História Quem matou Debbie Larson? - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Álcool, Crime, Desaparecimento, Drama, Droga, Escolar, Jovem, Mentiras, Morte, Nudez, Policia, Romance, Suspeito
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Palavras 919
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Companheiro


Fanfic / Fanfiction Quem matou Debbie Larson? - Capítulo 6 - Companheiro

 

C O M P A N H E I R O

 

Helena abre os olhos, e vê que ainda é de noite. Da rua provinha uma pequena luz dos candeeiros. Lá fora caía uma leve chuva. A mulher vira-se para o outro lado da cama, e vê que que o seu companheiro dormia, de costas voltadas para si, a sua respiração era leve e lenta.

Helena destapa-se e tenta fazer o mínimo de barulho. Levanta-se da cama vestindo o robe, e abandona o quarto. Acende a luz do corredor. O suor escorria pela sua testa. Helena tinha tido um pesadelo, lembra-se vagamente do que estava a sonhar.

Debbie Larson chorava, o seu choro era bem explicito, cheio de aflição, medo e num tom elevado. De repente um corredor era iluminado, e lá ao fundo avista-se Debbie. A rapariga ao levantar a cabeça, nota-se que os seus olhos não passavam de dois buracos fundos, não existiam olhos, foram arrancados, o sangue escorregava pelo seu rosto, como se fossem lágrimas. A jovem continua a levantar a cabeça e nesse momento avista-se um golpe bem profundo na sua garganta, e a jovem continua inclinar a cabeça para trás, e mais para trás, até que o golpe aumenta de tamanho, separando a cabeça, do resto do corpo.

Foi nesse momento que Helena acordou. Ela sabia que estava a sonhar e que não tinha passado apenas de um sonho mau, mas no entanto parecia tão real, ao ponto de fazer Helena acordar com o estômago às voltas.

Helena caminha pelo corredor de sua casa, desce as escadas que fazem um pequeno rangido. Dirige-se para a cozinha, necessitava de molhar a sua garganta, não tinha saliva na boca.

A mulher ao chegar à cozinha acende a luz, e do armário retira um copo, que o enche com água. Bebe tudo e volta a encher o copo, bebendo de novo. Coloca o copo vazio no lava-louça e apaga a luz da cozinha. E nesse momento apercebe-se que não tinha sono, e que Debbie não lhe saia da cabeça.

Sobe as escadas, encosta ao seu ouvido junto da porta fechada, e não ouve barulho proveniente do outro lado. O seu filho dormia. Helena fecha os olhos e respira fundo. Encosta a cabeça na parede, e respira fundo, de novo.

Desce as escadas e encaminha-se para o seu escritório.

Fecha a porta atrás de si, liga a luz e o computador, no monitor marcavam quatro da manhã e cinquenta minutos. Helena senta-se na cadeira. Da sua mala tira o ficheiro de Debbie, começa a ler os relatórios escritos, tenta entender o ponto da situação, e mais uma vez parece não conseguir chegar a nenhuma conclusão. Recomeça tudo de novo. Escreve num papel os nomes que teve conhecimento até agora, que estão envolvidos com o desaparecimento de Debbie, no entanto não passa tudo de nomes, seguidos com pontos de interrogação.

Respira fundo.

- Debbie pode ter sido raptada. - Supõe num tom de voz quase inaudível.

Mas a questão que se formava na cabeça de Helena era: Por quem?

Ouve a porta atrás de si a abrir. Desliga o ecrã do computador, voltando-se para trás.

Vê Robert com ar de quem acabara de acordar. Helena suspira.

- Calculei que estivesses aqui. - Robert puxa uma cadeira, sentando-se ao lado da sua companheira. Beija-lhe o rosto. - Prometes-te que não voltavas a fazer isto.

- Eu sei. - Helena fecha os olhos, encosta-se na cadeira e respira fundo. Foi nesse momento que sentiu a dor de costas e de olhos que estava a ter. - Mas este caso... O desaparecimento desta miúda está a por-me louca. - Helena abre de novo os olhos.

- Acho que tens de saber separar as coisas. Tens uma família para além do teu trabalho. Eu preciso de ti, o nosso filho precisa de ti...

- Não fales no meu filho. Eu sei cuidar dele. - O tom de voz de Helena era irritado. Ela estava a perder a paciência, Robert sabia que Helena não estava a gostar por onde a conversa estava a ir.

- Sabes? - Provocou Robert - Ultimamente não tens feito lá muito bem o papel de mãe.

- Tu não és ninguém para dizeres o que faço ou deixo de fazer bem! - Helena levanta-se da cadeira, apontando o dedo a Robert.

O homem via como os olhos de Helena estavam cheios de raiva.

- Já vistes no estado em que a nossa relação está?

Helena revira os olhos, a sua paciência tinha chegado ao fim, a corda tanto que esticou que partiu.

- É por estas atitudes que eu não quero marcar o casamento!

Robert ficou sem palavras, não acreditava no que estava a ouvir.

- Helena...

- Sai. - Interrompeu. - Deixa-me em paz, deixa-me trabalhar.

Robert não batalhou mais naquela discussão, achou que o melhor fosse sair do escritório e voltar para o quarto, tentando dormir de novo.

Helena, sentou-se de novo na cadeira, jogou as mãos à cabeça e respirou fundo mais uma vez. Ela estava farta, aquilo já não era uma relação. Ao fim de mais de doze anos de relacionamento, Helena sentia que não era mulher para estar presa a um homem, aquilo não dava maia para si. O sentimento ao longo do tempo simplesmente foi desaparecendo e Robert agora não passava de um homem que dormia consigo, que fazia sexo consigo que vivia debaixo do mesmo teto que Helena. Ela própria sabia disso, só ainda não tinha tido tempo para parar e pensar.

 

 



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