de sua libertação. Quando todos os movimentos cessaram, pude ver seu sorriso e mais lagrimas, ele havia quebrado suas barreiras e medos.

Naquele instante beijei-lhe. Beijei-lhe com todo meu amor e alma e fui correspondido com os mesmos sentimentos. Um abraço surgiu durante o beijo e nossa musica parou. Percebi que eu não estava apenas segurando um garoto que encontrei em um bar qualquer. Eu estava segurando um mundo que eu estava descobrindo aos poucos.

Segurei sua mão e sussurrei da forma mais sincera possível

- Eu amo você.


Notas Finais


Gostaram? Críticas? Elogios?
Comentem por favor!! <3

a musica deles é essa aqui https://www.youtube.com/watch?v=suVR-yYTyx4 <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...