História Quem sabe aconteça - Capítulo 66


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Categorias Arrow, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow, Felicity Smoak, Iris West, John Diggle, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Roy Harper (Arsenal)
Tags Barry&caitlin, Olicity, Romance, Snowbarry, Westhawne
Exibições 144
Palavras 1.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, eu voltei!
Tá meio curto, mas... É só o início.

Capítulo 66 - Sem opções


Fanfic / Fanfiction Quem sabe aconteça - Capítulo 66 - Sem opções

INGLATERRA

25 DE NOVEMBRO

  Os adolescentes corriam em direção à saída, Caitlin não sabia definir se ali havia euforia ou puro alívio. O período letivo havia chegado ao fim e Caitlin, finalmente, poderia aproveitar suas tão esperadas férias, claro, ela não tinha nenhum grande plano, a morena apenas pretendia aproveitar seu tempo livre com seus filhos, Nora e Peter, ambos com quatro anos. Caitlin guardou o restante de suas coisas e se dirigiu para sua casa. A morena se tornara professora e lecionava numa escola da região que ficava há poucos minutos de sua casa.

  Caitlin caminhava calmamente pelas ruas da pequena e calma cidade inglesa em que estava vivendo durante os últimos anos. O som das conversas e risadas das crianças pelo parque preenchia uma parte de um certo vazio que existia no peito da morena, um vazio que fora deixado por uma única pessoa, uma pessoa a quem Caitlin havia dado algo que ela nunca poderia recuperar. Seus filhos também a ajudavam a não se sentir tão , tão vazia.

  A morena chegou em casa, abrindo a porta e entrando no cômodo. A primeira coisa que Caitlin sente é algo agarrar suas pernas, ela olha para baixo, seus olhos castanhos se encontram com os olhos verdes de seus filhos.

 -Tudo isso é saudade? –Caitlin pergunta com bom humor.

 -Agola a senhola está de félias! Vai pouder ficar com a gente! –Nora, a menina, diz de forma manhosa com seu sotaque carregado.

 -Hum... Pois é verdade! Agora vamos ficar um tempo juntos. Só nós três! –Caitlin diz animada, vendo um sorriso bobo e involuntário surgir nas faces dos dois filhos.

  Os dois pares de olhos verdes, de Peter e de Nora, brilhavam de forma alegre e animada. Os gêmeos se desgrudam das pernas da mãe, Peter cai em direção as escadas, pretendendo voltar ao seu quarto. Já Nora vai para a sala, sentando-se, com muito esforço, no sofá e encarando a parede de forma pensativa.

  Caitlin tirava seu sobretudo, colocando-o num cabide, mas sem tirar os olhos da filha que estava quieta demais. Fora que Peter logo foi se trancar em seu quarto. Tudo aquilo estava estranho demais. A morena mais velha deixou sua bolsa num canto e foi até a filha, sentando-se ao seu lado.

  Nora a observou pelo canto do olho, mas logo desviou o olhar, mordendo de forma nervosa seu lábio inferior. Tão parecida com a mãe.

  Os cabelos castanhos de Nora desciam numa cascata bonita pelas costas da garotinha, iguais ao de sua mãe.

 -Aconteceu alguma coisa, Nora? –Caitlin pergunta calmamente.

 -Não. Nada. –a garotinha responde de forma apressada e meio boba. Tão parecida com o pai.

 -Hum... Está bem. Só que, se algo tivesse acontecido, eu poderia te ajudar, mas como você disse que não aconteceu nada... –Caitlin disse fingindo estar “despreocupada”. A morena sabia exatamente como convencer seu filhos a lhe revelarem qualquer coisa.

 -É que hoje foi o último dia e, como o natal está pelto, a plofessola pediu para a gente fazer uma carta para a mamãe e o papai. Mas eu e Peter num temos papai, então os galotos ficalam falando um montão de coisa! Que nosso papai não amava a gente... Mas eu tentei dizer! Eu julho, mamãe!    Mas ninguém acreditou quando eu disse que a senhola nos teve sozinha! –Nora diz, parando para pegar fôlego e logo formando um bico, muito parecido com o bico de um certo velocista, com seus lábios.

  Caitlin sentiu suas mãos soarem frio com a informação. Sim, ela já esperava que isso fosse acontecer, cedo ou tarde, ela só não imaginou que fosse ser tão cedo!

 -E o que você acha disso, meu amor? –Caitlin pergunta.

 -Disso o quê? –Nora pergunta confusa.

 -De não ter... Um pai. –Caitlin diz.

 -Mas eu não preciso de um! Eu já tenha você mamãe!

  Caitlin sente lágrimas se formarem no canto de seu olhos e, sem conseguir se conter, algumas escorrem por seu rosto.

 -Mamãe! Num chola! –a menininha diz pulando no colo da mais velha e a abraçando.

  Caitlin retribui o abraço, mas o vazio, por alguns instantes, parece ter ficado mais fundo.

 

1 DE DEZEMBRO

 

  É incrível como o mundo que você conhece pode mudar de um minuto para o outro.  Há cerca de três dias, Caitlin e seus dois filhos foram ao parque e se divertiram como nunca. Durante a madrugada, porém, algo aconteceu. No momento, Caitlin continuava com seus filhos, sim, porém agora o olhar da morena mais velha fitava a parede branca a sua frente, seus olhos castanhos estavam opacos, sem brilho algum.

  Caitlin suspeitava que isso poderia acontecer, mas Deus sabe como ela rezou para que não acontecesse. O DNA de meta-humano vindo do pai dos gêmeos finalmente se manifestara, e de forma bruta, diga-se de passagem. De tal forma que, agora, ambos estavam internados. Caitlin sabia o que estava acontecendo, mesmo que os médicos não soubessem, afinal, ela enfrentara algo igual há alguns anos, porém com o filho de Iris. Mas, quando ela abandonara Central City, Caitlin deixara tudo para trás, incluindo suas anotações. Agora, sem os laboratórios, ela estava sem opções. Estava sem saída.

  Karen, uma mulher que acabou se tornando a melhor amiga de Caitlin, ela ajudara a morena desde que esta chegara nas terras inglesas. Caitlin se levantou e correu em direção a amiga, as duas se encontraram num abraço caloroso.

 -Deus! E-eu... Fiquei sabendo! Caitlin... –Karen diz comovida.

  Caitlin deixa com que mais e mais lágrimas escorram, aprofundando o abraço com sua amiga.

 -E-eu n-não sei o q-que fazer! K-karen! M-meus filhos estão... Eles v-vão... –Caitlin não consegue concluir nenhuma frase pela tristeza que toma conta de todo o seu ser.

  Karen se afasta lentamente de Caitlin, fitando os olhos de sua amiga.

 -Ok, você precisa fazer algo! –Karen diz determinada.

 -Não há n-nada... –Caitlin tenta falar, mas para ao ver o olhar sério de Karen.

 -Há sim! E você sabe!

  Caitlin arregala seus olhos, surpresa demais.

 -N-não posso... –Caitlin tenta dizer, mas novamente é cortada por Karen.

 -Vai deixar mesmo seu orgulho ferrar tudo, Cait?

  A pergunta deixou Caitlin sem fala.

 -Sabe, minha mãe tem uma casa em Central City e ela disse que, se você quiser... –Karen insinua.

 -Não! N-não! –Caitlin nega com veemência.

 -Caitlin, isso é por seus filhos! Se ele não entender... Problema! Mas você tem que tentar! –Karen diz.

  Caitlin para e começa a pensar, vendo uma série de imagens passarem por sua cabeça, e tudo se foca na mais recente notícia que ela ouvira: Barry estava há pouco menos de um mês de casar-se com Patrícia Spivot. Então a morena pensou em seus filhos...

  Ela ergueu a cabeça, fitando de forma confiante sua amiga, Karen.

  Caitlin Snow voltaria para Central City. Estava mais que na hora dela resolver seus assuntos inacabados.


Notas Finais


E então, meu amorecos?


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