História Quem é Você, Junmyeon? - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Chenlay, Hp!au, Kaisoo, Krisho, Taohun, Xiuchen, Xiuhan
Exibições 80
Palavras 6.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


primeiramente gostaria de AGRADECER profundamente a todos os favoritos, a todos que leram, a todos os comentários que recebemos! Mal acreditamos quando vimos os números e o carinho de vocês. Seus adoráveis ♡ e isso é tão importante para nós, que nos divertimos a cada momento que estamos escrevendo, esse feedback nos dá coragem de continuar aqui à sorte com essa fanfic porque é a primeira.

segundamente, não esperávamos que demoraria tanto, desculpe-nos, ♡ perdoa o vacilo e não desista de nós. ♡

de coração gostaria de dedicar esse capítulo a vocês por gostarem
e espero que continuem gostando, boa leitura ♡

Capítulo 2 - II; capítulo segundo


— Por favor, abram o livro na página 345 — Uma voz rigorosa pediu, surgindo por de trás dos alunos em passos largos.

As aulas da professora Amber eram sempre muito bem vindas para Jongdae e aquela era uma matéria na qual ele se considerava maravilhosamente bom, visto que exigia uma máxima concentração do aluno, algo que o rapaz tinha de sobra. Por norma, ele era o primeiro a chegar à aula, sentando-se num dos lugares da frente. No entanto, naquele dia em especial, acompanhar as novas aprendizagens estava a ser uma tarefa impossível: Jongdae passara a noite acordado com Baekhyun e Zitao no dormitório, dividindo os restos do banquete que sempre recebiam na cerimônia de regresso às aulas e também bebendo uma garrafa de conhaque (uma bebida à base de destilação de vinho feita por muggles e muito apreciada) que haviam roubado da sala do zelador Siwon. Na noite anterior, assim que saíram do salão que ecoava as conversas, os risos e o tilintar de talheres, os meninos passaram a noite a rir das memórias do primeiro ano na Escola de Magia, brincando à guerra de feijões e conversando. O divertimento durou até cerca das cinco da manhã, quando Zitao se apercebeu de uma luz tímida a querer invadir o espaço onde eles se encontravam - o nascer do sol. Decidiram faltar às primeiras duas aulas, pois estavam demasiado cansados para qualquer coisa, mas não conseguiram tal proeza: às sete em ponto, os três amigos, como zombies, arrastavam-se pelas escadas em direção à sala de aula, assim como os outros alunos.

A mesa onde Jongdae estava era bem próxima da janela, e ele nunca se tinha amaldiçoado tanto por tê-la escolhido: os feixes de luzes eram fortes, atacando diretamente os seus olhos amendoados, embora lá fora estivesse a nevar. A enxaqueca matava o rapaz aos poucos, e apesar de nem ter aberto o caderno para copiar a teoria ensinada, Kim Jongdae mantinha-se firme olhando a pena mágica que corria o quadro, tentando forçar-se a pensar. Byun Baekhyun não conseguia ficar nem um segundo acordado desde que entrara na sala e Huang Zitao misteriosamente mantinha-se focado, porém sem o seu habitual sorriso estampado no rosto.

A situação também era desfavorável aos alunos Hufflepuff, visto que aparentemente ninguém estudara no verão e nas aulas de revisão de História da Magia quase ninguém se lembrava de Nicolas Flamel. Jongin e Yixing desenhavam jogadas de Quadribol silenciosamente, enquanto o professor Yunho esbravejava por ninguém sentir o maravilhoso efeito que a matéria tinha nele. Enquanto isso, Luhan havia entrado escondido na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas dos alunos da Ravenclaw, de forma a poder acompanhar Minseok nas suas excecionais respostas que deixavam muitos alunos com inveja. Mal o prodígio entrou na sala, notou o amante sorrindo timidamente. A surpresa de o ver aqueceu o seu coração (que fora chamado inúmeras vezes de "frio") e quis assegurar-se de que ninguém notaria que ele não pertencia ali, emprestando-lhe o seu cachecol azul da casa.

A aula na Ravenclaw estava, por acaso, a ser mais divertida do que nas outras casas. A matéria era as Criaturas das Sombras e Trevas, servindo de exemplo os Diabretes da Cornuália — criaturinhas que lembravam duendes e rondavam os lugares onde houvera algum derrame de sangue. Todos os alunos mantinham as suas varinhas em punho, tentando acertar numa criatura que havia sido cuidadosamente retirada da Gaiola, para fins experimentais. No entanto, Minseok não parecia tão interessado em acertar no Diabrete que que fugia para todos os cantos da sala, falando e voando de forma rápida e excitada. O brilho nos olhos de Luhan, que se tornava ainda mais fascinante quando o sol os invadia, era o que despertava a atenção do rapaz. O "cargo" de aluno exemplar sobrara então para Kyungsoo, que também se mostrava alheio àquela aula, enquanto mordiscava os seus lábios em formato de coração: pensava no lembrol que recebera no dia anterior da sua avó, para não se esquecer de algo que percebeu que não se lembrava; pensava em Jongin e no que ele estaria a fazer naquele momento; pensava em onde Junmyeon, ausente, poderia estar.

Junmyeon não acordou no dormitório da Ravenclaw, e quando Kyungsoo o foi chamar para acordar e ir para as aulas, notou a sua cama intacta, com somente um bilhete repousando no topo: "Anote tudo, por favor."

Ainda na Gryffindor, Baekhyun estava sentado de forma ridícula na cadeira, apoiando a cabeça nos braços em cima da mesa. Uma poça de baba saía do lado esquerdo dos seus lábios e um ronco ecoou por toda a sala. Havia então passado do estágio "cochilo" para um sono realmente pesado. Imediatamente, foi notado por todos e tornou-se o centro de atenção da turma, entre comentários e risinhos, e até mesmo Chanyeol, que se encontrava a três mesas de distância, não pôde deixar de rir.

— Baekhyun! — Jongdae sussurrou e sacudiu-o, tentando acordá-lo, sem sucesso. — Baek...Ei! A professora... — Nesse mesmo instante, a professora Amber levitou-se até à mesa dos três rapazes. Zitao, com os olhos maiores do que alguma vez haviam sido, fingia que nem os conhecia, enquanto que Jongdae se queria enfiar num buraco e nunca mais de lá sair.

A professora, com um sorriso falso, ergueu os braços que seguravam o seu enorme livro sobre Transfigurações e deixou este cair fortemente na mesa, assustando Baekhyun ao ponto de ele cair da cadeira, o que causou ainda mais risos por toda a turma.

— Kim Jongdae, Byun Baekhyun e Huang Zitao, espero vê-los no final da aula — a professora falou, logo de seguida virando-lhes as costas, com os seus cabelos dourados curtos escondidos pelo chapéu que levava na cabeça.

Chanyeol viu Baekhyun levantar-se e sorriu para ele, que mal conseguiu corresponder devido à imensa vergonha que sentia. O mais pequeno pegou no seu casaco grosso preto com detalhes dourado e vermelho da Gryffindor e escondeu-se debaixo dele, enquanto Jongdae somente observava a cena. Quando a aula terminou, a professora mostrou-se mais benevolente em relação ao ocorrido e limitou-se a avisar que somente lhes retiraria uma pequena pontuação, visto que se tratava do primeiro dia de aulas.

— Idiota! — Zitao deu uma forte cotovelada a Baekhyun, logo que saíram da sala, e parou ao lado da porta apenas para ajeitar o cabelo e o cachecol. — Perdemos 10 pontos porque roncaste a meio da aula!!

— Eu não fiz de propósito — Baekhyun retorquiu, entre um bocejo. — Porque é que nenhum de vocês me acordou?

— Nós tentamos, mas estavas praticamente morto — Zitao explicou, apesar da falta de vontade, olhando a escadaria circular cujo tamanho não lembrava ser tão grande.

— Não acredito que o Chanyeol me viu a cair de bunda no chão — Baekhyun espalmou o rosto e forçou uma voz chorosa. — Pelo menos não parti a varinha — disse, sentindo esta no seu bolso.

— E quem liga? Ele já sabe que és a vergonha humana — Zitao fez troça, empurrando o amigo de forma a poder ultrapassá-lo na descida das escadas, quase não notando as pessoas em seu redor.

— EU LIGO! — Baekhyun gritou, descendo rápido para poder bater em Zitao.

— Ah, calem-se! — Jongdae empurrou os dois amigos à frente, mais que irritado. O seu crânio pulsava como se pudesse explodir a qualquer momento, e eles ainda tinham ânimo para discutir. — Eu vou arranjar a matéria a alguém que tenha copiado, e não quero saber de nenhum de vocês até à próxima aula.

Segunda-feira, apesar de ser um dia teoricamente exaustivo, era até favorável para alguns, visto que era dia de uma única disciplina obrigatória, dando o resto da tarde livre a quem não estivesse inscrito em mais nada. A primeira aula na Gryffindor era de Feitiços, na Slytherin era Linguagem, na Hufflepuff era História da Magia e na Ravenclaw era Defesa Contra as Artes das Trevas. Era, portanto, comum as salas ficarem lotadas até meio da tarde, hora em que maior parte dos alunos se dispersavam. Após a aula da professora Amber, Feitiços, Baekhyun e Jongdae teriam ainda aula de Aritmância , visto que os dois se tinham inscrito nesta disciplina para poderem arrecadar o máximo de pontos extra que conseguissem (de forma a compensar futuros sarilhos em que se meteriam). Eram vários os colegas que tinham optado por frequentar aulas facultativas, mas Zitao não era um deles. Baekhyun não se dava bem com os algarismos, e para piorar a situação o professor Changmin cuspia quando pronunciava as letras p, v e f. No entanto, este não era um mau professor, muito pelo contrário, era um exímio mestre duende que ajudava os alunos como podia. Shim Changmin era um raro duende mestiço que tinha tendência a ficar bravo rapidamente, usava óculos grandes e redondos e locomovia-se lentamente. O professor de Aritmância podia ser encontrado na biblioteca, onde passava o seu tempo.

Baekhyun subiu as escadas e andou pelo corredor, direcionando-se à sala, totalmente só. Quando se sentou na cadeira dos fundos, como sempre fazia, notou a estranha ausência do habitual companheiro de mesa. Chanyeol, Jongin e Yixing estavam sentados à sua frente e Baekhyun suspirou ao olhar o cabelo naturalmente despenteado de Chanyeol, embora tivesse fingido estar a olhar o professor Changmin rodeado de livros quando o rapaz o notou, encarando-o.

Chanyeol sorriu lindamente (como em todas as outras vezes que esboçara aquele sorriso, diria Byun Baekhyun) e convidou o colega Gryffindor para se sentar com ele e os outros dois Hufflepuff, mas este preferiu ficar onde estava. Baekhyun ficara a perguntar-se porque diabos Jongdae estaria a demorar tanto para chegar, visto que atrasar-se não era do seu feitio.

— Baekhyun? — Chanyeol chamou suavemente, quase sussurrando.

— Hm? — Baekhyun, por sua vez, estava distraído olhando a porta da sala, como um cão abandonado à espera do seu dono. — Oi Chanyeol... Desculpa.

— Tu estás bem? Onde está o Jongdae? — Chanyeol olhou-o nos olhos e brevemente deu o primeiro passo: suavemente encostou a sua mão à de Baekhyun que, sem acreditar sequer, devolveu o toque.

Jongin, ao seu lado, vira o professor que estava na ponta dos pés pronto para cativar a atenção dos alunos. Jongin rapidamente beliscou Chanyeol, que largou as mãos do amado num pulo.

— Senhores, eu consigo ouvir tudo! — o professor Changmin andava pelo corredor formado entre as mesas, enquanto acendia as luzes e o projetor com um rápido movimento da varinha. — Hoje vamos falar sobre Vetores Místicos, abram no capítulo 2, página 134.

Baekhyun estava visivelmente corado e o seu coração parecia uma bomba-relógio, pronto a explodir a qualquer momento. No entanto, não pôde evitar suspirar frustradamente por a situação ter findado tão rapidamente. Excetuando o aniversário do Kyungsoo — ao qual fora praticamente forçado a ir — os dois nunca haviam sido tão intímos, tendo o famigerado beijo sido somente um selinho.

Chanyeol, muito sem graça, virou-se para prestar atenção à aula, com um daqueles sorrisos em que os seus lábios se uniam docemente. Jongin tamborilava a pena na mesa, encarando o caderno lotado de cálculos, enquanto Yixing se questionava porque diabos escolhera estudar esta matéria. No silêncio pleno da aula, Baekhyun permanecia pensativo, inquietado pelo vazio da cadeira do seu lado. Yixing apiedou-se dele e decidiu animá-lo: fez um desenho numa folha de papel e escreveu em baixo uma frase, dobrou o papelinho e atirou-o, fazendo este cair no centro da mesa do rapaz da Gryffindor.

No desenho havia uma caricatura em movimento de Baekhyun feliz e triste, tendo logo abaixo uma pergunta escrita numa caligrafia torta, atrapalhada: “Onde está o fiel escudeiro de Byun Baekhyun?” Baekhyun esforçou-se para segurar o riso e respondeu no mesmo papel, logo depois devolvendo-o: “Boa pergunta, achei que ele estaria aqui.

O famoso papel estava então agora nas mãos de Jongin, que lera tudo o que estava escrito e ria baixinho enquanto escrevia em letras garrafais no verso da folha: “O YIXING NÃO TEM NENHUMA CHANCE COM O JONGDAE!”. O seu ato teve como consequência um belo empurrão de Yixing que, embora estivesse a rir, deixou claro que não gostou do que o colega tinha escrito. Baekhyun nem prestava atenção aos dois Hufflepuff e tentava prestar atenção à aula, lamentando-se mentalmente por começar o ano letivo totalmente interessado. “Se ele nunca se atrasou, há uma primeira vez para tudo! ” — o papel voou amassado até à sua mesa, atirado por Jongin.

Baekhyun riu e resolveu deixar para lá, apontando para seguirem em frente com a aula,mesmo que ainda estivesse preocupado.

Jongdae não apareceu na aula e ninguém o viu a tarde inteira.

Baekhyun, Jongin, Yixing e Chanyeol combinaram então ir procurar Jongdae que havia então desaparecido. Assim que arrumaram as mochilas, praticamente correram pelos corredores entrando em todas as salas que podiam. A meio do caminho, encontraram Sehun e Zitao a conversar aos berros, ambos vindo do corredor à esquerda do salão principal.

— E aí vocês! — Sehun cumprimentou todos com abraços, enquanto Zitao não parava de rir segurando uma sacola suspeita.

— Do que estão a rir? — Chanyeol perguntou, atrás de Baekhyun que julgava Zitao com o olhar.

— Conta-lhes, Tao… — Sehun tinha aquele olhar sacana como a sua marca pessoal.

— Depois da aula, fomos assistir ao treino da Slytherin, e encontramos isto — Zitao chamou-os para um canto para mostrar o que havia achado com Sehun: uma sacola vermelha cheia de fogos de artifício. Não eram fogos comuns, mas sim fogos romenos, famosos pelos estragos que faziam. Eram feitos de pó-de-asas-de-barretes-vermelhos que explodiam muito intensamente, embora houvesse uma demora de mais ou menos 20 minutos para que explodissem com fogo comum.

Sehun e Zitao em quase todas as vezes que estavam juntos, faziam alguma asneira. Sehun vivia para aprontar e Zitao só queria divertir-se: era como juntar fogo com gasolina. Ambos queixavam-se das normas e das regras, perguntando-se “o que seria da vida se não houvesse regras para serem quebradas?”. Cruzaram-se com o Zelador Siwon saindo da sua sala, deixando-a entreaberta, e nem pensaram duas vezes em tentar distraí-lo para bisbilhotar. Zitao usou o feitiço confundus, no momento que Siwon se virou para trancar a porta com a chave mestra, e Sehun, com as suas longas pernas, entrou disfarçadamente na sala do zelador. Lá encontrou muitas coisas úteis, como mapas, berradores, um espelho mágico, sapos de chocolate e varinhas perdidas, mas num instante os seus olhos brilharam ao encontrarem um saco lotado de fogos de artifícios. Pegou em cinco ou seis, colocou-os nos bolsos e saiu normalmente da sala, como se nada tivesse acontecido. Zitao ficara do lado de fora da sala para manter a magia a funcionar e dar cobertura, caso alguém aparecesse.

— Vocês são ótimos! — Jongin falou, rindo como se não houvesse um amanhã do plano de Zitao e Sehun.

— Não! Vocês são dois idiotas! — Baekhyun ripostou, olhando para Jongin e os dois à sua frente, não podendo acreditar como eles poderiam ser tão irresponsáveis e arriscar-se a ser expulsos. Ainda assim, parte de si achou hilária a ideia.

— E eu vou contar aos monitores — Minseok pronunciou-se atrás do grupo, vinha com Kyungsoo e Luhan em direção ao salão mas acabou por ouvir a conversa toda. Se Minseok tinha um dote especial, esse era a audição excelente, provavelmente para compensar o pouco que falava. O seu mais recente relacionamento era com Luhan, com quem trocava olhares e beijos desde o final das aulas do ano anterior, havendo ainda boatos de que Luhan já o observava quando Jongdae estava com Minseok. Kyungsoo estava junto deles e a sua habitual cara franzida estava voltada para o namorado, que curiosamente estava envolvido na trama. Jongin envolvia-se sempre em tramas aleatórias, nunca participando voluntariamente nelas.

— De onde é que estes três vieram? — Chanyeol perguntou olhando para Baekhyun e logo levando um belo soco no braço, vindo de Kyungsoo. — Ei! Jongin! — Jongin, ainda rindo da situação, limitou-se a segurar a cintura do namorado como se ele fosse um boneco e arrastou-o para longe de Chanyeol.

— Olha, ainda dá tempo de apagar — Zitao comentou com Sehun, quase num sussurro, mas este não lhe deu atenção. Minseok encarava-o com aquele típico olhar de reprovação que ele odiava.

Sehun conhecia praticamente todos em Hogwarts e se aparentemente não tinha problemas com ninguém, agora tinha com um: Kim Minseok. Na verdade, ele não ia muito com a cara de Minseok desde o namoro com Jongdae, mas pelo menos o respeitava e coexistiam no mesmo espaço. Até agora, pelo menos.

— Porque é que não me entregas logo?! — Sehun esbravejou para Minseok, que o tratou com indiferença. Mas todos sentiram o clima tenso que se instaurou.

— Cala a boca, Sehun... — Chanyeol esfregou as têmporas tentando impedir que um problema nascesse, não era a melhor hora.

— Não precisamos de discutir por causa de uma bobagem destas — Luhan comentou numa voz calma, enquanto passava a mão pelos seus cabelos tingidos cor de beringela.

— O que está a acontecer? — Yixing perguntou de forma geral, no meio da roda entre todos os rapazes. Ele havia estado certo da situação, mas a dada altura tudo se tornou confuso, causando-lhe agonia.

— É melhor ficares na tua, passarinho — Sehun avisou em tom de ameaça para Minseok. A águia, símbolo da Ravenclaw, sendo reconhecida como “passarinho” para Sehun, fez com que todos os rapazes se calassem para observar. Tal ofensa foi o necessário para se instaurar um clima único entre os dois. Luhan apertou a mão de Minseok visivelmente preocupado, Chanyeol e Jongin fizeram ao mesmo tempo o sinal de “cortar a garganta” com as mãos.

— Não tenho tempo para vocês, tenho que encontrar o Jongdae! Ele pode estar triste, sozinho e está frio lá fora — Baekhyun protestou e saiu a passos largos, mas poucos metros pôde andar porque logo foi segurado por Chanyeol.

— Não sejas tão dramático, Baekhyun — Kyungsoo fê-lo parar, baixando o tom de voz.

— Ele não apareceu na aula de Aritmância hoje? – Zitao inquiriu a Baekhyun, que a cada segundo estava mais zangado.

— Não! — Baekhyun quase gritou, estava a perder o seu tempo como todos eles.

— Kim Jongdae? – Minseok suspirou. — Ele passou o dia todo na parte restrita da biblioteca e parecia bem nervoso, com stress.

— A sério? — Baekhyun perguntou e gesticulou como se fosse arrancar os seus cabelos.

— Como sabes isso, Minseok? — a voz grave de Chanyeol entoou.

— Eu estava lá.

— Esperem! — Kyungsoo estava quieto mas a ligar os pontos do desaparecimento de Jongdae na sua cabeça. — Luhan, não viste ainda há pouco o Jongdae no corredor, a ir para a casa de banho?

— Ah sim... É verdade! — Luhan concordou e bateu na própria testa, rindo, como poderia ter se esquecido? No exato momento em que Jongdae passou por eles, Luhan cutucou Kyungsoo e sussurrou que ele era o ex-namorado de Minseok.

— Então hoje viste o Jongdae? — Chanyeol perguntou para deixar claro que não era mentira.

— Vi agora há pouco, ele estava a ir para a casa de banho — Luhan confirmou, mas logo parou de falar pois viu o rosto de Sehun empalidecer para um tom mais branco que o seu habitual e os olhos de Zitao a arregalar ainda mais que o seu normal. — O que foi?

— ........Nós.......Acendemos os explosivos lá........ — Zitao quase sussurrou e Sehun começou a girar em torno de si mesmo, totalmente perturbado com a escolha do local para a travessura. Só queriam brincar, jamais imaginariam que alguém fosse lá àquela hora, já que assim que o jantar acabava todos iam em direção aos dormitórios, onde tinham a sua própria casa de banho.

— VOCÊS DOIS O QUÊ? — Baekhyun estava incrédulo no quão os seus amigos podiam ser idiotas.

Sehun e Zitao explicaram então que a casa de banho masculina estava vazia e lá acenderam todos os pavios, divididos cada um por vaso sanitário, e passados cerca de 25 minutos a travessura ocorrerria. Era o tempo médio para as bombinhas sugarem a água do vaso sanitário e explodirem.

— Não grites, Baekhyun... — Jongin pediu. Alguém poderia ouvi-los, e Baekhyun não se importava de dar um escândalo.

— Vocês são dois idiotas! — Chanyeol não sabia se ria ou chorava diante da situação, mas optou por rir devido ao nervosismo de Baekhyun.

— Oh, eu pagaria para ver esse estrago — Yixing comentou sorridente mas logo parou de sorrir, ao ver o rosto de todos. Não era o momento.

De repente, ecoaram-se os gritos de alguns alunos aterrorizados: um deles tropeçou no chão e uma menina da Slytherin parou num canto, totalmente assustada. Todos olharam o grupo de pessoas de casas diferentes a correr ofegantes, em pânico, alguns em prantos também.

— TRASGO!!!!!!!!!!!!!! NO CASTELO!!!!!!!!!!!!!!!!!! — uma menina gritou e sem seguida desabou no chão desmaiada.

Houve um alvoroço, gritaria, correria, muitos empurrões, alunos desgovernados corriam de um lado para o outro perdidos e amedontrados. Foi preciso explodirem várias bombinhas da ponta da varinha do diretor Kim Heechul para as pessoas fazerem silêncio.

— Monitores — disse ele, com a voz retumbante — levem os alunos das suas casas de volta aos dormitórios, imediatamente!

Viram os alunos organizar-se, passaram por diferentes grupos de pessoas que se apressavam em diferentes direções. Enquanto todos lutavam para passar por um rebanho de alunos da Hufflepuff, Baekhyun virou-se para todos os meninos e disse em pleno pânico:

- O JONGDAE! ELE NÃO SABE!

Os rapazes entreolharam-se firmes de que uniriam forças para ir buscar Jongdae, mesmo que nem fossem todos próximos uns dos outros, visto que não deixariam um rapaz indefeso na casa de banho masculina pronto a virar comida de trasgo.

Ninguém além deles sabia onde Jongdae estava e Baekhyun esperava que ele não tivesse saído de lá, rezando baixinho para que ele estivesse mal-disposto, preso na cabine. Atravessaram o corredor, aproveitando a confusão para desaparecerem por entre a multidão, sem que nenhum monitor os visse. Cerca de 300 alunos estavam amontoados na escadaria principal, e Kyungsoo fez sinal para que seguissem os da Hufflepuff, porque o seu salão comunal era o que ficava mais próximo das casas de banho. Iriam depois então por um corredor deserto que, percorrido até ao fim, dava à casa de banho masculina. Claro que podiam ir pela rota mais rápida, mas como havia demasiados alunos e professores por todos os cantos, resolveram misturar-se só para não parecer suspeito, nove alunos a transitar como heróis enquanto há um trasgo montanhês andante pelo castelo.

Sehun estava a andar à frente e quando cruzou o corredor viu duas pessoas a andar na direção oposta. O susto fê-lo recuar, tropeçando no pé de Yixing.

— Vem aí alguém? — Jongin sussurrou.

— Yifan — sibilou Sehun, puxando-os para trás de um enorme grifo de pedra.

Sehun reconheceu imediatamente o esbelto rapaz de cabelos pretos com quem dividia a maioria das aulas. Yifan estava a andar rápido atrás de Junmyeon, que se afastava do mais alto apressadamente. Ao mesmo tempo, os nove rapazes estavam escondidos atrás da estátua, perguntando-se quando poderiam sair.

— O que é que eles estão a fazer? — cochichou Baekhyun. — Porque é que não estão lá com os outros alunos? Para onde estão a ir?

— Não me perguntes. Vamos só observar.

— Estamos a perder tempo, e nós não namoramos com eles! — Chanyeol comentou, enquanto permanecia desconfortavelmente agachado.

 — Shhhhh! — Sehun bateu no braço de Chanyeol, pedindo silêncio.

— Eles estão a ir para a casa de banho também? — Luhan perguntou, mais a si mesmo do que aos restantes rapazes.

Sehun levantou a mão:

— Sentem este cheiro? — o rapaz cobriu o rosto com as duas mãos e fez uma cara de puro nojo.

— Achei que cobras não tinham narinas — Baekhyun brincou, o que provocou o riso a Chanyeol, divertido.

— Eu vou te ignorar, Baekhyun —  Sehun fungou e, mais forte do que anteriormente, um fedor horrível invadiu as suas narinas, uma mistura de meias velhas e casa de banho pública que nunca é limpa. — Sigam-me.

Não bastou nem um minuto para ouvirem um grunhido baixo, sons de explosões e uma voz conhecida — Jongdae estava, de facto, lá dentro.

Yifan e Junmyeon tinham acabado de entrar na casa de banho, sem notar a figura gigantesca à sua frente. Imediatamente, ficaram paralisados com o trasgo montanhês que, furioso, batia com toda a força na pia à sua esquerda. Um rapaz, encolhido num canto, pedia socorro.

— SOCORRO! — Jongdae estava deitado nos escombros, mais precisamente embaixo da última pia presa à parede: todas as cabines haviam explodido com as bombinhas de Sehun e Zitao, que ficaram paralisados com o tamanho do estrago. A varinha de Jongdae tinha ido para a algum lugar, e ele perguntava-se porque diabos fora à casa de banho àquela hora.

Embora os amigos de Jongdae — e outros nem tão amigos assim — estivessem estado à procura dele durante a tarde, nada demais havia corrido: ele passara a maior parte do dia na biblioteca e antes, tinha ido à enfermaria passar a dor de cabeça. Lera sobre dementadores e outras criaturas malignas e passara o resto do dia a cochilar na secção restrita. Quando achou que já tinha passado tempo a mais, pegou a matéria emprestada de Wendy e praticou os feitiços na casa de banho masculina, trancado numa cabine. Depois de terminar, permaneceu lá para refletir.

A noite caíra, e Jongdae não se apercebera do correr das horas. Quando saiu da cabine, um trasgo invadia o local, quebrando a parede onde estava a porta. O grito de Jongdae fez o monstro enlouquecer e quebrar de uma só vez todas as cabines. Jongdae correu para qualquer lugar, em busca de alguma fuga.

Era uma visão medonha. Quase quatro metros de altura, pele cinzenta e baça, um corpanzil cheio de calombos como pedregulhos e uma cabecinha no alto, que mais parecia um coco. As suas pernas eram curtas, grossas como troncos de árvore, e os seus pés eram chatos e calosos. Segurava um enorme bastão de madeira, que arrastava pelo chão devido ao comprimento dos seus longuíssimos braços.

O trasgo enfureceu-se de repente e atacou Yifan com a clava, mas este foi puxado para longe por Junmyeon. Jongdae estava encolhido contra a parede oposta, parecendo prestes a desmaiar. Por um milagre ou azar, Baekhyun e todos os outros chegaram de lados diferentes do corredor ao mesmo tempo, tendo que recuar por causa do monstro.

O monstro enfurecido avançava em direção a Jongdae, derrubando as pias que se encontravam no seu caminho.

— JONGDAE! — Baekhyun gritou e tentou correr até ele, sendo porém impedido por Kyungsoo e Chanyeol.

— Vai para trás! — Kyungsoo ergueu a sua varinha em direção a uma torneira grande que estava próxima do trasgo, atirando-a com toda a força contra o bicho.

— JONGDAAAAAAAAAAE! — Baekhyun continuou a gritar à espera de uma resposta, que viu imediatamente no balanço incerto do braço de Jongdae agachado nos escombros, sabendo que um movimento brusco poderia ser o seu fim.

O trasgo parou a um metro de Jongdae. Virou-se com lentidão, piscando sem entender, e procurou ver que barulho era aquele. Os seus olhos viram os rapazes, que o encaravam em estado de choque. Ele hesitou, mas logo em seguida partiu para cima de todos, erguendo o bastão.

— Ótima ideia, ele agora vem até nós! —  Chanyeol lamentou.

Kyungsoo parecia ter descoberto algo, e Jongin logo entendeu o seu plano. Trasgos eram burros e ficavam tontos facilmente, com o bicho cansado eles poderiam pensar no que fazer com ele e resgatar Jongdae.

— Ei, grandalhão! — berrou Jongin do outro lado da casa de banho, atirando contra ele um cano de metal. O trasgo nem pareceu sentir o objeto metálico a bater no seu ombro, mas ouviu o berro e parou outra vez, virando o focinho feio para Jongin e dando a Jongdae tempo para se esconder. Todos entenderam o plano.

Usando o feitiço wingardium leviosa, os rapazes ergueram destroços e atingiram o monstro, que agora corria em direção à origem dos ataques, praticamente em círculos.

— Estudamos trasgos no ano passado! Porque é que não nos lembramos de nenhum feitiço útil? — Luhan andou para trás para poder escapar, empurrando Minseok e Yixing de forma a protegê-los.

"Porque matamos quase todas as aulas." a própria mente de Zitao formulou uma resposta.

—  Isto não vai dar certo! —  Kyungsoo resmungou —  Precisamos de idéias novas, uma hora ele vai acabar nos matando! —  O Trasgo rugiu para os demais rapazes, desta vez jogando o bastão para longe.

Diante do perigo, pouco importava a proximidade entre eles. Tinham se unido pelo mesmo objetivo e ali lutariam.

— Zitao, ele é uma criatura mágica. O que podemos fazer? — Sehun perguntou, um tanto afastado dos outros. Sabia que o amigo podia ter uma boa ideia, se se lembrasse de algo.

— Sinceramente?! Não sei! — Zitao respondeu demasiado assustado. Ele dava facilmente conta de pessoas, mas trasgos montanheses eram novidade até para si mesmo.

Os gritos e ecos pareciam estar a deixar o trasgo doido. Ele rugiu de novo e atacou Kyungsoo, Jongin e Chanyeol, que estavam mais perto, atirando-os contra a parede.

Baekhyun fez então uma coisa que era tão corajosa como idiota: ganhou impulso e deu um salto, conseguindo abraçar o pescoço do trasgo pelas costas. O bicho não sentiu Baekhyun a pendurar-se ali, mas até um trasgo percebe quando se lhe espeta um pedaço comprido de madeira no nariz, e a varinha de Baekhyun que ainda estava na mão quando ele saltou — entrou diretamente na narina do monstro.

Urrando de dor, o trasgo montanhês cambaleou enquanto Baekhyun continuava agarrado a ele tentando escapar da morte. A qualquer instante, o trasgo iria arrancá-lo do seu pescoço ou dar-lhe uma valente pancada.

Os meninos entusiasmaram-se e olhavam-se numa mistura de pensamentos, que variavam de "que coisa mais suicida, Baekhyun!" para "bom trabalho, anão de jardim!".

No meio da confusão, Yifan e Junmyeon, que até ao momento estiveram paralisados, prontificaram-se a ir buscar Jongdae, que estava escondido atrás de uma pia derrubada da parede. Yifan retirou o objeto da frente e apoiou Jongdae nas suas largas costas, enquanto Junmyeon enfeitiçou um barrero, um feitiço de defesa, para se protegerem.

Zitao, numa epifania, lembrou-se da aula de criaturas mágicas do ano anterior, em que foi explicado que os trasgos possuem grossas camadas na pele e para os parar é necessário fazê-los desmaiar ou levá-los a lugares com sol — quando em contacto com o sol, transformam-se em pedra.

— COMO É QUE NÃO ME LEMBREI DISSO ANTES? Trasgos transformam-se em pedra perto da claridade natural! — Zitao imediatamente gritou para todos, roubando a atenção. — EI! FECHEM OS OLHOS E VARINHAS EM PUNHO!

Os rapazes repassaram a idéia e preparam-se para cerrar os olhos, puxando suas varinhas, proferindo o feitiço em uníssono: Lumos Solem!

Uma intensa luz foi direcionada para cima. Inteligentemente, a iluminação no teto provinha de velas, e o contacto com ela deixou todo ainda mais luminoso e quente. A casa de banho masculina foi fortemente preenchida por luz em toda a sua extensão, e quando cessou, pôde se ver o trasgo cambalear. O bicho caiu de cara no chão, totalmente petrificado, com um baque que fez toda a divisão sacudir.

Baekhyun despencou do bicho, aterrando no colo de Chanyeol. Zitao e os rapazes continuavam parados com a varinha no ar, espantados com o que haviam feito.

De repente, não mais que surpreendente, Junmyeon quebrou o silêncio:

— Ele está morto?

Todos viraram o pescoço para trás, como quem diria “ele esteve ali este tempo todo?”.

— Acho que não — respondeu Kyungsoo, analisando a gigantesca estátua que parecia repousar no chão. — Acho que só... Virou pedra?

— Exatamente — Zitao permitiu-se rir e então notou o estrago na casa de banho. — As bombinhas eram demasiado fortes.

— Vamos ser expulsos de Hogwarts, de certeza — Sehun, pela primeira vez no dia, lamentou. — Jongdae, tu estás bem?

— Vocês salvaram a minha vida — Jongdae, embora imundo e tendo passado por tudo aquilo que passou, sorriu largamente. Tinha sido salvo pelos seus melhores amigos e colegas de escola, não sabendo sequer a quem devia agradecer primeiro. Foi logo abraçado por Baekhyun e cumprimentado por todos os rapazes presentes.

Sehun abaixou-se e puxou a varinha da narina do trasgo. Estava suja de uma coisa que parecia uma cola grumosa.

— Eca... meleca de trasgo — Sehun limpou a varinha nas calças do bicho petrificado, devolvendo-a de seguida a Baekhyun.

— Vocês foram incríveis.

Estavam orgulhosos.

De repente, o barulho de portas a bater, juntamente com passos pesados, fê-los erguer a cabeça. Não se haviam apercebido a confusão que tinham criado, mas com certeza alguém lá embaixo tinha ouvido a pancadaria e os urros do trasgo. Instantes depois, o professor Donghae entrou na casa de banho masculina, seguido de perto por Siwon e Amber, que fechava a fila. Siwon debruçou-se sobre o trasgo, surpreendido. Donghae encarou os meninos, que nunca antes o tinham visto tão zangado. Os seus lábios estavam brancos como a cal, e a esperança de ganhar cinquenta pontos para a Gryffindor desapareceu logo da cabeça de Jongdae.

— Em que é que vocês estavam a pensar?! — perguntou o professor Donghae, com uma fúria reprimida na voz. Os rapazes entreolharam-se, baixando as varinhas. — Vocês tiveram MUITA sorte de não terem morrido. Porque é que não estão no dormitório?

Amber lançou um olhar rápido e penetrante. Ninguém sabia o que responder e só se olhavam entre si, por entre palavras incoerentes. Então, ouviu-se uma vozinha, vindo das sombras:

— Por favor, professor Donghae, professora Amber... eles vieram procurar-me.

— Senhor Kim Jongdae?

Baekhyun estava do seu lado a segurar o seu casaco, mas teve que largá-lo. Jongdae pronunciar-se-ia em relação ao desastre.

— Eu... — Jongdae não era bom a mentir. — Saí à procura do trasgo porque achei que podia enfrentá-lo sozinho. Já li tudo a respeito de trasgos e trolls montanhosos.

Tal declaração provocou reações muito diferentes: Minseok e Zitao olhavam-no orgulhosos; Kyungsoo, Baekhyun e Jongin ficaram de queixo caído por ver Jongdae a contar uma mentira deslavada a um professor. Sehun, Luhan e Yixing prenderam ao máximo que conseguiam o riso. Chanyeol estava tão estarrecido como Junmyeon que, assim que os professores chegaram, largaram as mãos um do outro.

— Se eles não me tivessem encontrado eu estaria morto agora. Os rapazes trabalharam em equipa para me salvar... O Baekhyun enfiou a varinha no nariz do trasgo e todos enfeitiçaram uma luz natural para petrificá-lo. Não houve tempo para chamar ninguém, porque o trasgo ia acabar comigo quando eles chegaram... Não é gente?

Baekhyun pronunciou-se logo, fazendo com que todos fingissem que a história não era novidade para eles.

— Bem... Nesse caso... — o professor Donghae falou, encarando Jongdae. — Sr. Kim, que loucura, como pôde pensar em enfrentar um trasgo montanhês sozinho?!

Jongdae baixou a cabeça. Todos estavam perdidos e sem fala: Jongdae era a última pessoa do mundo que desobedeceria ao regulamento, e ali mesmo ele estava a fingir que o tinha feito, para os livrar de sarilhos. Era uma prova de gratidão e amizade.

— Jongdae, a Gryffindor vai perder trinta pontos por isso — disse a professora Amber, apoiada por Donghae.

— Estou muito desapontado. Se não estiver magoado, é melhor regressar à torre da Gryffindor. E vocês todos, para as vossas respetivas casas agora.

Jongdae retirou-se, abatido, enquanto os outros saíram da casa de banho apressadamente. Foi um alívio afastarem-se do fedor do trasgo, para não falar do resto. O grupo parou de andar ao chegar ao acesso em comum que tinham para ir para as suas casas. Jongin e Chanyeol começaram a gargalhar muito alto pertante a situação, e logo todos os outros começaram também, em harmonia.

— Somos incríveis — Chanyeol comentou, quase gritando. Típico de Park Chanyeol, alegre e barulhento.

— Nunca ninguém do nosso ano enfrentou um trasgo montanhês nesta escola! — Jongin completou, eufórico.

— Sejamos sinceros, fomos uma boa equipe. — Yixing enfatizou.

— Aliás — Sehun respirou bem fundo e tomou coragem, engolindo o seu orgulho. Percebeu que julgara mal o rapaz visto que ele se havia prontificado a ajudar, e foi em direção a Minseok, que o olhava surpreendido. — Obrigado, por não nos teres denunciado — Sorriu meio de lado, completamente sem graça.

— Xiumin — Minseok surpreendeu-o, deixá-lo chamá-lo pelo apelido especial era um sinal de confiança.

— Este é o início de uma bela amizade? — Chanyeol envolveu-se no meio dos dois, sendo rapidamente chutado por Sehun.

— Cala a boca, Chanyeol — Kyungsoo avisou, quebrando a seriedade com risos.

— Gente...a sério... obrigado.....vocês....salvaram a minha vida... Muito obrigado mesmo.

— O Jongdae vai chorar? — Yixing perguntou a Luhan, quase num cochicho.

— Tu choras? Uau — Chanyeol brincou e arrancou um sorriso a Jongdae, comemorando o feito com um high-five com Jongin.

— Eu faria qualquer coisa por ti, sabes? — Baekhyun abraçou o amigo pelas costas e suspendeu-o, fazendo Jongdae rir ainda mais, enquanto limpava as lágrimas que insistiam em cair.

— Não te podíamos deixar lá — Zitao pronunciou-se, sentindo-se meio culpado pelo que acontecera. Jongdae sorriu e abraçou-o: Zitao podia ter mil defeitos, mas era leal e uma das melhores pessoas que conhecia.

— Ah! Obrigado pela ajuda, vocês... dois... — Baekhyun reverenciou-os exageradamente, enquanto o “casal” se entreolhava um pouco perdido. Kyungsoo sabia exatamente a quem ele se referia.

— Estes são o Yifan da Slytherin e Junmyeon, o meu melhor amigo, da Ravenclaw — Kyungsoo colocou os dois à frente de todos.

— Junmyeon? — Sehun tinha estado todo esse tempo a olhar o rapaz e logo o reconheceu: namorado de Yifan, o seu colega de casa, com quem nunca havia trocado nenhuma palavra. No entanto, todos sabiam quem ele era: havia uma espécie de hierarquia na Slytherin e todos conheciam Wu Yifan.

— Chamem-me Suho — Junmyeon explicou, sem tirar o sorriso do rosto.

— Não sabia que se conheciam — Zitao sussurrou para Sehun, que logo respondeu que eram da mesma turma. A forma como Zitao estava debruçado em Sehun, fez o mais alto questionar a cena.

— Vocês namoram? — Yifan perguntou distraídamente o suficiente para não ver o rosto de Sehun empalidecer.

— ...Não... Somos só amigos — Zitao respondeu muito envergonhado e Sehun fingiu não ter ouvido a pergunta.

— Olá, somos da Gryffindor — Chanyeol apresentou-se charmosamente a Yifan e Junmyeon, enquanto apontava para Jongdae, Zitao e Baekhyun que acenavam da forma mais simpática que conheciam. — Menos o trio ali — virou-se para Yixing, Luhan e Jongin, que faziam cada um um cumprimento diferente. — Eles são Hufflepuff.

— Olá a todos — Yifan cumprimentou-os cordialmente, pela primeira vez na noite, deixando de lado a sua habitual aparência fria.

— Devíamos fazer isto mais vezes — Chanyeol estava firmemente decidido a juntar todos.

— Perdemos 30 pontos, acho melhor não — Minseok avisou.

— MELHOR, SIM — Sehun apoiou Chanyeol e Yixing só riu, confirmando que também achava uma ótima ideia.

— Obrigado mais uma vez, e gostei de vos conhecer — Jongdae agradeceu novamente e Yifan despediu-se, ainda segurando com firmeza a mão pálida, suave de Junmyeon, e por fim largando-a.

— Cuida-te, Jongdae — Junmyeon foi dando uns passos em direção às escadas e chamou o amigo para acompanhá-lo — Kyung, vamos?

— Vamos — concordou, acariciando a mão de Jongin pela última vez. — Até qualquer aula — Kyungsoo despediu-se o seu namorado também se dirigiu para a sua casa, sem deixar de dar um tapa amigável ao amigo Gryffindor, Chanyeol.

— Ei, vamos todos almoçar juntos amanhã! — Baekhyun, espalhafatoso como era, deu a ideia no meio de todos, esperando confirmações.

— Para de gritar!

— A sério, vamos todos almoçar amanhã — Baekhyun falou, bem mais calmo desta vez.

— Por nós tudo bem, certo? — Minseok pronunciou-se por Luhan, Kyungsoo e Jongin.

— Claro, porque não? — Junmyeon falou, olhando para o namorado que parecia concordar com a ideia de fazerem novas amizades.

— ÓTIMO! — Jongdae quase gritou, num tom de voz estridente. — Mesa da Gryffindor, às duas em ponto hein!

— Vocês são completamente loucos — Sehun resmungou.

— Não reclames que és o primeiro a chegar — Chanyeol troçou, levando um belo empurrão de Sehun aos risos.

Os meninos despediram-se pela quinta ou sexta vez: sempre que tentava ir, o assunto rendia e eles ficavam ainda mais à vontade uns com os outros. Teriam ficado muito mais tempo em pé a conversar, não fosse o zelador Siwon que logo os despachou para os seus respetivos dormitórios. A hipótese era que toda gente estivesse a dormir ou a conversar nos seus salões, mas as pessoas isoladas dos acontecimentos daquele dia não entenderiam como uma amizade entre doze pessoas se fundaria: daquele momento em diante, eles tornar-se-iam próximos, outras noites como aquela viriam, estariam juntos, brigariam, iriam rir e conhecer-se melhor. Há coisas que não se pode fazer junto se acabar por gostar um do outro e existem coisas que não dá para fazer sozinho: derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas


Notas Finais


e então estamos perdoadas?
o ot12 resiste!
É isso, continuem comentando conosco o que acharam, o que acham que pode acontecer daí pra frente?

espero vê-los sempre por aqui, até a próxima. tchauzinho.


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