História Querida Sakura - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Gaaino, Naruhina, Romance, Sasusaku
Exibições 70
Palavras 1.728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, sei que demorei e sim, apaguei o segundo capitulo, porque na minha opinião, tinha umas coisinha que eu queria mudar.
Boa Leitura :3

Capítulo 3 - Capitulo 2 - Diferente


Fanfic / Fanfiction Querida Sakura - Capítulo 3 - Capitulo 2 - Diferente

 21 de Dezembro de 2005.

 

 Querida Sakura

 Hoje eu fiz algo que você repudiaria. Eu dormi a Karin, coisa que você sempre demonstrou repudiar. 

 No entanto, hoje completa um ano desde que você se foi, e eu precisava ignorar a voz que você deixou para trás, sussurrando em meu ouvido dizendo o que é certo e errado.

 Estava mais do que na hora de eu perder as esperanças e olhar para frente, você se foi, e ainda assim, move minha vida.

 Sei porque você sempre repudiou a ideia de que eu transasse com a Karin, mas por incrível que pareça, ela era virgem, disse que estava se guardando para mim e eu estava tão cego de vontade de tira-la da minha cabeça, que pouco me importei de que estava preses a tirar a virgindade da Karin, mesmo eu sendo o cara que mandou que você perdesse sua virgindade com alguém amasse, eu não a amo.

 Eu não sei o que senti naquele momento, minha mente ainda estava presa a você e eu só conseguia pensar que deveria ouvi-la e eu sei, que por instantes, eu quis que fosse você ali e não a Karin. Entretanto, eu sei o que senti depois do sexo, depois de eu chuta-la para fora de meu quarto, pouco me importando com os sentimentos dela. Eu senti nojo. Repudiei a mim mesmo.

 No que você me transformou?

 Estava pouco ligando para as gotas de sangue em minha cama, tudo o que eu conseguia pensar era em sua faceta de desgosto, pela primeira vez, feita para mim. A sobrancelha arqueada, a boca torta, os braços cruzados, e aquele negar com a cabeça.  

 Mas por que me preocupar com o que você sentiria? Você não está aqui, porque se estivesse eu não o teria feito.

 Dane-se, já está feito. 

 Ignorarei sua voz em minha mente, e o seu rosto em minhas memórias, mesmo que eu cometa erros inimagináveis, está na hora de parar de pensar no que você acharia.

 Com decepção, Sasuke.

 

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Suaves batidas na porta, atraíram sua atenção.

 Deparou-se com Tsunade. A matriarca da família Uzumaki. Estava abatida, mesmo que fosse negar aquilo até a morte. Mas o simples fato, dela não demonstrar choro ou angustia, o surpreendeu, até porque ela era esposa do velho, como poderia estar tão calma?

 - Oi, Sasuke. – Tsunade o cumprimentou, sentando-se a sua frente.

 - Oi, vovó. – ela sorriu minimamente.

 - Você soube o que aconteceu com o meu marido, não soube? – Sasuke assentiu. – Bom, ele exige voltar para casa, e por tal motivo, a casa está sendo equipada com todo o material médico que ele possa vir a precisar, mas foi uma exigência minha que ele levasse um médico altamente confiável e ele pediu por você.

 - Tsunade, eu...

 - Sei que você tem a administração do hospital, mas falei com a sua mãe, ela assumira a administração temporariamente, apenas até que ele melhore e o risco de outro infarto se dissipe. 

 Sasuke pensou no velho que o chamava de neto, literalmente, crescerá na casa do velho Uzumaki.

 Lembrou-se de seu desespero ao receber a ligação de Anne avisando que o velho havia chegado em uma ambulância.

 - Tudo bem. – suspirou.

 Tsunade se levantou sorrindo, e lhe estendeu a mão.

 - Eu agradeço, Sasuke. – ele apenas assentiu e caminhou junto a ela para fora de sua sala.

 Entraram juntos na UTI. Caminhando até uma ala separada, para o velho Uzumaki, que sorria para algo que o neto extrovertido dizia.

 - Sasuke, menino. – ele já estava melhor.

 O infarto havia mexido com toda a fraca saúde do patriarca.

 Ele não era tão novo assim, e um infarto, o deixara ainda mais fraco. 

 Sua mulher, Tsunade, agora estava sentada ao seu lado, segurando sua mão. E ao olha-los, pensava em sua conversa dias atrás com Naruto, sobre seu desejo de começar uma família. Era impossível não pensar nisso, quando observava Tsunade e Jiraya, assim como seus próprios pais, que tinham um saudável casamento a mais de trinta anos. Tsunade e Jiraya em breve completariam quarenta e cinco anos de casados. Era aquele tipo de amor que procurava e não encontrava. 

 Naruto lhe zoava dizendo que se tinha tanto desejo de se casar, bastava fazer o especial pedido a Karin Uzumaki, que tanto lhe tirava a paciência e não de um jeito bom. Não conseguia olhar para Karin e pensar em algo além de sexo. Nem ao menos estava apaixonado.

 A porta se abriu, atraindo os olhares naquela direção.

 Uma enfermeira estava parada, com os olhos esbugalhados, vermelha e tremendo.

 - D-Doutor Uchiha, uma m-mulher, exige e-entrar p-para v-ver o S-Senhor Uzumaki.

 Tsunade se levantou, pronta para grita com todos, então, Sasuke levantou a mão, deixando claro que resolveria.

 Caminhou ao lado da enfermeira tremula, que ao chegar na recepção do hospital, no primeiro de três andares, apontou para uma impaciente mulher, correndo logo em seguida.

 Sasuke seguiu com o olhar a direção indicada e a viu. Ela estava impaciente, andando de um lado ao outro, fazendo o curto cabelo róseo esvoaçar. Sasuke a analisou. Ela usava uma blusa vermelha, aparentemente leve, com um decote em v, que atrairá seus olhos para os seios medianos que pareciam bem maiores que há oito anos atrás. A saia lápis preta tinha uma pequena abertura na perna esquerda e era muito justa, novamente atraindo sua atenção as exuberantes curvas dela. O salto agulha aumentava sua altura em alguns centímetros, mas nada que fizesse muita diferença.

 Esforçou-se para pôr a máscara de indiferença e se aproximou, cuidadosamente, por saber como ela lhe atingia demasiadamente.

 Ao chegar bem perto, Sakura se virou e parou de andar. Analisou-lhe da cabeça aos pés, entregando a surpresa nas intensas esmeraldas.

 - Você virou médico. – a palavras saíram tão baixas, que por pouco ele não ouvira.

 - O que faz aqui?

 Ela saiu do transe em que entrara e ergueu o olhar até o seu, a indiferença nos olhos verdes o pegara de jeito, não estavam intensas como a instantes, o brilho havia sumido, não restando nada que pudesse ler.

 - Quero ver o meu avô. – ela impôs firmemente. Sasuke arqueou uma sobrancelha.

 Havia imaginado aquele momento diversas vezes, em nenhumas dela, Sakura lhe parecia tão forte, tão indiferente à sua presença.

 Seu coração acelerou, quando ela mordeu levemente os lábios manchados de escalarte.

 Ela não sorrira, torcia para que ela o fizesse. Sabia que o motivo era ridículo. Sabia que no momento em que ela sorrisse, ignoraria os oito anos que se passara, estaria ali para ela novamente, como se seu coração nunca tivesse sido partido.

 - Você não tem permissão para entrar.

 - Sasuke, você sabe quem eu sou, só... – ela deixou que sua fala morresse. Seu olhar vagou e ele teve certeza que por um instante que fosse, o desespero a tomara, os olhos verdes brilharam como lagrima, e ela ficou inerte.

 Mas então, ela novamente focou, e não havia nada em seus olhos. 

 - Entendo. – ela falou. – Irei embora.

 Ela lhe virou as costas, e ele sentiu a ânsia o tomar, assim como no aeroporto, no dia em que ela partiu, sentiu vontade de gritar, de chorar e de correr atrás dela, mas nada aconteceu. Diferente daquele dia, seus joelhos aguentaram, seu orgulho foi mais forte, e embora duvidasse se voltaria a vê-la, ficou firme. 

 Assim que ela sumiu de seu capo de visão, deparou-se com seu interior, novamente despedaçado.

 A dúvida que alimentara durante aqueles oito anos, não havia sido feita. Sumira-lhe as palavras para fazer aquela simples pergunta.

 Por quê?

 Era tudo o que necessitava saber e nem ao menos conseguira perguntar.

 Sem nem saber como, chegou à sua sala/consultório, girando a chave e despencando sobre a cadeira de couro.

 Como depois de oito anos, ela ainda conseguia lhe causar tal efeito, lhe provocar tantos sentimentos diferentes.

 Nenhuma mulher o deixava daquele jeito, exceto ela, que o quebrara mais vezes do que podia contar, que o fizera viver noites que a bebida nem o permitia lembrar, transar com mulher para evitar que ela ocupasse sua mente.

 Puxou a garrafa de uísque escocês de dentro de um armário, pegou um copo e o encheu, virando o copo em seguida.

 A bebida desceu cortando sua garganta, mas ele não sentira, apenas jogou sua cabeça para trás e fechou os olhos, tentando não pensar, tentando não imagina-la.

 

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 Sabia que encontraria um membro da família Uchiha, mas não pensara que seria justamente ele, entretanto, vê-lo parado ali, usando jaleco branco e óculos, a derretera totalmente. Sasuke havia se tornado médico, realizado seu sonho e provavelmente, não sabia como ele naquele momento parecia uma linda fantasia sexual.

 Sakura focou, ficou indiferente, oito anos, não podia deixar que tudo o que se tornara, se perdesse apenas por estar na frente dele.

 Ele tinha os olhos focados em si, indiferente, mas Sakura sabia o turbilhão que se encontrava dentro dele. Estava do mesmo jeito.

 - O que faz aqui? – o tom frio que nunca havia sido usado consigo antes, a tirou do transe, a fazendo cair na real.

 - Quero ver meu avô. – Sua voz saira mais firme do que achou que sairia e torceu que conseguisse permanecer assim até o fim. 

 Novamente, sentiu a insegurança lhe dominar e mordeu o lábio, tentando controlar-se.

 - Você não tem permissão de entrar.

  - Sasuke, você sabe quem eu sou, só... – as palavras sumiram, sua ficha caiu. Eles não a queria ali, não era bem-vinda, talvez, assim como Kizashi, a repudiava.

 Sua avó não havia permitido sua visita, talvez nem imaginasse que viria, haviam se esquecido de que ela se importava com o avô. Será que nem mesmo seu avô acreditava em seu amor.

 Subiu seus olhos novamente para ele.

 - Eu entendo. Irei embora.

 Virou-se, caminhando para a saída. Sabia que se ele gritasse, se ele a chamasse como fizera no aeroporto, não iria, não conseguiria chegar até a porta, apenas voltaria e choraria, lhe imploraria perdão, mas ele não fez, suas pernas ficaram bambas e ela duvidou de que conseguiria chegar até a porta.

 Saiu do hospital, expirando, como se tivesse mantido o ar preso até o momento em que saira.

 Fez sinal ao primeiro taxi que apareceu e entrou, dando um endereço, finalmente permitiu que tudo viesse, mesmo que não quisesse, chorou silenciosamente, borrando sua maquiagem, ao notar que estavam bem sem ela. Ele estava bem sem ela. 



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