História Quem sou eu?: Não há como fugir - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Sam "Wilk" Wilkinson, Shawn Mendes
Personagens Sammy Wilkinson, Shawn Mendes
Tags Magcon, Sammywilkinson, Shawnmendes
Exibições 5
Palavras 1.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 8


ANTES DA TRAGÉDIA...

- Shawn! - demorei para perceber que ele estava observando.
Ele ficou quieto. Não falou nada, nem se moveu. Quase não piscou.
Eu não controlei e comecei a chorar. Com a mão na ferida na barriga de Zayn, tentando conter o sangramento, sem sucesso. Eu me vi em prantos.
Eu tremia. Chorava. E gritava. 
- Shawn, o que a liga estava fazendo aqui? - gritei - Zayn, por favor, não desista, não me deixe... - falei em vão, para o corpo de Zayn, já morto.
Shawn continuou sem falar nada, como se não conseguisse absorver o que estava vendo.
- Shawn! - gritei, agora com raiva - Qual o seu problema? 
O silencio tinha sido eliminado, da parte dos meninos, que estavam chorando no quarto.
- Fala alguma coisa, por favor... - implorei, choramingando.
- O que aconteceu? - Shawn perguntou, finalmente, só que estabilizado, sem demonstrar nenhuma reação.
Olhei para ele indignada, com minha cara explícita de que não estava compreendendo onde ele queria chegar com aquilo.
- Você só pode estar brincando comigo! - sequei as lágrimas com as costas das mãos, esquecendo que estavam toda ensanguentada.
Meu rosto que já continha um pouco de sangue meu, agora tinha sangue de Zayn. Levantei delicadamente, para não machucar Zayn mais ainda, e parti para cima de Shawn.
- O que aconteceu aqui? - gritei, atacando-o.
Comecei a deferir golpe atras de golpe, esperando uma reação, mas ela não veio. Ele ficou parado, enquanto eu o batia. 
Meus gritos abafaram o choro das crianças, eu não conseguia pensar em mais nada, só queria machuca-lo, para ele sentir o que eu senti, quando vi atravessarem uma espada na barriga de Zayn, sem poder fazer nada para ajudar.
- Reage! - gritei com raiva na minha voz - Seja homem, lute comigo!
Foi em vão. Ele não reagiu, só ficou parado, enquanto eu o machucava. Depois de mais de vinte golpes, eu percebi que aquilo não estava me levando a nada. Terminei, batendo nele como menininha, socando seu peito, sem força, já que o choro sugou toda ela. 
Ele percebeu que eu estava parando. Que a raiva estava sumindo, dando lugar a dor, e me abraçou, pressionando fortemente contra seu peito.
Shawn estava com o rosto sangrando, quando, finalmente, olhei para ele e prestei atenção. Eu o machuquei de verdade, e não senti arrependimento.
- Shawn, você precisa me explicar o que está acontecendo aqui!
- Pegue os meninos, precisamos sair daqui, agora! - Shawn gritou.
Ele finalmente mostrará um sentimento, e era medo.

---
- Não vou deixar Zayn aqui! - Belle choramingou, como criança, quando deixa um doce cair. 
- Não temos escolhas, ele esta morto e só irá nos atrapalhar... 
O choramingo parou e deu lugar a uma cara apavorada, mas não pela situação.
- Você está ouvindo o que está dizendo? - Belle gritou comigo, com tanta raiva, que achei que começaria a me bater de novo.
- Não temos tempo para isso Belle, pegue os meninos e venha, ou iremos embora sem você.
- Eu não vou a lugar algum, antes de você me explicar o que está acontecendo aqui! - continuou gritando, enquanto tentava espantar as lágrimas.
Belle estava tão assustada, que mal percebia que passava a mão ensanguentada em todo o rosto, deixando vestígios por toda face.
- Não dá tempo de explicar agora, pegue as crianças! - insisti.
- Você não deve estar ouvindo o que está me dizendo... - ela finalmente percebeu que estava sujando o rosto e cabelos com o sangue de Zayn, e afastou a mão, arregalando os olhos - Zayn é seu melhor amigo. Zayn é da família. - percebi que as lágrimas estavam voltando a brotar em seus olhos - Você não pode simplesmente dizer "ele só vai nos atrapalhar", não posso deixá-lo para trás!
- Se você não vai, eu vou. - fui duro. 
- Você só pode estar louco. Isso não pode estar acontecendo, eu tô louca só pode...
Ignorei o que ela estava falando e passei por ela. Olhei para Zayn no chão, eu quis chorar, quis gritar, quis implorar perdão, quis voltar no tempo. Mas, simplesmente, não consegui demonstrar nada. Meu coração enfureceu e minhas lágrimas secaram. 
Passei direto para o quarto dos meninos, onde Isaac e Pietro choravam desesperadamente. Peguei Isaac no colo e coloquei no mesmo berço de Pietro, esperando que um acalmasse o outro, enquanto eu preparava com rapidez as malas. 
Enquanto pegava um punhado de fraldas nas mãos, e colocava na malinha infantil, azul que o Zayn tinha comprado a alguns meses, já que ele fora o responsável por estragar a mala antiga. Belle entrou no quarto, em passos firmes, até demais. Afastei depressa essa lembrança, quando vi que estava quase me perdendo nelas.
- Você não pode levar meus filhos! - exclamou.
- Eles são meus também, e não vou deixá-la colocá-los em perigo. - rebati.
- Perigo? - ela gritou, deixando os meninos ainda mais nervosos.
Ignorei totalmente seu comentário e segui pegando roupinhas aleatórias e, praticamente, socando na mala, tentando segurar a raiva e a vontade de gritar.
Depois de terminar de montar a mala dos meninos, peguei o carrinho duplo e comecei a montar. 
Eu nunca havia percebido que o carrinho era tão difícil de montar. Fiquei com tanta raiva que acabei descontando tudo no carrinho e quebrei ele. A raiva acabou aumentando e não controlei, chutei várias vezes aquele carrinho, e quando percebi que a raiva que eu sentia, não era dele, parei e esfreguei o rosto.
Eu estava suando frio. Eu estava apavorado, mas não podia transparecer isso. Belle e os meninos precisavam de mim, mais agora do que nunca.
- Shawn, fala comigo... - Belle estava falando calma, afastada de mim. 
Vi nos seus olhos o medo que sentiu do meu ataque de fúria ao carrinho. Ela começou a se aproximar, mas não de mim, do berço, onde os meninos estavam gritando de medo. Eu assustei os meus filhos, e estava com tanta raiva que seus gritos foram abafados. 
Eu não respondi a Belle, porque não tive coragem. Sai do quarto dos meninos e fui direto para o quarto de Zayn. 
Me dirigi direto ao meu destino, para fazer o que precisava e sair de lá, para não correr o risco de me perder em lembranças, novamente. 
Fiquei em pé, em frente a cômoda que Zayn adorara desde o dia em que chegamos ali. A cômoda era velha, e na minha opinião, muito feia. A madeira fora tão envelhecida, que parecia ter sido projetada e feita na época da primeira guerra mundial. 
Me peguei sorrindo, quando lembrei que Zayn brigou comigo e com Belle, para poder ficar naquele quarto, já que se tentássemos mover a cômoda, ela descontaria e não teria concerto.
Afastei o sorriso e as lembranças e puxei a última gaveta. Virei em cima da cama e as coisas de Zayn se espalharam. Passei os olhos por cima e não me detive em nada, até meus olhos pousarem em cima de uma foto minha, de Zayn e de Belle, do dia em que ela chegara na liga. Peguei a foto e guardei no bolso. 
Arranquei o fundo falso da gaveta, com a ajuda de uma chave de fenda, que eu não sei porque estava naquela gaveta.
Logo abaixo do fundo, estava guardado os nossos documentos falsos e alguns sacos de dinheiro. Peguei tudo e sai do quarto. Fechei a porta, porque senti que devia fazer. 
Senti que fechando a porta, tudo e todas as lembranças de Zayn estariam guardadas lá, para sempre, e em segurança. 
Antes de voltar para o quarto dos meninos, fui direto ao meu quarto, para pegar uma mochila, que sempre deixei no esquema, em casos de emergência. Antes de entrar no quarto dos meninos, Belle estava lá, trêmula, tentando acalmar os meninos. Coloquei a mochila nas costas e entrei.
Pendurei as duas malas dos meninos nos ombros, ignorando totalmente Belle, me aproximei do berço e peguei, primeiro, Pietro no colo. Belle me deteve e impediu que pegasse Issac, a empurrei, não com força o suficiente de machucá-la, mas como ela estava tremendo muito, perdeu o equilíbrio e caiu no chão. 
Me assustei com seu tombo, e meu coração parou na boca. Não queria machuca-la, muito menos magoa-la, mas seus olhos irradiavam decepção. Coloquei Pietro, novamente, no berço e tentei ajudá-la a levantar. Sem nenhuma palavra, ela afastou minhas mãos.
- Me perdoe, não foi minha intenção machucá-la, você sabe... Eu não sei porque fiz isso... Eu só... - não encontrei palavras para me expressar.
Diferente da reação que esperava, ela não falou nada, só levantou e limpou uma lágrima grossa que escorria em sua bochecha.
Não esperei ela falar, muito menos fazer algo, peguei Pietro no colo e em seguida Isaac.
Os dois choravam, e eu não sabia como acalmá-los. Eu não sabia nem como me acalmar.
Sai do quarto e Belle veio atrás com a cabeça baixa e passos de pena. Fiquei decepcionado comigo mesmo, e arrependido de tudo que fiz. Desde o início, desde a mentira. 
Quando cheguei na porta de saída, olhei para trás, para ver se Belle me seguia ainda. Ela não estava lá. Estava parada diante do corpo de Zayn. Estava olhando fixamente, quase não piscava.
Ela se ajoelhou devagar, eu quis impedi-la de fazer o que eu sabia que faria, mas não tive coragem. Próximo do corpo de Zayn, ela acariciou seus cabelos e cochichou em seu ouvido:
- Eu vou vingar você, eu prometo! 
Beijou sua testa com tanta delicadeza, que parecia que quebraria se fizesse com um pouco mais de força. Ela estava começando a chorar, e a detive de qualquer pensamento que poderia estar voltando.
- Você vem ou não? - perguntei, fazendo suas lágrimas secarem na mesma hora.



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