História Querida Lena - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Querida Lena - Capítulo 1 - Prólogo

 Os carros cortavam a rua às pressas. A velocidade era mais baixa ali, mas praticamente ninguém respeitava a sinalização. O horário era de pico, perto da hora do almoço, o que deixava o lugar ainda mais caótico.

Os pedestres se moviam em todas as direções, esbarrando-se um nos outros e tentando alcançar o quanto antes seus destinos. O sol quente queimava os rostos descobertos e, somado ao pouco espaço, deixava o lugar praticamente insuportável de se estar.

Helena andava aos pulinhos, desviando-se das pessoas que corriam na sua direção. Concentrava-se no som de seus saltos estralando sobre o asfalto. O resto do mundo parecia não existir.

Estava contentíssima com o dia. Havia programado de almoçar com seu esposo, Tales, para comemorar o aniversário dele. Sempre faziam algo especial em seus aniversários, porém, só de estarem juntos já os deixava felizes.

Lena sentiu a barriga se mexer e sorriu. Aquele era outro motivo para o casal estar tão feliz.

– Logo vamos encontrar o papai. – Falou para a barriga saliente. – Ele vai adorar o presente que compramos para ele.

Ela parou no semáforo. Pulava sobre os saltos enquanto esperava o sinal abrir. Dali dava para ver o banco em que Tales trabalhava e, por sorte, ele já vinha caminhando na direção da faixa. Helena sorriu ao vê-lo e acenou alegremente. Ele respondeu ao aceno com a mesma alegria.

Os dois sorrindo de orelha a orelha. Os dois felizes no meio da multidão apressada.

Helena mal esperou o semáforo abrir para correr na direção do esposo. Estava ainda sorrindo, os olhos semifechados, protegidos do sol. Não viu quando Tales mudou sua expressão.

Do outro lado da rua, Tales tentou correr até a faixa, mas as pessoas em sua frente dificultavam a passagem. Mesmo assim foi empurrando todos a sua frente, aflito.

Não chegou a tempo. O barulho das pessoas cessou por longos minutos, enquanto o som da batida ecoava dentro da cabeça do rapaz.

Dali ele conseguia ver: a sacola lilás destruída no chão, o vestido amarelo de bolinhas manchando-se com o sangue, os longos cabelos loiros espalhados pelo chão.

O mundo parou e ele sentiu como se a Terra houvesse se aberto e estivesse sugando ele para a morte.  



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