História Quem disse que precisa ser docete? - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Tags Alexy, Ambre, Amordoce, Armin, Castiel, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Romance, Suspense
Visualizações 41
Palavras 2.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Harem, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Alexy: A parte ruim de tentar ajudar as pessoas é que no fim sempre ficamos sozinhos.

Capítulo 14 - Capítulo treze - Little Things


Fanfic / Fanfiction Quem disse que precisa ser docete? - Capítulo 14 - Capítulo treze - Little Things

Crianças mal criadas são castigadas. Parte dois.

“Sua mão se encaixa na minha.

Como se fosse feita só para mim.

Mas mantenha em mente. Isto era destino”

“Eu acreditei em ti, Ambre. E tu destruíste-me. Parabéns, ele acertou.”

Alexy olhava suspirante para o relógio preso ao pulso esquerdo, contando mentalmente o tempo de atraso que apenas aumentava. Ficar no porão dava-lhe agonia devido ao que acontecera da última vez. Não conseguia esquecer a maneira que Lysandre e Kentin haviam o tratado nos dias que precederam aquilo, o modo de repulsão e raiva que o encararam machucava sua frágil alma, fazendo-o sentir-se sozinho em um quarto vazio e espelhado, seu reflexo sendo o único que podia e não queria ver – ele concordava que era uma comparação exagerada, mas não conseguiu imaginar outra forma de descrever sua dor.

O azulado agitou a cabeça para os lados, uma tentativa bem sucedida de conseguir tirar aquelas lembranças de sua mente. Bateu o pé direito no chão algumas vezes, reclamando baixo para ninguém em especial que iria embora, não era obrigado a ficar esperando por alguém que provavelmente não apareceria. Ele passou a mão pelos cabelos bagunçando-os, em seguida olhou para o irmão que sentava-se no chão para jogar videogame, ignorando completamente o modo perturbado que seu caçula se encontrava.

Na verdade, Armin só havia ido para aquele lugar acompanha-lo, evitando assim que o gêmeo acabasse por ficar claustrofóbico caso ficasse preso novamente ali.

Armin levantou o olhar sem pausar o jogo quando teve a impressão que lhe olhavam, fixando sua atenção nos olhos roxos e estressados que encaravam-no de braços cruzados, o outro não parecia estar gostando nem um pouco da falta de atenção que ganhava, sentia-se carente e solitário, mesmo na presença do irmão. Seus lábios ressecados abriram-se minimamente, a voz soando rouca por gastar boa parte de seu dia jogando sem alimentar-se ou beber qualquer coisa sem ser refrigerante.

– O que houve? – Foi o que o moreno perguntou. Recebendo uma bufada do garoto que pegava a própria mochila e se punha de pé, pondo-a nas costas.

Game over. O jogo apitou lentamente, desligando-se totalmente quando Armin o pôs no bolso da calça e também levantou-se, confuso demais para questionar as ações do irmão ou importar-se por ter perdido na fase que mais demorara a chegar. Os segundos que passaram até que Alexy resolvesse abrir a boca fora uma eternidade para o que esperava ansioso, sentindo-se culpado por não dar-lhe tanta atenção quanto precisava.

Por fim, o azulado havia suspirado, abrindo um pequeno sorriso ao dizer que deveriam ir embora.

“E estou ligando os pontos

Com as sardas em suas bochechas

E tudo faz sentido para mim”

No entanto, o som da porta da sala sendo arrastada acabara por distrair aos irmãos, que encararam com emoções diferentes a entrada. Um contendo um largo e adorável sorriso azul* e o outro fechando a cara, os lábios juntos e selados formando um majestoso bico de criança. Por que aquele músico depravado estava ali?

Castiel e Lysandre desceram as escadas de forma rápida, arfavam e suspiravam como se houvessem corrido para chegar aquele local, seus materiais escolares deveriam encontra-se no armário pois nada, além de folhas brancas de papel ofício, encontrava-se com eles.

Os orbes heterocromáticos circularam o local, decorando cada pequeno detalhe que havia nos cantos e tendo a certeza que estavam sozinhos, suas emoções alterando de preocupação à curiosidade. Confirmada sua dúvida afastou-se do ruivo e ficou ao lado de Alexy, a falta de vento fazendo com que sua roupa ficasse ainda mais quente naquele local abafado que poucos alunos visitavam.

– O que queres, garoto? – Castiel vociferou com os braços cruzando, dava toda a sua atenção ao azulado, este apenas prendeu o ar.

De boas intenções o inferno está cheio. Lembrava de sua mãe adotiva falando enquanto assistia televisão com ele, o desenho havia sido interrompido, pois um homem havia condenado por roubar remédios caros para dar a família. Algo que não era tão problemático, mas revoltou toda cidade. Eles queriam ver o homem morto. No fatídico dia Alexy pensou que estavam apenas sendo egoístas, se não quiseram dar ao homem por falta de dinheiro, qual o problema de pegar para si? Ele tinha esse direito, afinal, era a vida do filho que estava em perigo, não foi para vender ou contrabandear o que roubou, queria apenas ajudar sua cria. Se fosse pelo azulado, ele perdoaria o homem.

– Conversar. Sinto que me evitas ultimamente. – Alexy disse, reprovação saindo por sua voz como uma facada nos garotos. Um sentimento confuso e sutil adornando seu peito.

– Quem mandou ficar indo atrás daquela patricinha metida? – Retrucou o ruivo desgostoso. Vendo a face do jovem ficar rubra por entender sobre quem ele falava.

Fazia algum tempo que notava o modo como o azulado olhava para a loira, não parecia gostar dela em um sentido romântico – principalmente por gostar de garotos – mas havia algo escondido ali, era quase como se ele sentisse pena dela, ou quisesse ajuda-la a se vestir melhor.

– Não é para tanto, Castiel. Estás exagerando. – Falou Alexy, a voz fina e baixa demais para alguém que antes encontrava-se irritado pela demora.

“Sei que você nunca amou

As rugas nos seus olhos

Quando você ri

Você nunca amou”

– Que seja. O que queres? – Perguntou novamente, dessa vez com mais indiferença, deixando claro que haviam outras coisas que poderia estar fazendo naquele momento, por exemplo: poderia estar fumando em algum lugar/ o parque que levava-o a sua casa.

Armin voltou a sentar-se, prestando atenção a cada palavra que saia da boca do irmão. Sabia que este estava aprontando alguma coisa, mas não conseguia descobrir o quê. Sentia-se mal por não saber descrever o que seu irmão estava sentindo, há alguns meses falariam de tudo sem cortar nada, agora escondiam segredos um do outro como se fossem doces para crianças diabéticas.

– Conversar. Eu já disse.

Castiel franziu o cenho.

– Sobre? – Perguntou intrigado.

– Como conseguiste superar o fato de que Lynn nunca será sua por apaixonar-se por Nathaniel? – Foi direto, escutando uma baixa risada vim de seu irmão, pessoa que também havia se apaixonado.

Agora foi a vez de Castiel corar. Algo que nenhum dos garotos ali presentes nunca havia visto antes, mas adoraria. As bochechas ficaram rosadas dando-lhe um tom mais vivo e animado, a boca entreaberta pela surpresa e vergonha que estava a sentir. Então haviam notado? Claramente não era tão bom em esconder as emoções como pensava. Pobre garoto, mal sabia que todos da escola descobriram.

Castiel arfou ao abrir a boca, sentia um nó se formando em sua garganta, os olhos vacilantes presos no futuro morto pois, se dependesse dele, Alexy não amanheceria vivo na manhã seguinte por ter falado isso em voz alta.

– Não sei sobre o que tu estás falando. – Murmurou, tentando manter sua indiferença. O moreno que observava sorriu maroto juntamente ao seu gêmeo, aconteceu uma breve troca de olhares entre os irmãos, rápida demais para ser notada pelos outro garotos, porém, lenta para pessoas que conseguiam se entender tão bem.

– Ah, faça-me favor, Cassy. Ninguém acreditaria que não sentiste algo, foi fácil notar, na verdade. – Alexy falou maldoso, malícia saltando de sua língua ao murmurar o apelido que ouvira a mãe do ruivo chamar-lhe.

“Sua barriga e coxas

As covinhas em suas costas

No final da sua espinha

Mas eu as amarei para sempre”

Devido a brincadeirinha recebeu uma careta raivosa do mais velho, no entanto, o ruivo não foi embora, muito menos negou os possíveis – óbvios – sentimentos por Lynn.

– Tá certo, e daí se for verdade? Isso não tem nada a ver contigo. – Indagou rude.

– Isso envolve-me mais do que imagina. – Alexy retrucou firme. – Ao notar a forma que vocês sempre olharam para ela até o Nath descobriu. E não ficou nada feliz, digamos. Então fiquei pensativo, por que a Lynn? Sua personalidade talvez, ou a aparência, aqueles cabelos castanhos convém bem nela – Mesmo que fiquem melhores no Kentinho. – Além disso, a Lynn é muito prestativa, mas será que as pessoas apaixonam-se apenas por isto?

– O que tu estás falando não tem sentido, meus sentimentos não foram por isto. – Castiel disse firme, não notando corretamente o que falara, corou levemente devido às as palavras, porém continuou. – E eu também não acho que devas meter-se na vida alheia..

– O Nath pediu ajuda, então, como tenho permissão, não estarei metendo-me.

O azulado aproximou-se do garoto, ficando quase cara a cara – devido aos centímetros de diferença precisa olhar para cima – com ele. A respiração alheia batendo em sua face, causando arrepios convenientes que se espalhavam por seu corpo, o hálito quente com cheiro de cigarros intoxicando-o. Deu um passo para trás, mordendo com força o lábio para não fazer nenhuma besteira.

– O que... – Castiel abriu a boca, mas a fechou em seguida. A expressão triste que lhe era dirigida o fez engolir a seco, sentindo um pequeno calafrio correr por sua espinha.

Ao longe os outros garotos observavam incomodados, os olhos assassinos não mexiam-se, apenas permaneciam fixos neles. Estavam desgostosos com a proximidade, mas não discutiram sobre isso em voz alta, Alexy ficaria bravo se soubesse do extinto super protetor e ciumentos deles ficaria agoniado.

– Não quero abandonar mais ninguém, muito menos ser abandonado. – Alexy disse para si mesmo antes de respirar fundo e começar a falar.

A conversa entre os dois durou longos minutos, Castiel apenas assentia ou negava as falas do colega, queixando-se vagamente por alguns argumentos bem planejados. Ele não conseguia entender direito onde o outro tanto queria chegar, mas entendia os pontos. Contudo, para que tanto esforço? Será que obrigavam-lhe a fazer isso? Não, provavelmente não. Estava sério demais, o olhar sério e calmo demais para que o forçassem.

– Acho que a Ambre pode mudar. Afinal, se um anjo pode ser mau uma “pestinha” pode ser do bem. – Alexy falou calmamente sorrindo ao ver a reação de discordância alheia. – Além disso, não percebes? Ela só maltrata que entra em seu caminho, como a Lynn, a Priya e a Debrah. Não machuca aqueles com quem não se importa ou importa-se, como eu, você, as duas amigas e o Lysandre. E também há o Nathaniel, o único que ela poderia se fingir de cachorrinho para agradar. – Concluiu, recebendo um breve silêncio como resposta.

– Posso até ter entendido, mas discordo de ti. Pessoas não mudam, apenas escondem suas verdadeiras personalidades. – Castiel falou dando de ombros. Será que a Ambre era dessas pessoas?

Claramente não, ela não passa de uma mimada que gosta de ganhar atenção.

“Não vou deixar essas pequenas coisas

Saírem da minha boca

Mas se deixar

É você”

Alexy bufou levantando a mão e encostando-a no ombro do ruivo, desferindo fracos tapas – fortes demais para alguém tão magrinho – ali. Não incomodava-o não ser tão próximo do garoto.

– Não digo que ela mudará. Ambre se descobrirá, podendo agir melhor, ou pior que antes. – Falou relutante.

– Assim são grandes riscos.

– O amor pode revolucionar o mundo, mudar pessoas seria uma consequência, Castiel. Afinal, William Herondale que era um cretino, Romeu, um metido, e Gregori Spokane , um assassino sociopático; todos mudaram pelo amor de uma mulher, bem, o último foi pelo de um homem, mas isso é mero detalhe. – Alexy falou sonhador, rindo de si mesmo depois disso. Como ele era tonto por acreditar em romances.

– E tu pretendes ser o príncipe que quebrará a maldição da princesinha? – O sarcasmo fora grande demais para o garoto entender.

Alexy encarou-o confuso, o maxilar travado.

– Como? – Inquiriu.

– Por que tu tens tanto interesse nela? Estás querendo ser o príncipe dela? – Perguntou de outra maneira.

– Eu quero apenas ajudar uma “pessoa” a ser feliz! Assim como a Lynn e o Nath são. Ela no fundo é uma boa pessoa. E precisa de amigos. – Informou Alexy envergonhado escutando a alta risada sem motivo de Castiel ecoar pelo pequeno espaço.

Minutos passaram voando até que o ruivo parasse de ri, porém, durante o tempo que nada fizeram, parecia que a pressão que existia no local sumira, tudo ficou demasiadamente mais calmo e relaxado, talvez tenha sido por isto que Armin sentiu-se tão apreensivo ou pode ter sido por Lysandre estar encarando-no como se desejasse vender seus órgãos no mercado negro. Contudo, a expressão que o platinado fazia era interessante, o modo que franzia seu cenho e crispava os lábios dava-lhe um curioso interesse, principalmente pela forma ema que tinha graças a seu liso cabelo que caia sobre um lado da testa.

– Não há nenhum outro motivo para isso? – Castiel perguntou com malícia, recebendo um beliscão como resposta.

A face de Alexy ficou vermelho, mas não era possível dizer se era de raiva ou vergonha, os lábios tremendo levemente.

“Oh, é você

Que elas formam

Estou apaixonado por você

E por todas essas pequenas coisas”

– Não, claro que não. – Troca um rápido olhar com seu irmão antes de continuar, esse assentindo brevemente antes de fitar novamente Lysandre. – E não incomoda-me caso imagine que estou enlouquecendo, contanto que tu não atrapalhe-me estará tudo certo.

– E se ela te machucar? – Pela primeira vez pareceu preocupado.

– Ai eu desisto. E direi que estava certo. – Alexy falou calmo. – Mas, claramente, não é obrigado a aceitar.

– O que fez com que pensasse que não participarei? – Falou sério. Sério que queriam deixa-lo de fora como quando foram ao paint ball?

– Castiel, o Lys esta envolvido. – Falou abrindo um sorriso ao ver como olhou-lhe surpreso e assustado.

– Como conseguiste convencê-lo?

Alexy deu de ombros. Olhando pelo canto do olho para Lysandre, esse apenas o correspondeu a ação, incomodado por estarem falando de si, mas não desejando intrometer-se na conversa alheia. Se quisessem que falasse algo teriam pedido, e não apenas deixá-lo de lado como faziam com Armin.

– Não faço ideia. Eu apenas disse que queria ser amigo dela e ele concordou. Desde que viramos amigos ele tenta me ajudar nas coisas, em compensação não devo mexer no seu caderno, que por acaso sei que está cheio de coisas envolvendo a Lynn. – Murmurou. Ela é uma garota de sorte.

– O Lysandre? Não diga-me que ele está seguindo-o apenas porque são-

Antes que pudesse terminar de falar foi interrompido. A porta abriu-se em um rompante assombroso, chocando-se com a parede empoeirada que liberou um pó esbranquiçado.

Lynn apareceu diante do porta do local, arfava desordenadamente, o suor escorria por seu rosto ao encarar seus melhores amigos.

A poeira espalhava-se por todo local, forçando Alexy a dar mais passos para trás ao afastar-se dela. O garoto quase chocou-se com o Lysandre, mas as mãos do vitoriano seguraram em seus ombros pouco antes do impacto, Alexy sorriu envergonhado ao desculpar-se pelo ocorrido, ficando ao lado do amigo ao soltar-se, olhou alegre para a garota.

Ela franziu o cenho perguntando-se mentalmente o que estava acontecendo ali, porém, precisava ir embora, então deixou seu pensamento de lado.

Com a conexão recém rompida entre Castiel e Alexy o estado conturbado que ambos encontravam-se voltou. Eles encararam-se mesmo distantes, as palavras não ditas apareciam ali, ao redor deles. Amarravam-nos e tentavam sufoca-los com cordas imaginárias, a loucura tentando domina-los. Suas vistas tornaram-se embaçadas e úmidas, mas, quando tudo acabou foi como se nada houvesse acontecido, estavam novamente no porão quente e silencioso de sua escola.

– Se, no fim, tu machucar-te não esqueças que eu lhe avisei. E não peças ajuda, caso magoe-se não venha pedir apoio. – Olhou para Lynn estranho, sacudindo a cabeça. – Então ela e o representante?

Nem precisou completar para que o outro entendesse.

– Não, só o Lys e tu. E agora o Armin. – Apontou para o irmão que se erguia, pegando sua mochila. Sorriu para Castiel. – Contudo, não deves preocupar-te só entrarei nesse jogo caso ela permita. Se não ficarei apenas como espectador.

– E como saberá que ela permite?

– Basta notar as ações dela. – Sorriu mais ainda, olhando para Lynn que observava tudo sem entender nada.

– Vamos? – A garota perguntou dirigindo-se a ele, desceu os degraus e cumprimentou, um por um, aos garotos dando seu mais belo e vermelho, pelo batom, sorriso ao passar por eles. Parou diante do azulado. – preciso voltar para casa antes das sete. E ainda precisamos achar o Nath e a Rosa.

– Ah, claro. – Murmurou.

Alexy entregou um papelzinho ao Lysandre ao afastar-se seguindo Lynn, ele sentiu o peso do olhar alheio sobre suas costas, porém, não parou para conferir, apenas chamou o irmão e os três seguiram em direção a saída. Lysandre e Castiel ficando pensativos para trás, seus motivos diferentes.

“Você nunca irá se amar

Com metade da intensidade com que eu amo você

Você nunca irá se tratar bem, querida

Mas quero que você faça isso”

O jeito bagunçado que havia na classe da sala B estava de volta. Dessa vez o único aluno que não estava a conversar com alguém era Armin, que encontrava-se sentado na penúltima cadeira da segunda fila pra ficar jogando vídeo game sem ser incomodado, a cabeça levemente baixa para disfarçar.

O game recebia olhares de certa loira algumas vezes, conferindo curiosa o que ele fazia, a sensação de ser observada ao conversar com suas amigas não chamando-lhe tanta atenção quanto o modo como a face indignada do gêmeo.

Ao longe Kentin olhou para Ambre por mais alguns segundos antes de desviar o olhar para seu caderno. O que estava acontecendo consigo? Perguntou-se confuso por se sentir tão estranho ao ver a quem ela fitava, assustando-se e corando ao ver Alexy encara-lo com um sorriso malicioso e desconfiado.

É, talvez Alexy nunca conseguiu seduzir Kentin ou qualquer outro garoto, mesmo frustrando-se admitia isso com todo franqueza. Contudo, Ambre conseguiria isso facilmente. Bastaria sorrir, demonstrar quem queria ser de verdade.

“Oh, é você

Que elas formam

Estou apaixonado por você

E por todas essas pequenas coisas” 


Notas Finais


Estou me perdendo tanto dentro quanto fora de mim, por favor, me ajude. - Riku Absolem.


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