História Quem são eles? - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Visualizações 5
Palavras 1.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Policial, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 2


Quando paramos em frente a casa de Asuma Sarutobi, não pude deixar de admirá-la. Era enorme, estilo vitoriano, passava uma classe e delicadeza que eu nunca terei. Asuma era um homem forte, ainda jovem e que tinha bom gosto para tudo. Não foi difícil convencer os cidadãos de Konoha o elegerem como prefeito.

Ele era seguro de si, simpático e firme.

Quando passamos pelo portão e tocamos o interfone, Hinata soltou um assovio.

- Uau! Ele mudou drasticamente a trajetória...

- Sim. E nós vamos descobrir porque.- assim que terminei de falar, o interfone fez um rangido.

- Quem é?- perguntou a voz de um homem.

- Sou o sargento Naruto Uzumaki. Eu gostaria de falar com a senhora Sarutobi. É sobre o marido dela.- informei.

- O senhor queira me desculpar, mas terei que pedir que volte outra hora. Senhora Sarutobi e sua filha estão dormindo.- a voz falou. Do meu lado, pude ver Hinata revirando os olhos e bufando. Sabia que, assim como eu, ela estava exausta e com frio.

- Escute, senhor... Se o assunto pudesse esperar até outra hora, eu certamente não teria vindo agora, estaria em casa dormindo. Mas ao invés disso, eu estou aqui, só tentando fazer o meu trabalho e você está me impedindo!- disse com calma. Mas eu queria mesmo era arrombar aquela porta, e gritar para a primeira dama que o seu marido havia morrido enquanto ela tirava seu sono de beleza.

- Só um momento senhor...- a voz disse do outro lado. O interfone fez outro rangido e depois ficou silencioso. Olhei para Hinata e ela sorriu para mim.

- Mandou bem, senhor!

- Obrigado!

A porta se moveu e lentamente começou a ser aberta. Um senhor de meia idade, atendeu a porta, vestindo um roupão muito elegante. Hinata e eu mostramos nossas identificações, e ele nos deu passagem. Passamos por um corredor até chegarmos a uma enorme e luxuosa sala de visitas. O mordomo saiu dizendo que chamaria a senhora Sarutobi nos deixando sozinhos.

- Então... Quem vai fazer?- Hinata perguntou.

- Bom eu já encarei a primeira etapa, acho que agora é sua vez.- disse e ela me olhou. Seus imensos olhos me olharam suplicantes.

- Tudo bem.- ela disse. Ouvimos passos se aproximando e nos colocamos de pé, um do lado do outro. Quando Kurenai Sarutobi entrou na sala, tudo que senti foi pena. Ela parecia ser uma boa pessoa, ela e Asuma tinham uma filhinha, que cresceria sem o pai por perto. Apesar dos trages de dormir, ela ainda assim conseguia ser elegante e bonita.

- Senhora Sarutobi, desculpe-nos por acordá-la a essa hora.- Hinata começou.- Eu sou a detetive inspetora Hyuuga e esse é o sargento Uzumaki.- nós trocamos apertos de mãos. Kurenai parecia muito desnorteada.

- O que aconteceu?- ela perguntou calma, mas não escondia o desespero em seus olhos.

- Senhora, seu marido foi encontrado morto, dentro do seu carro na zona leste da cidade.- Hinata disse com calma. Kurenai olhou para ela como se não houvesse entendido o que havia sido dito, depois, cobriu os lábios com as mãos e se sentou. Logo ela estava chorando e sendo amparada pelo mordomo.

- Como... Como isso aconteceu?- o mordomo perguntou.

- Acreditamos que ele foi assassinado.- disse.

- Quem, faria uma coisa dessas pelo amor de Deus!- Kurenai Sarutobi perguntou aos prantos. O mordomo nos deixou dizendo que iria em busca de um calmante.

- É o que nós estamos tentando descobrir, senhora.- Hinata disse com serenidade. De volta à sala, o mordomo deu um comprimido para Kurenai que o ingeriu sem ajuda de água. O que me fez pensar no quanto ela estava acostumada a tomar esse tipo de droga.

- Senhora Sarutobi, eu sei que o memento é difícil, mas precisamos que responda umas perguntas. Para que possamos chegar mais depressa ao assassino do seu marido.- disse. Kurenai olhou para mim, como se estivesse hipnotizada, depois assentiu.

- Tudo o que for preciso para descobrir quem fez isso ao meu Asuma.- ela disse se sentando direito.

- Onde a senhora estava entre as sete da noite e as duas da manhã?- Hinata perguntou.

- Espera... Vocês acham que eu sou o assassino?- ela perguntou sobressaltada.

- Senhora, essas perguntas são só procedimentos policias. Se a senhora for inocente, não tem nada com que se preocupar.- Hinata disse parecendo impaciente.

- Tudo bem. Bom, hoje eu busquei Mirai na escola às 17:30 e a levei para um passeio. Ficamos andando pelo shopping por uma hora, mais ou menos. Depois viemos embora, jantamos... Fui ao quarto de Mirai assistir um desenho com ela e pegamos no sono...

- Nesse período de tempo, você viu ou falou com o seu marido?

- Sim. Entre 18 ou 19 horas. Asuma me ligou dizendo que iria para uma reunião e que chegaria tarde. Por isso não me preocupei muito.- Kurenai disse e Hinata assentiu. 

- Seu marido ou sua família receberam algum tipo de ameaça nos últimos meses?

- Deus! Não... Não. Pelo menos não que eu soubesse.

- Acha que seu marido esconderia esse tipo de coisa de você?

- Não sei! Talvez sim...

- Por que? Por que ele esconderia?- Hinata pressionou.

- Asuma esconderia para nos proteger.

- De quem?

- Não sei.- Kurenai agora estava apavorada e em prantos. Peguei levemente no braço de Hinata, um gesto quase imperceptível, mas Hinata sentiu e entendeu que eu queria que ela pegasse mais leve. 

Ela respirou fundo e tirou duas fotos do bolso. A primeira era de Shikamaru Nara, empresário dono de uma concessionária de carros de luxo, morto há duas semanas atrás. A segunda era de Yamato, escritor famoso, morto semana passada. Hinata às mostrou para Kurenai.

- A senhora sabe se o seu marido conhecia esses homens?

- Bom... Acredito que sim. Eles eram bem conhecidos, foi uma fatalidade o que aconteceu à eles...

- Sim, mas tirando o fato de que esses homens eram famosos, o seu marido tinha alguma proximidade com eles?- perguntei. Kurenai olhou para a foto por uns dez segundos antes de responder. De soslaio, vi Hinata levemente erguer as sombrancelhas.

- Eu... não sei. Ele poderia conhecê-los... Mas nunca me disse.- Ela tirou os olhos da foto e nos encarou.- Por que isso é relevante?

- Porque, achamos que o assassino do seu marido é também o assassino de Shikamaru Nara e Yamato. De alguma forma achamos que esses crimes estão ligados, então...- Hinata deu um longo suspiro antes de continuar. Olheiras levemente roxas apareciam ao redor dos seus olhos. E ela não conseguia mais esconder sua irritação.- mais uma vez. A senhora tem absoluta certeza de que seu marido não tinha nenhum tipo de proximidade com esses homens?

- Sim! - ela respondeu quase que sem hesitar. 

- Sim o que?

- Sim eu tenho certeza de que Asuma não tinha nenhuma proximidade com eles.- Kurenai respondeu com a voz trêmula.

- Senhora, seu marido foi encontrado na zona leste da cidade, onde prostitutas, drogados e criminosos se escondem. Você tem alguma ideia do que seu marido foi fazer lá as duas da manhã?- Hinata perguntou e Kurenai arregalou os olhos.

- Não! Não sei. Está dizendo que Asuma era como essas pessoas? Pois ele não era! Ele era um bom homem e um ótimo pai!- ela gritou para Hinata.- Meus Deus! Meu Deus! Como vou contar isso à Mirai. Ela é tão pequena...

- Calma my lady, nós vamos encontrar um modo de contar isso a pequena Mirai.- o mordomo consolou a patroa, e nos lançou u olhar severo.

- Tudo bem. Obrigado pela colaboração, mesmo em um momento tão difícil.- decidi encerrar por ali, para que o clima não pesasse completamente. Hinata e eu nos levantamos.- Mais uma vez, sinto muito pela sua perda. Ligaremos se precisarmos de mais alguma coisa e quando o IML liberar o corpo do seu marido.

- Tudo bem. Obrigado!- ela disse olhando para ninguém em especial. Fomos conduzidos pelo mordomo até a saída.

- Talvez uma equipe de investigação venha hoje mais tarde ou amanhã,- Hinata informou. 

- Pensei que já tivessem tudo que precisavam.- o homem falou.

- Precisamos vasculhar para ver se encontramos qualquer tipo de evidências que nos leve ao assassino. Acreditamos que esse tipo de coisa só poderemos encontrar nos pertencentes pessoais do senhor Sarutobi.- Hinata explicou e o homem assentiu.

Quando saímos porta afora, fomos recebidos por uma chuva de flashes e microfones. Repórteres surgiam de todos os lados e nos cercavam enquanto tentávamos alcançar meu carro.

- Droga! Eles já sabem!- Hinata disse, tampando os olhos com as mãos.

- E o que eles não sabem?- rebati.

- Sargento! O que o senhor sabe sobre a morte do prefeito?- um perguntou e eu o ignorei.

- Sargento é a terceira morte em menos de um mês, vocês diriam que estão sendo negligentes com a população?- outro alfinetou.

Hinata o olhou com cara de poucos amigos, e antes que ela pudesse rebater, eu segurei em seu ombro e a conduzi até o carro. Quando finalmente conseguimos sair do alvoroço, o sol já estava nascendo. Hinata bocejou ao meu lado.

- Cansada?- perguntei.

- Morta!- ela respondeu e eu sorri.

- Então o que achou do depoimento da senhora Sarutobi?

- Acho que ela não contou tudo que tinha para contar. Em outras palavras, acho que ela está mentindo. Mas não sei em qual parte exatamente.- ela disse roendo as unhas.

- Acha mesmo que ela mentiria?- perguntei. Não sei se Kurenai estava mentindo, confesso que às vezes parecia que sim, mas como policial temos que suspeitar de qualquer um. Porém, minha suspeita maior era o mordomo...

- Senhor em todos esses anos trabalhando na polícia, aprendi que as pessoas mais mentem do que falam a verdade.





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