História Queen B - Capítulo 1


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Categorias Hannibal
Personagens Bedelia Du Maurier, Clarice Starling, Hannibal Lecter
Exibições 9
Palavras 686
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Queen B


O ronco do motor do carro cessou e em alguns segundos o ruído deu lugar ao som da porta se abrindo e ao da sola da bota da agente tocando o cascalho que cobria o solo na entrada da grande casa.

Ela fechou a porta do veículo atrás de si, seguindo na direção da porta principal. Por um segundo ela teve a impressão de ver uma sombra no canto da grande janela que deixava a luz natural entrar, porém, um período de observação a fez pensar que a anfitriã que a aguardava era tão interessante quando Jack Crawford comentara. Ou talvez fosse apenas sua mente lhe pregando peças dada sua agitação antes da missão para a qual o guru a designara.

Deixando de lado o pensamento a morena seguiu para a porta.

 

Algumas batidas rápidas e curtas na porta, apenas o suficiente.

Clarice analisou suas roupas e sua postura, a imagem que passaria. Estava dando-se por satisfeita consigo mesma quando a porta foi aberta e ela ergueu o olhar em tempo de ver uma dama de cabelos dourados e olhos claros.

- Posso ajudar? - perguntou a mulher com um tom firme, olhos frios, postura rígida. Clarice quase a viu como sendo esnobe, mas o instinto avisava que não se tratava disso.

- Dra. Bedelia Du Maurier? - pronunciou-se Starling.

- E você é…? - perguntou a mulher.

- Clarice M. Starling, madame. FBI.

- Eu lembro de ter pedido ao FBI para que fizessem o seu melhor para evitar entrar em contato comigo.

- Entendo suas motivações, Dra. Du Maurier. Não viria se não fosse importante.

A loira a observou, então deu espaço para que entrasse.

- Por aqui, agente Starling.


 

- Obrigada. - disse Starling, aceitando a xícara de café, observando enquanto a dama de vestido sentou-se diante dela, de costas para a janela.

- Por que veio? - perguntou a mulher de cabelos dourados.

- Estou trabalhando com Jack Crawford, madame. Minha missão atual é entrar em contato com o Dr. Hannibal Lecter… Seu antigo paciente.

Um momento.

Clarice viu um sorriso leve surgir nos lábios de Bedelia, depois de um segundo de alguma agitação.

- Crawford a mandou? - a mulher se ergueu, caminhou pela casa, serviu-se de vinho. - Você é o novo cão de Crawford. Sabe o que aconteceu a Will Graham, agente Starling?

- Apenas ouvi falar.

Du Maurier voltou a se sentar, tomou um gole de seu vinho antes de voltar a se dirigir a Starling.

- Creio que conheça as medidas de segurança para lidar com Hannibal.

- Sim, madame.

- Claro que sim… Conheça alguma para lidar com Crawford?

- Licença? - havia confusão no tom de Clarice.

- Nada. - sorriu Bedelia, desviando o olhar por um instante. - Sabe o que fazer, agente Starling. Apenas mantenha a educação.

- Conte-me sobre ele, doutora.

O sorriso de Bedelia ficou um pouco maior.

- É bom estar pronta, agente. Nunca se está pronto o suficiente com Hannibal.

- Ele a atingiu, não foi?

Um tremor no sorriso, momentâneo.

- Eu vejo porque Jack a escolheu… Devia tomar cuidado, agente, está entre dois homens poderosos.

- Não gosto que de ser subestimada.

Bedelia fitou as mãos em seu colo.

- Vamos ver como isso vai acabar saindo para você…

 

xxx

 

Ela parou por um instante, tomando um gole de seu whisky.

- Jack Crawford não tem noção do que colocou nas suas mãos.

Hannibal parou, deixou a última muda de roupas na mala antes de se virar para Bedelia, ela estava encostada na soleira da porta, observando-o.

- Starling. - completou a loira.

- Clarice. Jack Crawford está cego por sua ambição, como de hábito. - ele argumentou, andando pelo quarto.

- Jack Crawford a entregou a você como se entrega o cordeiro para o abate.

- Exceto que não é um cordeiro.

- Não, é um filhote de leão.

Eles trocaram olhares e ela pode ver os planos, a alma dele, todas as possibilidades. Du Maurier estremeceu. Lecter se aproximou, parando diante dela, colocando uma passagem de avião em sua mão.

- Pronta, Dra. Du Maurier?

 



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