História Querida tela... - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama
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Palavras 1.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O Início


“-Querida, feche os olhos ok” 

“- Estamos brincando de esconde- esconde mamãe?”

“-Sim querida, agora feche os olhos e não saia daqui de dentro. Pode me prometer?”

“-está certo mamãe, eu prometo!”

Depois desse momento, só pude ouvir coisas caindo, coisas quebrando  e os gritos da minha mãe, mas eu não pude sair, eu fiz uma promessa, ou talvez... Talvez eu só estivesse com medo. Mas, eu só tinha quatro anos, o que eu poderia fazer? Foi minha culpa, eu sei disso, mas... Mas eu não fui capaz de proteger minha mãe.

Naquela noite meu pai chegou como de costume, muito estranho em casa, gritando e falando coisas como:  “vocês são fardos que sou obrigado a carregar!” “vocês são inúteis!” “eu odeio vocês!”. Bem, naquela época eu não pude entender muito bem o que isso queria dizer, apesar de uma criança muito esperta eu tinha apenas 4 anos de idade. Ele estava bêbado e sob o efeito de drogas, cocaína. Mamãe começou a discutir com ele depois dele ter me jogado em cima da cama com muita brutalidade, eles discutiram durante um bom tempo pelo que pouco me recordo, eu naturalmente comecei a chorar e gritar, foi então que... Meu pai bateu no meu rosto... é como se o ardor daquele tapa ainda estivesse fluindo pelo meu rosto. Minha mãe tentou me acalmar e foi quando me disse que estávamos brincando de esconde-esconde, ela me trancou no quarto e eu só voltei a vê-la no dia seguinte, que foi quando eu e minha mãe saímos da nossa antiga casa em São Paulo e fomos morar em Santa Catarina na casa que meus avôs deixaram para minha mãe. Minha mãe estava muito triste e eu não pude ajudar novamente.

Bem, me chamo Clarice, tenho 15 anos e vivo em Santa Catarina Com minha mãe Emilly, e meus irmão mais novos Billy de 9 anos e minha irmã Suzie de 6 anos. Billy, Suzie e eu somos irmãos apenas por parte de mãe, cada um tem seu próprio pai e não posso dizer que são os melhores possíveis. O pai de Billy não paga pensão alimentícia como exige a lei e o pai de Suzie sumiu a muitos anos e minha mãe não faz idéia de onde ele esteja, tudo isso por conta do seu último relacionamento que eu chamo de “o senhor bom senso”  ele ameaçou o pai da minha irmã por uns motivos que até hoje eu não sei. Enfim, eu acho que posso dizer que depois do meu... Do cara que me fez, minha mãe ficou muito frustrada com relacionamentos e não fez lá boas escolhas: 3 filhos, cada um com um pai, cada pai um pior que o outro... Bem, acho que já deu pra entender.

Estamos em Fevereiro, as férias acabaram e eu estou cursando o 1°ano do ensino médio. Minha antiga escola era apenas ensino fundamental, então, eu estou prestes a freqüentar uma nova escola, bem mais longe da minha casa e com pessoas que eu nunca vi na minha vida. Eu não estou nada animada, eu odeio mudanças, e coisas novas e fico me perguntando por que as coisas têm que ser assim.

- Clarice, já são 06:00 horas, levante ou vai se atrasar.

-Mãe, eu não estou me sentindo bem, será que eu não posso faltar hoje?

-Clarice, eu sou sua mãe a 15 anos, tempo o suficiente para saber que está mentindo.  Vamos, levante agora!

-Saco!

Tomar banho, escovar os dentes, pentear os cabelos azuis e prende-los por que minha mãe “já acha o suficiente eles serem azuis, uma cor totalmente fora dos padrões” (como ela diz) colocar um uniforme ridículo, tomar café, pegar a mochila e sair sem nem um “boa sorte” da minha mãe por que ela está ocupada cuidando das crianças. Eu fui caminhando até o ponto onde o ônibus escolar passaria, chegando lá, tinham duas garotas sentadas em um banco, quando eu cheguei, elas pararam de conversar e olharam para mim como uma cara de quem está enjoado e prestes a vomitar. Eu as olhei de volta e me sentei, elas se levantaram tão depressa que até parecia que eu tinha aquela doença do tempo de Jesus Cristo, como se chama mesmo? Ah é, lepra! Então começaram a cochichar e se afastar de mim, eu não entendi muito bem, mas permaneci calada olhando para os meus pés até finalmente o ônibus chegar. Elas entraram depressa e se sentaram o ônibus estava absurdamente barulhento, quando eu entrei ouve um silêncio absolutamente estranho e todos estavam olhando para mim, eu me senti uma aberração em meio a realeza. Eu tentei andar sem tropeçar nos meus próprios pés e bem, eu consegui não tropeçar nos meus pés, mas não nos de um garoto que os colocou na minha frente de propósito me fazendo cair de cara no chão. Foi então que o silencio foi quebrado com os risos de todos que estavam no ônibus, eu andei o mais depressa possível e sentei no ultimo banco onde não tinha mais ninguém além de mim.

Coloquei os fones de ouvido e tentei não me concentrar no que as pessoas estavam dizendo, era uma tarefa difícil, mas eu consegui. Chegando no colégio tentei achar minha sala sem tropeçar em mais nada, quando finalmente achei, percebi que estava atrasada e que todos já estavam na sala, o que foi terrível, pois todos voltaram os olhares para mim e pareciam bem assustados. A professora mandou que eu entrasse e me sentasse, ela disse meu nome em voz alta e em seguida me pediu que me apresentasse que idéia foi essa cara? Porra, não fode! Bem, eu me levantei, fui até a frente da classe e comecei:

-Hã, meu no-nome é...

Eu comecei a gaguejar e ouvi do fundo da sala:

-O que foi? Esqueceu seu nome?

Todos começaram a rir e eu não consegui nem falar meu próprio nome.

-Já basta, sente-se Clarice.

A professora continuou a explicar a matéria e eu permaneci calada, tentando não ser notada. Quando saímos para o intervalo, peguei minha bandeja e tentei achar um lugar para me sentar, fui caminhando com calma em direção a uma mesa vazia, quando me dei conta, estava no chão, de cara na bandeja e toda suja, o mesmo garoto do ônibus, ele olhou para mim e disse:

-O que foi? Esqueceu seu nome e de  como se anda também?

Todos estavam rindo, me levantei depressa e fui correndo até o banheiro. Eu juro que não queria chorar, mas é como se as lágrimas tivessem vontade própria, eu estava me sentindo tão sozinha, tão vulnerável... Não voltei para a aula, esperei a hora de ir para casa e fui andando, de repente me vi no chão, duas garotas me jogaram no chão e começaram a cuspir em mim e dizerem que eu era uma aberração, eu corri para minha casa, subi chorando para meu quarto, liguei meu computador e fui imediatamente procurar alguém para ver o show. Um site de bate-papo online, eu ligo minha câmera e me auto mutilo em frente a pessoa do outro lado, a minha intenção é fazê-la se sentir tão mal quanto eu estou. Seu nome era Esteven, ele ficou calo apenas observando o que eu estava fazendo e depois de alguns minutos disse:

- Se sente melhor assim?

Eu permaneci quieta apenas chorando, ele me mandou um link por mensagem, parecia um jogo, e então eu abri e realmente era um jogo. O objetivo era criar um belo avatar 3D e conhecer pessoas, você também podia criar uma família, salas de bate-papo, comprar roupas e tudo mais. Eu fiquei encantada e comecei a jogar passei aquela tarde inteira jogando e criando um belo avatar, parecia que ali dentro as coisas não eram tão ruins, eu pude por algumas horas esquecer completamente o dia de merda que eu havia tido no colégio.

                                                                   Continua...


Notas Finais


A história continua..


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