História Quem Você Será Amanhã? - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Kaisoo
Exibições 1.279
Palavras 5.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quase 6k de palavras pelo atraso de um pouco mais de duas semanas.
Eu meio que juntei dois capítulos, pra compensar...

Acontecem muitas coisas nesse capítulo ~

Só leiam as notas finais depois de terminar o capítulo, e pfvr, leiam que é importante.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Jongin

O vão entre meus dedos encaixam-se perfeitamente nos de Kyungsoo, e é dessa maneira que eu o levo para casa. Andamos lento propositalmente, com o intuito de adiar a despedida. A verdade é que não queremos nos separar. Minha vontade é ficar ao lado dele para sempre. Gostaria de me aninhar em seus braços, e esquecer toda a dor que carrego nos ombros. Entretanto, havia outras coisas que eu precisava fazer antes.

Quando paramos em frente a sua casa, ele se vira para mim, e tenta puxar um sorriso. Eu abraço-o com força, e beijo sua bochecha.

 — Eu preciso ir — digo-lhe, passando a mão pelo seu cabelo.

 — Vai pra sua casa?

 — Sim, há essa hora já avisaram a minha mãe, e ela deve estar neurótica atrás de mim.

Ele abaixa seu rosto, parecendo um pouco triste. Depois ergue o olhar na direção dos meus, e eu posso jurar que estão tristes.

 — Você vai ficar bem?

 — Vou sim — respondo, embora eu não tenha certeza.  — E você?

 Ele apenas afirma em silêncio, e então eu puxo seu rosto para perto do meu, e deposito um selinho em seus lábios.

 — Não hesite em me ligar se precisar de algo. Está bem? — digo-lhe isso, pois sinto que algo está errado. No fundo eu acredito que Kyungsoo não esteja muito bem depois de ter me contado sobre ter HIV. Talvez isso tenha feito com que lembranças ruins invadissem sua mente novamente.

 — Uhum. Obrigado. Se cuida.

 — Você também.

Sorrio para ele, e então viro as costas e vou em direção à minha casa. Vou chutando pedras, e pensando no quanto as coisas dever ser ruins para Kyungsoo. Tento imaginar seu passado, e isso faz meu peito doer. Na metade do caminho eu concluo que não posso deixá-lo sozinho essa noite, então dou meia volta e vou até a casa dele.

Kyungsoo não entrou ainda, e não me percebe. Está abraçando seu próprio corpo, enquanto parece estar flutuando em lembranças difíceis.

 — Soo... — chamo baixinho. Ele levanta a face, e seus olhos crescem de tamanho.  — Posso dormir na sua casa hoje?

 

 

O quarto de Kyungsoo continua como da última vez, mas pelo menos agora minha mente está funcionando direito, então eu consigo analisar mais coisas. Porém não tem nada no quarto de Kyungsoo que o lembre, não é como o meu. Deve ser porque ele é quase um visitante naquela casa. Ele provavelmente vai embora depois que acabar a escola.

Essa ideia me assusta, então prefiro não pensar nela. Pensamentos ruins atraem o pior Jongin.

Então opto por pensar no quanto Kyungsoo parece constrangido no canto, como se aquele não fosse seu próprio quarto. Ele disse que seu pai não dormiria em casa essa noite.

 — Você sabe para onde seu pai foi? — pergunto. Não é que eu esteja interessado, mas desejo quebrar um pouco o clima estranho.

 — Ele disse que tinha uma viagem a trabalho. — Kyungsoo ri. — Mas é óbvio que é mentira. Eu acho que meu pai está saindo com alguém.

Tentativa de quebrar o clima estranho: sucesso.

 — Seu pai tem um sebo, não é?

Kyungsoo arregala os olhos, surpreso.

 — Como é que você sabe?

 — Já disse, Soo. Essa cidade é minúscula. E eu amo aquele sebo, é onde eu comprei a maioria dos meus livros, e DVDs. Eu já conversei um monte com seu pai. Mas vou admitir que eu não sabia onde ele morava, o vi entrar nessa casa esses dias, por isso deduzi que fosse seu pai.

 — Entendo... Legal. — ele abaixa a cabeça, e depois olha para a porta do banheiro. — Eu preciso tomar um banho, você me espera um pouquinho?

Kyungsoo vai até o guarda-roupa, e escolhe algumas peças para vestir depois do banho. A verdade é que eu acho que eu não posso esperar.

 — Posso ir com você?

Kyungsoo me olha outra vez com os olhos assustados. Realmente não quero deixá-lo sozinho hoje. Não, não é isso.

 — Eu não quero ficar sozinho — explico-me, e sim, essa é a verdade. Quando Kyungsoo abaixa a cabeça, tenho certeza que ele está receoso, deve estar pensando em alguma forma de negar meu pedido, por isso eu insisto. — Não quero ficar longe de você hoje, por favor.

Nossos olhos se encontram, e ninguém diz nada por alguns instantes até Kyungsoo quebrar o silêncio.

 — E-Eu não gosto do meu corpo — admite.

Não imaginei que Kyungsoo fosse inseguro até mesmo com seu próprio corpo. Queria saber como fazê-lo se sentir mais confiante, mas não sei como fazer isso. Eu sei que não é fácil mudar uma pessoa insegura apenas elogiando-a, mas acho que é tudo que posso fazer no momento.

 — Você não deve saber o quão bonito você realmente é.

 — Você só diz essas coisas para eu me sentir bem — diz com um sorriso triste no rosto.

Vou até ele, seguro seu queixo, e o faço elevar sua face.

 — Sim, eu quero te fazer se sentir bem. Mas se eu digo que você é bonito, eu não estou mentindo. Okay, eu estou apaixonado por você, e isso também conta, mas em minha defesa, eu te acho bonito desde quando você se apresentou na frente de todo mundo na sala de aula. Quando eu te vi lá, eu sabia, eu sabia que algo ia mudar, Soo... Eu tinha certeza que tinha algo de especial em você.

Ele move sua cabeça com suavidade, esfregando a bochecha nos meus dedos, querendo carinho.

 — Não tem nada de especial em mim, Jongin. Eu sou a pessoa mais sem-graça que existe.

Não consigo mais ouvir aquilo. Fico com raiva. Seguro Kyungsoo pelos ombros, e o coloco contra o guarda-roupa, assustando-o um pouco.

 — Para de se rebaixar! O que eu preciso fazer pra você acreditar em mim? — Pego a mão dele e a coloco perto do meu coração.  — Você é o único que o faz bater desse jeito, Soo.

 — Está bem... — ele diz. Não consigo entender, ele percebe, e completa: — V-Você pode ir para o banho comigo.

Não consigo esconder o sorriso que se abre de orelha a orelha em meu rosto. E alguns minutos depois, nós estamos dentro do banheiro. Tiro minha fantasia de Superman, enquanto Kyungsoo ainda está parado num canto, me olhando. Olho para baixo, e reparo que estou com a minha cueca mais velha. Ela é branca, cavada nas pernas, e o elástico está gasto. É tipo aquelas que você usa quando ainda é criança, ou seja, bem broxante.

 — Desculpe, se eu soubesse que ficaria nu na sua frente, eu teria vestido uma cueca melhor.

Kyungsoo esconde a boca com a mão, e começa a rir. Droga, acho que a minha cueca arruinou tudo. Talvez seja melhor tirá-la de uma vez. Mas não posso ficar completamente nu, enquanto Kyungsoo está completamente vestido.

 — Deixe-me tirar sua camisa? — peço, aproximando-me.

 — Sabe, a verdade é que eu costumo tomar banho de roupa — brinca.

 — Mentiroso.

Seguro a barra da camisa de Kyungsoo, e a puxo para cima. Ele levanta os braços, e eu consigo retirá-la. Jogo a peça num canto do banheiro, e passo a observar seu torso. Gostaria de saber o que ele não gosta em seu corpo? Desde as pintinhas marrons, até as gordurinhas na barriga. É lindo! Sua pele é extremamente branca, e macia. Não tem nada de imperfeito ali, aliás, talvez o fato do corpo dele não ser o “padrão” imposto pela sociedade coreana, é o que fazia dele tão lindo. Pelo menos para mim.

  Não resisto, e me inclino para beijar seu ombro.

 — Jongin... — Kyungsoo murmura com a voz trêmula. E eu me afasto, pois posso estar forçando a barra.

 — Não vou fazer nada, fica tranquilo — digo, tirando minha própria cueca.  — Vou ligar o chuveiro para deixar a água aquecer.

Giro o registro, e coloco a mão embaixo da torrente d´água para verificar a temperatura. Quando acho que está bom, vou para baixo dela, e molho meu cabelo. Menos de um minuto depois Kyungsoo entra, completamente nu, e cobrindo seu membro com as mãos.

 — Chega mais perto — eu peço, dando um passo para trás para ele poder se molhar.

Ele vai para baixo do chuveiro, e logo seu cabelo fica completamente molhado, e colado em seu rosto. A cena é bastante sensual, por isso preciso me segurar para não ficar excitado. Então eu pego o shampoo que está em cima de um suporte, e coloco um pouco na minha mão.

 — Deixe-me lavar seu cabelo, se afasta um pouco.

Ele dá um passo para trás, e eu coloco o conteúdo sobre a sua cabeça, movendo minhas mãos em seguida, e espalhando o produto.

 — Soo, o que você quer para o futuro? — indago.

 — Eu quero ir para uma universidade em Seul, mas eu ainda não tenho certeza de qual curso quero fazer. E você?

 Não é como se eu estivesse surpreso, mas ouvi-lo dizer aquilo é como um soco no estomago. Ele vai voltar pra capital, e eu continuarei nessa cidade como sempre foi. E faltavam poucos meses para que isso acontecesse.

 — Não quero muitas coisas — respondo.

 — Isso é muito vago.

Penso melhor no que posso responder a ele.

 — Sendo sincero... eu nunca pensei em nada grandioso. Acho que eu vou procurar um emprego por aqui, e ver meu irmão crescer.

 — Você não quer sair dessa cidade?

Kyungsoo vai para baixo d’água retirar a espuma do cabelo, e isso me dá mais tempo para pensar. Só volto a falar quando ele sai de baixo d’água.

 — Acho que não... Eu nunca saí daqui. Sei lá, eu tenho minha família, e tem meus lugares favoritos, e meu melhor amigo.

 — Para com isso! Você odeia a maioria das pessoas daqui. Você é talentoso, Jongin. Você merece muito mais do que essa cidade tem pra te oferecer.

Eu sei aonde Kyungsoo quer chegar. E eu entendo o lado dele. Mas eu me conheço bem. O mundo lá fora me assusta. Levei muito tempo para conseguir me adaptar as pessoas ao meu redor, e quando eu achei que já tinha construído uma armadura perfeita para não me machucar mais, ela rachou e se quebrou em pedaços. Eu desmoronei quando achei que estava tudo bem.

 — Soo... Você se importa se não falarmos sobre isso agora?

Pego o shampoo, e começo a lavar meu próprio cabelo. Depois disso cada um lava seu próprio corpo, e ninguém fala mais nada. Kyungsoo é o primeiro a sair, ele se enrola numa toalha, e depois passa uma para mim. Espero que ele não esteja bravo comigo, mas acho que está. Ou então ele só está triste, pois parece que em algum momento vamos nos separar.

 — Eu sei o que você está pensando — eu digo, prendendo a toalha na minha cintura.  — Mas não quero que você pense nisso agora. Se a gente ficar pensando muito no futuro, a gente fica maluco.

 Kyungsoo me fita, e não diz nada por um momento.

 — Você quer assistir um filme? — sugere.

Kyungsoo me empresta uma camisa, uma calça de moletom, e uma cueca boxer. Ele veste roupas parecidas, mas todas pretas, enquanto as minhas são cinza e brancas. Enfiamo-nos em sua cama, depois que ele dá play no filme.

 — Se chama Submarine, você já assistiu? — pergunta Kyungsoo.

Parece exatamente o tipo de filme que eu escolheria para assistir, mas não, eu ainda não tinha assistido.

 — Não, e você?

 — Algumas vezes — responde. E eu o abraço por trás, deixando que ele apoie a cabeça em meu peito.

O filme tem uma fotografia bonita, e melancólica. Na verdade o filme inteiro dá uma sensação de melancolia. Oliver tem 15 anos, e passa por problemas comuns nessa idade. O casamento dos seus pais parece estar desandando, e ele não quer que eles se separem. Ok, eu já passei por isso, mas não tive sucesso em tentar mantê-los juntos. Talvez porque eu nunca quis que meus pais permanecessem juntos, não do jeito que estava. No caso de Oliver, seu pai que é o depressivo, no meu caso, é minha mãe, mas só às vezes. Meu pai é o infiel, e no filme é a mãe dele.

Ele começa a namorar uma garota, e quer ser um namorado perfeito, mas acaba cometendo alguns erros. Bem, estou passando por isso agora. Pensando bem, nunca pedi Kyungsoo em namoro, e nem poderia. Afinal, ele já tinha um namorado. E eu preferia não falar sobre isso.

 — Você acha que isso vai importar quando a gente tiver 38 anos? — pergunta, fazendo um leve carinho na minha mão. É uma referência ao filme.

 — Eu acho que algumas coisas são intensas o suficiente para durar, pelo menos em nossas lembranças.

 Ele fica em silêncio durante o resto do filme, e não para de fazer carinho na minha mão. Vez ou outra eu beijo o topo de sua cabeça. E quando o filme acaba, e os créditos começam, nós nos ajeitamos na cama, e deitamos um de frente para o outro.

 — Você já se sentiu como o Oliver, ou o pai dele? — pergunta Kyungsoo, mas ele já sabe a resposta, ele só quer que eu fale mais sobre isso.

 — Sim, acho que começou quando eu tinha a idade dele, ou um pouco mais novo. E você?

 — Acho que também. Às vezes é como se eu tivesse meu próprio mundo. Eu não sou bom em me abrir com as pessoas, eu travo.

 — Como se ninguém conseguisse te entender?

Ele apenas move a cabeça numa resposta positiva.

  — Nós somos mais confusos do que parecemos. Todo mundo é, Soo. É fácil olhar para uma pessoa, conversar um pouco, e achar que sabe tudo sobre ela. Mas não é assim. Todo mundo se sente confuso, não é certo acharmos que somos os únicos.

Ele morde o lábio inferior enquanto pensa. Aqueles lindos lábios que tem a forma de um coração. No fim, ele não fala mais nada. Então eu chamo seu nome baixinho.

 — Soo...  — Ele me olha com aqueles olhos grandões, e eu quase perco a minha coragem. Eu disse quase. — Eu quero... fazer amor com você.

Seus olhos ficam ainda maiores. Ele tenta levantar, mas eu coloco a mão em seu ombro, e o faço permanecer onde está.

 — Se você não quer, apenas me diga.

 — Você não ouviu o que eu disse lá na colina? — pergunta.

 — Sim, Soo. Eu ouvi.

 — E sabe o que significa?

 — Sim, eu sei. Ano passado tivemos uma palestra sobre sexo seguro, DST’s, essas coisas. Se usar camisinha não tem problema, não é?

Kyungsoo se levanta de repente e sai da cama. Quando ele fecha a porta do banheiro, e some, meu coração se aperta dentro do peito. Começo a pensar no que eu falei de errado, mas não entendo muito bem. Será que fui meio insensível? HIV era algo sério, com certeza, e mudava a vida de uma pessoa. Talvez eu tenha pecado nisso, talvez Kyungsoo precisasse conversar mais sobre o assunto, mas ele me pediu para não falar nada.

E também, provavelmente, ele não tinha feito sexo nenhuma vez depois que descobrira sobre sua condição.

Quando a porta do banheiro é aberta, dez minutos depois, eu já estou sentado na cama com as pernas para fora. Kyungsoo sai de lá, anda até o criado-mudo que fica ao lado da cama, e coloca duas camisinhas sobre ele.

Aquilo era um sim.

Vamos fazer amor”.

Levanto-me meio cambaleante, e me aproximo de Kyungsoo, colocando minha mão delicadamente em sua nuca. Observo bem sua expressão antes de me inclinar, e colar meus lábios nos seus. Espero que ele tome a atitude de me beijar. Logo acontece.

Um minuto depois estamos aos beijos em cima da cama, e mais alguns minutos depois já estamos sem camisa. Nossas respirações têm a mesma sincronia, e aumentam o ritmo conforme nossos movimentos. Lá fora começa a chover forte, e o som dos pingos batendo com força no telhado preenche o quarto.

Não sei muito bem o que fazer além de beijá-lo, eu sou completamente inexperiente. Kyungsoo é melhor que eu, porém é tímido, então as coisas acontecem lentamente.

 — Não sei o que fazer... — sussurro quando já estamos seminus.

Kyungsoo diz que eu só preciso fazer o que eu tiver vontade, e tocá-lo onde eu quiser tocá-lo, e eu passo a me sentir mais confortável. Gosto de tocar a pele macia de Kyungsoo com as pontas dos dedos, e depois apalpar a região até ficar vermelha. Gosto de beijar seus lábios, e deixá-los inchados aos poucos. Gosto da queimação lá embaixo, e da sensação de formigamento quando meu membro toca no dele.

Está quente, mas mesmo assim Kyungsoo puxa o lençol para cima de nós. Não me importo. Deixo-o deitado de costas para o colchão, e começo a fazer uma trilha de beijo pelo seu tórax. E depois volto para capturar seus lábios outra vez.

Parece uma dança, o jeito que esfregamos nossos corpos um no outro, e a maneira como nossas cabeças se movem quando estamos nos beijando. Aquilo tudo é extremamente tentador, nunca fui tão longe com ninguém, mas sei que preciso de mais.

 Tiro a cueca de Kyungsoo lentamente, e depois a minha, e isso me deixa mais confortável. Estou muito excitado, e Kyungsoo também. Ele me olha com aqueles olhos brilhando, a boca inchada, e também vermelha tal como as bochechas. A pele branquinha está vermelha em alguns pontos que toquei, e beijei.

 — Você é tão lindo... — As palavras simplesmente escapam da minha boca.

Estamos de joelhos na cama, um de frente para o outro. Kyungsoo abaixa a face, constrangido, sorri tímido, e depois busca minha mão.

 — Você quer ir até o fim, não é? — indaga.

 — Sim... Eu estou nervoso — admito.  — Mas quero muito fazer amor com você.

 — Como você quer fazer? Digo... Quando são dois homens, um tem que ser ativo, e outro o passivo. O que você quer ser?

Claro, é diferente de quando é homem e mulher. Na nossa situação, nós precisamos escolher. Eu não me importo, na verdade, prefiro que Kyungsoo escolha.

— O que você prefere? — jogo a pergunta para ele. Não tenho medo da dor, mas tenho medo de machucar Kyungsoo, então talvez eu prefira ser passivo dessa vez. Quero dizer, eu sou completamente inexperiente, e estou nervoso.

 — Jongin... Não é uma regra sabe. Vários casais variam. Mas é a sua primeira vez, então quero que você escolha. — Ele se estica um pouco, pega uma das camisinhas que deixou sobre o criado-mudo, e coloca na minha mão. — Apenas certifique-se de colocar bem.

Respiro fundo, e abro o pacote. Deslizo a camisinha sobre o membro de Kyungsoo. Sei como se coloca, pois isso também foi explicado na palestra que teve na escola. Há um brilho de surpresa nos olhos dele. Provavelmente achou que eu escolheria ser o ativo.

 — Por quê? — murmura baixinho.

Beijo seus lábios, e depois deito ao seu lado, e o puxo para ficar entre as minhas pernas.

 — Eu confio em você, Soo.

É o suficiente. Depois disso, estou perto de perder minha virgindade, e isso me assusta, e ao mesmo tempo me deixa ansioso. Estou feliz por ser com Kyungsoo, e sei que não vou me arrepender disso no futuro.

Quando nossos corpos começam a se unir, é lento, e doloroso. Tento não demonstrar, mas sei que é inútil. É algo doloroso, ele sabe, e tenta me confortar. Afasta meu cabelo da minha testa suada, e entra o mais devagar que pode.

 — Eu sei que dói — diz ele, olhando bem nos meus olhos, o rosto extremamente perto do meu. — A-Abre um pouco mais... as pernas, fica melhor.

Faço isso, e um instante depois Kyungsoo está completamente dentro de mim. É estranho a princípio, e aquela dor é muito incômoda. Contudo ela não é todo ruim. Estou muito mais atento à maneira que Kyungsoo me olha, cheio de desejos, e ao mesmo tempo preocupado.

Ele passa a mão pelo meu rosto, e me beija antes de começar a se mover. Então é uma mistura de dor, um pouco de prazer, e um sentimento prestes a explodir dentro do peito. Acho que esse sentimento não faz parte do sexo em si, isso só deve acontecer quando você transa com alguém que você ame.

Pode ser que não aconteça sempre, mas Kyungsoo sua muito durante o sexo, principalmente suas costas, e um pouco na testa. Eu acho que eu também estou suando.

Chega uma hora que eu tenho que me controlar, pois fica difícil não deixar que sons estranhos saiam da minha boca. Já Kyungsoo, ele não consegue controlar muito bem. Seus gemidos preenchem o quarto, junto com o som dos nossos corpos se chocando toda vez que ele quase sai de mim, para então entrar de novo, o mais fundo que consegue.

Entrego-me ao prazer junto com ele, e Kyungsoo desaba em cima de mim, realmente cansado. Abraço seu corpo suado, e beijo o topo da sua cabeça, enquanto tentamos normalizar o ritmo das nossas respirações. Quando as coisas estão mais calmas, Kyungsoo sai de dentro de mim, desliza a camisinha para fora do seu membro, amarra a mesma, e deixa no cantinho ao lado do criado-mudo. Ele não tem forças para se levantar agora, e procurar um lixo.

 — Vem aqui, deita... — digo baixinho, puxando-o pelo braço.

Kyungsoo se aninha ao meu lado, realmente cansado. A chuva aumenta lá fora, mas tirando isso, tudo ali dentro é silencioso. É como se não houvesse nenhum problema para torturar nossas mentes. De tudo, aquela parece a melhor parte da noite, estar abraçado com Kyungsoo em silêncio, no quarto em penumbra.

 

 

De manhã acordo bem cedo, antes de Kyungsoo. Beijo sua testa, saio da cama, e me visto com a mesma roupa que ele me emprestou ontem depois do banho.

Pego uma caneta emprestada, mais um post-it, e escrevo um bilhete.

“Obrigado pela melhor noite da minha vida. Nos vemos logo. Te amo.  —Jongin.”

Depois disso, vou em direção à casa de Sehun, com sorte consigo pegá-lo em casa antes dele ir para a escola. É um caminho longo, mas ainda é bem cedo. Não sei por que, mas preciso falar com ele, e dizer que estou bem, antes mesmo de ir falar com a minha mãe.

Chegando lá, ele já está de uniforme na frente de casa. Abro a boca para chamá-lo, mas nem uma palavra chega a ser pronunciada. Sehun joga seu celular contra o muro num momento de fúria, e solta um grito.

Ok, eu não sou o único com problemas, nem Kyungsoo, nem minha mãe.

 — Sehun...

Ele me olha com surpresa.

 — O que você está fazendo aqui? Deveria estar no hospital.

 — Eu fugi. Mas está tudo bem, não se preocupe. O que aconteceu? Seus olhos estão inchados.

Era óbvio que ele tinha chorado. Tento me aproximar, e por causa disso recebo um empurram de Sehun. Meus pés derrapam na areia de chão, e eu preciso me equilibrar para não cair.

 — Mas que drog-

 — Vá embora.

 — Por quê? Eu sou seu amigo, você está mal, eu deveria...

Ele me interrompe.

 — Você tem seus próprios problemas, Jongin.

 — Ok. E os seus? — pergunto. Sehun me conhece, e sabe muito bem que eu costumo me preocupar mais com os problemas das pessoas que são importantes para mim do que os meus próprios. Não consigo resolver meus problemas, se não puder ajudar meu único amigo.

 — São meus problemas, não é? Não se meta.

 — Por que você está agindo assim? — pergunto, tentando me aproximar novamente. Então resolvo arriscar um palpite. — Aconteceu algo entre você e Luhan?

 — Isso não é da sua conta — insiste.  — Vá embora.

Aproximo-me mais, e toco em seu ombro, mas sou empurrado outra vez. Sehun me olha com raiva, e fala algum palavrão com a língua entre os dentes. Ele realmente está mal, e não quer que eu esteja lá. Sehun se parece comigo, gosta de passar sozinho pelos seus problemas, contudo acho que ele já aguentou demais sozinho quase a vida toda.

Tento abraçá-lo, mas é proposital, só para deixá-lo com mais raiva. Quero que ele se expresse de alguma forma.

 — Me deixa em paz, porra.

 — Você está com raiva? Quer me bater?

Eu poderia aguentar alguns socos se isso o fizesse se sentir melhor.

 — Jongin, eu estou falando sério.

 — Pode me bater se quiser.

Não há tempo, de repente o punho de Sehun já está acertando o lado direito da minha bochecha com força. Por causa da surpresa, não consigo me equilibrar, e caio no chão, sentindo um gosto metálico na boca. Vejo um brilho de arrependido nos olhos do meu amigo.

 — Uau, então você queria mesmo me bater.

 — Você provocou — se defende, e me estende a mão. Pego a mesma, e a puxo com força para baixo, fazendo Sehun cair ao meu lado.  — Seu idiota, o que você pensa que está fazendo?

Coloco minha face bem próxima da dele, Sehun fica tenso, mas está lá, eu consigo sentir, o cheiro de álcool.

 — Bebendo de manhã cedo, Sehun?

Ele me olha com aquele olhar assustado de quem foi pego, e vira o rosto na direção oposta. Então ele se levanta, e chuta uma pedrinha que voa longe, enquanto eu também me levanto, e ando até seu celular desmontado, recolhendo-o.

 — Toma. — Seguro o celular já montado da direção de Sehun. Ele bate na minha mão, o celular cai, e Sehun se abaixar, escondendo a face entre os joelhos.

 — Eu odeio tudo isso! — admite com fúria.

E como não odiar? Eu também odeio, mas não tudo. O que eu mais odeio é ver as pessoas que eu gosto sofrendo, e ultimamente isso está se tornando frequente.

Sehun se levanta de repente, rápido demais, e entra no pátio da sua casa. Apresso-me atrás dele, e o puxo pelo braço, contudo ele continua teimoso, e se debate.

 — Vem cá... — digo baixinho, trazendo-o para os meus braços.

 — Eu odeio você... — murmura.

 — Não, não odeia — digo em resposta. Não é que eu seja convencido, mas quem é que não sabe que ele está mentindo?

 — Eu sou um covarde. Vou perder todas as chances da minha vida, porque eu sou um covarde. — Tenho quase certeza que ele está falando sobre Luhan.

 — Você não é um covarde — digo, mas não sei se estou sendo sincero. Talvez Sehun seja covarde, aliás, quem não é?

 — É mesmo? Como é que você sabe? — pergunta, e sai do meu abraço.

 — Eu conheço você — respondo com firmeza.

 — Besteira. Você não me conhece. Nem sabia que eu era gay.

Ok. Realmente, isso foi uma grande falha.

 — Eu terminei com Luhan ontem, sem nunca ter conseguido admitir nosso relacionamento pras pessoas — confessa.  — Eu sou um medroso, uma bichinha medrosa.

Não gosto do jeito que as coisas estão indo, mas não sei como agir. Não sei o que falar para Sehun. Talvez eu não o conheça de verdade. O que eu estive fazendo enquanto a situação do meu melhor amigo chegava a esse ponto?

 — Sehun, você está alterado. Calma.

 — Não posso deixar isso acontecer de novo, Jongin... — murmura com a voz chorosa.

 — De novo?

 — Você realmente nunca notou? — indaga me olhando nos olhos. Como eu não respondo, Sehun se abaixa e pega o celular que caiu no chão outra vez quando ele bateu na minha mão. — Eu vou... Acho que vou pra escola, ou vou mudar o trajeto e ir falar com Luhan, e-eu não sei.

Ele espera um pouco para ver se eu vou falar algo, mas eu não falo, e ele vai embora. Eu continuo parado como uma estátua no mesmo lugar. Repetindo a pergunta de Sehun várias vezes na minha cabeça, enquanto eu sou atingido por alguns flashs. Os olhares... Aquela vez que ele tocou minha mão. Aquela vez que ele tentou me dizer algo, e de repente começou a chorar.

Por que eu não juntei todas essas peças de quebra-cabeça antes?

Sehun gostava de mim no passado. Gostava de mim antes de se apaixonar por Luhan.

 

Quando chego em casa, encontro minha mãe sentada no sofá da sala. Não está dormindo, mas não olha para mim, mesmo sabendo que eu estou ali. Sobre a mesinha de centro há três latas de cerveja, provavelmente vazias. E para minha surpresa, meu pai está no outro sofá, dormindo sentado.

Estava óbvio que eles passaram a noite juntos me esperando. E se chegou ao ponto da minha mãe precisar ligar para o meu pai, isso significa que eu estou encrencado. E também que meu pai já sabe da minha condição, e isso é péssimo.

 — Onde você estava? — pergunta minha mãe, ainda sem olhar para mim.

 — Na casa de um amigo — respondo.

 — Sehun?

 — Também, mas dormi na casa de Kyungsoo.

Ela se levanta.

 — Vamos para a clínica, o médico está nos esperando — avisa, enquanto recolhe as latinhas vazias da mesa.

 — Não quero ficar lá.

 — Não vai. É uma consulta. O médico quer falar com você, comigo, e com seu pai.

Meu pai já está acordado, está coçando os olhos agora.

 — Ele não precisa ir.

Não quero que papai saiba das coisas ruins que se passam comigo. Ele abandonou minha mãe por causa dos problemas dela, que são parecidos com os meus. Não é como se ele já não tivesse me abandonado, mas pelo menos ainda tínhamos algum contato. O que aconteceria se ele soubesse de tudo? E se eu surtasse?

 — Ele vai — informa minha mãe com a voz autoritária. Ela está realmente brava comigo.  — Vou arrumar seu irmão, vamos deixá-lo na escola antes.

Olho para meu pai, e como sei que se eu ficar ali o clima será tenso, eu me mando para a cozinha.

 

Quando chegamos ao hospital, não vamos para a ala psiquiatra. Ao invés disso, entramos numa sala, onde um homem vestindo um jaleco nos espera. Ele se levanta, e cumprimenta todos nós com um aperto de mãos, e então volta a se sentar.

 — Podem se sentar — ele diz, enquanto coloca sobre a mesa um caderno.

A sala é fria, e eu me sinto um pouco incomodado. Estou sentado no meio, minha mãe está do lado direito, e meu pai do esquerdo. Estar sentado me traz uma dor estranha por causa da noite com Kyungsoo, mas não reclamo dela, isso me faz recordar do que fizemos.

 — Disseram que você saiu daqui ontem vestido de superman — comentou o médico.

Ah, as câmeras...

 — Sim, tive uma festa a fantasia pra ir — digo irônico, e o médico ri.

Todavia, logo ele se torna sério. Coloca as mãos entrelaçadas sobre a mesa, e me olha nos olhos.

 — Tenho que te fazer algumas perguntas, tudo bem?

Dou de ombros.

 — Ok... — ele pega seu caderno, onde tem várias coisas escritas, e eu me folgo mais na cadeira, esperando o questionário. — Sua mãe me disse umas coisas... Disse que você costuma correr bastante, e que também dança em demasiado, e que às vezes não dorme a noite...

Ele olha para mim, deve estar esperando que eu responda algo, mas não digo nada, então ele continua.

 — Disse que você costuma a ser sempre animado, e bastante ativo, mas que nos últimos anos você teve algumas fases um pouco difíceis. Seu amigo conversou com ela, ele disse que você estava mal. Pode me dizer o que estava sentindo Jongin?

Engulo em seco, e olho meu pai pelo canto dos olhos.

Eu estou cansado. Se eu mentir, por quanto tempo vou conseguir fugir? Eu estou tão exausto de tudo. Talvez seja melhor só dizer a verdade de uma vez.

 — Eu estava... triste. Digo... desanimado. Realmente, desanimado. As coisas estavam lentas. Não é um sentimento raro, doutor. Ele tenta me pegar às vezes, e me deixa extremamente triste. Pode ficar por meses, é... É difícil explicar, porque não é sempre que tem um motivo. Eu tenho problemas como todo mundo, talvez um pouco demais para a minha idade, mas tanto faz, eu tento dar conta de tudo, e eu vou bem, até que...

 — Um sentimento ruim, e pessimista chega? — pergunta.

Ajeito minha posição na cadeira, mas não respondo. Ele já sabe a resposta, acho que nem foi uma pergunta, e sim uma afirmação da parte dele.

 — Nessa fase, você se isola, ou procura as pessoas que gosta?

 — Me isolo, geralmente.

 — E tem fases que você fica agitado, certo? Como a sua mãe falou...

 — Sim. Nessas fases eu tenho muita coragem, e faço algumas coisas absurdas. Às vezes me atropelo nas palavras. Não consigo dormir...

Droga. Estávamos chegando lá. Nada que eu já não soubesse.

 — Já ouviu vozes?

 — Não — minto. Acho que por causa do meu pai. Não é como se eu ouvisse vozes sempre, aconteceram raríssimas vezes, mas prefiro não falar.

 — Qual foi à última vez que você se sentiu muito triste?

 — Quando eu vim parar aqui, começou um pouco antes.

 — E agora você se sente bem?

 — A-Acho que sim.

Eram muitas perguntas, uma atrás da outra. E chegam mais depois dessas, e eu respondo rápido, desejando que a sessão acabe logo. Mas começa a ficar difícil cada vez que eu revelo um pouco mais sobre mim, vou me sentindo nu. E pior, meus pais estão ao meu lado. Não quero desabar, mas de repente estamos falando de memórias da infância. E eu preciso falar sobre minha mãe.

Não seria melhor se aquela sessão fosse apenas comigo e o doutor? Por que estão me colocando nessa situação difícil?

 — Nós só queremos descobrir como poderemos te ajudar, Jongin.

É. Sim, eu sei. Caramba, eu sei.

 — Eu pensei que pudesse lidar com isso sozinho... — murmurei.

 — Você já tentou suicídio? — pergunta.

Minha mãe coloca a mão sobre a minha quando a mesma começa a tremer em cima do meu colo. Estou sendo puxado para aquele momento de desespero, mas de repente me sinto calmo, calmo demais. E lento. Mesmo assim, eu respondo, murmuro um “sim” bem baixinho, e fico com vergonha de olhar para meus pais.

Minha mãe prende um soluço. Não preciso olhar para ela, para saber que está chorando.

 — Nunca pensou em pedir ajudar?

 — Já disse, eu pensei que pudesse lidar com tudo sozinho.

O médico respira fundo, e anota algo no caderninho.

 — Então, Jongin. É muito cedo para dizer algo, mas acho que sei qual é o problema. Sua mãe disse que você não sabe ela, mas que eu poderia falar...

Ah, eu sei. Eu sei sobre ela. Vive com ela minha vida toda.

Levanto-me de supetão, e a cadeira cai para trás, assustando todos.

 — Banheiro, eu preciso...

O médico aponta para uma porta à direita e eu ando rápido até lá. No caminho, que é curto, algumas frases soltas de uma pesquisa que eu fiz na internet correm soltas pela minha cabeça.

“Transtorno afetivo bipolar. Distúrbio mental em que a pessoa alterna entre períodos de depressão e períodos elevados de ânimo.”

O banheiro parece tão longe, embora seja tão perto.

Mania... Hipomania...”

Meu estômago está embrulhado.

“Sintomas de psicose podem ser apresentados dependendo da gravidade.”

Minha mãe chama meu nome. Já estou abrindo a porta.

“Durantes as fases depressivas a pessoas pode chorar muito, ter pensamentos pessimistas, e evitar contato ocular com as pessoas.”

Abro a tampa da privada, e me ajoelho em frente à mesma.

“O risco de suicídio entre as pessoas com a doença é elevado, sendo superior a 6% ao longo de vinte anos.”

Começo a vomitar. Acho que culpa da pressão, e do nervosismo.

“As causas não são completamente compreendidas, mas fatores genéticos têm influência.”

Quando acabo, minha mãe está lá para fechar a privada, e dar descarga para mim. Como eu não me levanto, ela se ajoelha ao meu lado. E lá está... um bom colo para chorar.

CONTINUA...


Notas Finais


Ok, aconteceram muitas coisas. E vamos fazer uma revisão do que aconteceu -q

- Banho KaiSoo.
- Lemon com o Jongin passivo (isso não significa que vai ser sempre). E pois é, acabei narrando bem mais do lemon do que imaginei que faria.
- Jongin percebe que Sehun era apaixonado por ele no passado (Alguém já tinha pensado nisso?)
- E finalmente o diagnóstico do Jongin: Transtorno Afetivo Bipolar.

No começo ninguém estava acertando, depois alguns leitores começaram a acertar, mas MUITA gente se confundiu. Vou deixar bem claro aqui que o fato do Jongin querer ser alguém diferente quase toda semana, não tem nada a ver com doença mental nenhuma. Ele já explicou pq ele faz isso, lembram da conversa que ele teve com o Kyungsoo na colina?
Eu estava com medo de dar um diagnóstico... Eu não quero que ninguém julgue as atitudes dele pelo problema que ele tem, entendem? O Jongin é quem é, simples.
Eu já li quatro livros sobre TAB, já convivi com pessoas que tem o problema também, já assisti filmes, e etc~
Então eu estudei bastante, não se preocupem ~

É isso, até o próximo.
Quem quiser me seguir no twitter, é @Fanfics_EXO


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