História Quem de Nós Dois - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~otpgn

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 189
Palavras 2.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi mooooooores!!
Mais uma vez, desculpem a demora (pra variar hsudhdud)
Tudo bem com vcs? (não respondam, foi uma pergunta retórica, só pra ser simpática hausudud)
Boa leitura crianças.

Capítulo 17 - Daqui pra frente


Três dias, tinham pela frente apenas três dias para fazer, reviver, viver, tudo, absolutamente tudo o que aquela cidade ainda tinha a oferecer aos três. Mais uma vez os números faziam parte de uma combinação, três pessoas, três corações, três dias, três sentimentos. O destino constantemente brincava com os dois, até agora, mostrando-se surpreendentemente maravilhoso.

Mais do que que viveram, mais do que sentiram o novo, se deixaram reviver. Relembraram do melhor e mais maravilhoso, sim, maravilhoso destino que a vida tinha colocado à disposição dos dois. Os dias chegaram ao fim com pressa, e agora este fatídico dia também se ia, levando junto, os dois, que voltavam para suas casas.

– Giovanna! – chamou Nero pela milésima vez.

– Já estou indo! – gritou do quarto. Precisava de um momento de luto, luto por uma parte de sua história que se ia, por uma parte de algo que começou ali e agora seguiria outro rumo.

– Vamos pegar trânsito! – bufou revirando os olhos. Segurava Pietro nos braços entrando no quarto atrás da morena que parada deixava algumas lágrimas caírem. Sem muito porquê, apenas caíam, sentia-se imensamente feliz, e para sempre aquela cidade ficaria marcada. Quando chegou ali, quando se dispôs a pensar e aceitar a proposta para aquela novela, mudando completamente de vida com o filho pequeno e um ex presente, jamais imaginou que seria como foi, jamais chegou a pensar na hipótese de se quer olhar para algum homem, quanto mais se apaixonar perdidamente.

– Desculpa, já podemos ir. – suspirou passando a mão no rosto, respirou fundo e se virou para o homem moreno, alto, de olhos escuros, segurando seu filho nos braços.

– Nós voltaremos. – suspirou, se encaravam sentindo tudo o que no silêncio diziam um para o outro.

O abraço foi longo o beijo na testa demorado e reconfortante. Saíram sem saber se voltariam, mas com a certeza de que muito, levaram de lá.

xxx

– Gio. – chamou quando estava terminando de  arrumar as coisas no porta-malas do carro.

– Oi.

– Cadê a Ana? – fechou o compartimento fitando-a nos olhos.

– Foi de madrugada, a mãe dela passou mal e ela teve que ir antes, mas agora à pouco me ligou e disse que já está tudo bem. – informou.

– Ok. – pegou Pietro dos braços da atriz.

– Eu não gosto da cadeilinha, tio Nero. – reclamou enquanto o mais velho o prendia no dispositivo de segurança.

– Por quê? – indagou rindo da irritação da criança.

– É chato. – bufou cruzando os bracinhos.

– É rapidinho, tá? – beijou os cabelos do menino fechando a porta traseira em seguida.

– Não é não. – resmungou Pietro bravo.

– Todos prontos? – Nero questionou assim que sentou-se ao volante.

– Sim!! – Giovanna respondeu animada.

– E você, Pi? – perguntou ao menino.

– Não. – continuava bravo.

– Coisa mais goxxtosa esse loiro bravo da mamãe, vou morder. – a atriz se posicionou entre os bancos mordendo levemente as bochechas do filho.

– Pala mamãe. – gargalhava sem parar.

– Não tá mais bravo?

– Não. – sorriu.

– Então eu paro. – deu um último beijo no menino e voltou para a posição correta. – Agora sim, todos prontos. – avisou sorrindo para o namorado.

– Vamos, então. – retribuiu o sorriso ligando o carro.

– Tio Nero. – o menino chamou quando já estavam na estrada.

– Oi. – o olhou pelo retrovisor.

– Cadê o dino?

– Acho que tá aqui. – pensou por um momento. – Amor, abre o porta-luvas, por favor. – pediu para a namorada.

– Quem é dino? – perguntou confusa.

– Abre que você vai entender. – disse somente.

– Isso é o dino? – achou um pequeno dinossauro de pelúcia verde.

– Aham, Me dá! – Pietro pediu animado.

– Por que eu não conhecia o dino? – indagou depois de entregar o brinquedo ao filho.

– Comprei pra ele ontem. – explicou sem tirar os olhos da estrada.

– Por quê? – quis saber.

– Porque ele gostou e disse que queria. – deu de ombros.

– Alexandre, você não pode ficar fazendo todas as vontades dele assim. – suspirou pesadamente.

– Não tô fazendo, só comprei um brinquedo. – se explicou.

– Esse e mais uns 50 desde que nos conhecemos. – relembrou.

– Eu gosto de comprar brinquedos pra ele, qual o problema?

– Nenhum, só não quero que ele cresça mimado, achando que pode ter tudo o que quiser a hora que quiser e sem dar valor ao que tem. – olhou pelo retrovisor o filho brincando com "dino" no banco de trás.

– Tudo bem, você tem razão, prometo maneirar. – sabia o quanto a educação do filho era importante para ela.

– Obrigada. – inclinou-se beijando a bochecha do ator.

Pouco mais de 2h30min depois, finalmente chegavam a cidade maravilhosa. Alexande dirigia concentrado enquanto Giovanna acariciava sua nuca levemente com a mão esquerda.

– Pega essa saída à direita. – ela ia guiando-o até sua casa. – Chegamos. – avisou quando um tempo depois chegaram em frente ao residencial.

– Você mora bem, hein Giovanna Antonelli. – brincou.

– Palhaço. – rolou os olhos sorrindo.

Assistiu a amada se apresentar na portaria, liberando a entrada do carro. Por um breve momento divagou sobre os dias que estava tendo naquela semana que mal se iniciava, muito mais do que feliz, estava completo, tinha ao seu lado uma mulher maravilhosa, uma criança incrível dormindo em seu banco de trás. A entrada do prédio de Giovanna era sofisticada mas ao mesmo tempo delicada, não sabia o que era, para falar a verdade sabia sim, era a paixão que o fazia encontrar em cada lugarzinho um pouco dela.

– Cansada? – perguntou acariciando a nuca da morena após estacionar na garagem.

– Um pouco. – fechou os olhos aproveitando o carinho.

– Muito cansada pra dar um beijinho? – fez bico.

– Nunca. – sorriu puxando-o pela nuca iniciando um beijo lento e carinhoso.

– Agora sim. – a presenteou com um selinho ao fim do beijo. – Acho que alguém tá mais cansado que você. – apontou para o banco traseiro onde Pietro dormia profundamente agarrado à dino.

– Tá jogado. – comentou sorrindo boba.

– Igual você quando dorme. – sorriu também.

– Eu durmo assim? – questionou sorrindo.

– Aham, toda esparramada. – disse divertidamente.

– Engraçadinho. – deu um tapinha de leve no ombro dele.

– Mas é linda mesmo assim. – beijou de leve os lábios dela.

Como um verdadeiro cavalheiro, Alexandre desceu do carro indo abrir a porta para ela, que a todo instante o presenteava com beijos. Se diviram em levar as malas e Pietro, ficando Giovanna com o filho e Nero com as malas.

– Que andar? – o moreno questionou.

– Último. – ajeitou o filho no colo.

– Uau, Que rica!– brincou apertando o botão da cobertura.

– Para. – riu.

Enquanto ela procurava as chaves na bolsa, Nero segurava o garoto dormindo em seus braços, sem deixar de observar o hall que antecedia o apartamento da atriz. Era espaçoso, pintado em tons de bege para o branco e se dividia entre o elevador e o corredor até a porta.

– Que saudade da minha casinha. – disse assim que entrou no apartamento.

– Casinha nada. – ele comentou.

– Bobo. – sorriu.

– Onde é o quarto dele? Vou colocar ele lá.

– Lá em cima, primeira porta à direita, tá escrito o nome dele na porta. – explicou.

– Ok, já volto. – subiu as escadas com o menino no colo.

Não resistiu a tentação de se jogar no sofá, como sentia falta de casa. Observando cada mínimo detalhe da sala, as fotos dela com a família, com o filho, de viagens. Pensou o quanto foi e ainda seria feliz ali, agora que tinha encontrado alguém que a amava incondicionalmente.

– Cadê as malas Giovanna? – Alexandre perguntou descendo as escadas tirando-a de seus devaneios.

– Você não trouxe? – respondeu confusa.

– Ah sim, deixei no hall, vou pegar. – pegou as malas colocando em um canto da sala. – Quer que eu leve lá pra cima?

– Não, depois a gente vê isso, vem aqui vem. – chamou manhosa.

– Tava tão pensativa quando eu cheguei. – puxou-a para seu colo. – Pensava em quê?

– No quanto você me faz feliz. – sentou com uma perna de cada lado do corpo dele, beijando-o ternamente.

– Queria fazer mais. – disse maliciosamente.

– Queria é? – respondeu no mesmo tom.

– Aham. – ele falou, e jogou seu corpo contra o dela, fazendo Giovanna deitar no sofá. Ele acomodou-se por cima, ficando entre as pernas da morena.

– E como você pretende fazer isso? – enlaçou a cintura dele com as pernas.

– Assim. – beijou-a com vontade.

– E o que mais? – disse ainda ofegante pelo beijo.

– Primeiro, eu ia te beijar toda... – beijou sensualmente seu pescoço, causando arrepios na amada. – E depois... – foi interrompido antes de concluir a frase.

– Mamãe!!! – Pietro gritou do andar de cima.

– Acordou. – suspirou escondendo o rosto no pescoço da namorado. – Vou ver ele, depois continuamos. – beijou rapidamente os lábios do amado vendo-o assentir com cabeça, saiu debaixo do corpo dele, indo ver o filho.

– Acordou, meu loiro? – falou quando chegou ao quarto do menino.

– Aham. – foi para o colo da mãe assim que ela sentou na cama. – Tô com fome. – sussurrou ainda manhoso pelo sono.

– É hora do almoço mesmo. Vem, vamos providenciar algo pra comer. – desceu as escadas com o garotinho no colo.

Se dividiram entre dar atenção ao menino e preparar o almoço, o que na verdade sobrou para Alexandre, já que Giovanna não sabia ao menos cortar um tomate para a salada.

– Você é péssima nisso. – deu risada da falta de habilidade da amada.

– Se ficar reclamando não faço nada! – o encarou fingindo estar brava. Se divertiam juntos na cozinha.

– Então vai lá ficar com o Pi, que eu termino aqui. – pegou as coisas de sua mão, lhe dando um beijo na testa.

– Ah Nero! – fez bico resmungando.

– Vai Giovanna, eu já tô terminando. – sorriu abraçando-a rapidamente.

Mesmo emburrada saiu da cozinha para ficar na sala com o filho, que entretido assistia desenhos na televisão. Pouco tempo depois se juntaram a Nero na mesa. Um verdadeiro almoço paulistano, arroz branco, feijão branco e salada simples com uma mistura simples.

– Está delicioso. – elogiou o amado depois da 5° garfada. – Cada dia me surpreendo mais com você. – beijou sua bochecha.

– Sou um ótimo cozinheiro, obrigado. – sorriu se gabando a vendo revirar os olhos. Almoçaram juntos tentando não pensar muito na despedida que logo se aproximava. Se acostumaram a ficar juntos a maioria do tempo, e agora, seria cada um em sua casa.

xxx

– Não precisa ir agora. – se encostou a porta o encarando com os olhinhos pidões.

– Preciso ir, amor. – acariciou suas bochechas abrindo um breve sorriso apaixonado. – Já disse que volto amanhã, ou depois, não disse? – ela negou com a cabeça, segurando o braço do amado saindo da porta para o hall.

– Por que não pode ficar aqui, comigo? – resmugou, insistia para que ele fosse morar com ela. Mas, as coisas não funcionavam bem assim, era preciso um pouco de normalidade em suas vidas, para então, um passo tão grande como esse.

– Já conversamos sobre isso. – segurou seu queixo sorrindo. – Vamos esperar um pouco mais, fora que, nos encontraremos todos os dias. – beijou seus lábios se afastando.

– Tudo bem. – respirou fundo se mantendo quieta. O queria ao seu lado 24 horas por dia. – Até amanhã então? – suspiraram sorrindo.

– Veremos. – tinha muitas coisas para resolver, 5 meses fora de casa, era bastante coisa. – Te amo. – segurou o rosto da morena entre as mãos, a beijando.

– Te amo. – deu um último selinho, o vendo partir entrando no elevador.

O suspiro foi alto, se encostou a porta e ali ficou. Finalmente estava em casa, em sua cidade, de férias para passear com o filho e Nero. Mas, queria mais, queria muito mais, queria ele ali com ela, morando com ela, vivendo com ela. Antes de conseguir viajar pela imensidão de pensamentos que tomavam conta de sua mente, seu celular tocou em algum canto da casa. Mal tinha chegado e já não sabia onde o celular estava. Depois de bons três toques, ela finalmente achou o aparelho.

– Giane! – quase pulou de alegria quando viu o nome na tela.

– Fala minha morena sumida! – sorriram, quanto tempo fazia que não se falavam. – Ainda em Búzios?

– Acabei de subir, já estou em casa. – respondeu animada.

– Ótimo! O que me diz de um almoço amanhã? Eu, você, Piny e Chris? – sugeriu, seria ótimo para colocar todo o papo em dia.

– Claro! Estou dentro! – se animou, sentia tanta saudade dos amigos. – Estou morrendo de saudade de você, moreno. – se sentou ao lado do filho no sofá.

– Eu também minha morena. – sorriram. – Como você está? E o namorado? Quando vai apresentar aos amigos? Sabe que precisa da nossa aprovação, não é!? – brincou.

– Estou bem, meu amor! E o Alexandre, bom, não sei, ele vai estar ocupado por esses dias, mas não se preocupe! Certeza de que se darão muito bem! – afirmou ansiosa para o encontro com os amigos.

– Ah, tudo bem então, mas já deixe avisado pra ele, que teremos uma conversa séria! – brincou. – O namoro só está aprovado se passar por mim antes. – Giane tinha dessas, dar uma de pai.

– Aham. – revirou os olhos. – Meu moreno, vou arrumar minhas coisas aqui, amanhã a gente se vê, certo? – trocaram mais algumas palavras, sobre Pietro e o namoro, desligando logo depois.



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