História Queen - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Block B
Personagens B-Bomb, U-Kwon
Tags Crossdresser, U-bomb
Visualizações 116
Palavras 2.241
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente...
Eu tenho um monte de histórias mofando aqui, com medo de vocês não gostarem, mas assim...
Eu dei a louca hoje e decidi que vou começar a postar essas histórias...
Muitas leitoras lindas já leram essa história, mas nunca viram o final <3

NÃO PROMETO SER RÁPIDA.
A ketty trabalha, aushuashuahs <3
Mas tentarei

OBS: Tem muito inglês nessa fic.
OBS: Ignorem qualquer possivel erro.

Capítulo 1 - The Glam Bitch is here.


Fanfic / Fanfiction Queen - Capítulo 1 - The Glam Bitch is here.

♣ 

Olhei no espelho com cautela. Respirei fundo. Hoje era uma noite importante, era uma noite realmente importante. Pisquei algumas vezes sentindo o peso agradável dos cílios postiços e repensando sobre quanto gliter eu deveria colocar sobre minha pálpebra móvel. Lavei as mãos com cuidado pra não acabar deixando as grandes e brilhantes unhas postiças caírem na pia e depois de seca-las com cuidado arrumei um pouco mais a peruca, dando uma ultima olhada no conjunto inteiro. Eu tinha que ter certeza que ninguém nunca ia me reconhecer. Ninguém poderia descobrir que Lee Minhyuk, gostava ou amava, travestir-se em baladas noturnas e usar como seu o nome de B-Bomb.  

Sai do camarim com o queixo erguido, nenhuma baixo estima poderia me acompanhar enquanto eu desfilava me apoiando nos finos saltos que usava. Eu precisava subir lá e ser a melhor. Subi no palco e a música gritante parou para darem atenção a minha entrada. Os homens gritavam alto enquanto eu subia elegantemente pela escada e finalmente me inclinava um pouco.  

-"Boa noite..."- Deferi contra o microfone, usando o tom mais doce que conseguia.  

A reação do público foi imediatamente ensurdecedora. Continuei olhando-os até que se dessem por satisfeitos e conseguissem parar um pouco com todo aquele barulho. Se eu tivesse que gritar, minha voz sairia do tom. Abri os lábios num sorriso doce, fazendo questão de deixar meus movimentos leves e calmos. Até para piscar os olhos, eu tomava um tempo enorme. O ambiente tinha pouca luz, mas as que existiam estavam bem arrumadas as minhas costas. Talvez isso desse uma bela visão das minhas pernas.  

-"The Glam Bitch is here!"- Falei a frase icônica que dava inicio ao meu show e larguei o microfone sobre o pedestal novamente, virando de costas e esperando a melodia me dar o sinal para começar a dançar. Os gritos atrapalhavam um pouco a passagem de som, mas quem se importa? Mexi meu corpo com suavidade, fechando os olhos e sentindo a melodia em mim. Tentava meu máximo para ser sensual em cada movimento e então murmurava lentamente a música, com uma dublagem perfeita. 

Eu adorava o quão alucinados eles ficavam e o quanto gritavam o nome que inventei para acolher aquela parte de mim. Parecia que por breves momentos as pessoas aceitavam até meus lados mais obscuros e isso me dava total liberdade de ondular os quadris com a música, sustentando meu peso nos saltos. Sentindo meus brincos pesados balançando e os cabelos longos roçando contra minhas costas, levantei um pouco o vestido para dar-lhes um pequeno deslumbre das minhas coxas. 

♣ 

Andar em sapatos sócias, dentro de tecidos quentes de alfaiataria e ser degolado por uma gravata apertada era bem mais difícil do que usar uma fantasia nas sextas a noite. Engoli um pouco do meu café, sentindo-o descer e aquecer minha garganta aos pouquinhos, facilitando a pequena tarefa de abrir-me os olhos naquela hora da manhã. Os músculos da minha coxa ainda estavam doloridos por causa da força de ontem, mas eu teria que continuar silencioso e misterioso como sempre. Era um ótimo jeito de segurar meus instintos meio fluidos. Travei meu maxilar ao levantar da cadeira com o relatório em mãos, pigarreei com força para engrossar minha voz o bastante e segui até o escritório do meu chefe. Tomei o cuidado de bater com os nós dos dedos contra a madeira fria que nos separava e só então entrar. O homem velho estava bem sentado e lia com dificuldade alguns papeis.  

-"Ainda não trocou os óculos Dok Ho? Isso faz um mal incalculável a sua visão!"- Falei com uma mascara educada e o senhor olhou pra mim, abrindo um belo sorriso de dentes amarelados pelo tempo.  

-"Sabe como eu estou sofrendo sem uma secretária que preste."- Comentou voltando a encarar os papeis. Realmente ser mimado ao ponto de não conseguir seu óculos sozinho deve ser bem triste. 

-"Bem, aqui estão os relatórios que me pediu na terça... Eu estou pensando em sair já que vim apenas para termina-los. Hoje é minha folga."- Tratei de deixar claro ao passo que colocava os papeis na sua mesa de vidro. Quem no mundo trabalha aos sábados? Eu odeio isso.  

-"Obrigada por vir Minhyuk! Você é sem dúvidas o empregado mais dedicado desse lugar!"- Ele comentou contente, tratando de folhear o que acabei de entregar-lhe. Tive que conter meu instinto de jogar meu cabelo pro lado e sustentar uma careta que esbanjava confiança.  

-"Tudo bem! Então com licença!"- Curvei um pouco o corpo em sinal de respeito e me virei para ir embora. Já pensando em passar em alguma loja e comprar-me alguns produtos de beleza. Precisava cuidar um pouco da minha pele depois de ter usado tanta maquiagem no dia anterior.  

-"Espere..."- O homem pediu e revirei os olhos antes de virar com um sorriso gentil. 

-"Sim?"- Indaguei.  

-"Meu sobrinho está no país, finalmente convenci a mãezinha mimada de colocar o moleque para trabalhar! Espero que possa me ajudar a coloca-lo nos trilhos. Ele um dia tomará de conta de todo esse lugar... Temos que prepara-lo."- Comentou suavemente como se me informasse que ia mudar uma das cadeiras na área de lazer. Minha vontade era suspirar pesadamente, já imaginando quanto trabalho um moleque inexperiente ia me causar naquele lugar. Sem contar que essa pequena frase já deixavam obvias as intenções de Dok Ho em jogar as responsabilidades pelo sobrinho nas minhas costas. Abri meu melhor sorriso, deixando-o apreciar minhas covinhas.  

-"Sim senhor!"- Comentei polido, voltei a me curvar e sai da sala. Eu queria bufar e fazer um bico, mas tive que manter-me são.  

Peguei minha maleta rapidamente, antes que alguém gritasse me chamando, eu precisava literalmente fugir dali e aproveitar o que restava da minha folguinha. Só respirei tranquilo quando me vi protegido pelas densas paredes metálicas do elevador. Relaxei os ombros e suspirei. Cedendo a dar uma espiadinha nos meus cabelos pretos pelo espelho. Odiava quando arrumava-o perfeitamente pra trás e ele permanecia assim enquanto eu continuava em casa, mas era só sair que os fiozinhos iam pulando pra minha testa. O elevador parou num tranco e me virei para sair. Um loiro obviamente fajuto passou por mim batendo contra meu ombro e entrando no elevador. Olhei pra ele com raiva, que cara mal educado, ele estava de óculos escuros, vestia um terno que ficava meio grande nele e uma gravata que não tinha sido bem posta contra seu pescoço. A pele dele era branquinha e seus movimentos meio estranhos, parecia um daqueles ratos de academia, me perguntei por um segundo o que diabos essa pessoa fazia na empresa, mas as portas do elevador fechando me trouxeram de volta para a realidade. Ignorei tudo que estava enchendo minha cabeça e andei sério até meu carro. Não era um loiro sem senso nenhuma para moda que me tiraria a tranquilidade. Please Bitch! 

Finalmente dentro do conforto de algo meu, pude relaxar meus movimentos e parar de monitora-los. Colocando uma música divertida pra tocar. Bem, pelo menos na suave proteção do meu carrinho velho eu poderia deixar de temer as coisas ao meu redor. Comecei a dirigir, com um hábito muito triste de ser lento nessa tarefa. Com o intuito de ter um pequeno dia da beleza me deixei deslizar pelas ruas que eu sabia serem mais tranquilas e finalmente parei perto de uma loja que era longe o bastante para as vendedoras não saberem quem eu sou. Mesmo assim coloquei uma mascara preta sobre minha boca, fingindo uma gripe. Era melhor prevenir do que remediar.  

Peguei uma das pequenas cestinhas e comecei a andar pelos corredores, desviando dos corpos esguios das meninas que por sorte, poderiam mexer em tudo ali na maior naturalidade. Peguei alguns produtos pro rosto, aquelas coisinhas pra esfoliar, hidratar e tudo. Não poderia me dar ao luxo de pedir pra uma das vendedoras me explicar cada produto porque seria dar na cara demais que eram pra mim, então teria que me contentar em pesquisar na internet mais tarde se alguém no mundo fez algum vídeo explicando. Depois de encher a cestinha fui até a caixa e entreguei-lhe rapidamente, rezando para ela ser rápida. A mulher olhou pra tudo aquilo e depois pra mim e começou a passar todos os produtos com uma calma que me dava nos nervos.  

-"Brigou com a namorada?"- Perguntou com uma confiança e um sorriso de canto, que me faziam suspeitar que ela achava que estava certíssima. Se sentia a personificação da adivinhação. Really Bitch? 

-"Isso mesmo! Eu espero que esses negócios me ajudem a amansar a fera!"- Falei por educação. A mulher suavizou a expressão e começou a tagarelar sobre como eu precisava entender as mulheres e que essa atitude foi perfeita, minha namorada ia amar. A minha sorte foi ter usado aquela mascara e fingido estar doente, ou ela ia conseguir enxergar minha expressão de: "Passa logo essa porra sua lesma ou eu enfio minha mão nessa sua cútis péssima de quem come miojo todo dia.".  

Chegar em casa era sempre tranquilo. Tudo ao meu redor era no mais puro branco, apenas alguns quadros na parede fugiam a regra. Não é por ser pobre que a pessoa precisa ter mal gosto e eu sempre cuidei muito bem de tudo que é meu. Pendurei meu casaco e deixei meus sapatos na soleira. Andando suavemente até meu quarto. Abri o pequeno vidro com barrinhas de cereais e peguei uma segurando-a na boca enquanto fechava o vidro de novo e deixava-o sobre o móvel que sustentava minha TV. Liguei a mesma, rezando para alguma coisa boa estar passando, acabei deixando em um desenho aleatório e jogando o controle branco sobre o travesseiro.  

Me arrumei mais no centro da cama abrindo a sacola com cuidado e observando o conteúdo, teria que adivinhar como usar cada uma daquelas coisas, mas isso não era bem uma coisa ruim. Gostava de estar mastigando minha barrinha de cereal enquanto tentava dar um jeito no meu rosto e escutava as vozes acriançados dos desenhos na TV. A tranquilidade era uma velha amiga.  

Eu nunca quis ser uma mulher e isso sempre foi meio difícil de explicar para as pessoas ao meu redor. Aos poucos eu parei de tentar. Querer me arrumar e dar um showzinho as vezes não era exatamente a mesma coisa que querer sair por ai sem o meu pênis. Sim, era bem gay, disso não tinha dúvidas. Mas até no meio deles eu tinha que fingir ser apenas mais um e não demonstrar os meus gostos por cílios postiços. Minha vida era um constante segredo que me acostumei a guardar. As pessoas me respeitavam mais enquanto não sabiam de fato, quem eu era. Assim seria mais fácil pra mim, não precisava tagarelar pra ninguém sobre minha vida pra me sentir feliz. Eu já me sentia amado por meus fãs e eu entendia isso como suficiente. Um relacionamento seria apenas me expor desnecessariamente. Deixar alguém desvendar coisas demais sobre mim nunca poderia ser bom.  

Com o passar dos meus longos vinte e cinco anos percebi que ninguém estaria realmente disposto a me amar incondicionalmente ou ao menos entender o que passa pela minha cabeça. Gradativamente a vontade de tentar externar foi se esvaindo. Nem mesmo meus pais tiveram a paciência de me amar e não tinha ilusões de conseguir isso de algum outro ser humano. Apenas aceitava de bom grado o que me foi ofertado com meu esforço tranquilo. Pelo menos eu podia ser livre dentro da minha casinha branca, meu muro contra o mundo. 

-"Alô?"- Falei o mais suave que consegui apesar de ter sido acordado pelo toque do meu celular. Estava dormindo após a limpeza de pele, já estava um pouco tarde. O número no celular era do empresário dono da boate onde eu costumava performar, ele não sabia meu nome, nem nada demais sobre mim além do meu número. Me sentia mais tranquilo dessa forma e ele não se importava o bastante para ir contra isso. 

-"Queen... A atração de hoje faltou, eu sei que já veio ontem, mas estamos meio que... Desesperados. Será que você estaria disposta a dar uma passadinha aqui?"- Pediu num tom implorativo e analisei a situação. Não fazia mal ganhar um pouquinho mais de dinheiro, mesmo que a dor nas minhas coxas fosse ser insuportável pelo domingo inteiro, pelo menos eu teria músculos bonitos me consolando. 

-"Tudo bem... mande-me um taxi!"- Pedi facilmente, enquanto descia da minha cama, já pensando na minha roupa.  

♣ 

Era agradável encarar todas aquelas pessoas gritando meu nome depois de uma boa performance, era um dos raros momento em que me sentia vivo. Lancei aleatoriamente meu melhor olhar sensual, capturando o maior número de olhares possível. Deixando-os iludidos, sentindo-se especiais sussurrando um: "Ela olhou pra mim", pros amigos próximos. Meu coração ainda se acalmava junto a minha respiração e um sorriso simples saia naturalmente.  

Encarei mais um, olhos caramelo, com uma sombra meio caótica e problemática. Sorri de canto observando-o era um olhar realmente atraente, apesar do sorrisinho adornando o rosto dele ser dolorosamente acriançado. Era um contraste interessante. Deixei o contato acabar rapidamente como todos os outros e me mexi suave saindo do palco. Entreguei o microfone a um dos Staff's sorrindo gentil pra ele e me preparando para sair pela boate e adentrar meu carrinho, não tinha jeito de me trocar ali e deixar que me vissem por trás de todas as camadas de base. Eu precisava continuar o personagem até estar protegido o suficiente.  


Notas Finais


É meu povo...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...