História Quem sou eu?: Não há como fugir - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Sam "Wilk" Wilkinson, Shawn Mendes
Personagens Sammy Wilkinson, Shawn Mendes
Tags Magcon, Sammywilkinson, Shawnmendes
Exibições 6
Palavras 1.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Capitulo 10


Eu não esperava aquele abraço. Realmente, nem havia percebido que ele estava me observando antes de entrar no banheiro.
Acho que fiquei tão distante desde a saída de casa, que mal percebi sua presença, em alguns momentos. Eu me mantive presa nas minhas lembranças, a maior parte do caminho até aquele hotel. 
Pra falar bem a verdade, não sabia nem em que momento havíamos chego, pois não prestei atenção. Minhas lembranças com Zayn vinham o tempo todo, sem eu controlar. Elas só vinham e dominavam minha mente, sem me deixar desprender daquilo. Eu meio que necessitava daquilo para não desabar. Mas mesmo com todas aquelas lembranças, eu desabei. 
Desabei de uma forma que achei que nunca desabaria. Senti uma dor tão grande no meu peito, que não conseguia respirar, os soluços vinham sem parar, para que meu corpo recuperasse o ar que meus pulmões não estavam permitindo entrar. Enquanto eu desabava, cada vez mais, Shawn parecia um muro, que não se abalaria por nada, que manteria-se em pé diante de qualquer circunstancia. 
Eu senti que todos os órgãos do meu corpo estavam querendo parar, se desfazer em mil pedaços, como o meu coração ficou, quando vi Zayn ser morto na minha frente, sem poder ajudar, nem fechar os olhos, somente assistir, colocaram um fim na sua vida, de uma forma tão cruel.
E eu o deixei lá, isso doía tanto. Deixei ele para trás, como um saco de lixo. Como se ele não fosse o segundo pai dos meus filhos, o tiozão que iria descumprir todas as regras que eu colocasse para meus filhos, o tio que iria tirar os meninos do castigo sem minha permissão, e depois ia vim com seu jeito todo dengoso e pedir desculpa, mas que não aguentou vê-los com a carinha triste e teve que animá-los. 
Ele nunca vai poder levar os meninos para o primeiro jogo de futbol, muiti menos dar dicas de como chegar em meninas. Não vai poder cobrir os meninos, quando eles chegarem das suas primeiras festas bêbados, não vai poder assinar os bilhetes de advertência da escola no meu lugar, para que eu não descubra que os meninos aprontaram na escola. Ele não vai mais acordar de manhã e reclamar do quanto eu e Shawn somos melosos. Como eu amava quando ele reclamava. Como eu amava seu mau humor matinal. Como eu amava o olhar travesso de quem havia aprontado. Como eu sinto falta. E não tem nada que eu possa fazer para trazê-lo de volta.
--

Shawn adormeceu atras de mim, e os meninos dormiram também. Qualquer movimento que eu fizesse, os acordaria, então estava quase evitando respirar, para não acorda-los.
Eu não consegui dormir, porque todas as vezes que tentei, as lembranças com Zayn voltavam, e eu me pegava chorando mais uma vez.
- Não consegue dormir? - a voz de Shawn me despertou dos meus pensamentos.
Não quis respondê-lo, porque as palavras não conseguiam se formar, sem formar lágrimas junto. 
Comecei a levantar devagar da cama e ele se levantou também. Fui para a outra cama, onde poderia me aconchegar melhor e o convidei para deitar. Os abraços de Shawn sempre me trouxeram segurança, mas dessa vez, o máximo que estava sentido, era conforto. Ele me jurou que não deixaria acontecer nada a nossa família, e quebrou essa promessa.
- Eu sei que você não quer falar, mas precisa me contar o que aconteceu, para que eu consiga... - ele começou a falar, mas o interrompi com um beijo.
Sabia que as palavras não sairiam, então o único modo de fazê-lo calar a boca, era beijando-o. O beijei devagar e suavemente, até que ele percebeu a minha real intenção. Então ele afastou sua boca da minha e beijou minha testa com firmeza. Acariciou meus cabelos amaçados, por ter deitado com ele molhado e levantou.
Achei que ele voltaria para a cama com os meninos, por ter ficado brabo comigo, mas ele foi para o banheiro e em menos de cinco minutos, ouvi a água caindo. 
Fiquei prestando tanta atenção no barulho da água, que me lembro de olhar o relógio marcar quarto e trinta e sete da manhã e apagar.
---

Acordei às sete e meia da manhã, parecendo que havia sido atropelada. Shawn não estava no quarto, presumi que estivesse no banheiro. Levantei em silêncio, para não acordar os meninos, precisava me arrumar antes de começar arruma-los.
Shawn havia trazido a mochila de emergência, mas aparentemente eu havia engordado um pouquinho, pois aquela blusa que estava guardada estava esmagando meus peitos, que pareciam gritar "socorro". 
Peguei uma das camisas brancas de Shawn que estavam lá, deu uma amarrada e continuou grande, mas pelo menos meus peitos não gritavam nela. 
Abri a porta do banheiro, que rangeu alto demais. Não havia percebido na noite passada que ela rangia tanto. Shawn não estava lá, então fiquei meio confusa, mas não me estressei com isso, uma hora ele iria aparecer. 
Eu estava terminando de colocar a calça, quando ele abriu a porta do quarto, com tanta força que ela bateu na parede e acordou os meninos. Quis matá-lo, pois não tinha terminado de me arrumar, e ele tinha feito o favor de acordar as crianças que dependiam totalmente de mim, para qualquer coisa.
Ele arregalou os olhos, quando viu meu olhar de "eu vou matar você" e pediu desculpa só movendo a boca. Isaac logo começou a chorar, e Pietro, em coro, se juntou a ele. 
Pietro nunca foi de chorar muito, sempre foi um bebê muito calmo, mas desde que adotamos Isaac, ele parece chorar, por não aguentar mais ouvir o irmão chorar. 
- Meninos, por favor, não chorem, a mamãe vai matar o papai se vocês não pararem! - ele implorou para os bebês.
- Porque bateu à porta, Shawn? Não podia ser um pai dedicado e ter aberto a porta com delicadeza? - briguei, enquanto vestia minha calça na velocidade da luz.
- Me desculpa, eu abri a maçaneta com o cotovelo e tive que empurrar com a bunda... - foi aí que percebi as mãos cheias de sacolas - Trouxe o café da manhã! - anunciou.
- Ótimo... - falei desanimada.
- Aqui tem mamadeira para os meninos, comprei leite em pó, porque não sabia qual você iria preferir para eles, e tem umas coisas para nós, é só você vir e se servir, está tudo com uma cara ótima! - sorriu.
- Não estou com fome, Shawn. - vi seu sorriso se desfazer.
- Tudo bem, mais tarde você come...
Peguei Isaac no colo, pois sabia que se acalmasse ele, Pietro pararia de chorar logo em seguida. 
Shawn pegou Pietro e começou e aninha-lo em seus braços, mas ele só parou mesmo de chorar, quando Isaac estava completamente quieto, só observando o local e estranhando tudo. Deixei ele sentado no chão, para evitar que ele caísse da cama, já que a agitação já tomava conta de seu pequeno corpinho. Enquanto Isaac dançava sozinho e sem música, sentado no chão, Pietro queria dormir mais um pouco no colo de Shawn. 
- Essa camiseta é minha! - exclamou, quando viu a roupa que eu estava vestindo. 
- Eu sei, a minha não ficou legal... - menti, ou não.
- Quer dizer "não entrou" ou "não ficou legal"? - zombou, já que eu não sabia mentir.
- Um pouco dos dois! 
- Você engordou? - ele caiu na gargalhada, mas a gemida de Pietro o fez rir com mais calma.
- Você só pode estar de sacanagem com a minha cara! - não esbocei nenhuma risada.
- Desculpa... - se arrependeu da brincadeira.
Não havia clima para piadinhas. Não havia clima para nada, para falar bem a verdade.
- Para onde nós iremos? - cortei o silêncio, antes mesmo dele se instalar no quarto.
-  Pensei em Nova Zelândia, você sempre quis ir para lá...



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