História Quer apostar? - Capítulo 3


Escrita por: ~

Exibições 6
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lírica, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


>Depois coloco a capa, qualquer dúvida sobre a aparência do Nolly, veja o loiro da capa da fanfic.
>Isso é tudo, aproveite ^^

Capítulo 3 - Agora me deixe tranquilo


Sou o inteligente e popular Oliver Reynard Ornery, que muitos chamam de Nolly. Tenho dezasseis anos de idade, e sou considerado baixo demais para a minha idade, apenas 1,68cm de altura. Bem, meus cabelos cacheados são loiros e os meus olhos são de um tom azul cinzento. Estou no terceiro ano do ensino medio, e tenho a fama de ser um aluno com ótimos desempenhos escolares. Já fui muito prestigiado pelos professores por nunca ter chego atrasado em uma aula. Mas o que tenho a mais pra falar de mim é, meus melhores amigos são Gregory, um garoto modelo de vida que tem uma boa lábia, e Kendall, um garoto cabeça-dura e um pouco abobado. Hoje estavamos, nós três, após as aulas, na minha casa, falando sobre a aposta proposta de hoje.
- Então é isso? - Dizia Grey levantando da cama e espreguiçando os seus braços - Eu não concordo com essas regras...
- Como assim...? - Pigarrei enquanto via-o fazer bico.
- Bem, se falar com a Alex já é difícil, me imaginem a tirar sua virgindade?
- Você está dizendo como se não tivesse feito algo do tipo com metade das garotas da nossa escola apenas falando poucas coisas a elas...
- Você pega mesmo na ferida Nolly, eu não tenho culpa de vir de uma familia cheia de caras com síndrome de Graham, sabe?
- Age como se não gostasse disso.
- Quem disse que gosto?
- Vo..!
- Pare de reclamar Grey, já sabemos que não respira o mesmo ar que a gostosa da Alex! - Comentou Ken me cortando a fala, finalmente depois de tanto tempo grudado no celular, e recebendo um tapa na nuca com isso.
- Está mais fácil pra vocês que pra mim aqui...
Eu resmunguei tão baixo que aqueles dois nem me ouviram, estavam numa discussão agora, sobre respeito e toda essa ladainha. Gregory odeia muito o apelido de Kendall para com a garota "dele", e isso os deixa infantis por um tempo. Já me acostumei com isso, então apenas vou me preocupar comigo mesmo. Ignorando-os da melhor forma que posso. Ou seja. Vou começar a pensar sobre a parte da aposta posta à mim.
Eu adoro jogar video-games, especialmente os da famosa série SegaCraft, feita pela popular empresa Honey Shot. Essa empresa faz as melhores series de games hardcores do mundo. E eu terei de vencer um dos seus jogares, o Bunny, que é considerado um dos melhores no game. Minha intuição diz que esse cara pode utilizar algum tipo de jogatina robalheira, algo que gostaria muito de saber como faz, já que os games da empresa Honey Shot são bem feitos pelos melhores programadores e hakers, impedindo assim qualquers tipos de bugs existentes a favor dos jogares. Por isso é tão bom e famoso.
Bem, eu sou o sétimo melhor jogador de SegaCraft no hanking da internet. Os três primeiros são Bunny, Hakuniwa e Azrael. Destes, apenas o terceiro foi pessoalmente visto pelos fãs, ele é um cara irlandês de uns vinte e seis anos chamado Chester. Os dois primeiros nunca deram as caras, e também nunca foi dito se eram homens ou mulheres, o que não é muito relevante, mas eu iria ficar bem surpreso se fossem garotas. Mas bem, se eu tivesse mais tempo para mexer nisso ou tivesse alguém com contatos pra me ajudar a procurar seria incrivelmente perfeito, poderia me adaptar ligeiro pra ganhar essa aposta.
- Nolly? - Encarei Ken ao ouvi-lo me chamar.
- Oi?
- Você ouviu o que nós dissemos? - Perguntou Gregory rindo fraco.
- Não, o que foi?
- Discutiamos sobre a sua relação com a Helena.
- Sakas? - Indagou Ken.
- O que tem ela?
- Seu sobrenome é...
- Kind Honey, porquê? - Já imagino onde querem chegar, mas eu não vou afirmar.
- Você é o que está mais a frente de nós agora, se conseguir se dar bem com a ruiva...
- Você acha mesmo que ela vai me dar liga, Grey? - Bufei ao deitar no colchão, ficando mais acomodado. Essa situação não me é estranha. - É a Honey, ela me odeia cara.
- Quê isso, seja positivo!
Kendall riu alto tentando não ser zombeteiro comigo, falhou. Ao menos Gregory não foi assim, ele foi pior com suas zombarias.
O moreno pegou o próprio celular, discou algum numero da lista rápida, e disse algo que me fez arrepiar inteiro. Que idiota.
- Helena?
- Uh, Grey?! - Pulei da cama indo direto pra ele. Peguei o celular rápido e desliguei, mesmo que seja grosseria. - Você esta louco Gregory?!
- O que foi?
- Você ligou pra Helena!
- Na verdade, eu liguei pra Alex, só que a Helena atendeu.
- Ahn... Desculpa.
Engoli em seco e devolvi o celular, eu sou muito idiota mesmo. Como eu consigo me elevar tanto por causa de uma garota que me despreza? Helena, ela já está muito irritada hoje comigo, nós acabamos como par nas aulas do primeiro semestre, e eu a provoquei de um jeito tão impulsivo, como sempre faço. Não por mal, mas eu não consigo me conter perto dela. Minhas ações hoje a fizeram ranger os dentes durante a aula inteira mais cedo. Eu me senti tão culpado e bom, ao mesmo tempo. Adolescencia é mesmo estranho.
Bufei. E voltei-me para Kendall, deitado na minha cama, grudado no próprio celular, de novo. Suspirei. Honey é uma garota legal, quer dizer, é legal irritá-la, mas depois me sinto mal. Como se algo estivesse sendo feito errado. Eu só queria um pouco de sua compreensão.
- ...vamos focar em outro assunto agora?
- Claro. - Gregory respondeu junto de Ken, que abaixou a tela do seu Motorola g3. E depois, só Kendall me fitou com um dos seus sorrisos bobões enquanto Grey fazia uma das suas meras poses, que mais lembravam as modelos da minha mãe. - Vamos falar da minha parte agora?
- Tá.
- Eu vou mesmo ter que fazer amor com a Alex?
- Vai! - Gritei, já cansado da mesma coisa.
- O-Ok, mas eu quero uma tregua t-também!
- O que foi agora, vei? - Resmungou Kendall, mas eu fiquei curioso.
- Vocês vão ter que comer a menina por quem mais se sentem atraídos também, e com algo que comprove a relação.
- E se não tivermos afim de alguém, gênio?
- Ora, meu minúsculo, Nolly. - Rangi os dentes, é tão irritante quando zoam minha altura, ou coisa do tipo. Que odiota. - Não me chingue mentalmente cara, eu sei que tu tem gostos difíceis de achar, mas só precisa transar com alguém que você curta interagir, uma relação, bem... que tenha tesão, entende?
- Entendo, e também entendo que você pareceu um tarado falando isso. - Ri fraco e me acomodei no colchão, com a impressão que Grey revirava o olhar.
- Caras, de acordo então? Vamos apostar tudo de uma vez?
Olhei de soslaio para Ken, tal como Gregory o fez também, provavelmente. Kendall parecia querer acabar logo com o que fazíamos. Seus olhos estavam tentando disfarçar algo, se eu fosse Grey, já saberia o que é. Afinal, Gregory, meu melhor amigo, tem um dom pra observar, dialogar, e até um pouco, manipular o mundo a sua volta, meio macabro, mas é um dom muito bom, é o que chamam de síndrome de Graham, pelo o que ele diz, é algo surpreendentemente útil nas mãos certas. E nas erradas também.
Sorrindo, eu acenei a cabeça e voltei a fechar os olhos, com a intenção de não querer prestar atenção em nada. Só ouvi um ronronar de positividade do Grey, além, e então um andar rápido.
- Eu vou indo, tchau caras!
- Tchau... - Falei depois de ouvir o Kendall gritar.
- Parece que ele já arranjou uma transa, o que você acha?
- Não... Sei...
- Hey, Nolly, não dorme! Eu ainda tô aqui, cuide direito da visita!
Depois de ouvir Gregory reclamar com sua voz aveludada ácida brincalhona, abri os olhos. Mas que canalha.
Gregory estava, segurando o controle do video-game, sorrindo como sempre. Eu não creio que aguento esse cara até hoje...
Lembro de estar com sete anos na época, e estava na aula de luta da academia. Mas não uma academia qualquer, a academia do famoso lutador Bass. Eu já estava lá fazia uns três anos, mais ou menos.
Naquele dia específico, o lugar estava com várias novas outras crianças, alunos novos. Estava rolando uma divisão de batalhas, conhecido por ter um bando de duplas lutando enquanto o resto da turma assistia. E então eu tive de lutar com ela, a filha do lutador.
Mal dei um passo, ela me derrubou e derrotou. Aquilo já estava previsto, ela era demais, a melhor aluna. Mas, então, um dos alunos novos ficou irritado por ver uma garota derrotar um garoto, e desafiou ela. Esse era Gregory Bluish Thorny,  um guri novato. Ele levantou de seu lugar, e desafiou a garota que tivera me vencido, determinado.
- Só porque é menina acha que pode muito, eu vou te derrotar!
- V-Você? - A menina de sete anos parecia surpresa.
- Sim!
- Mas... Não pode.
- Lute com ele, filha. - A grossa voz do professor soou.
- Ok.
- Isso! Vamos lá!
Depois disso, eles começaram. E, até fiquei surpreso, o garoto não tinha caído de primeira, como era sempre a acontecer. Mas, sua sorte não durou muito, depois de derrubar a menina no chão, e começar a tentar tirar-lhe o ar, ela conseguiu se sobrepor nele, e o derrotou. Bem, ele quase que desmaiou para isso, algo não muito inteligente, ainda bem que o professor era bom de olho.
Enfim, quando terminou a aula, eu fui parado pelo garoto de oito anos na saída. Ele estava com um grande sorriso, mesmo tendo chorado um monte quando fora derrotado mais cedo.
- Ei, parceiro de derrota, iaí?
- O quê..?
- Parceiro de derrota, lembra? Nós dois fomos derrotados pela loirinha.
- Sim.
- Mas, iaí, qual é seu nome? O meu é Gregory!
- O que você quer?
- Ahah, você é tão engraçado, até parece irritado, ahah!
- O. Que. Você. Quer?
- Não tá meio óbvio? Eu quero ser seu amigo!
- Eu não tenho amigos.
- Deixa disso, todo mundo tem amigos!
- Você é estranho, eu vou embora daqui. - E quando comecei a andar, ele me seguiu.
- Então, é bem divertido lutar! É a primeira vez que venho aqui, e tu? Deve ser aluno antigo. A loirinha comentou, mais ou menos, não prestei muita atenção, só que ela parece gostar de você! Mas olhe lá em? Eu já me decidi que vou ficar com ela quando crescer ouviu? Então nem pense em ficar com ela, ahah! - Eu começava a andar mais rápido. Ele me era parecido com aquele povo que sonhava demais, não estava tão enganado, mas algo me fez perceber honestidade extrema em suas ações. - Ei, cara, porque fugir de mim? Eu não sou nenhum monstro não!
- Eu só estou indo pra entrada da academia.
- Ah, entendi!
- Agora me deixe tranquilo.
- Não. - A primeira seriedade que vi em Gregory, desde que o conheci. A voz calma, fria, e que transparecia maturidade, nunca me esqueci. - Eu odeio ver uma pessoa sozinha, e se tornando fria por isso, então vou ficar do seu lado, para deixar claro a minha ideia de vida. Onde todos devem ter companhia, amizade, e nada pode atrapalhar isso.
- ...eh.
- Tudo bem, Nolly?
- Anh? - Eu já estava pasmo com a frase seca anterior, e então ouvi a pergunta de surpresa.
- Resolvi nesse exato momento que, se não vai falar seu nome, irei te dar um apelido.
- Por um momento achei que era uma pessoa inteligente, mas, quer saber? Faça o que quiser, me acompanhe, ou não, eu não ligo.
- Isso! Valeu!
Entretanto, mais tarde, fazer uma amizade com Gregory me abriu portas. Coisas como, socializar, ter com quem conversar. E, isso me deixou propício a ser alguém menos frio. Talvez, só talvez, ele conseguiu fazer-me uma pessoa melhor. Mas eu ainda sou muito ruim, frio, calculista. É, foi só a socialização que aumentou em minha vida, não.
- Ahah, é isso aí!
- Anh? - Saí de meus próprios pensamentos, para me deparar com Grey jogando o meu video-game, e ganhando.
- Miserável! Eu sou muito bom nisso! Ahah!
- Não tanto quanto eu.
- Uou, Nolly, está vivo aí?
- Estou..?
- Então pega um controle aí, vamos no versus!
- É, pode ser.
Levantei da cama e fui pegar o controle em cima da cômoda no canto do quarto. Liguei-o, e então comecei a jogar contra Grey. Ele até era bom, mas eu era melhor.



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