História Queria que você estivesse aqui - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags Hopev, Otp Lidem, Taehope, Taeseok, Vhope, V-hope
Exibições 89
Palavras 600
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Slash, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Sentir


Jung Hoseok descobriu o dia ao que emergira de volta à realidade de seus aposentos. Envolto era pela luz forte que disparava por entre as cortinas remexidas de tons claros e amenos.

Fazia frio. Era gelada a manhã, arrepiante, cruel como nenhuma outra já presenciada. Sentia nisso um desconforto demasiado o qual dispersava por suas articulações uma inquietude tremenda com direito a reviravoltas na barriga e nós inoportunos na garganta.

Via-se, além disso, cercado por lençóis amarrotados numa cama que – embora provida de sua presença – permanecia vazia. Tão espaçosamente vazia.

No auge de seu descontrole, não escondia a dor. Não mais. Admitia com todas as palavras, exclamações e reticências que chorou incansável noite passada. Chorou com afinco e negação, cuja discordância no fim de tudo tornou-se vontade.

Doeu com ardor, doeu o peito a noite inteira. Queimavam sua pele as lágrimas furiosas. Feriam as saudades durante os segundos todos em que se via sem o outro. E o orgulho, idiota que era, já comprava uma passagem só de ida para o espaço.

Um tanto de desmotivação, ausência de cor, Tristeza como primeiro nome e sem previsão de partida, era sua estadia no Hotel Taehyung. Realidade tristonha, mas a sua realidade.

O que o outro havia feito consigo, afinal? Estava tudo desorganizado lá dentro. Remexeram e assim deixaram, sem pedir desculpas ou ter a modéstia de colocar como estava de volta.

Maldade, no dicionário mental de Hoseok, já possuía outra definição bem mais simples e esclarecedora. Maldade era mesma coisa que Taehyung, um meninão maquiavélico dos cabelos cor de chocolate e camisas de gola alta. O deus vivo de pele dourada, rosto simétrico, lábios cobiçosos e voz reverberante.

Somente quem passara pelas mãos dele sabia. Somente quem esteve consigo há de entender. Somente quem o amara... somente quem o havia amado tinha o que Hoseok estava sentindo.

Reformas de linguagem por causa dele. Vê-se um mundo inteiro desprovido de qualquer sentido. Tudo que antes era certo logo então é questionado.

Beleza era Taehyung, volúpia era Taehyung, formosura era Taehyung, e maldito... ah, maldito com certeza era Taehyung. O bel Taehyung, cruel como ninguém jamais foi.

Por que fugiu de mim, Taehyung?

Certas vezes nem se lembrava que tinha um corpo e que uma alma lhe abrangia por dentro; que estava vivo e que era lúcido o bastante para ocultar seu descontentamento.

Muito provavelmente enlouquecera. Desde quando se tornou isso? Taehyung, o maldito que tomava sua mente. Não fazia mais nada além de pensar no outro. E o pingo de razão que sobrara, gastou toda com questionamentos.

Ideias mirabolantes vinham à cabeça de hora em hora. Suposições absurdas. Porquês dolorosos.

Mas a pergunta principal era: onde estava Taehyung? Hoseok acordava todas as manhãs e o garoto já não fazia parte do seu mundo. Nos seus sonhos era outra coisa, mas ali tinha de encarar essa verdade. E que verdade estúpida.

Para ele sempre existiram meias verdades, mas agora estas decidiram vir inteiras, como se tirassem sarro de si. Aquilo tudo estava desgastante. Morriam as esperanças, mas não a sensação de culpa.

Culpa? O que era culpa? Hoseok não sentia culpa. Que sentimentos eram esses? Que sensações eram aquelas? Hoseok não tinha remorsos. Hoseok nunca sentiu pena. Mas Hoseok estava muito sentimental ultimamente. Sensível demais. Soava isso como uma piada hilariante, de doer a barriga. Hoseok, honestamente, nunca foi bom. Hoseok era de máscaras. Dois lados distintos e enganosos. Alma obstruída, cuja a existência ele mal se lembrava, e banhada por negro. Ela era sombria, sim. No âmago dele, nada de benevolência.

Astuto, temido, um rei.

Mas... onde será que Taehyung se meteu?

 



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