História Quem de Nós Dois - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~otpgn

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 259
Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS MOOOOOOORES!!!
Desculpem a demora e não desistam de nós.
Boa leitura.

Capítulo 11 - Seguindo em frente


O dia amanheceu nublado. Sabia o porquê, até mesmo os cosmos sabiam. Foi preciso, sim, foi preciso um empurrão grande para que seus medos fossem libertos e seu corpo fosse ajustado na hora da queda, o baque não foi grande, existia em algum lugar, a certeza de que aquilo havia acabado, e quando se confirmou, o colchão estava lá, embaixo de seu corpo amortecendo a queda.

Olhou para o lado e divagou. Não queria estar ali, mas estava, não queria nada daquilo, mas nada daquilo se apagaria. Então reuniu suas forças e se levantou da cama, deixando para trás a mulher que um dia escolheu para ter ao seu lado por todos os dias de sua vida. Deixou para trás um fim, mas não a história, a história sempre estaria lá, o lembrando e o ajudando a ser melhor. Melhor para alguém que ainda estava por vir, melhor para ele mesmo.

– Desculpe, isso nunca devia ter acontecido. – trouxe o café como sempre fazia, e o deixou ao seu lado com um bilhete. Era o adeus.

Quando finalmente conseguiu sair do seu quarto de hotel, por onde se escondeu e se trancafiou por 3 dias e três noites. Não tinha coragem de enfrentar o mundo. Não por ser covarde, mas por ser experto o bastante para saber que todo término merece um momento e luto, e aquele era o seu. Sabia que quando saísse de lá, tentaria o seu melhor e conseguiria, pois sabia que podia e que tinha a quem, para quem, e por quem fazer. Inconsciente ou não, ele sabia, alguma parte sabia.

Colocou seu melhor trapo de roupa e saiu a procura de sol, a procura do que era, o homem sério, grosso, que gostava de curtir a vida e mostrar a quem realmente o conhecia, que não era nada daquilo que aparentava. Quando se deu conta, estava lá, parado em frente ao local por onde sua mente viajou naqueles três dias. Não entendia o porquê, e nem queria, só estava, e esperava encontrar o que sua mente projetou tão bem. E lá estava ela, sorridente como lembrava, vestindo seus costumeiros vestidos folgados, vistos por ele apenas nas quatro ou cinco vezes que se viram.

– Hey... – forçou a voz, não a deixaria ir assim.

– Alexandre. – virou o rosto para vê-lo melhor, estranho seria a palavra. Como uma pessoa surge do nada a entra em sua vida tão de repente, a fazendo sorrir certo dia, se irritar em outro, para logo depois sair de modo estranho. Sair como entrou, e agora entrar de novo, ou apenas ascenar com a mão. – Quanto tempo. – sorriu para ele enquanto caminhava em sua direção.

– Eu só... – maneou com a cabeça, o que estava fazendo ali afinal. – Só queria saber se podemos conversar? – o encarava séria, sem ter muito pelo que esperar, sem ter muito pelo que querer.

– Agora? – parecia mesmo precisar de uma conversa, mas por que ela, tinha a ver com ela ou não.

– Sim. – voltava com calma a ser o mesmo, ao lado dela.

– Eu não posso... Tenho que ir gravar. – virou para as poucas pessoas da produção que a esperavam na frente do carro.

– Por favor. – Alexandre Nero pedindo algo, com por favor, era ele mesmo.

– Amanhã, me encontra aqui. – se virou indo para o carro. – Às 19h, que seja importante Alexandre Nero. – abriu um leve sorriso e entrou no carro.

– É... – foi só o que conseguiu dizer.

Foi aérea, mas foi, gravou por boa parte em uma praia ali perto, depois seguiu para o estúdio por volta das 16h, não teve muito tempo para pensar em Nero, não teve tempo nem de raciocinar que iria mesmo encontrá-lo no dia seguinte. Não precisava de mais nada para ficar bagunçada.

– Gio, sua marcação está errada. – alertou o assistente insistente.

– Onde então? – ergueu o braço batendo na coxa com o texto em mãos, mostrando seu cansaço e impaciência.

– Aqui... – a levou até a marcação. – Está tudo bem? – a encarou.

– Desculpa. – respirou fundo. – Está sim, pode continuar. – deu um leve sorriso voltando a olhar para o texto.

– Podemos dar uma pausa. – tocou seu braço. – Quer alguma coisa? – por que nunca tinha reparado nele mesmo? Era um cara normal, o assiste fazendo seu trabalho.

– Não, está tudo bem. – afirmou mais uma vez. – Manda bala. – balançou o corpo tentando se concentrar.

– Qualquer coisa. – piscou para ela sendo legal.

– Qual seu nome mesmo? – realmente tinha esquecido.

– Leonardo. – sorriu para ela, voltando todos a suas marcações.

As cenas foram rápidas, com graça e louvor tudo foi encerrado antes do previsto. Às 20h saia com Klara e Lília para jantarem em um restaurante ali pertinho, tinha uma noite divertida pela frente para fazê-la esquecer do encontro mais cedo.

– Já falei com sua mãe. – pegou a garota em seu colo a fazendo sorrir animada. Realmente tinham se dado muito bem.

– Ela deixou? – perguntou agarrada no pescoço da atriz.

– Temos que te deixar no hotel antes das 23h. – recebeu o abraço da menina animada.

– Então vamos? – chegou Lília que apenas esperava por seu carro para irem juntas.

– Vamos. – entraram no carro e foram para o restaurante entre conversas e risadas.

A noite foi agradável e gostosa, brincou com a menina e conversou com Lília, sua nova rotina, sua nova vida naqueles 5 meses ou mais, que ainda teria ali. Quando saíram para seus respectivos hotéis já se passava das 23h da noite e provavelmente pegaria o filho na cama, dormindo.

– Dona Giovanna... – se sentou na cama acordando.

– Desculpa a demora Ana. – deixou a bolsa no chão do quarto caminhando para a cama.

– É o meu trabalho. – sorriu pegando suas coisas para ir embora. – Ele dormiu faz tempo, não queria, estava perguntando da senhora, mas, se cansou, jantou e dormiu. Seu Murilo ligou e conversou um pouco com ele. – avisou saindo logo em seguida.

– Desculpa a demora meu amor. – se deitou na cama com o garoto beijando sua testa. Os olhos se fecharam viajando para longe, viajando para Nero e toda aquela confusão de sentimentos e acontecimentos.

O dia seguinte passou voando. Quando se seu conta já estava pronta para encontrar Alexandre. Não queria criar expectativas, afinal de contas o homem havia sumido por uma semana e apenas de conversas eram seus encontros. Ansiosa ou não lá estava ela com seu melhor vestido longo, cabelos soltos, maquiagem fraca, e coração pulsante, esperando por ele.

– Demorei? – sorriu fraco descendo as escadas da frente do hotel.

– Você é linda. – clichê ou não, era a mais pura verdade.

– Obrigada... Você também não é nada mal. – sorriram beijando o rosto um do outro.

– Pronta? – nervoso, tenso.

– Sim... – respirou fundo caminhando com ele. – O que aconteceu? – não queria rodeios, queria saber onde ele estava, por que sumiu, tudo.

– Desculpa pelo sumiço. – abaixou a cabeça.

– Desculpas? Você não me deve desculpas, mal nos conhecemos, nem amigos somos. – sincera até demais, talvez fosse o pouco de mágoa que sentia dele.

– Não é bem assim. – a encarou sentindo que não seria fácil, afinal de contas, não se conheceram fácil. – Peço desculpas por ter sido rude com você naquele dia... E por ter sumido depois. – parou de andar.

– Esta tudo bem, já passou. – o encarou, não estava tudo bem, e ela mentia muito mal.

– Você mente muito mal. – sorriu a vendo desviar o olhar ficando vermelha. – Eu sei que fui grosso e você estava com seu filho, descontei em quem não tinha nada a ver com meus problemas. – tocou sua mão a assustando, fazendo ela afastar a mão em reflexo.

– Por que estava daquele jeito? – engoliu em seco voltando a andar.

– Fabíula. – a olhou de canto.

– Sua ex-mulher. – afirmou suspirando. Será que tinham voltado, será que ele estava lá para dizer que nunca mais se veriam que tudo não passou de um encontro de verão.

– E você... – parou de andar na mesma hora, o encarando sem entender muito bem o que ela tinha a ver com a ex.

– Eu? – balançou a cabeça.

– Sei que não me deve nada, que mal nos conhecemos e nem amigos somos, como você mesma disse. – o coração da morena se apertou ouvindo suas próprias palavras que não passam de momentos de raiva e negação. – Mas, há alguns dias atrás, eu sei que não devia, mas eu fiquei com raiva de você, não sei bem se raiva é a palavar certa, mas eu senti coisas que me deixaram mal... – ela não entendia nada, o que tinha feito de errado?

– Eu... Eu... – tentava falar.

– Eu vi você beijando outra pessoa. – ela quase caiu, droga, droga, droga, mil vezes droga, Murilo literalmente só ferrava sua vida.

– Não era bem isso. – deu um passo em sua direção o vendo afirmar com a cabeça.

– Eu vi... – a encarou. – E está tudo bem, você não me deve nenhuma explicação... – próximos, cada vez mais. – Eu não tinha o direito de ficar bravo, mas fiquei, não tenho o direito de te pedir nada, não nos conhe... – fechou os olhos e se jogou, o beijando. Seus lábios selados em um selinho forte que dizia muito mais do que quaisquer palavras. Ficaram assim por eternas frações de segundos, sentindo um ao outro naquele toque singelo e doce.

– Desculpa, mas você não calava a boca. – sussurrou sorrindo. Ele não disse nada, apenas a puxou para outro selinho, agora sabia o que estava fazendo, sabia o que estava acontecendo e o quanto queria fazer aquilo há dias. Passou a mão de suas costas para a face da morena virando levemente o rosto para poder beijá-la verdadeiramente. Suas línguas se tocaram calmamente, eram perfeitas uma para outra. Um beijo delicado cheio de sentimentos perdidos.

– Obrigado por calar minha boca. – sorriu contra seus lábios.

– Ele me beijou a força, eu não queria, me pegou de surpresa. – se afastaram encarando-se.

– Não me deve explicações. – sorriu acariciando seu rosto.

– Sinto que devo. – sorriu fraco. – Mas que tal continuarmos no jantar? Estou faminta. – agarrou seu braço se encostando a ele.

Continuaram até o restaurante em silêncio, repassavam cada momento daqueles dois beijos, não queriam esquecer, foi simplesmente perfeito. Pegaram uma mesa sob a luz do luar, um ao lado do outro, queriam estar perto, queriam beijos e mais beijos, toques e mais toques.

– Sinto muito, eu não fazia ideia de que estava lá. – encarou o menu a sua frente envergonhada por Murilo e o beijo roubado.

– Já passou, não é mesmo? – sorriu a olhando, era linda, queria passar horas e mais horas apenas adimirando-a.

– Sim. – o encarou sorrindo. Pediram seus pratos e uma garrafa de Prelúdio o vinho que tomaram nas vezes em que se encontraram. – Amo esse vinho. – brindaram, sorrindo um para o outro, não diziam em voz alta, mas haviam tantos brindes.

– Como está o piá? – riu vendo o olhar confuso dela. – Seu filho. – explicou divertido.

– Nas nuvens. – sorriu. – Ele ama esse lugar, calor sempre, sorvete, bagunça... – até ela amava. – Então... – precisava saber sobre a ex.

– Depois de te ver com aquele... – limpou a garganta. – Depois que nos encontramos e eu fui um idiota com você... – respirou fundo, nada daquilo teria acontecido se não fosse tão estúpido. – Ela me ligou e nós conversamos. – não ousaria contar os detalhes, seria demais para ele e para ela. – Tudo só piorou... Eu piorei e resolvi me isolar. – resumiu.

– E apareceu agora...? – não queria pensar muito sobre aquilo, mas sentia que tinha muito mais.

– Porque eu senti sua falta. – era estranho e assustador o quão sincero estava sendo consigo mesmo e com ela. Ela não soube o que dizer, afinal de contas o que poderia dizer, se conheciam há menos de um mês, a base de conversas e estranhamentos, o "senti sua falta" é muito mais, vem com muitas coisas.

Abriu um largo sorriso e o puxou para um beijo. Sem dúvida Nero era uma abundância entrando em sua vida de uma maneira surpreendente e de certa forma, milagrosa.


Notas Finais


Pra quem queria beijo, tá aí, Gelva atacou o boy, porque ela é dessas haushd.
Não esqueçam de comentar.
Beijos de luz. 😘


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