História Quem disse que eu te amo? - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Vkook
Exibições 83
Palavras 1.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Park Jimin, por que tão insistente?


Fanfic / Fanfiction Quem disse que eu te amo? - Capítulo 6 - Park Jimin, por que tão insistente?

Já era quase 2 horas da tarde e Jimin ainda não havia chegado.

Pelo celular, ontem à noite, ele falou que iria vir me buscar de bicicleta após o meio dia, mas não informou um horário específico.

Eu estava sozinho em frente a casa, completamente desapontado.

Ele não costumava se atrasar.

Me virei pra entrar na minha casa, pensando que talvez ele estivesse esquecido, mas eu ouvi um grito antes de eu sequer mover um dedo.

-JUNGKOOK!- Chamou uma voz familiar, arfando e cansado.

Virei-me para onde ele estava, e me assustei quando vi que a bicicleta não o acompanhava.

Sua testa estava praticamente brilhando de suor e o seu cabelo estava preso na mesma, ele arfava e respirava com dificuldade, parecendo não conseguir movimentar-se sem sentir dor.

-D-desc-ul...- Ele parou para soltar o ar- pa!

-Hyung...- Me aproximei dele preocupado, e assim que cheguei perto, puxei seu queixo para cima com delicadeza, o olhando com preocupação, procurando Qualquer machucado visível.

Ele olhou triste para mim e fechou a boca, que antes estava aberta para respirar.

Ele suspirou e continuou sua fala de antes:

-Desculpa, jungkook-ah, minha bicicleta ficou para lavar e eu tentei vir correndo pra sua casa...- Confessou tirando a minha mão do seu queixo- Eu estou bem agora, não me machuquei nem nada.

-Jimin, não faça mais isso novamente- Ordenei autoritário.

-Mas, minha bicicleta...

Fiquei com uma expressão mais séria desta vez e olhei bem no fundo de seus olhos, que estavam em uma mistura de ansiedade e medo.

Ele estava com medo de mim?

Respirei fundo e olhei para o lado, envergonhado de mim mesmo por ter causado tal sentimento nele.

-Apenas não faça novamente- Dessa vez, pedi paciente, acariciando de leve sua cabeça e sorrindo de lado, o fazendo assentir calmo para mim.

O convidei para tomar uma água, mas ele recusou a bebida, e disse que estava disposto a me levar para a sorveteria, que não ficava muito longe daqui.

Eu não queria deixa-lo andar mais, mas ele apenas sorriu para mim e foi-me guiando até o local.

Jimin parecia o tipo de pessoa que já vivenciou de tudo, dos casos mais normais até os mais estranhos e inacreditáveis, e ele também adorava narrar o que já acontecia, pois não parava de falar sobre suas experiências.

Claro, ele não viajava muito, então a maioria das coisas acontecem em Busan.

Mas isso não fazia as coisas ficaram chatas, causava totalmente o oposto disso.

Andamos bastante, e por isso fiquei preocupado com ele, mas o mesmo não se pronunciou para reclamar sequer um segundo.

Na verdade, sua única reclamação do seu dia foi a de agora.

-O Yoongi que me mete nos problemas- Bufou só lembrar- Eu já quebrei uma perna por causa dele!

-Você...não gosta dele?- Perguntei curioso, já que ele elogiou o mesmo garoto a uns segundos atrás.

Esqueci de dizer, mas o Jimin mudava seu humor muito facilmente, então uma hora ele podia estar te xingando, e na outra te elogiando.

Era um traço engraçado por parte dele.

-Claro que eu gosto!- Disse com um sorriso largo.

Não disse?

-Yoongi é um dos meus amigos mais antigos, ele é um cara legal- Explicou- Mas, pelo amor de deus, precisa me meter em todos os problemas que acontecem com Ele? Teve uma vez que eu quase fui suspenso da escola porque ele deu uma cantada no zelador, que achava que ele estava querendo cometer pedolfia, então denunciou. E depois quem foi o culpado?- Perguntou irritado, apontando para sí alguns segundos depois- Eu aqui! Ele usou como argumento “Olha a cara dele de safado, foi ele, até o olhar desse infeliz é sexy. Mostra aí, Jimin".

-E depois?- Indaguei curioso para saber o resto da história.

-Eu fui olhar pra diretora e...acabei espirrando e caindo da cadeira- Falou envergonhado- Por isso descobriram que não era eu, e sim o Yoongi.

Quando eu disse que ele já vivenciou de tudo, não estava mentindo.

De repente, ele solta uma exclamação de alegria alta, e eu percebo que estávamos na tal sorveteria.

Ela não era grande, mas também não era muito pequena.

Era simples e colorida, com fitas rosas e brancas espalhadas por toda sua extensão, deixando um toque mais infantil.

Também havia um pequeno parque para crianças na frente, com alguns balanços e escorregas.

Eu nunca tinha ido lá, mas pelo menos a imagem era ótima. 

Por dentro era ainda melhor, tinha paredes coloridas e uma musica doce e calma no ar, a qual não parecia querer sair da minha cabeça assim que escutei-a.

As cadeiras, ou melhor, poltronas, eram uma cor rosa claro, que combinavam, de certo modo, com o balcão cheio de sabores de sorvete.

Andamos para dentro do local, mas Jimin não me seguiu até a mesa para onde eu estava indo.

Ele parou na frente de outra, perto da porta, e aparentemente estava começando a conversar com alguém.

Fui para mais perto dele e encostei minha mão em seu ombro, mas eu realmente queria ter voltado no tempo para não ter visto isso.

-Jungkook, esse é o Yoongi- Apresentou Jimin, sorridente.

Ele era o garoto que estava conversando com o Tae e tomado o meu lugar ao seu lado.

Yoongi era o garoto que o havia tirado de mim.

Falando nele, ele estava ao lado do tal, comendo um sorvete de hortelã.

-Eu preciso ver uma coisa lá fora- Disse saindo apresado para fora do estabelecimento.

Tae continuava me ignorando, e após me ver saindo, apenas prestou atenção em seu sorvete e se esqueceu da minha existência.

Eu vou voltar pra casa, não tenho o porquê de fazer isso no momento.

Por que eu concordei pra início de conversa?

Isso era idiota, eu não ganharia absolutamente nada com isso.

Espera...

Será que esse era o propósito de Jimin?

Quer saber? Tô cansado disso tudo, melhor me trancar dentro do quarto e ignorar todos, pra variar.

Eu sempre corri atrás, mas ninguém quis azer o mesmo por mim.

Pelo menos, até quando eu percebi alguém segurando meu pulso com firmeza.

-Jungkook-ah?

Era Jimin.

-Por que você saiu? Yoongi já te fez alguma coisa? Você tá se sentindo mal?- Ele carregava um tom preocupado na voz, como se eu pudesse morrer ali mesmo.

-Jimin, me deixa em paz- Supliquei com a voz falha.

Eu sabia muito bem o que veria a seguir dessa voz.

-Nunca vou soltar a sua mão se não me contar o que foi- Insistiu firme.

Respirei fundo e funguei, mas foi devido à renite, embora Jimin tenha interpretado de outra maneira.

Ele soltou o meu pulso, mas andou para a minha frente e abriu bem os braços.

-O que você tá fazendo?- Perguntei vendo-o chegar mais perto.

-Meus braços estão abertos pra um abraço- Explicou- Eu posso?

Eu nem consegui formular uma pergunta, praticamente voei para os seus braços.

Ele precisou levantar a ponta dos pés para poder ficar mais alto, mas o fez de maneira discreta para eu não perceber.

-Jungkook...- Falou baixinho no meu ouvido- Você não está bem, né?

-Não, eu tô...Bem.

-Eu sei que você está mentindo.

Encostei minha cabeça de leve em seu ombro e soltei um suspiro.

-E eu sei que você me conhece mais do que eu mesmo.

-Então, por que não me conta o motivo de estar assim?- Indagou triste, talvez suspeitando de uma desconfiança.

Apertei mais o abraço, e sussurei de volta:

-Porque agora não quero pensar nos meus problemas de antes, e eu tento evitar eles pensando em outra coisa, uma melhor que me faz feliz mais que tudo.

Ele alisou as minhas costas com uma de suas mãos, parecia confortável.

Ele parou de fingir altura por dor nos pés, então tive que desistir de ficar encostado no seu ombro.

-Que coisa?- Perguntou ele.

-Você.



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